terça-feira, 16 de outubro de 2018

Atravessando a Ponte até à União

Este estudo, Atravessando a Ponte até à União, é a continuação do estudo Apologia da União entre as Pessoas [1]. Logo, convém ler primeiro este, para compreender algumas das percepções que descreverei a seguir. Para facilitar o estudo que se segue, vamos visualizar a seguinte imagem: uma ponte unindo duas margens.


É impossível vivermos já, a União entre as pessoas. Apesar da União ser a única solução realmente viável e eficaz para os problemas da humanidade, o nível de consciência e de maturidade espiritual em que maior parte vive, torna, para já, impossível a União Nacional e muito menos a União Global.

No entanto, será possível atravessar a Ponte Civilização Atual e chegar à Margem União? Eu acredito que sim e é a isso que estou dedicando a minha vida, o meu pensamento e o meu trabalho: como atravessar a Ponte Civilização Atual e chegar à Margem União? O que podemos fazer agora, dentro da realidade atual, que possa nos conduzir a uma sociedade mais justa, mais pacífica, mais sábia e mais amorosa?

Antes de estudarmos o como, precisamos estudar as próprias metodologias de estudo da União. Se na Apologia da União entre as Pessoas [1], mostrei porque defendo - sem dogmatismos e sem utopias - a União como sendo a única solução viável e eficaz para a resolução dos problemas das Nações e da humanidade, aqui, em Atravessando a Ponte até à União, apresento possibilidades de como tal estudo deve acontecer.  

É de extrema importância identificar o ponto do trajeto que está sendo estudado e debatido em cada momento. Existe uma diferença enorme entre onde estamos e onde queremos chegar. Quando estudamos a União, é extremamente importante definir, identificar e distinguir que ponto está sendo debatido no momento: a Margem Barbárie, a Ponte Civilização Atual, ou a Margem União. Porque as condições são diferentes em cada parte do trajeto. Não reconhecer qual parte do trajeto está sendo estudada em cada momento do estudo pode causar acaloradas discussões que dificilmente conduzirão ao entendimento entre as partes envolvidas no debate. Deve-se também tomar muita atenção quando encontramos duas partes do trajeto dentro de uma mesma análise – o que acontece imensas vezes durante o estudo – porque, quando encontramos duas partes do trajeto dentro de uma mesma análise, é aqui que é muito importante saber definir, identificar e distinguir as diferenças entre cada uma das partes do trajeto.

Por exemplo, imaginemos uma comunidade onde quase todas as propriedades privadas possuem poços com água boa para beber. Imaginemos que nessa comunidade existem algumas famílias, cujas propriedades privadas não possuem poço, logo, não têm acesso a água boa para beber. A solução para que estas famílias tenham acesso à água irá depender do estudo de imensos fatores que deverão ser considerados: distância, transporte da água, quantidade de água necessária, etc. Se colocarmos este caso na Margem União, a busca de soluções será orientada pela Inteligência Prática, pela Sabedoria Amorosa e pela Consciência em União. Mas, se colocarmos este caso na Ponte Civilização Atual, a travessia ainda está sendo feita, ou seja, existe grande probabilidade dos Corações e das Consciências das pessoas envolvidas não estarem em União, logo, a busca de soluções possui grande probabilidade de estar sendo orientada pelo lucro, pela busca de poder, pela troca de favores e pelo tráfico de influências.

Por agora, não importa muito quais seriam as soluções para este caso. O que é imprescindível compreender é que, na Ponte Civilização Atual, a travessia ainda está sendo feita. Nesta fase – que é o presente, é o dia de hoje – a Semente de União ainda não foi semeada, ou ainda não germinou, em maior parte dos Corações e das Consciências de maior parte das pessoas. Na travessia da Ponte Civilização Atual ainda estamos buscando meios criativos de semear e despertar a União na Consciência e no Coração das pessoas. Logo, os problemas que a humanidade está encontrando na travessia da Ponte Civilização Atual, ainda estão sendo resolvidos com base em competição e acumulação, gerando imensos sofrimento para imensas pessoas pelas mais diversas razões. 

Por outro lado, na Margem União, o sentimento de União já existe em maior parte, ou em todas as pessoas. Apesar da propriedade privada ser completamente respeitada na Margem União, o sentimento de União não deixará que ninguém passe dificuldades. Na Margem União, já estamos buscando soluções com o sentimento de União predominando em todas as Consciências e todos os Corações. Mais uma vez, não confundir a União com comunismo (como tão bem foi explicado na Apologia da União entre as Pessoas): no comunismo não existe propriedade privada. 

Ou seja, é indispensável ao Estudo da União distinguir bem entre as predisposições mentais, psíquicas e emocionais encontradas na Ponte Civilização Atual e as encontradas na Margem União. Considerando isto, estamos prontos para dividir este estudo em duas partes: 

:: Semear a União na travessia da Ponte Civilização Atual
:: Viver na Margem União 

Voltando a considerar que é impossível viver a União agora, em cima da Ponte Civilização Atual, a minha experiência tem me revelado que é muito mais fácil, viável e eficaz, semear a União em indivíduos específicos - que já estejam prontos para receber, sentir, compreender e conscientizar a ideia e o sentimento da União. Estes indivíduos são aqueles que já compreenderam, ou que já estão prontos para compreender, que as polarizações ideológicas – a nível político, religioso, científico e cultural - são as principais causadoras de divisão entre os povos, as principais geradoras de conflitos, de confrontos e de guerras. Estes indivíduos que já estão prontos para receber a Semente da União, são aqueles que já estão prontos para transcender o apego, a apologia e a auto-identificação com ideologias polarizantes geradoras de tribalismos opinitivos. Estes indivíduos são aqueles que já tiraram a sua atenção dos problemas que dividem a Humanidade e já estão prontos para focar a sua atenção nas soluções que unem a Humanidade. Em cima da Ponte Civilização Atual, é urgente multiplicar a quantidade de indivíduos despertos para a União. Focar a semeadura nos indivíduos que já estão prontos para receber, sentir, compreender e conscientizar a ideia e o sentimento da União é garantir o sucesso da multiplicação destes indivíduos.

