sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Big Brother de rodas | Automóveis serão em breve os maiores espiões da população

As políticas intencionalmente ineficazes que proporcionam o crescimento da criminalidade e do terrorismo, incutem nas pessoas o medo e o sentimento de insegurança. Tais sentimentos fazem com que a população permita que o princípio somos todos inocentes até prova em contrário, seja substituído pelo princípio somos todos criminosos e terroristas em potencial - e consequentemente, que a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento, a liberdade de crença e a liberdade de ir e vir, sejam limitadas, ou suprimidas, por um controle tecnológico cada vez mais absoluto, em troca de uma suposta segurança prometida por um qualquer Estado-salvador, corporação-salvadora, político-ditador-salvador...

Tradução a partir da notícia divulgada pelo jornal Washington Post:

Big Brother on wheels: Por que sua empresa automobilística pode saber mais sobre você do que seu cônjuge [1]
Peter Holley 15.09.2018

DETROIT - Daniel Dunn estava prestes a assinar um contrato de aluguel de um Honda Fit no ano passado, quando um detalhe enterrado no longo acordo chamou sua atenção: a Honda queria rastrear a localização de seu veículo, segundo o contrato. De acordo com Dunn, uma estipulação um tanto quanto estranha - considerou o aposentado de 69 anos de idade, em Temecula, Califórnia. Mas Dunn estava ansioso para ir embora em seu carro novo e, apesar da hesitação inicial, ele assinou o documento, uma decisão com a qual ele já fez as pazes.


"Eu não me importo se eles sabem onde eu vou", disse Dunn, que faz viagens regulares ao supermercado e a um estúdio local de ioga em seu veículo. "Eles provavelmente estão pensando: 'Que vida chata esse cara tem'” Dunn pode considerar seus hábitos cotidianos de dirigir mundanos, mas os especialistas em automóveis e privacidade suspeitam que grandes montadoras como a Honda as consideram algo diferente. Ao monitorar seus movimentos cotidianos, um fabricante de automóveis pode aspirar uma enorme quantidade de informações pessoais sobre alguém como Dunn, desde a velocidade com que dirige e o quanto ele freia com a quantidade de combustível que seu carro usa e o entretenimento que ele prefere. A empresa pode determinar onde ele faz compras, o clima em sua rua, com que frequência ele usa cinto de segurança, o que ele estava fazendo momentos antes de um acidente - até mesmo onde ele gosta de comer e quanto ele pesa.

O primeiro ônibus espacial continha 500.000 linhas de código de software, mas compara isso com a projeção da Ford de que até 2020 seus veículos conterão 100 milhões de linhas de código.

Embora os motoristas possam não perceber, dezenas de milhões de carros americanos estão sendo monitorados como o de Dunn, dizem os especialistas, e o número aumenta com quase todos os veículos novos que são alugados ou vendidos. O resultado é que os fabricantes de automóveis lançaram uma poderosa válvula [de captação] de dados pessoais preciosos, muitas vezes sem o conhecimento dos proprietários, transformando o automóvel, de uma máquina que nos ajuda a viajar, para um computador sofisticado que oferece ainda mais acesso a nossos hábitos e comportamentos pessoais do que os smartphones. "A coisa que os fabricantes de carros percebem agora é que eles não são apenas empresas de hardware - são empresas de software", disse Lisa Joy Rosner, diretora de marketing da Otonomo, uma empresa que vende dados de carros conectados, dividindo os lucros com montadoras. “O primeiro ônibus espacial continha 500.000 linhas de código de software, mas compara isso com a projeção da Ford de que até 2020 seus veículos conterão 100 milhões de linhas de código. Esses veículos estão se tornando naves espaciais se você pensar neles de uma perspectiva puramente de potência.”

Fabricantes de automóveis dizem que coletam dados de clientes apenas com permissão explícita, embora essa permissão seja frequentemente ocultada em longos contratos de serviço. Eles argumentam que os dados são usados para melhorar o desempenho e aumentar a segurança dos veículos. As informações reunidas, acrescentam, em breve poderão reduzir os acidentes de trânsito e mortes, salvando dezenas de milhares de vidas. Há 78 milhões de carros na estrada com uma conexão cibernética incorporada, um recurso que facilita o monitoramento dos clientes, de acordo com a ABI Research. Em 2021, de acordo com a empresa de pesquisa de tecnologia Gartner, 98% dos novos carros vendidos nos Estados Unidos e na Europa estarão conectados, uma característica que está sendo destacada nesta semana aqui no North American International Auto Show, em Detroit.


