Um governo mundial só poderá ser instaurado com a padronização de diversas frentes, como, p.ex.: uma plataforma financeira digital única mundial, uma moeda digital única mundial e um sistema sanitarista único mundial.
A OMS junta-se à Open Health Stack Software Foundation para promover a saúde digital aberta e baseada em padrões para todos os países
09.Jul.2026
Os sistemas de saúde digital em muitos países desenvolveram-se de forma fragmentada. Há um programa para imunização, outro para HIV, outro para saúde materna - cada um criado separadamente, muitas vezes por parceiros diferentes, em plataformas isoladas que não conseguem comunicar-se facilmente entre si. Os profissionais de saúde inserem as mesmas informações mais de uma vez. Os ministérios têm dificuldade em obter uma visão completa do seu próprio sistema de saúde e cada novo investimento acrescenta mais uma peça desconectada, em vez de fortalecer toda a infraestrutura. A Open Health Stack Software Foundation (OHS-SF) [Fundação Saúde Aberta Pilha/Monte de Softwear]...
Pilares para o futuro da saúde digital global. Um espaço neutro, de propriedade da comunidade, para componentes de código aberto - ajudando desenvolvedores de toda parte a criar soluções de saúde baseadas em padrões e prontas para IA.
... recém-criada pela Linux Foundation com o apoio da OMS, do Google e de uma coalizão global de organizações de saúde e tecnologia...
Artigo CDS
... foi concebida para ajudar a solucionar esse problema. A OMS contribuirá para manter o trabalho da Fundação alinhado às normas e padrões da organização, bem como às necessidades dos países.
A origem do Open Health Stack
A Fundação baseia-se em uma colaboração iniciada em 2020, quando a OMS identificou um problema prático: suas Diretrizes SMART - bem como outras recomendações e normas de saúde pública e clínica com garantia de qualidade...
... precisavam ser utilizáveis em sistemas reais de saúde digital e não apenas publicadas como documentos. A OMS e o Google assinaram um Memorando de Entendimento para desenvolver código de software de código aberto que facilitasse a adoção das orientações da OMS pelos países, utilizando padrões de interoperabilidade compartilhados, como o HL7 FHIR.
Essa colaboração deu origem ao Open Health Stack, lançado em 2023...
... e com ele cresceu uma comunidade mais ampla de desenvolvedores, implementadores, ministérios da saúde e parceiros técnicos. Milhões de pessoas são agora atendidas por serviços de saúde que utilizam ferramentas do Open Health Stack - desde sistemas nacionais de registros digitais até plataformas para agentes comunitários de saúde - em países da África Subsaariana, do Sul da Ásia e do Sudeste Asiático. Para garantir que essas ferramentas continuem a servir toda a comunidade global de saúde, em vez de apenas uma organização, o Google está transferindo o código e os ativos do Open Health Stack para uma nova fundação independente, hospedada pela Linux Foundation. Como afirma o Dr. Michael Howell, Diretor de Saúde do Google:
"O Open Health Stack é um excelente exemplo de infraestrutura aberta, transparente e verificável que ajuda a construir uma IA verdadeiramente confiável na área da saúde. Temos orgulho de contribuir com o Open Health Stack para a Linux Foundation, garantindo que desenvolvedores possam criar ferramentas digitais nas quais profissionais clínicos e de saúde pública possam confiar, e que sejam baseadas em padrões acessíveis e compartilhados. Trabalhar em conjunto com toda a comunidade nos permite cocriar um ecossistema focado no acesso aos cuidados de saúde e na inovação."
Construído em padrões-base abertos já recomendados pela OMS
O trabalho da Fundação baseia-se nos mesmos padrões que a OMS utiliza em suas diretrizes normativas: HL7 FHIR para o intercâmbio de dados de saúde e terminologias internacionais, como a Classificação Internacional de Doenças (CID)...
Artigos CDS sobre CID
... garantindo que um diagnóstico, ou serviço, registrado em um sistema tenha o mesmo significado em outro. As ferramentas do Open Health Stack são projetadas para operar diretamente com as Diretrizes SMART da OMS - versões legíveis por máquina das recomendações clínicas e de saúde pública da organização. Essa conexão é fundamental na prática: significa que os sistemas desenvolvidos pelos países com base no Open Health Stack já estão prontos para executar conteúdos com garantia de qualidade da OMS, eliminando a necessidade de trabalhos adicionais para converter as diretrizes da organização em formatos utilizáveis.