Simultaneamente, o mais viável é semear a União em áreas geográficas precisas, onde possam ser desenvolvidas ações que despertem e fortaleçam o sentimento de União entre as pessoas e desenvolvidos projetos que proporcionem mais qualidade de vida e mais independência em relação ao controle do Estado e das Corporações. 

Presentemente, em cima da Ponte Civilização Atual, pequenas comunidades são as áreas geográficas alvo mais viáveis. Evidentemente que o sucesso deste empreendimento dependerá, em última instância, das próprias comunidades, logo, de cada um dos indivíduos que as constituem. Por isso, inicialmente, é tão importante saber identificar, em tais comunidades, quem são os indivíduos que estão mais preparados para receber a Semente da União. Estes, como membros da comunidade, serão essenciais para que a Semente da União possa ser depositada no Coração e na Consciência da comunidade, com maiores probabilidades de sucesso.

Para os mais estudiosos, facilmente identificam nesta estratégia um paralelo com as estratégias usadas por ideologias políticas e religiosas – as quais, começam por identificar os indivíduos mais propensos a receber tais ideologias, para depois os usar como ferramentas de propaganda. A enormíssima diferença entre as estratégias de tais ideologias e a Semente da União é que esta surge para unir as pessoas e não para dividi-las; surge para ensiná-las a pensar e não para as manipular intelectualmente; surge respeitando a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento, a liberdade de crença e a liberdade de escolha das pessoas e não condicionando-as de alguma forma às fronteiras de tais ideologias; a Semente da União surge respeitando a cultura e as tradições de cada povo e não impondo culturas associadas a tais ideologias.

Uma das ações mais eficazes para despertar e fortalecer o sentimento de União em comunidades é a Contação de Histórias. Convidam-se algumas das pessoas mais velhas da comunidade para, em um dia específico, se sentarem e contarem para toda a comunidade, histórias de como era a vida naquele lugar quando elas eram crianças e jovens. A experiência tem-me revelado que todas as faixas etárias se sentem muito motivadas, envolvidas e auto-identificadas com as histórias trazidas pelos mais velhos. Imensas perguntas chovem, desde como era namorar naquele tempo, passando pelas brincadeiras que tinham, até ao tipo de comida. Surgem sempre muitas risadas em tais momentos, muita boa disposição, assim como momentos sérios de reflexão quando são recordadas situações, ou períodos, mais delicados e de sofrimento. A recuperação da memória comunitária revela a história comum entre todos os membros da comunidade, despertando e fortalecendo imenso, os laços de União entre as pessoas. Despertados e fortalecidos os laços da União comunitária, a comunidade está pronta para avançar com o estudo de ideias e a prática de projetos que melhoram a qualidade de vida de todos, em imensos níveis – tais como saúde física e psicológica, economia individual, familiar e comunitária, educação, cultura e tradição. 

Quanto mais comunidades existirem conquistando a independência do controle do Estado e das Corporações como resultado da União entre as pessoas, mais estas comunidades servirão como exemplo de que, sim, é possível as pessoas se unirem, melhorarem a qualidade de vida e viverem independentes de tal controle do Estado e das Corporações. Havendo comunidades dando o exemplo, a multiplicação da quantidade de áreas geográficas conquistando a independência do controle do Estado e das Corporações começará, assim, a multiplicar-se.

Mas não sejamos ingênuos: ainda estamos atravessando a Ponte Civilização Atual: apesar disto ter o potencial de ser um processo bastante viável, estejamos prontos para receber muita resistência por parte do Estado e das Corporações que controlam e dominam diversas áreas da vida das pessoas e das comunidades. O Estado e as Corporações não vão largar, facilmente, a sua posição de controle. Aqui entra a questão da Desobediência Civil Pacífica: Como responder à Opressão do Estado? - que será o tema do trabalho contínuo a este.

O caminho que nos conduzirá até uma Nação, ou civilização, em União, apesar de possível, é trabalhoso, não linear e sujeito a imensas resistências por parte das existentes forças de controle e opressão. Apesar da União entre as pessoas ser possível, o que este presente trabalho – Atravessando a Ponte até à União - está trazendo, é a chamada de atenção de quão indispensável é, no Estudo da União, saber identificar a altura do trajeto que está sendo estudada: a Ponte Civilização Atual, ou a Margem União.

Definitivamente, é um caminho nada fácil.  

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

APOLOGIA DA UNIÃO ENTRE AS PESSOAS | A única solução verdadeiramente eficaz para os problemas sociais e para a humanidade como um todo


A União é a única solução realmente viável e eficaz para os problemas da humanidade – e aqui não há dogmatismo. 
Procurar desmentir a afirmação de que a União é a única solução realmente viável e eficaz para os problemas da humanidade, é descobri-la verdadeira.
O surgimento de uma civilização mais justa e mais pacífica só acontecerá com a União das pessoas – e isto não é utopia.
Dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a polarizações ideológicas é anular a possibilidade de acontecer União entre pessoas.
Se realmente está querendo dedicar a sua vida à construção de uma sociedade mais justa e mais pacífica, é na União que deve focar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento.
Se sente o chamamento para participar da Obra Maior, é na União que deve focar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento.
Dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a polarizações ideológicas, é incentivar, fortalecer e praticar a desunião.
A desunião jamais criará uma sociedade mais justa e mais pacífica.
A desunião deságua sempre em conflitos, confrontos e guerra.
Dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a polarizações ideológicas, é criar um futuro de conflitos, confrontos e guerra.
Isto é lógico!
Isto é óbvio!
Não adianta dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a ideologias, apologias, forças e movimentos de polarização, acreditando que, mais adiante, é a paz e a justiça que será encontrada.
Dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a polarizações ideológicas é criar um futuro de conflitos, confrontos e guerra.
Se são a paz e a justiça que deseja, é à União que deve dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento.
Mas se busca os conflitos, os confrontos e a guerra, então, a melhor opção é dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a ideologias, apologias, forças e movimentos de polarização.
A União entre as pessoas não pode ser vista, nem praticada, como uma ideologia, ou um modelo civilizacional, porque a União é um sentimento.
Se a União for vista, ou praticada, como uma ideologia, já não é União. 
Modelos civilizacionais mais justos e mais pacíficos nascem da União entre as pessoas e não vice-versa.
Ou seja, a União entre as pessoas não nasce de sistemas sociais, de modelos civilizacionais, ou de ideologias de qualquer ordem.
Isto é algo que deve ser entendido profundamente.
A ideia de União precisa ser semeada na mente das pessoas para poder ser compreendida como certa, florescer como sentimento e frutificar como prática. 
A União não se impõe: a União conscientiza-se.