Depois de ser perguntado em várias ocasiões o que a empresa faz com os dados coletados, Natalie Kumaratne, porta-voz da Honda, disse que a empresa "não pode fornecer detalhes específicos neste momento". Kumaratne enviou uma cópia do manual do proprietário para uma Honda Clarity que observa que o veículo é equipado com vários sistemas de monitoramento que transmitem dados a uma taxa determinada pela Honda. Ligar carros a computadores não é novidade. Os veículos contam com sistemas computadorizados desde a década de 1960, principalmente na forma de sistemas de diagnóstico que lembram os motoristas de verificar seus motores e “registradores de dados de eventos”, que capturam dados de acidentes e são considerados as “caixas pretas” de automóveis. O que mudou nos últimos anos não é apenas o volume e a precisão desses dados, mas também como estão sendo extraídos e conectados à Internet, de acordo com Lauren Smith, que estuda big data e carros como o conselho de políticas do Future of Privacy Forum. “Antes, os dispositivos que geram dados permaneceriam no carro, mas há novas maneiras de se comunicar essas informações no veículo”, disse Smith, referindo-se a serviços de diagnóstico como Verizon Hum, Zubie e Autobrain, que conectam carros à Internet. usando uma chave ou dongle que se conecta a um veículo. Esses serviços fornecem drivers e empresas com tudo, desde históricos de viagens a problemas de manutenção.

Embora a indústria automotiva ainda colete menos informações pessoais que as financeiras, de saúde ou de educação, dizem especialistas, não é preciso muito para comprometer a privacidade dos clientes. Alguns especialistas em privacidade acreditam que, com dados suficientes sobre o comportamento do motorista, podem ser desenvolvidos perfis tão exclusivos quanto impressões digitais. Mas os dados de localização, dizem os especialistas, já têm o maior potencial para colocar os clientes em risco.

"A maioria das pessoas não percebe quão profundamente arraigados são seus hábitos e como estacionar nosso carro regularmente pode dizer muitas coisas sobre nós", disse Pam Dixon, diretora executiva do World Privacy Forum, observando que a pesquisa mostra que mesmo os dados agregados podem ser reinterpretados para rastrear os hábitos de um indivíduo. "Há uma carga de empresas antifraude e agências de aplicação da lei que adorariam adquirir esses dados, o que pode revelar nossos hábitos mais íntimos".


Viagens a residências ou empresas revelam hábitos de compra e relacionamentos que podem ser valiosos para corporações, agências governamentais ou policiais. Por exemplo, visitas regulares a uma clínica de HIV podem oferecer informações sobre a saúde de alguém. Mas, ao contrário das informações coletadas por um hospital ou uma clínica, os dados de saúde coletados por um provedor que não é de saúde não são cobertos pela regra de privacidade federal conhecida como HIPAA, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde. Em uma carta de 2014 à Comissão Federal de Comércio, as montadoras se comprometeram a cumprir um conjunto de políticas de privacidade que incluía não compartilhar informações com terceiros sem o consentimento dos proprietários. Eles colocaram seus avisos sobre a coleta de dados em algumas linhas de texto nos manuais do proprietário ou aliciaram contratos de aluguel e compra e em seus sites.

A General Motors, que se tornou uma das primeiras montadoras a começar a coletar dados de clientes em tempo real com seu sistema OnStar em 1996, disse em um e-mail que o sistema da empresa "não coleta ou usa dados de identificação pessoal sem o consentimento de um cliente". "Antes mesmo de um cliente dar o seu consentimento, descrevemos que tipo de dados será coletado e como será usado (aplicativo móvel, alertas proativos, etc.)", disse Dan Pierce, porta-voz da GM. "Se um cliente recusar, não coletamos nenhum dado do veículo". Karen Hampton, porta-voz da Ford, respondeu ao The Washington Post com uma declaração similar. Em uma página descrevendo os direitos de privacidade de seus clientes, a Toyota observa que os dados dos veículos são coletados para melhorar a segurança, gerenciar a manutenção e analisar as tendências dos veículos. O site também observa que, com permissão, os dados dos clientes podem ser compartilhados com “empresas afiliadas à Toyota”.

Embora as pessoas possam ter receio de que seus dados sejam terceirizados, Rosner disse que empresas como a Otonomo estão focadas em usar dados de clientes para o bem maior - como melhorar o transporte, reduzir as emissões e salvar vidas com a detecção automática de falhas. O Otonomo, que começou em 2015 e se chama de "o primeiro mercado de dados de carros conectados", tem parceria com grandes montadoras que dão acesso à Otonomo para seus dados brutos de motoristas, disse a empresa. Otonomo pega esses dados, analisa, “limpa” e depois vende as informações para terceiros, ajudando as montadoras a comercializar seus dados, disse Rosner. 


