quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

FALAM EM DESATIVAR BARRAGENS | Será possível?



A solução existe... mas existirá boa-vontade política e corporativa para a colocar em prática? A seguinte solução, não só limparia as barragens e daria utilidade à lama tóxica, como empregaria imensas pessoas.





As consequências do rompimento da barragem de minérios da Samarco, em Mariana, MG, trazem à tona a urgência da revisão de processos relacionados à atividade mineradora, em busca de soluções alternativas que garantam mais segurança e maior preservação do meio ambiente. Na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Grupo de Pesquisa em Resíduos Sólidos RECICLOS, sob a coordenação do professor do curso de Engenharia Civil Ricardo Fiorotti, propõe novos usos dos rejeitos, em substituição à construção das barragens: a reutilização na construção civil.

“O processo é muito simples: a ideia principal é separar os materiais com diferentes densidades em um fluido (no caso, ar) aquecido. Por diferença de pressão e temperatura, os materiais mais leves são carregados para as camadas superiores dos dispositivos de separação e os mais pesados precipitam-se nas camadas inferiores.

Os materiais mais pesados são aqueles ricos em óxido de ferro e que podem ser reutilizados pela mineração como matéria-prima. Os mais leves, como areia e argila, podem servir à construção civil”, explica Fiorotti.

As técnicas desenvolvidas pelo grupo estão em processo de registro de propriedade intelectual e são fruto de pesquisas realizadas ao longo dos últimos quatro anos. O uso destas novas tecnologias pelas mineradoras reduziria significativamente os volumes das barragens utilizadas atualmente. Na visão dos pesquisadores, a associação de processos industriais mais eficientes e a reciclagem destes rejeitos poderiam convergir para um panorama rejeito-zero.

Dentre outros resultados obtidos a partir da caracterização de barragens de rejeito localizadas a uma distância média de 100km da capital Belo Horizonte, está a produção de matéria-prima para a construção civil:

“Já produzimos concretos, argamassas, blocos para alvenaria e blocos para pavimentação com estes rejeitos e os resultados são animadores. Estudamos também sua aplicação como infra-estrutura urbana e em rodovias”, exemplifica. “É possível substituir até 80% dos agregados utilizados nessas matrizes por rejeitos de barragem de mineração, sem que isso cause prejuízos ao desempenho dos produtos”.

“Nosso maior interesse é a transferência dessa tecnologia. Estamos a serviço da sociedade para contribuir com o desenvolvimento tecnológico de nosso parque industrial. Outras patentes desenvolvidas e sob a custódia da UFOP também estão disponíveis não só para mineração, mas também para a siderurgia ou qualquer outro grande gerador de resíduos sólidos industriais”, completa o pesquisador, para quem o maior desafio é o convencimento do potencial dessa alternativa no mercado.

Segundo Fiorotti, a resistência a novas tecnologias na mineração ainda é muito grande: “Não temos, ainda, uma cultura efetiva de aproximação entre a universidade e a indústria”. Ele também pondera que existe uma crença de que as barragens de rejeito, mesmo consideradas como estruturas provisórias, seriam estruturas seguras, sendo este um dos principais fatores que limitariam os incentivos às novas tecnologias no setor. Para o professor, esse cenário precisa mudar:

“Pensando no desastre ocorrido recentemente, com a falência da barragem de rejeitos da Samarco, bem como o equilíbrio instável de tantas outras estruturas, cheguei à conclusão de que uma planta piloto custaria menos que um dia de faturamento de uma unidade mineradora, por exemplo. E não ouso me referir ao valor das residências, vidas e memórias destruídas com o acidente”, analisa Ricardo Fiorotti.

Recentemente, o grupo passou a investir na construção de habitações de interesse social em um campo experimental da UFOP. As casas serão construídas com rejeitos industriais, em substituição à areia e à brita, convencionalmente utilizados na construção civil. “Nossa intenção é substituir os agregados naturais por agregados tecnológicos obtidos pelo pós-processamento de rejeitos industriais. A lama de rejeito de barragens de minério de ferro é uma potencial alternativa, ja caracterizada e apta para o processo”.