A União difere de todos os sistemas ideológicos nisto: a União não se impõe: a União conscientiza-se.
A União das pessoas é o equilíbrio entre o que deve e não deve ser praticado - quando se considera e respeita as liberdades, os direitos e os deveres de todas as pessoas.
Em União, as definições de liberdades, direitos e deveres, transcendem aqueles que são definidos pelo Estado, pelas Constituições, pelas Cartas e pelos Tratados. 
Aliás, quando existe, verdadeiramente, União no Coração e na Consciência de um povo, existe Luz na Consciência, Paz e Amor no Coração e o Estado, as Constituições, as Cartas e os Tratados não tem qualquer razão de existir.
Quando existe, verdadeiramente, União no Coração e na Consciência de um povo, as liberdades, os direitos e os deveres das pessoas são intuídos e orientados pela sabedoria do sentimento da União.
Ora, com isto, é mais do que óbvio que, presentemente, maior parte das pessoas ainda não está preparada para viver a União, porque a União é fruto desta ideia-semente que é a União.
E esta ideia-semente que é a União não tem vindo a ser eficazmente semeada no Coração e na Consciência das pessoas – apesar de imensos Mestres virem à Terra desde há milhares de anos trazendo a Mensagem Maior do Amor.
Assim, como esta ideia-semente que é a União não tem vindo a ser eficazmente semeada no Coração e na Consciência das pessoas, maior parte das pessoas ainda não está preparada para viver em União.
Por isso é tão importante que alguns de nós dediquem o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas.
Se ninguém dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas, a ideia de União desaparece do meio do povo, volta a refugiar-se nas Antigas e Verdadeiras Escolas de Mistérios e as trevas voltam a instaurar-se na Terra.

Viver em União é viver em liberdade consciente.
Como as pessoas não sentem a União em seu Coração e não a compreendem em sua Consciência, as pessoas não sabem viver com liberdade. 
Considerando o nível de Consciência atual da humanidade, a liberdade apenas serviria para que muitas pessoas violassem a liberdade de outras pessoas.
Considerando os programas de controle mental que polarizam ideologicamente a sociedade e as pessoas, a liberdade apenas serviria para que muitas pessoas violassem a liberdade de outras pessoas.
Considerando as engenharias sociais de que a população é alvo, a liberdade apenas serviria para que muitas pessoas violassem a liberdade de outras pessoas.
Por isso é que, perante o cenário sócio-político atual, é urgentíssimo que existam cada vez mais pessoas dedicando o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas, para que estas possam examinar, sentir, experimentar e mais adiante, viver a solução que é a União.
Observemos as ideologias, as apologias, as forças e os movimentos polarizantes de ordem política, religiosa, científica e social e veremos que, todos eles, apenas alimentam o conflito, o confronto e a guerra. 
Todos aqueles que, sinceramente, fizerem esta análise, descobrirão que sempre foi assim desde que há memória: as polarizações ideológicas são a maior fonte de discórdia entre os povos, dividindo nações, cidades e famílias. 
Jamais as soluções, as ideias e as doutrinas apresentadas pelas polarizações ideológicas foram duradouras e eficazes devido ao sentimento que as anima.
A prática polarizações ideológicas sempre origina conflito, confronto e guerra e toda a ordem de sentimentos não positivos de retaliação e vingança.
É uma bola-de-neve sem fim que se estende até aos dias de hoje.
Perante o cenário sócio-político atual – em que as diferenças humanas estão sendo cada vez mais motivo de conflito, confronto e guerra – surge novamente a urgência de haverem cada vez mais pessoas dedicando o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas
A ideia-semente da União como solução para todos os conflitos. 

Maior parte das pessoas nunca pensou na União, ou jamais pensou na União como solução para a humanidade. 
Algumas tentativas de modelos civilizacionais têm vindo a ser feitas – como a monarquia, o comunismo, a democracia, a república, a democracia, por exemplo – sem grande sucesso. 
Mas porque estes modelos não conseguem criar uma sociedade mais justa e mais pacífica? 
Porque não estão fundamentados no sentimento de União entre as pessoas, mas na submissão, ou exclusão, de todos aqueles que não concordam com tais modelos. 
O estudo da União entre as pessoas revela que soluções simples para todos os conflitos humanos sempre estiveram disponíveis e bem próximas de ser vividas e que é muito mais fácil do que se imaginava transcender antigos problemas humanos.
A União entre as pessoas não pode ser vista, nem praticada, como uma ideologia, ou um modelo civilizacional, porque a União é um sentimento. 
É preciso que tal ideia seja semeada na mente das pessoas para poder ser compreendida como certa, florescer como sentimento e frutificar como prática. 
A União não se impõe: a União conscientiza-se.
A União entre as pessoas é a expressão da paz, da justiça, da sabedoria e do amor.

