quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estudo comparativo de saúde entre crianças norte-americanas, vacinadas e não vacinadas




... baseia-se no estudo não-publicado de Anthony R. Mawson, Professor do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística da Escola de Saúde Pública da Universidade Jackson, nos EUA, Estudo piloto comparativo sobre a saúde de crianças norte-americanas de 6 a 12 anos vacinadas e não vacinadas.


O estudo não foi publicado, primeiro devido à proibição da Universidade e segundo, devido à falta de vontade de Mawson em ser perseguido e ter a vida profissional e pessoal arruinada - assista o documentário para entender.

De seguida, uma tradução parcial do estudo. Sugiro abrir o documento e pelo menos consultar as tabelas comparativas: a quantidade de crianças vacinadas doentes, extremamente doentes e com doenças crónicas, é muito maior do que a quantidade de crianças não-vacinadas sofrendo das mesmas doenças, sendo que, em alguns casos, zero (0) crianças não-vacinadas apresentaram algumas das doenças listadas. Será que a quantidade de mortes é muito maior, também, entre as crianças vacinadas?


Estudo piloto comparativo sobre a saúde de crianças norte-americanas de 6 a 12 anos vacinadas e não vacinadas
12 páginas
Anthony R Mawson | Professor, Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Escola de Saúde Pública, Universidade Jackson State, Jackson, MS EUA
Brian D Ray | Presidente, Instituto Nacional de Pesquisa de Educação Domiciliar, Salem, OR EUA
Azad R Bhuiyan | Professor Associado, Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Escola de Saúde Pública, Universidade Jackson State, Jackson, MS EUA
Binu Jacob | Ex-aluno de pós-graduação, Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Escola de Saúde Pública, Universidade Jackson State, Jackson, MS EUA

Resumo

A vacinação preveniu milhões de doenças infecciosas, hospitalizações e mortes entre crianças nos EUA; no entanto, os desfechos de saúde a longo prazo do calendário de vacinação permanecem incertos. O Instituto de Medicina dos EUA recomendou a realização de estudos para abordar essa questão. Este estudo teve como objetivos: 

1) comparar crianças vacinadas e não vacinadas quanto a uma ampla gama de desfechos de saúde e 

2) determinar se uma associação encontrada entre vacinação e transtornos do neurodesenvolvimento (TND) - caso houvesse alguma - permaneceria significativa após o ajuste para outros fatores mensurados. 

Foi realizado um estudo transversal com mães de crianças educadas em casa (homeschooling), em colaboração com organizações de ensino domiciliar em quatro estados dos EUA: Flórida, Louisiana, Mississippi e Oregon. Solicitou-se às mães que respondessem a um questionário online anónimo sobre seus filhos biológicos, de 6 a 12 anos de idade, abordando factores relacionados à gravidez, histórico de nascimento, vacinação, doenças diagnosticadas por médicos, medicamentos utilizados e serviços de saúde. O TND, uma medida diagnóstica derivada, foi definido pela presença de um, ou mais, dos 3 diagnósticos intimamente relacionados a seguir: dificuldade de aprendizado, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Obteve-se uma amostra de conveniência de 666 crianças, das quais 261 (39%) não eram vacinadas. As crianças vacinadas apresentaram menor probabilidade de diagnóstico de varicela e coqueluche do que as não vacinadas, mas maior probabilidade de diagnóstico de pneumonia, otite média, alergias e TND. Após o ajuste, a vacinação, o sexo masculino e o nascimento prematuro permaneceram significativamente associados aos TND. No entanto, em um modelo final ajustado com interação, a vacinação - mas não o nascimento prematuro - permaneceu associada aos TND, enquanto a interação entre nascimento prematuro e vacinação associou-se a um aumento de 6,6x nas chances de TND (IC 95%: 2,8; 15,5). Em conclusão, observou-se que crianças educadas em casa e vacinadas apresentavam taxas mais elevadas de alergias e TND do que aquelas não vacinadas. Embora a vacinação tenha permanecido significativamente associada aos TND após o controle de outros factores, o nascimento prematuro combinado à vacinação associou-se a um aparente aumento sinérgico nas chances de TND. São necessárias mais pesquisas, envolvendo amostras maiores e independentes e desenhos de estudo mais robustos, para verificar e compreender esses achados inesperados, a fim de otimizar o impacto das vacinas na saúde infantil.