O professor ainda destaca seu interesse em colaborar com as vítimas do rompimento da barragem em Mariana, cidade em que a UFOP possui um campus: “Não há como reparar o dano que presenciamos, mas podemos contribuir para que as vítimas desse desastre possam ter uma vida digna daqui pra frente”.

Para contribuir com a redução dos efeitos desse acidente, o professor indica que é possível aplicar as tecnologias desenvolvidas na reconstrução dos espaços destruídos, utilizando os rejeitos depositados como materiais de construção civil e para infra-estrutura urbana e rodoviária. “Acredito que essa contribuição poderia significar o marco de um novo tempo. Tempo em que as temerárias estruturas de contenção de lamas foram substituídas por tecnologias mais seguras e limpas”, conclui o pesquisador.

ATUALIZAÇÃO Questionado sobre o potencial de toxicidade dos rejeitos de minério, o professor Ricardo Fiorotti afirmou, em entrevista à Globo News, que o grupo encontrou apenas minério de ferro, sílica e areia nas barragens em que a pesquisa foi desenvolvida. O pesquisador também pontuou que “o cimento é um dos elementos mais tóxicos que existe e a gente utiliza sem qualquer tipo de restrição”.

Porque a Rede Globo desativou o vídeo sobre esta notícia? [▶]

LEIA TAMBÉM | PETROBRAS | Você precisa ver a Lista do que já foi vendido naquele que é considerado o maior negócio da humanidade [▶]




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

PETROBRAS | Você precisa ver a Lista do que já foi vendido naquele que é considerado o maior negócio da humanidade

(Lista em atualização constante)
O desmantelamento da Petrobras está sendo considerado o maior negócio da história da humanidade, justificando-se o mesmo como uma suposta recuperação econômica da petrolífera, chamando-o de "desinvestimento". A verdade é que a Petrobras está sendo vendida para empresas estrangeiras por valores que chegam a menos de 10% do verdadeiro valor. O Brasil está perdendo uma das suas maiores riquezas e o povo está em silêncio.


STJ mantém processo de venda de 90% de subsidiária da Petrobras [▶]
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, suspendeu, nesta quarta-feira (16), decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região e manteve o processo de venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da Petrobras. [Segundo o Ministro] “A suspensão do processo de vendas determinada pelo TRF-5 gerou insegurança jurídica aos investidores [ou saqueadores] interessados no procedimento [de vampirização], afetando a confiança do mercado quanto às perspectivas do setor de petróleo e gás brasileiro”
16.09.2019


O objetivo seria chegar a US$ 21 bilhões = R$ 77,7 bilhões [▶] A seguinte lista revela grande parte do que já foi vendido da Petrobras, totalizando cerca de U$ 19,5 bilhões = R$ 72,2 bilhões.

Vender partes da Petrobras para investidores estrangeiros revela, ou muita incapacidade administrativa, ou muita ganância por parte daqueles que visam lucrar com tais transações em detrimento da própria Nação... mas, ainda assim, será preciso continuar vendendo em 2019? Em 2017, a Petrobras já anunciava lucros significativos:

Apresentamos lucro líquido de R$ 5 bilhões nos primeiros nove meses de 2017 [▶]
13.Nov.2017

Em 2018, as notícias eram ainda melhores:

Registramos maior lucro líquido desde 2011 [R$ 23,7 bilhões nos nove primeiros meses de 2018] [▶]
06.Nov.2018

Alguma coisa está muito errada no Brasil, desde os antigos Governos, até ao atual. A Lista não está por ordem cronológica e poderá não estar completa: o total de vendas poderá ser maior. Não estão incluídas as vendas que já foram aprovadas - que estão em processo de negociação - nem está incluído o que já foi aprovado para venda, mas que ainda não está em processo de negociação. No entanto, dá para ter uma ideia do saque que o Brasil está sofrendo.