O que busca um pólo ideológico? 
Prevalecer sobre outros pólos ideológicos, destruindo-os, ou assimilando-os pela transformação destes, nele mesmo.
A União entre as pessoas, apesar de ser a única solução verdadeiramente eficaz para os problemas sociais e para a humanidade como um todo, encontramos a maior dificuldade quando procuramos semear esta ideia no Coração e na Consciência das pessoas.
Encontramos a maior dificuldade quando procuramos divulgar a ideia de União entre as pessoas. 
Encontramos a maior dificuldade quando procuramos praticar a União entre as pessoas, porque as ideologias, apologias, forças e movimentos polarizantes não querem que a União entre as pessoas aconteça.
Acontecer a União entre as pessoas é acabar com as polarizações ideológicas e isso as ideologias, apologias, forças e movimentos polarizantes não querem que isto aconteça.
Deparamo-nos, então, com a ironia da União ser vista como uma polarização adversária por parte de todas as ideologias, apologias, forças e movimentos polarizantes.
Observamos, no entanto, que, depois de semeada a ideia de União entre as pessoas, o florescimento e a frutificação são inevitáveis, apenas dependendo do tempo.
Por isso é tão importante que alguns de nós dediquem o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas.
É preciso que tal ideia seja semeada na mente das pessoas para poder ser compreendida como certa, florescer como sentimento e frutificar como prática. 
A União não se impõe: a União conscientiza-se.

É notório o surgimento de processos mentais que buscam impedir o indivíduo de compreender profundamente a ideia e o sentimento de União.
É notório o surgimento de processos mentais que buscam impedir o indivíduo de dedicar o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas.
Complexas questões relacionadas com, por exemplo, a violência, a segurança, a economia, as diferenças religiosas, ou antigos ressentimentos entre povos, surgem, inicialmente, na mente dos indivíduos que começam a pensar na ideia da União.
O próprio sentimento de União resolve todas estas questões – e isto não é utopia, nem dogmatismo.
E as mentes mais complexas que não confundam isto com comunismo, porque a propriedade privada e a livre iniciativa é um direito de cada ser humano.
O despertar do sentimento de União em cada pessoa, nos povos e Nações, é o fim do Estado.
Os detalhes que envolvem todo o processo social desde aqui onde estamos até à União, se forem estudados com sentimento de União, todos serão facilmente resolvidos.
Se em alguma parte do caminho o sentimento de desunião surgir – ou seja, alguma polarização ideológica se manifestar – não mais estaremos caminhando na direção da União.
Se sonhamos com um mundo mais justo e mais pacífico, a União é o Único Caminho a seguir – e isto não é dogmático, nem aqui existe utopia, mas Verdade.
Unidos conseguiremos.
Agora, só precisamos que existam cada vez mais pessoas dedicando o seu tempo, a sua energia e o seu pensamento a semear a ideia da União no Coração e na Consciência das pessoas.
Unidos conseguimos.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Big Brother de rodas | Automóveis serão em breve os maiores espiões da população

As políticas intencionalmente ineficazes que proporcionam o crescimento da criminalidade e do terrorismo, incutem nas pessoas o medo e o sentimento de insegurança. Tais sentimentos fazem com que a população permita que o princípio somos todos inocentes até prova em contrário, seja substituído pelo princípio somos todos criminosos e terroristas em potencial - e consequentemente, que a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento, a liberdade de crença e a liberdade de ir e vir, sejam limitadas, ou suprimidas, por um controle tecnológico cada vez mais absoluto, em troca de uma suposta segurança prometida por um qualquer Estado-salvador, corporação-salvadora, político-ditador-salvador...

Tradução a partir da notícia divulgada pelo jornal Washington Post:

Big Brother on wheels: Por que sua empresa automobilística pode saber mais sobre você do que seu cônjuge [1]
Peter Holley 15.09.2018

DETROIT - Daniel Dunn estava prestes a assinar um contrato de aluguel de um Honda Fit no ano passado, quando um detalhe enterrado no longo acordo chamou sua atenção: a Honda queria rastrear a localização de seu veículo, segundo o contrato. De acordo com Dunn, uma estipulação um tanto quanto estranha - considerou o aposentado de 69 anos de idade, em Temecula, Califórnia. Mas Dunn estava ansioso para ir embora em seu carro novo e, apesar da hesitação inicial, ele assinou o documento, uma decisão com a qual ele já fez as pazes.


"Eu não me importo se eles sabem onde eu vou", disse Dunn, que faz viagens regulares ao supermercado e a um estúdio local de ioga em seu veículo. "Eles provavelmente estão pensando: 'Que vida chata esse cara tem'” Dunn pode considerar seus hábitos cotidianos de dirigir mundanos, mas os especialistas em automóveis e privacidade suspeitam que grandes montadoras como a Honda as consideram algo diferente. Ao monitorar seus movimentos cotidianos, um fabricante de automóveis pode aspirar uma enorme quantidade de informações pessoais sobre alguém como Dunn, desde a velocidade com que dirige e o quanto ele freia com a quantidade de combustível que seu carro usa e o entretenimento que ele prefere. A empresa pode determinar onde ele faz compras, o clima em sua rua, com que frequência ele usa cinto de segurança, o que ele estava fazendo momentos antes de um acidente - até mesmo onde ele gosta de comer e quanto ele pesa.

O primeiro ônibus espacial continha 500.000 linhas de código de software, mas compara isso com a projeção da Ford de que até 2020 seus veículos conterão 100 milhões de linhas de código.

