É indiscutível que as tecnologias digitais e wireless (sem fios) oferecem-nos vantagens...
Câmara dos Deputados
Comissão aprova política nacional de rastreamento para pessoas com Alzheimer
30.Mar.2026
"A proposta garante o fornecimento gratuito de dispositivos eletrônicos de rastreamento geolocalizável para familiares e cuidadores de pessoas com Alzheimer e outras condições que comprometam a orientação espacial."
... mas, antigamente, não existiam seres humanos sendo tecnológica e permanente e monitorados e rastreados. É nisto que reside o problema: a partir do momento que uma coisa se materializa, ela passa a existir e por isso mesmo, tem potencial de crescimento e multiplicação. Presentemente, estamos na fase em que o sistema está a aproveitar oportunidades de fazer-o-bem, para habituar a população ao facto de existirem pessoas sendo tecnológica e permanentemente monitoradas: para tal, nestas primeiras décadas do Séc. XXI vêmos que a propaga busca normalizar ("o novo normal" : norma = regra), o monitoramento de presos, doentes, crianças, animais... soldados? Operários/funcionários? E cidadãos? E todos os cidadãos? Os cidadãos ainda não estão sendo todos tecnológica e permanentemente monitorados devido à aparente incapacidade do sistema em recolher, processar e armazenar tantos dados digitais. O controle absoluto da população é o motivo da corrida-ao-ouro que as grandes empresas de tecnologia estão a fazer, ao caçar territórios em todo o mundo com infraestrutura de geração de energia elétrica e água suficientes para alimentar os bancos de dados que processarão e armazenarão a colossal quantidade de dados gerados diariamente pela população da região. A problemática da construção de bancos de dados tem 2 vertentes altamente problemáticas:
: elevadíssimo consumo de água e energia eléctrica
: monitoramento absoluto da população
Entretanto, a população vai sendo mentalmente domesticada a aceitar como normal uma vida absoluta, tecnológica e digitalmente controlada pelo complexo Governo-corporações.
O paradoxo de clamar pela chamada transição energética em plena propagandeada crise energética é descrito por Larry Fink, CEO do BlackRock, no Fórum Económico Mundial, em Abr.2024:
"Mas isso é apenas um exemplo do poder que isso terá e acredito que, para construir adequadamente a IA, estamos falando de trilhões de dólares em investimentos. Portanto, os data centers, hoje, podem ter até 200 MegaHerz e agora eles estão falando que os data centers terão 1 GigaWatt. Isso alimenta uma cidade. Houve uma empresa de tecnologia com quem conversei com o CEO, na semana passada, que disse que, agora, com todos os seus data centers, tem cerca de 5 GW; em 2030, eles precisarão de 30 GW! 30! A quantidade de energia necessária para usar a IA tem um enorme impacto na sociedade. De onde virá essa energia? Vamos tirá-la da rede? O que isso significa para todos os outros preços elevados de energia? Se fôr isso... acho que representará algumas enormes questões sociais que não abordamos no lado negativo. Esqueça o uso dela [da energia], mas apenas a geração dela... é um poder enorme! Esta é uma enorme oportunidade de investimento, por isso [...] o mundo ficará com short power [energia insuficiente]. Short power! E para alimentar essas empresas de dados você não pode ter apenas... essa energia intermitente, como a eólica e a solar: você precisa de energia despachável, porque eles não podem desligar e ligar esses data centers... Mediador: [...] a demanda por energia, como você aponta da IA e dos data centers, será enorme."