LISTA DE VENDAS DA PETROBRAS

1. Campos de Carapeba, Vermelho e Pargo (Bacia de Campos)
US$ 370 milhões = R$ 1,37 bilhões
Perenco (França + Reino Unido)

2. 50% da Petrobras Oil & Gas B.V. (PO&GBV)
Petrovida Holding (Holanda) = Vitol Investments Partnership + Africa Oil Corp + Delonex Energy
US$ 1,53 bilhão = R$ 5,66 bilhões

3. 34 campos 
3R Petróleo (Brasil + Multinacionais) 
US$ 453 milhões = R$ 1,68 bilhões

Detalhe: Capital da 3R Petroleum é 300 vezes menor que valor da cessão [▶] mas a própria Petrobras justificou que aquela é formada por multinacionais [▶]

4. 70% da Refinaria Landulpho Alves (Rlam)
Total (França)
Valor não divulgado

Detalhe: Petrobras nega informações sobre venda de refinaria para a Total [▶]

5. Diversas Sondas
P-3 
American Oil & Gas (EUA)
R$ 20 mil 

P-10  
Rota Shipping (Turquia)
US$ 900 mil = R$ 3,3 milhões

P-16 
Rota Shipping (Turquia)
US$ 920 mil = R$ 3,4 milhões

P-17 
Rota Shipping (Turquia)
US$ 1 milhão = R$ 3,7 milhões

P-23 
Rota Shipping (Turquia)
US$ 1,3 milhões = R$ 4,8 milhões

P-59 e P-60
Rowan Companies (Reino Unido + EUA)
US$ 77 milhões = R$ 248,9 milhões 
Valor de mercado entre US$ 246 milhões e US$ 300 milhões = entre R$ 910,2 milhões e R$ 1,11 bilhões

Detalhe: em 2012 a Petrobras pagou por cada uma [P-59 e P-60] cerca de US$ 360 milhões = R$ 1,33 bilhões ao consórcio Paraguaçu, formado por Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, todas alvos da Lava-Jato

P-71 e P-72
80 mil toneladas de peças e aço
“O que está sendo cometido é um crime. (...)  Isso é um crime de lesa pátria. Esse material é todo livre de imposto para a construção de plataforma. O que acontece ? Compraram as chapas da Gerdau a peso de ouro, depois de dois navios praticamente prontos, vão picotar tudo e vender para Gerdau derreter e fazer novas chapas para vender novamente para a Petrobrás. A Gerdau comprou a preço de lixo.”

6. Campo de Lapa 
Total (França)
US$ 1,95 bilhão = R$ 7,2 bilhões

Detalhe: 45% Total + 30% BG E&P Brasil (Royal Dutch Shell) + 25% Repsol Sinopec Brasil

7. 25% do Campo de Roncador, na Bacia de Campos
Statoil (Noruega)
US$ 2,9 bilhões = R$ 10,73 bilhões

8. Carcará
Statoil (Noruega)
US$ 2,5 bilhões = R$ 9,25 bilhões


9. Nova Transportadora do Sudeste (NTS)
Brookfield (Canadá + Brasil)
US$ 5,2 bilhões = R$ 19,2 bilhões
[▶] [▶]


10. 67,19% na Petrobras Argentina (PESA) 
Pampa Energia (Argentina)
US$ 897 milhões = R$ 3,3 bilhões


11. Petrobras Chile Distribuición (PCD)
Southern Cross (América do Sul)
US$ 464 milhões = R$ 1,7 bilhões
[▶] [▶]

12. Liquigás 
Ultragaz (Brasil)
R$ 2,8 bilhões

13. Ativos no Golfo do México
Murphy Exploration & Production Company – Murphy Oil Corporation (USA)
US$ 1,1 bilhão = R$ 4,07 bilhões

14. 49% Nova Fronteira
São Martinho (Brasil)
US$ 133 milhões = R$ 492 milhões

15. Petroquímica Triunfo
Braskem - Grupo Odebrecht
R$ 250 milhões

Detalhe: Um laudo preparado pela Polícia Federal, no Paraná: negociação teria provocado um prejuízo para a estatal entre R$ 144,4 milhões e R$ 191,2 milhões.