Embora os motoristas possam não perceber, dezenas de milhões de carros americanos estão sendo monitorados como o de Dunn, dizem os especialistas, e o número aumenta com quase todos os veículos novos que são alugados ou vendidos. O resultado é que os fabricantes de automóveis lançaram uma poderosa válvula [de captação] de dados pessoais preciosos, muitas vezes sem o conhecimento dos proprietários, transformando o automóvel, de uma máquina que nos ajuda a viajar, para um computador sofisticado que oferece ainda mais acesso a nossos hábitos e comportamentos pessoais do que os smartphones. "A coisa que os fabricantes de carros percebem agora é que eles não são apenas empresas de hardware - são empresas de software", disse Lisa Joy Rosner, diretora de marketing da Otonomo, uma empresa que vende dados de carros conectados, dividindo os lucros com montadoras. “O primeiro ônibus espacial continha 500.000 linhas de código de software, mas compara isso com a projeção da Ford de que até 2020 seus veículos conterão 100 milhões de linhas de código. Esses veículos estão se tornando naves espaciais se você pensar neles de uma perspectiva puramente de potência.”

Fabricantes de automóveis dizem que coletam dados de clientes apenas com permissão explícita, embora essa permissão seja frequentemente ocultada em longos contratos de serviço. Eles argumentam que os dados são usados para melhorar o desempenho e aumentar a segurança dos veículos. As informações reunidas, acrescentam, em breve poderão reduzir os acidentes de trânsito e mortes, salvando dezenas de milhares de vidas. Há 78 milhões de carros na estrada com uma conexão cibernética incorporada, um recurso que facilita o monitoramento dos clientes, de acordo com a ABI Research. Em 2021, de acordo com a empresa de pesquisa de tecnologia Gartner, 98% dos novos carros vendidos nos Estados Unidos e na Europa estarão conectados, uma característica que está sendo destacada nesta semana aqui no North American International Auto Show, em Detroit.


Depois de ser perguntado em várias ocasiões o que a empresa faz com os dados coletados, Natalie Kumaratne, porta-voz da Honda, disse que a empresa "não pode fornecer detalhes específicos neste momento". Kumaratne enviou uma cópia do manual do proprietário para uma Honda Clarity que observa que o veículo é equipado com vários sistemas de monitoramento que transmitem dados a uma taxa determinada pela Honda. Ligar carros a computadores não é novidade. Os veículos contam com sistemas computadorizados desde a década de 1960, principalmente na forma de sistemas de diagnóstico que lembram os motoristas de verificar seus motores e “registradores de dados de eventos”, que capturam dados de acidentes e são considerados as “caixas pretas” de automóveis. O que mudou nos últimos anos não é apenas o volume e a precisão desses dados, mas também como estão sendo extraídos e conectados à Internet, de acordo com Lauren Smith, que estuda big data e carros como o conselho de políticas do Future of Privacy Forum. “Antes, os dispositivos que geram dados permaneceriam no carro, mas há novas maneiras de se comunicar essas informações no veículo”, disse Smith, referindo-se a serviços de diagnóstico como Verizon Hum, Zubie e Autobrain, que conectam carros à Internet. usando uma chave ou dongle que se conecta a um veículo. Esses serviços fornecem drivers e empresas com tudo, desde históricos de viagens a problemas de manutenção.

Embora a indústria automotiva ainda colete menos informações pessoais que as financeiras, de saúde ou de educação, dizem especialistas, não é preciso muito para comprometer a privacidade dos clientes. Alguns especialistas em privacidade acreditam que, com dados suficientes sobre o comportamento do motorista, podem ser desenvolvidos perfis tão exclusivos quanto impressões digitais. Mas os dados de localização, dizem os especialistas, já têm o maior potencial para colocar os clientes em risco.

"A maioria das pessoas não percebe quão profundamente arraigados são seus hábitos e como estacionar nosso carro regularmente pode dizer muitas coisas sobre nós", disse Pam Dixon, diretora executiva do World Privacy Forum, observando que a pesquisa mostra que mesmo os dados agregados podem ser reinterpretados para rastrear os hábitos de um indivíduo. "Há uma carga de empresas antifraude e agências de aplicação da lei que adorariam adquirir esses dados, o que pode revelar nossos hábitos mais íntimos".


Viagens a residências ou empresas revelam hábitos de compra e relacionamentos que podem ser valiosos para corporações, agências governamentais ou policiais. Por exemplo, visitas regulares a uma clínica de HIV podem oferecer informações sobre a saúde de alguém. Mas, ao contrário das informações coletadas por um hospital ou uma clínica, os dados de saúde coletados por um provedor que não é de saúde não são cobertos pela regra de privacidade federal conhecida como HIPAA, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde. Em uma carta de 2014 à Comissão Federal de Comércio, as montadoras se comprometeram a cumprir um conjunto de políticas de privacidade que incluía não compartilhar informações com terceiros sem o consentimento dos proprietários. Eles colocaram seus avisos sobre a coleta de dados em algumas linhas de texto nos manuais do proprietário ou aliciaram contratos de aluguel e compra e em seus sites.

A General Motors, que se tornou uma das primeiras montadoras a começar a coletar dados de clientes em tempo real com seu sistema OnStar em 1996, disse em um e-mail que o sistema da empresa "não coleta ou usa dados de identificação pessoal sem o consentimento de um cliente". "Antes mesmo de um cliente dar o seu consentimento, descrevemos que tipo de dados será coletado e como será usado (aplicativo móvel, alertas proativos, etc.)", disse Dan Pierce, porta-voz da GM. "Se um cliente recusar, não coletamos nenhum dado do veículo". Karen Hampton, porta-voz da Ford, respondeu ao The Washington Post com uma declaração similar. Em uma página descrevendo os direitos de privacidade de seus clientes, a Toyota observa que os dados dos veículos são coletados para melhorar a segurança, gerenciar a manutenção e analisar as tendências dos veículos. O site também observa que, com permissão, os dados dos clientes podem ser compartilhados com “empresas afiliadas à Toyota”.