Introdução

As vacinas estão entre as maiores conquistas da ciência biomédica e são uma das intervenções de saúde pública mais eficazes do século XX. Estima-se que, entre as crianças norte-americanas nascidas entre 1995 e 2013, a vacinação tenha prevenido 322 milhões de casos de doenças, 21 milhões de hospitalizações e 732.000 mortes prematuras, gerando uma economia total de US$ 1,38 trilhão. Cerca de 95% das crianças norte-americanas em idade de pré-escola (jardim de infância) recebem todas as vacinas recomendadas como requisito para frequentar escolas e creches, visando prevenir a ocorrência e a propagação das doenças infecciosas-alvo. Avanços na biotecnologia estão contribuindo para o desenvolvimento de novas vacinas para uso em larga escala. De acordo com o calendário de vacinação pediátrica atualmente recomendado, crianças norte-americanas recebem até 48 doses de vacinas contra 14 doenças desde o nascimento até os seis anos de idade - um número que vem aumentando continuamente, desde a década de 1950, especialmente após a criação do programa Vaccines for Children [Vacinas para Crianças], em 1994. O programa Vaccines for Children teve início com vacinas voltadas para 9 doenças: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, doença por Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B, sarampo, caxumba e rubéola. Entre 1995 e 2013, novas vacinas contra outras 5 doenças foram incluídas para crianças de até 6 anos: varicela, hepatite A, doença pneumocócica, influenza e rotavírus. Embora testes de imunogenicidade e segurança de curto prazo sejam realizados nas vacinas antes de sua aprovação pela Food and Drug Administration [Administração de Comida e Drogas] (FDA) dos EUA, os efeitos a longo prazo de vacinas individuais e do próprio programa de vacinação permanecem desconhecidos. Reconhece-se que as vacinas acarretam riscos de efeitos adversos graves, agudos e crônicos, como complicações neurológicas e até mesmo a morte; no entanto, tais riscos são considerados tão raros que o programa de vacinação é tido como seguro e eficaz para praticamente todas as crianças. Existem pouquíssimos ensaios clínicos randomizados sobre qualquer vacina recomendada para crianças no que diz respeito à morbidade e mortalidade, em parte devido a preocupações éticas relacionadas à não administração de vacinas a crianças alocadas em grupos de controle. Uma exceção, a vacina contra o sarampo de alto título, foi retirada de circulação após vários ensaios clínicos randomizados na África Ocidental demonstrarem que ela interagia com a vacina contra difteria, tétano e coqueluche, resultando em um aumento significativo de 33% na mortalidade infantil. 

Artigo CDS 25.Ago.2026

As evidências de segurança provenientes de estudos observacionais abrangem um número limitado de vacinas - como, por exemplo, a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola e a vacina contra hepatite B - mas não há dados sobre o programa de vacinação infantil como um todo. O conhecimento é limitado mesmo no caso de vacinas com um longo histórico de segurança e proteção contra doenças contagiosas. Também se desconhecem os níveis seguros e os efeitos a longo prazo de componentes das vacinas, como adjuvantes e conservantes. Outras preocupações dizem respeito à segurança e ao custo-benefício de vacinas mais recentes contra doenças que são potencialmente letais para o indivíduo, mas que têm menor impacto na saúde da população, a exemplo da vacina contra o meningococo do grupo B. O conhecimento sobre eventos adversos pós-vacinação baseia-se, em grande parte, em notificações voluntárias feitas por médicos e pais ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS). No entanto, estima-se que a taxa de notificação de lesões graves associadas a vacinas seja inferior a 1%. Essas considerações levaram o antigo Instituto de Medicina (atualmente Academia Nacional de Medicina) a recomendar, em 2005, a elaboração de um plano de 5 anos para pesquisas sobre a segurança de vacinas, a ser conduzido pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Em suas revisões de 2011 e 2013 sobre os efeitos adversos das vacinas, o Instituto de Medicina concluiu que poucos problemas de saúde são causados ​​por vacinas, ou a elas associados e não encontrou evidências de que o calendário de vacinação fosse inseguro. Outra revisão sistemática, encomendada pela Agência de Pesquisa e Qualidade em Saúde dos EUA (AHRQ) para identificar lacunas nas evidências sobre a segurança do programa de vacinação infantil, concluiu que eventos adversos graves após a vacinação são extremamente raros. O Instituto de Medicina, contudo, apontou a necessidade de estudos para: 