16. Refinarias em Cochabamba e em Santa Cruz, Bolívia
Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos - YPFB (Bolívia)
US$ 112 milhões = R$ 414,4 milhões

17. 50% Petrobras Oil & Gás na Nigéria
Petrovida Holding (Holanda)
US$ 1,53 bilhão = R$ 5,66 bilhões

18. Petrobras Colombia
Perenco (França + Reino Unido)
US$ 380 milhões = R$ 1,4 bilhões

19. Nansei Sekiyu - Japão
Taiyo Oil Company (Japão)
US$ 165 milhões = R$ 610,5 milhões

20. Petrobras America assina acordo para venda da Refinaria de Pasadena [▶]
Chevron U.S.A. Inc.
US$ 562 milhões = R$ 2,08 bilhões

No dia 30 de Janeiro de 2019, o Governo anunciou que pretende continuar privatizando a Petrobras para Corporações internacionais, o que resultará, obviamente, do sangramento da riqueza nacional para o estrangeiro:

Governo brasileiro pretende vender ativos da Petrobras em 2019 [▶]

O povo, entretanto - que só se manifesta quando os gatilhos hipnóticos ordenam - está silencioso. Onde estão as promessas de defesa dos interesses nacionais e da Soberania Nacional?



sábado, 19 de janeiro de 2019

CONTROLE TECNOLÓGICO NO BRASIL | Governo não quer parceria com a China por já ter uma com os EUA?

Em um vídeo, o Guru (o pejorativo colou) do atual Governo, Olavo de Carvalho, transparece desaprovação em relação à ida à China de alguns membros do PSL, os quais, segundo notícia divulgada pelo próprio partido, foram negociar a importação da tecnologia de câmaras rastreamento do rosto dos cidadãos. [▶] [▶]


Isto abriu profundas brechas no atual Governo. Juntando as palavras do O.C. com a surpresa com que o Presidente Jair Bolsonaro diz ter sido acometido ao saber da viagem da comitiva dos deputados e dos senadores [▶] diversas perguntas começam a surgir, como, por exemplo: na reunião que aconteceu entre o atual Presidente, Jair Bolsonaro e o Embaixador da China, Li Jinzhangem Novembro de 2018, será que alguma vez foi abordada a questão da importação da tecnologia chinesa de controle? [▶] 


Uma coisa é certa: a instauração de um Sistema de Controle Tecnológico Biométrico Absoluto faz parte da Agenda Nacional e Internacional [▶] . Se o Sistema de Controle Tecnológico Absoluto não for implantado, no Brasil, pela China, será pelos Estados Unidos. Como vimos em artigo passado [▶], as ligações de Bolsonaro e do Ministro da Economia, Paulo Guedes, com o Conselho das Relações Externas dos Estados Unidos é bastante forte e compromissada. Este complexo Grupo de Estudos Políticos criado por, entre outros, David Rockefeller, é um dos principais cérebros da Governança Global, o qual possui um Programa de Políticas no Espaço Cibernético e Segurança Cibernética [▶] [▶]





O Brasil já está comprometido com Fórum Permanente de Segurança Brasil-Estados Unidos: para prevenir  crimes que envolvem as duas nações, principalmente aqueles cometidos pela internet. Considerando a bi-lateralidade que os EUA está fazendo com diversos países em relação à Segurança Cibernética e considerando que, neste sentido, a bi-lateralidade entre o Brasil e os EUA é muito forte e a falta de conhecimento, ou a pouca importância dada a este fato, foi um grande erro da comitiva do PSL que foi à China: o Brasil já possui um parceiro para instaurar um Sistema de Controle Tecnológico Absoluto em seu território. [▶]

O Brasil, em 2018, exportou para a China cerca de US$ 64,2 bilhões = R$ 240.75 bilhões, o que, contrapondo com o valor de importações (US$ 34,73 bilhões = R$ 130,24 bilhões) corresponde a um lucro aproximado de US$ 29,48 bilhões = R$ 110,55 bilhões [▶]



Quando o presidente da CCIBC - Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Andrew Tang, avisa no dia 19 de Janeiro de 2019 [▶] que "A China só investe onde é bem-vinda. O Brasil precisa desses investimentos e deve ter muito cuidado, se isso [o "endurecimento do discurso anti-China entre apoiadores e membros do governo do presidente Jair Bolsonaro, por conta do viés "socialista" do sistema político vigente no país asiático e receio de espionagem] continuar o país vai sofrer", estaremos antecedendo uma crise diplomática devido a uma competição pelo domínio do mercado da segurança cibernética no Brasil? 