Embora as pessoas possam ter receio de que seus dados sejam terceirizados, Rosner disse que empresas como a Otonomo estão focadas em usar dados de clientes para o bem maior - como melhorar o transporte, reduzir as emissões e salvar vidas com a detecção automática de falhas. O Otonomo, que começou em 2015 e se chama de "o primeiro mercado de dados de carros conectados", tem parceria com grandes montadoras que dão acesso à Otonomo para seus dados brutos de motoristas, disse a empresa. Otonomo pega esses dados, analisa, “limpa” e depois vende as informações para terceiros, ajudando as montadoras a comercializar seus dados, disse Rosner. 


Que tipo de terceiros usam os dados do Otonomo? Um desenvolvedor de aplicativos de estacionamento, por exemplo, que deseja entender melhor os padrões de tráfego de uma cidade ou uma empresa que deseja usar esses padrões para escolher o local de seu próximo outdoor ou empresa. "A montadora obtém uma participação nos lucros em cada peça de dados consumida", explicou Rosner. Embora o compromisso restrinja as montadoras de vender dados para uma empresa externa sem o consentimento dos clientes, os especialistas observaram que o padrão voluntário de autorregulamentação não os impede de usar esses dados em benefício próprio. A lei tem sido incapaz de acompanhar os rápidos avanços na tecnologia de automóveis, de acordo com Ryan Calo, professor associado de direito na Universidade de Washington, que leciona sobre leis e políticas de robótica.

"Em última análise, não há estatuto de privacidade do carro que as empresas de automóveis tenham de respeitar", disse ele. "Não apenas as montadoras estão coletando muitos dados, elas não têm um regime específico que regule como elas o fazem."

Embora a possibilidade de abuso exista, Calo e outros especialistas dizem que as montadoras têm até agora sido “receptivas” às preocupações sobre coleta de dados e privacidade. Embora os escândalos de privacidade surjam periodicamente no Vale do Silício, as montadoras têm procurado diferenciar seus modelos de negócios garantindo a privacidade, de acordo com James Hodgson, analista sênior da ABI Research. "Eles querem vender carros e manter uma vantagem competitiva sobre os Googles e as Maçãs do mundo", disse ele. E, no entanto, disse Calo, ao coletar enormes quantidades de dados, as empresas automobilísticas poderiam estar se preparando para o último acordo faustiano do século XXI. Quanto mais dados uma empresa coleta, mais incentivo a empresa tem para monetizar esses dados.

"Qualquer empresa que tenha toneladas de dados sobre os consumidores e possa controlar a interação com eles terá a capacidade e o incentivo de tentar usar essas informações em benefício da empresa - e possivelmente em detrimento dos consumidores", disse Calo.

"É quase inevitável", acrescentou.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Nestlé e a água nos Estados Unidos: exemplo do que acontece no Brasil... e ninguém fala sobre isso!

Em Michigan, nos Estados Unidos, a Nestlé bombeia quase 1.000 litros de água por minuto, engarrafando-a com a marca Ice Mountain e pagando apenas US$ 200,00 por ano (R$ 822,00 em 20.09.2018). A apenas duas horas de distância, a cidade de Flint ainda não tem água limpa. Entretanto, o Estado de Michigan aprovou o pedido da Nestlé para passar a bombear cerca de 2.000 litros de água por minuto.

1.000 litros de água por dia = 525,6 milhões de litros de água por ano
US$ 200,00 por 525,6 milhões de litros de água = US$ 0,0000003 por litro = R$ 0,0000012 por litro

2.000 litros de água por ano = 1,0512 bilhões de litros de água por ano
US$ 200,00 por 1,0512 bilhões de litros de água = US$ 0,00000015 por litro = R$ 0,0000006 por litro

A luta da população de Michigan contra a Nestlé já 20 anos. Desde 2005, estima-se que a Nestlé bombeou cerca de 1,29 bilhões de litros de água só naquele Estado.

No final deste artigo, links de diversos artigos publicados neste blog sobre como a Nestlé e a Coca-Cola visam, também no Brasil, sugar a água de aquíferos como o Aquífero Guarani - o qual, segundo as estimativas mais atuais, possuir um volume de água  potável capaz de abastecer todo o planeta Terra por 250 anos.

Os seguintes vídeos têm a opção de legendas em português.



Nova crise da água em São Paulo? Só porque querem, claro... [1]
02.08.2018

Seca no Brasil e a exploração da água por Empresas internacionais [2]
08.08.2018

Seca no Brasil e a Exportação de 112 trilhões de litros de 'água virtual' por ano [3]
10.08.2018


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Projeto de Lei visa, em caso de greve, obrigar que 60% dos Servidores Públicos garantam serviços essenciais

A PL visa ainda que "O percentual será de 80% do total dos servidores se a greve ocorrer nos setores de assistência médico-hospitalar; segurança pública; educação e nos serviços vinculados à distribuição de medicamentos de uso continuado pelo Serviço Único de Saúde (SUS) e ao pagamento de benefícios previdenciários."

A PL diz que, em caso de greve, "(...) ficam obrigados a manter em atividade o percentual o mínimo de 60% dos funcionários, como forma de assegurar a continuidade na prestação dos serviços." 

Surge, imediata e inevitavelmente, a pergunta: que greves serão aquelas em que 60%-80% dos servidores públicos estarão em seus postos de trabalho?

Autor do projeto, senador Dalírio Beber (PSDB-SC) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Projeto de Lei do Senado n° 375, de 2018 que está circulando no Senado Federal e que "Dispõe sobre o exercício do direito de greve dos servidores públicos, de que trata o inciso VII do art. 37 da Constituição Federal" e "Regulamenta o exercício do direito de greve pelos servidores públicos (CF: art. 37, VII)".

Atualmente, o direito à greve é assegurado pelo Art. 9° da Constituição Brasileira, regulamentado pela Lei n° 7.783 de 28 de Junho de 1989, a qual considera no Art. 2°, “legítimo exercício do direito de greve (...) total ou parcial (...)”, sendo que o Art. 10° dispõem de uma lista de serviços ou atividades considerados essenciais – e que, por isso, devem ser mantidos por um contingente mínimo de não grevistas, tais como “tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis”. O Art. 11° diz que “Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.”