: comparar os desfechos de saúde de crianças vacinadas e não vacinadas

: examinar os efeitos cumulativos de longo prazo das vacinas

: analisar o momento da vacinação em relação à idade e às condições da criança

: avaliar a carga total, ou o número de vacinas administradas simultaneamente

: investigar o efeito de outros componentes das vacinas nos desfechos de saúde

: estudar os mecanismos de lesões associadas às vacinas.

Um factor que complica a avaliação do programa de vacinação é o fato de que as vacinas contra doenças infecciosas apresentam efeitos inespecíficos complexos sobre a morbidade e a mortalidade, os quais vão além da prevenção da doença-alvo. A existência desses efeitos desafia a premissa de que vacinas individuais afetam o sistema imunológico independentemente umas das outras e não produzem efeitos fisiológicos além da proteção contra o patógeno-alvo. Os efeitos inespecíficos de algumas vacinas parecem ser benéficos, enquanto em outras parecem aumentar a morbidade e a mortalidade. Por exemplo, relata-se que tanto a vacina contra o sarampo, quanto a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), reduzem a morbidade e a mortalidade globais, ao passo que as vacinas contra difteria, tétano e coqueluche e contra a hepatite B apresentam o efeito oposto. Os mecanismos responsáveis ​​por esses efeitos inespecíficos são desconhecidos, mas podem envolver, entre outros factores: interações entre as vacinas e seus componentes - por exemplo:

:  se as vacinas são de vírus vivos, ou inativadas

: a vacina administrada mais recentemente

: suplementos de micronutrientes, como a vitamina A

: a sequência em que as vacinas são administradas

: seus possíveis efeitos combinados e cumulativos. 

Uma grande controvérsia atual é a questão de saber se a vacinação desempenha algum papel nos transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs), que incluem, de modo geral, dificuldades de aprendizado, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa controvérsia tem sido alimentada pelo facto de que os EUA enfrentam o que foi descrito como uma "pandemia silenciosa" de neurotoxicidade do desenvolvimento, em grande parte subclínica, na qual cerca de 15% das crianças sofrem de dificuldades de aprendizado, déficits sensoriais e atrasos no desenvolvimento. Em 1996, a prevalência estimada de TEA era de 0,42%. Em 2010, esse índice havia subido para 1,47% (1 em cada 68), sendo afetados 1 em cada 42 meninos e 1 em cada 189 meninas. Mais recentemente, com base em uma pesquisa do CDC realizada com pais, entre 2011 e 2014, estimou-se que 2,24% das crianças (1 em cada 45) apresentavam TEA. No entanto, as taxas de outras deficiências do desenvolvimento - como deficiência intelectual, paralisia cerebral, perda auditiva e deficiências visuais - diminuíram, ou permaneceram inalteradas. As taxas de prevalência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também aumentaram acentuadamente nas últimas décadas. Aumentos anteriores na prevalência de dificuldades de aprendizado foram seguidos por taxas decrescentes na maioria dos estados, possivelmente devido a mudanças nos critérios diagnósticos. Acredita-se que grande parte do aumento nos diagnósticos de TNDs nas últimas décadas se deva à crescente conscientização sobre o autismo e a ferramentas de triagem mais sensíveis e consequentemente, a um número maior de crianças com sintomas mais leves de autismo. No entanto, esses fatores não explicam todo o aumento. O aumento geograficamente disseminado de TEA e TDAH sugere a participação de um fator ambiental ao qual praticamente todas as crianças estão expostas. Produtos químicos agrícolas são um foco atual de pesquisa. Um possível papel das vacinas no aumento dos diagnósticos de TNDs permanece desconhecido devido à falta de dados sobre os desfechos de saúde de crianças vacinadas e não vacinadas. A necessidade de tais estudos é sugerida pelo fato de que o Programa de Compensação por Lesões Causadas por Vacinas (Vaccine Injury Compensation Program) pagou US$ 3,2 bilhões [R$ 17,6 bilhões] em indenizações por lesões relacionadas a vacinas, desde a sua criação, em 1986. Um estudo sobre pedidos de indenização atendidos pelo Vaccine Injury Compensation Program [Programa de Compensação por Lesões Causadas por Vacinas] referentes a encefalopatia e transtorno convulsivo induzidos por vacinas identificou 83 casos reconhecidos como decorrentes de lesão cerebral. Em todos os casos, o Court of Federal Claims [Tribunal de Reivindicações Federais] observou - ou acordos judiciais indicaram - que as crianças apresentavam autismo, ou TEA. Por outro lado, numerosos estudos epidemiológicos não encontraram associação entre a administração de vacinas específicas (em particular, a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo e não existe nenhum mecanismo aceito pelo qual as vacinas poderiam induzir o autismo. Um grande desafio na comparação entre crianças vacinadas e não vacinadas tem sido identificar um grupo acessível de crianças não vacinadas, visto que a vasta maioria das crianças nos EUA é vacinada. Crianças em homeschooling [educação domiciliar] são adequadas para tais estudos, uma vez que uma proporção maior delas não é vacinada em comparação com crianças de escolas públicas. As famílias que praticam o ensino domiciliar apresentam uma renda mediana aproximadamente igual à das famílias constituídas por casais em todo o país, um número ligeiramente maior de anos de escolaridade formal e um tamanho médio de família maior (pouco mais de 3 filhos) em comparação com a média nacional (pouco mais de 2 filhos). Essas famílias estão ligeiramente super-representadas na região Sul, cerca de 23% não são brancas e a distribuição etária das crianças educadas em casa (do jardim de infância ao ensino médio) é semelhante à das crianças em todo o país. Cerca de 3% da população em idade escolar recebia ensino domiciliar no ano letivo de 2011-2012. Os objetivos deste estudo foram: 