Entretanto, segundo a Folha de São Paulo [▶], a comitiva de deputados e senadores do PSL em visita à China reagiu:  "O bombardeio dos seguidores bolsonaristas – que, nesta quinta-feira, insuflados por Carvalho, acusaram a comitiva do PSL de querer “vender o Brasil para a China” e de serem “comunistas infiltrados na direita” – deixou os onze parlamentares do partido com o sentimento de terem sido atirados “na fogueira” para encobrir o que consideram um escândalo: o pedido do filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, ao Supremo Tribunal Federal, para ter foro privilegiado no caso em que seu motorista e assessor na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, é investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de movimentar 1,2 milhão de reais de forma atípica."

advogado Cleber Teixeira, integrante da comitiva e futuro chefe de gabinete do deputado eleito Alexandre Frota, também do PSL, esclarece-nos que "(...) A China tem uma oferta de investimentos de em torno de 30 bilhões de reais em infraestrutura do Brasil (...)". Que tipo de infraestruturas? Em que áreas comerciais e industriais? Quanto de riqueza brasileira será vampirizada com tanto investimento?

Como vimos em artigo passado [▶]a Prefeitura  de Campinas assinou em Março de 2018 um Memorando de Entendimento com a Huawei para esta participar no projeto Cidade Segura com tais tecnologias de controle biométrico dos cidadãos [▶] A parceria foi assinada entre o Prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), e o Presidente da Huawei no Brasil, Yao Wei. Em Novembro de 2018, o Prefeito de Campinas foi denunciado pelo Ministério Público desvio de verbas destinadas à merenda escolar, tendo sido investigado pelo Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria Regional da República após desdobramentos da Operação Alba Branca. Desvios seriam de R$ 2,8 milhões. [▶]

A participação da Huawei está sendo feita em parceria com a brasileira CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, especializada em IoT (Internet das Coisas), Blockchain, Biometria, etc... [▶]



Lembrando que um dos "parceiros de incentivo à tecnologia" da CPqD, o BNDES, está sendo investigado por diversos crimes. Segundo o esclarecimento do Rafael, do Canal Ideias Radicais, "(...) entre 2007 (...) e Maio de 2016, o BNDES aprovou operações no valor de 1 trilhão e 560 bilhões de reais, (...) ou 43x o Bolsa Família. No ano de 2010, os desembolsos totais do BNDES - que foram 95,7 bilhões de dólares - (...) 63x de todos os desembolsos do Banco Mundial - que foi de 58,7 bilhões de dólares. E o Banco Mundial empresta para o Mundo inteiro."





sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CÂMARAS BIOMÉTRICAS CHINESAS JÁ ESTÃO NO BRASIL DESDE 2018 | O que o PSL foi fazer na China?

O sistema biométrico de segurança chinês que utiliza câmaras de reconhecimento facial, já está implantado em Campinas desde 2018, - segundo notícia divulgada pela Prefeitura de Campinas em 13.12.2018 [▶]


Esta tecnologia de controle está sendo implantada pela Huawey - empresa de tecnologia chinesa - através do seu programa Safe City (Cidade Segura)... [▶] 


... em parceria com a brasileira CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, especializada em IoT (Internet das Coisas), Blockchain, Biometria, etc... [▶]


Lembrando que um dos "parceiros de incentivo à tecnologia" da CPqD, o BNDES, está sendo investigado por diversos crimes. Segundo o esclarecimento do Rafael, do Canal Ideias Radicais, "(...) entre 2007 (...) e Maio de 2016, o BNDES aprovou operações no valor de 1 trilhão e 560 bilhões de reais, (...) ou 43x o Bolsa Família. No ano de 2010, os desembolsos totais do BNDES - que foram 95,7 bilhões de dólares - (...) 63x de todos os desembolsos do Banco Mundial - que foi de 58,7 bilhões de dólares. E o Banco Mundial empresta para o Mundo inteiro."