Não existe na Constituição Brasileira, nem na Lei que atualmente regulamente o Direito à Greve, qualquer limitação específica sobre a quantidade de pessoas que devem garantir os serviços mínimos essenciais. Aliás, a Lei regulamentar diz claramente existir o direito de paralisação total. Quem sabe qual a quantidade mínima de Servidores Públicos que devem garantir o funcionamento dos serviços essenciais são determinados por comum acordo entre empregadores e funcionários - no caso dos servidores públicos, entre estes e os representantes do Estado das regiões onde a greve acontecerá.  

Este é só mais um exemplo dos contornos ditatoriais que o Estado brasileiro está tomando. Obrigar que 60% dos Servidores Públicos estejam em seus postos de trabalho durante uma greve, além de enfraquecer o movimento grevista, tem grande potencial de criar divisões internas dentro dos Serviços Públicos entre grevistas e não grevistas, ficando estes últimos sujeitos a represálias de todos os tipos.

Dividir para conquistar sempre foi uma tática eficaz na guerra – neste caso, na guerra entre Estado e população.

Projeto regulamenta o direito de greve dos servidores públicos [1]
12.09.2018

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

União: detalhes sobre a solução mais eficaz para a resolução de problemas sociais

Desde há imensas gerações que o indivíduo, enquanto criança, se depara com uma sociedade cujo modus operandis é, majoritariamente, competitivo e muito raramente, colaborativo. Se pensarmos em nossa infância, lembraremos que maior parte das brincadeiras e convivências eram competitivas, para ver quem era mais forte, corajoso, rápido, inteligente, ou até quem possuía os melhores brinquedos. Normalmente, as crianças que se destacam em uma, ou mais características, torna-se o líder do grupo, tendo a sua palavra mais valia e credibilidade do que a dos outros. 


Há quem defenda que a competição e a hierarquia são questões genéticas. Assim sendo, surge a delicada pergunta: poderemos nós nos auto-programar como indivíduos, como equipes e sociedade e criarmos um novo tipo de ser humano e uma civilização mais eficaz, tanto em termos de sobrevivência, quanto em termos de relacionamentos humanos e de interação com a Mãe Natureza?

Evidentemente que, ao fazermos esta pergunta, imediatamente somos compelidos a procurar respostas fora dos procedimentos de eugenia para melhoramento das raças. Como identificar tais fronteiras? Como não as ultrapassar? Como respeitar o indivíduo social e natural e simultaneamente incentivar, ou agir, com o intuito de uma melhoria individual e coletiva?

Descobrir as respostas a estas perguntas é mais um imenso desafio.

A criança cresce numa sociedade estilhaçada em incontáveis ideologias e crenças. As opções que surgem no decorrer da sua vida, desde a sua mais tenra idade, são, em sua grande maioria, de ordem tribal e competitiva. Perante a criança é apresentado o colossal desafio de aprender a escolher e a aderir a grupos que a tornem individual e coletivamente, mais forte, segura e socializável.


Para que isto aconteça, a criança precisa aprender determinadas linguagens culturais e os códigos que as constituem.


Com o passar dos anos, as crianças tornam-se jovens e adultos e a complexidade dos códigos das linguagens e do processo de integração em grupos de influência, de força, de poder, de oportunidades, de troca de favores e palmadinhas nas costas – seja na escola, na universidade, na empresa, no esporte, na religião, na vida social – só se intensifica e complexifica. O indivíduo até pode ser um gênio, mas se tiver dificuldade de interpretar tais códigos de linguagem, terá imensa dificuldade de se integrar e participar do movimento humano em suas mais diversas expressões. 

Assim, desde que é criança, somos programados mentalmente – logo, socialmente – para identificar os códigos de linguagem que caracterizam a sociedade de competição consumista, de valorização das aparências, de exaltação do status, de idolatria da riqueza. Somos incentivados a usar tais linguagens para conquistar um suposto sucesso, uma suposta qualidade de vida, uma suposta felicidade e ser um suposto alguém moldado pelos valores que os meios de comunicação social tanto se esforçam por determinar.

Observando, experimentando, imitando o estilhaçamento social, jamais o indivíduo pensa viver, ou clamar, pela União entre as pessoas: ele vive para competir e “chegar lá”, fiel aos Programas de Controle Mental com que foi plugado desde criança. Mesmo que a ideia de União passe pelo pensamento em algum momento da vida, a grande maioria deixa de lado tal intuição quando descobre a história de vida daqueles que viveram para não deixar morrer a Memória desta ancestral novidade que é a União: quase todos perseguidos, torturados, mortos, ou, no mínimo, marginalizados pela família e pela sociedade como um todo, quase todos perdendo quase tudo o que tinham neste mundo.

Mas será que alguma vez tiveram, realmente, alguma coisa?

A opção da União nunca, ou muito raramente, surge nos movimentos sociais em que o indivíduo participa, logo, dificilmente a ideia de União surgirá em seu próprio pensamento – a não ser que, por alguma razão de baixa probabilidade, ele comece a se des-programar dos Programas de Controle Mental resultantes da Engenharia Social dos quais ele é alvo desde criança. Estes Programas de Controle Mental apenas lhe proporcionam aperceber em seu próprio pensamento, o leque de opções que o conduzem a escolher grupos e tribos: jamais surge em seu pensamento falar, clamar, ou viver pela União. O hipnotismo das massas é forte demais e segue o princípio da guerra: dividir para conquistar.


Em todos os segmentos da sociedade, a União é sempre a melhor solução: poucos negam esta evidência. É, no entanto, perante o nível de consciência atual, a mais difícil das opções. Para que a União entre as pessoas possa vir a ser uma realidade civilizacional, é preciso que semeadores joguem sementes ao vento, na esperança-sem-espera de que estas toquem algum Coração, alguma Consciência.