Implicações para os países
A Fundação manterá e expandirá bibliotecas de código aberto, ferramentas para desenvolvedores e softwares de referência que qualquer país, ou parceiro de implementação, possa utilizar, sem custos de licenciamento, ou dependência exclusiva de fornecedores [vendor lock-in]. Trata-se de uma base compartilhada e reutilizável que auxilia os países a avançarem em direção ao conceito da OMS de Infraestrutura Digital e de Dados de Saúde Essencial e Resiliente (REDDHI): um cenário no qual os serviços e aplicativos digitais de saúde essenciais de um país - como registros compartilhados, histórico de saúde ao longo da vida e intercâmbio de dados entre sistemas baseado em padrões - são técnica e financeiramente sustentáveis por conta própria. O uso de código aberto mantido pela comunidade, fundamentado em padrões, tecnologias, arquiteturas e conteúdos abertos - a abordagem "full-STAC"...
... é um dos fatores que viabilizam essa sustentabilidade, evitando que os países precisem reconstruir, ou re-licenciar repetidamente as mesmas capacidades fundamentais. Por ser um código aberto e baseado em padrões, ele permite que países e empresas locais o utilizem como base, adaptem-no e realizem sua manutenção de forma independente, sem depender de um único fornecedor. Esse aspecto é central para a mudança proposta pela Agenda de Ação de Accra...
... e pela Agenda de Lusaka:
... transitar de soluções pontuais fornecidas externamente para sistemas de propriedade nacional, sustentáveis técnica e financeiramente a longo prazo pelos ecossistemas tecnológicos locais. Além disso, a iniciativa fomenta a capacidade local em saúde digital, fortalecendo desenvolvedores, empresas e instituições públicas nacionais que manterão esses sistemas ao longo dos anos, reduzindo a dependência de fontes distantes de software e de suporte externo.
Preparando países para uma IA verificável
A Fundação também inclui o AI Commons for Global Health - um espaço neutro e agnóstico em relação a modelos, desenvolvido em parceria com a OMS.
Esse espaço visa criar as ferramentas compartilhadas necessárias para uma IA segura e eficaz na saúde, incluindo protocolos técnicos comuns, competências específicas da área da saúde que sistemas de IA possam utilizar, bem como ferramentas de avaliação e benchmarking. Ao basear-se em padrões abertos de IA e integrar o ecossistema que viabiliza as Linhas-Guia SMART sobre FHIR, a iniciativa oferecerá aos países um caminho prático para incorporar a IA em seus sistemas de saúde utilizando uma infraestrutura interoperável, auditável e fundamentada nas normas da OMS, em vez de adotar ferramentas de IA isoladas, ou incompatíveis, com os padrões dos quais seus sistemas de saúde já dependem. Como afirma o Dr. Garrett Mehl, Chefe da Unidade de Saúde Digital e Sistemas de Informação da OMS:
"Vimos muitos sistemas promissores de saúde digital entrarem em colapso quando o projeto do doador que os financiava chegava ao fim. O caminho para ecossistemas nacionais de saúde digital resilientes passa pelo protagonismo dos países tanto na governança quanto nas bases técnicas de seus sistemas: uma governança sob seu controle, padrões que possam servir de referência para testes e softwares cuja manutenção não dependa perpetuamente de fornecedores externos. A Open Health Stack Software Foundation é uma peça fundamental dessa infraestrutura de independência: aberta, governada pela comunidade, sem pertencer a um único ator e projetada para perdurar além de qualquer ciclo de financiamento individual."
Como os países e seus parceiros podem se beneficiar
Para os ministérios da saúde e seus parceiros tecnológicos, a oportunidade prática reside em aproveitar ferramentas que já estão alinhadas às normas da OMS, em vez de começar do zero ou vincular-se a um único fornecedor. As Diretrizes SMART da OMS - conteúdo clínico e de saúde pública legível por máquina - estão disponíveis gratuitamente em smart.who.int, enquanto o código-fonte aberto gratuito, as ferramentas para desenvolvedores...
... e o software de referência que operacionalizam esse conteúdo em sistemas reais podem ser encontrados em ohs.foundation. A adesão à Fundação é gratuita para entidades sem fins lucrativos, acadêmicas e governamentais, seguindo o modelo da categoria de Membro Associado da Linux Foundation. As equipes técnicas dos países e os parceiros locais de implementação podem tanto contribuir para o código quanto utilizá-lo, integrando-o aos sistemas nacionais de saúde digital, adaptando-o às necessidades locais e realizando sua manutenção ao longo do tempo. Isso gera capacidade técnica local duradoura, evitando a dependência recorrente de fornecedores e sistemas externos.--FIM DA TRADUÇÃO
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