... e em parceria com a IMA - Informática de Municípios Associados [▶]

A Prefeitura  de Campinas assinou em Março de 2018 um Memorando de Entendimento com a Huawei para esta participar no projeto Cidade Segura com tais tecnologias de controle biométrico dos cidadãos [▶] A parceria foi assinada entre o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), e o presidente da Huawei no Brasil, Yao Wei. Em Novembro de 2018, o Prefeito de Campinas foi denunciado pelo Ministério Público desvio de verbas destinadas à merenda escolar, tendo sido investigado pelo Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria Regional da República após desdobramentos da Operação Alba Branca. Desvios seriam de R$ 2,8 milhões. [▶]



Assim, surge a questão: o que representantes do PSL (Partido Social Liberal) foram, realmente, fazer na China?
[▶]


De seguida, o texto da notícia publicada pela Prefeitura de Campinas:

Prefeitura apresenta “Cidade Segura” com câmeras de reconhecimento facial
13/12/2018 - 19:57

Convidados e imprensa foram apresentados, na tarde desta quinta-feira, dia 13 de novembro, ao projeto “Safe City/Cidade Segura Campinas”, inédito no País. O evento, realizado no Salão Azul do Paço Municipal, mostrou em tempo real a ferramenta de inovação em tecnologia de segurança pública que já está sendo implantada na região central da cidade. A área receberá a instalação de câmeras inteligentes de alta tecnologia que permitem reconhecimento facial, entre outras funcionalidades de segurança.

O projeto-piloto selecionou Campinas em decorrência do porte do município e de sua importância econômica. A parceria da Prefeitura de Campinas com a empresa chinesa Huawei e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) é pioneira no Brasil e amplia o programa “Campinas Bem Segura”. A iniciativa tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O prefeito Jonas Donizette enfatizou, durante a apresentação, que “segurança pública é algo que diz respeito a todos” e por isso a importância de um projeto que trabalhe na prevenção da criminalidade e na elucidação de casos, quando acontecem. Ele ressaltou que a parceria foi firmada sem nenhum custo para o Município e faz parte da construção de uma Cidade Inteligente, com foco em inovação voltada para o cidadão.

Serão instaladas em Campinas cerca de 30 câmeras inteligentes, disponibilizadas pela Huawei e integradas à Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cimcamp). A maioria dessas câmeras será instalada na região central da cidade. Elas poderão formar uma plataforma de integração inteligente, ou seja, existe a possibilidade de interligar essas câmeras da Prefeitura com outras do Cimcamp e também com equipamentos da iniciativa privada, como os localizadas em shoppings, postos de gasolina e bancos, por exemplo.

As novas câmeras permitem o reconhecimento facial, ajudando a identificar criminosos procurados e a localizar pessoas desaparecidas. As imagens serão cruzadas em um banco de dados de imagens de pessoas, a ser implementado para efetivar a ferramenta. As soluções estão sendo desenvolvidas em conjunto pela Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, por meio da Cimcamp e da Informática de Municípios Associados (IMA). A ideia é customizar a tecnologia disponível para integrar e dar inteligência ao trabalho que já existe hoje no município.

“Campinas é uma cidade que tem muita visibilidade. Vamos dar outros passos, avançar, expandir essa tecnologia aqui e para outros municípios, para que a nossa cidade e o País tenham mais segurança”, afirmou o prefeito. Ele lembrou a recente viagem do vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, também presente ao evento, à China, para participação em congressos na área de tecnologia, o que demonstra o interesse da Administração Municipal em agregar conhecimento no setor para também trazer investimentos para a cidade.

Em sua fala no evento, o presidente da Huawei para América Latina, Zou Zhilei, destacou a importância do projeto realizado em Campinas para a empresa, por isso fez questão de estar presente à apresentação. “Vemos o grande potencial de fazer a parceria evoluir de maneira cada vez melhor”, afirmou, explicando que a padronização de acordo com as necessidades locais vai ajudar não só Campinas mas outras cidades no Brasil e na América Latina a desenvolver o conceito de cidades inteligentes com alto padrão de tecnologia.