A Verdadeira União entre as pessoas é a Verdadeira Liberdade. A humanidade, graças (mais uma vez) aos Programas de Controle Mental que são plugados nas mentes de todos através da Engenharia Social, não sabe como viver em Liberdade e União. Viver em Liberdade e União é viver sem Estado e todos os cidadãos Mestres de Si, espiritual, social, humana e naturalmente conscientes das suas escolhas e amorosamente responsáveis pela forma como tocam outras vidas. Mas acabar agora com o Estado, neste momento, no contexto social, político, cultural e financeiro que hoje vivemos, seria deixar imensas pessoas completamente desnorteadas e assustadas, tão dependentes que estão do Pai Governo, do Pai Sistema. Para muitos, o fim do Estado seria a festa da libertinagem, violando com todo o prazer os limites da liberdade alheia. Para que a União e a Liberdade se manifestem na humanidade é preciso jogar sementes à Terra-Coração, à Terra-Consciência de maneira a transformar pensamentos, transformar sentimentos, transformar  sistema de crenças, transformar percepções da realidade, despertar a confiança nas pessoas de que podemos ser todos Agentes Conscientes de Transformação Positiva sem estar dependentes de líderes e do Estado.

Precisamos de estar plenamente conscientes que ainda estamos na fase em que estamos lutando pela liberdade de expressão, pela liberdade de pensamento, pela liberdade de crença, pela liberdade de ir e vir sem dar satisfação a ninguém, pelo direito de sermos inocentes até prova em contrário. Ainda estamos na fase de trazer para nós a responsabilidade das mudanças positivas que urgem acontecer na sociedade. Ainda estamos na fase de conscientizar os deveres e responsabilidades que a liberdade acarreta – porque liberdade não é fazer o que se quer, como muitos confundem. Liberdade é – entre muitas outras definições – estar plenamente consciente, durante as nossas ações, da liberdade das outras pessoas, dos animais e da Mãe Natureza em geral... e ainda estamos muito longe disso.


Quando a maioria de nós se tornar um Agente Consciente de Transformação Positiva, estaremos aptos para dissolver o Estado. O Estado dissolve-se em cada pessoa Consciente. O Estado não existe para a pessoa Consciente. O Estado é uma construção mental que incutem na cabeça das pessoas desde que elas nascem. Assim, o Estado passa a existir todas as manhãs em que as pessoas acordam para carregar nos botões que fazem a máquina-sistema funcionar. Quando a grande maioria deixar de carregar em tais botões, o Estado dissolve-se, naturalmente.  

Aqueles que ainda não estão Conscientes, aqueles que ainda acordam todos os dias para carregar nos botões da máquina-sistema, são aqueles que ainda funcionam segundo o Programa de Controle Mental Arquétipo do Salvador – o programa que faz o indivíduo buscar sempre alguém que resolva os problemas sociais e às vezes, até pessoais - transferindo para outro a responsabilidade de realizar transformações, de mudar o que deve ser mudado. De tal dependência, de tal fragilidade, de tal vulnerabilidade, surgem os políticos-salvadores, os messias-salvadores, os profetas-salvadores, os heróis-salvadores, os extraterrestres-salvadores e todo o tipo de salvadores que as pessoas possam imaginar. Até demônios-salvadores. 


Enquanto o Despertar da Consciência não acontece, enquanto não nos desprogramarmos de tal submissão, o Estado existirá para nós, o Estado é algo real, concreto e sempre escolheremos tribos que nos façam sentir mais fortes e seguros na mortal competição contra a ameaça que vemos nas outras tribos. O objetivo do Sistema de Programação Mental (o sistema de ensino, o sistema educacional) não é Unir, mas, sim, ensinar ao indivíduo como criar e como se associar a grupos e tribos políticas, religiosas, pseudo-espirituais e científicas que o deixem mais forte e seguro no campo de batalha.

Quantos mais pessoas se unirem para falar sobre a União, quantos mais pessoas se unirem para semear a ideia de União nas Consciências e Corações, quantos mais pessoas se unirem em ações focadas na União, mais breve será o nascer de uma Nova Civilização que nada tem a ver com a Nova Ordem Mundial que as elites desejam instaurar.

União

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

General Mourão propõem um oráculo de iluminados para escrever nova Constituição Brasileira

Não defendo nenhum político, nenhuma ideologia partidária e nenhuma linha religiosa, ou espiritual. Quanto muito, defendo o encontro de soluções para vivermos todos em União - e este é, com certeza, o mais difícil objetivo de ser concretizado no seio de uma humanidade quase completamente dominada por Programas de Controle Mental que induzem e fortalecem a polarização competitiva, a divisão tribalística das sociedades. Mas esta posição que escolho no imenso tabuleiro do jogo civilizacional em que vivemos, não me inibe de revelar extremismos que identifico nesta campanha eleitoral que o Brasil vive em 2018.

Foto de Francielly Azevedo / CBN Curitiba

General Hamilton Mourão - Vice-Presidentproposto pelo candidato Bolsonaro à Presidência do Brasil - em um discurso proferido no Instituto de Engenharia do Paraná, defendeu a criação de um oráculo de [por alguém considerados] iluminados para redigirem uma nova Constituição brasileira, sem necessidade destes serem eleitos pelo povo. Isto resume-se a uma simples denominação: concentração de poderes. A concentração de poderes é, óbvio, a postura de um Estado totalitário.

Vice de Bolsonaro defende nova Constituição, sem passar 'por eleitos pelo povo'; ouça o áudio [1]

Uma constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo, diz Hamilton Mourão em Curitiba [2]

Vice de Bolsonaro, general Mourão sugere atropelar regras do jogo [3]

A Nova Constituição proposta estaria em sintonia com a República Maçônica Universal?




Brasil teve 7 Constituições desde 1822 - 8 Constituições se se considerar a Emenda n°1 de 1967  [4]
Portugal teve 6 Constituições desde 1822 [5]