1) comparar crianças vacinadas e não vacinadas quanto a uma ampla gama de desfechos de saúde, incluindo condições agudas e crônicas, bem como o uso de medicamentos e serviços de saúde; 

2) determinar se uma eventual associação encontrada entre vacinação e transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs) permanecia significativa após o ajuste para outros fatores mensurados. 

(...)

Conclusões

A avaliação dos efeitos a longo prazo do calendário de vacinação sobre a morbidade e a mortalidade tem sido limitada. Neste estudo piloto envolvendo crianças vacinadas e não vacinadas em homeschooling, observou-se uma redução nas chances de varicela e coqueluche entre os vacinados, como esperado; no entanto, verificou-se um aumento inesperado nas chances de muitas outras condições diagnosticadas por médicos. Embora o delineamento transversal do estudo limite a interpretação de causalidade, a força e a consistência dos resultados, a aparente relação "dose-resposta" entre o status vacinal e diversas formas de doenças crônicas, bem como a associação significativa entre vacinação e distúrbios do neurodesenvolvimento (DNDs), corroboram a possibilidade de que algum aspecto do atual programa de vacinação possa estar contribuindo para os riscos de morbidade infantil. A vacinação manteve-se significativamente associada aos DNDs mesmo após o controle para outros fatores; por outro lado, o nascimento prematuro - há muito considerado um importante fator de risco para DNDs - não apresentou associação com essas condições após o controle para a interação entre prematuridade e vacinação. Além disso, a combinação de nascimento prematuro e vacinação associou-se a um aparente aumento sinérgico nas chances de DNDs, superando o risco observado apenas com a vacinação. Contudo, os resultados do estudo devem ser interpretados com cautela. Primeiramente, são necessárias pesquisas adicionais para replicar os achados em estudos com amostras maiores e delineamentos mais robustos. Em segundo lugar, caso os resultados sejam replicados, torna-se necessário identificar e abordar fatores potencialmente prejudiciais associados ao calendário de vacinação, bem como compreender melhor os mecanismos subjacentes. Tais estudos são fundamentais para otimizar o impacto da vacinação na saúde infantil.--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

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