Inteligência contra o crime

O conceito “living lab” (laboratório vivo) da Huawei para soluções avançadas de segurança pública em projetos de cidades inteligentes será replicado em Campinas. Na cidade, o foco será na segurança inteligente e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Para o secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública de Campinas, Luiz Augusto Baggio, a integração das novas câmeras ao Cimcamp pode ser comparada a dar um cérebro para os olhos que a cidade já possui. Ele explicou que o novo sistema permitirá adicionar funcionalidades para que seja possível reconhecer situações de perigo, além de localizar potenciais criminosos, por exemplo.

Das cerca de 30 câmeras da parceria com a Huawei, seis já estão instaladas no Terminal Central; Largo do Rosário com Avenida Francisco Glicério, Avenida Moraes Salles e Avenida Orosimbo Maia com Avenida Brasil, por exemplo. Também foram instaladas provisoriamente câmeras no Paço Municipal e na IMA para a etapa de testes. As demais câmeras também serão instaladas na região central. O Terminal Rodoviário é outro local indicado para receber câmeras de reconhecimento facial.

O programa “Campinas Bem Segura”, desenvolvido pela Administração Municipal, conta com 500 câmeras em toda a cidade, todas interligadas à Cimcamp. Neste total, estão as 130 câmeras que fazem o monitoramento veicular, interligadas ao Sistema Inteligente de Monitoramento Veicular de Campinas (Simvecamp). São câmeras instaladas nos principais acessos e ruas da cidade que permitem ler placas de veículos, com a finalidade de recuperar carros furtados ou roubados, flagrar criminosos em ação e retirá-los das ruas.

Em uma apresentação em tempo real, o diretor da Cimcamp, Willian Barbanera, demonstrou a funcionalidade das câmeras ao localizar uma pessoa previamente cadastrada no sistema de reconhecimento facial no saguão principal do Paço Municipal. Ao lado dos diretores da Huawey de Tecnologia e de Safe City/Cidades Seguras, Ricardo Bovo e Rildo Santos, o gerente de Desenvolvimento de Negócios para Cidades Inteligentes do CPQD, Maurício Cassoti, explicou a customização do sistema à realidade local de Campinas. Uma das aplicações é o envio da foto da pessoa procurada, por meio de um sistema de radicomunicação, para o guarda municipal mais próximo de onde ela foi localizada.

Defesa Civil

Além de colaborar com a área de Segurança, as novas câmeras serão usadas para dar suporte ao gerenciamento do trânsito e à atuação da Defesa Civil, por exemplo.

O projeto em parceria com a Huawei também prevê a instalação de dez Estações Meteorológicas Automatizadas em várias regiões da cidade. Esses aparelhos integrarão o videomonitoramento para alarmes em pontos de inundação, onde sensores poderão informar sobre risco de alagamento, entre outros casos.

O mecanismo medirá umidade, vento e volume de chuva em tempo real, de acordo com o Sidnei Furtado, diretor da Defesa Civil de Campinas. Segundo ele, a quantidade de chuvas em determinada região da cidade poderá soar alarmes de inundação em áreas a serem evitadas durante tempestades e também ajudar a monitorar pessoas em situações de perigo.

Outra funcionalidade prevista pela Defesa Civil será trabalhar na prevenção e controle de arboviroses, como zika e dengue, com as equipes de Saúde do Município. Os dados das Estações Meteorológicas poderão informar regiões da cidade com maior potencial para desenvolvimento de larvas de mosquitos por conta do alto volume de chuvas e temperatura elevada.

Para conhecer o trabalho que está sendo desenvolvido em Campinas, estiveram presentes ao evento representantes de cidades da região, como Indaiatuba e Sorocaba, e também de Uberaba (MG), e Feira de Santana (BA).

A apresentação do projeto “Cidade Segura Campinas” também contou com a presença do presidente mundial de Relações com Governo da Huawei, Victor Zhang; do secretário de Políticas do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações, Thiago Camargo; do vice-presidente do CPQD, Edvaldo Paro; do presidente da IMA, Fernando Garnero; do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, André Von Zuben; do secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro; e do presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo.

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