Que tipo de terceiros usam os dados do Otonomo? Um desenvolvedor de aplicativos de estacionamento, por exemplo, que deseja entender melhor os padrões de tráfego de uma cidade ou uma empresa que deseja usar esses padrões para escolher o local de seu próximo outdoor ou empresa. "A montadora obtém uma participação nos lucros em cada peça de dados consumida", explicou Rosner. Embora o compromisso restrinja as montadoras de vender dados para uma empresa externa sem o consentimento dos clientes, os especialistas observaram que o padrão voluntário de autorregulamentação não os impede de usar esses dados em benefício próprio. A lei tem sido incapaz de acompanhar os rápidos avanços na tecnologia de automóveis, de acordo com Ryan Calo, professor associado de direito na Universidade de Washington, que leciona sobre leis e políticas de robótica.

"Em última análise, não há estatuto de privacidade do carro que as empresas de automóveis tenham de respeitar", disse ele. "Não apenas as montadoras estão coletando muitos dados, elas não têm um regime específico que regule como elas o fazem."

Embora a possibilidade de abuso exista, Calo e outros especialistas dizem que as montadoras têm até agora sido “receptivas” às preocupações sobre coleta de dados e privacidade. Embora os escândalos de privacidade surjam periodicamente no Vale do Silício, as montadoras têm procurado diferenciar seus modelos de negócios garantindo a privacidade, de acordo com James Hodgson, analista sênior da ABI Research. "Eles querem vender carros e manter uma vantagem competitiva sobre os Googles e as Maçãs do mundo", disse ele. E, no entanto, disse Calo, ao coletar enormes quantidades de dados, as empresas automobilísticas poderiam estar se preparando para o último acordo faustiano do século XXI. Quanto mais dados uma empresa coleta, mais incentivo a empresa tem para monetizar esses dados.

"Qualquer empresa que tenha toneladas de dados sobre os consumidores e possa controlar a interação com eles terá a capacidade e o incentivo de tentar usar essas informações em benefício da empresa - e possivelmente em detrimento dos consumidores", disse Calo.

"É quase inevitável", acrescentou.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Nestlé e a água nos Estados Unidos: exemplo do que acontece no Brasil... e ninguém fala sobre isso!

Em Michigan, nos Estados Unidos, a Nestlé bombeia quase 1.000 litros de água por minuto, engarrafando-a com a marca Ice Mountain e pagando apenas US$ 200,00 por ano (R$ 822,00 em 20.09.2018). A apenas duas horas de distância, a cidade de Flint ainda não tem água limpa. Entretanto, o Estado de Michigan aprovou o pedido da Nestlé para passar a bombear cerca de 2.000 litros de água por minuto.

1.000 litros de água por dia = 525,6 milhões de litros de água por ano
US$ 200,00 por 525,6 milhões de litros de água = US$ 0,0000003 por litro = R$ 0,0000012 por litro

2.000 litros de água por ano = 1,0512 bilhões de litros de água por ano
US$ 200,00 por 1,0512 bilhões de litros de água = US$ 0,00000015 por litro = R$ 0,0000006 por litro

A luta da população de Michigan contra a Nestlé já 20 anos. Desde 2005, estima-se que a Nestlé bombeou cerca de 1,29 bilhões de litros de água só naquele Estado.


No final deste artigo, links de diversos artigos publicados neste blog sobre como a Nestlé e a Coca-Cola visam, também no Brasil, sugar a água de aquíferos como o Aquífero Guarani - o qual, segundo as estimativas mais atuais, possuir um volume de água  potável capaz de abastecer todo o planeta Terra por 250 anos.

Os seguintes vídeos têm a opção de legendas em português.



Nova crise da água em São Paulo? Só porque querem, claro... [1]
02.08.2018

Seca no Brasil e a exploração da água por Empresas internacionais [2]
08.08.2018

Seca no Brasil e a Exportação de 112 trilhões de litros de 'água virtual' por ano [3]
10.08.2018




terça-feira, 18 de setembro de 2018

Projeto de Lei visa, em caso de greve, obrigar que 60% dos Servidores Públicos garantam serviços essenciais

A PL visa ainda que "O percentual será de 80% do total dos servidores se a greve ocorrer nos setores de assistência médico-hospitalar; segurança pública; educação e nos serviços vinculados à distribuição de medicamentos de uso continuado pelo Serviço Único de Saúde (SUS) e ao pagamento de benefícios previdenciários."

A PL diz que, em caso de greve, "(...) ficam obrigados a manter em atividade o percentual o mínimo de 60% dos funcionários, como forma de assegurar a continuidade na prestação dos serviços." 

Surge, imediata e inevitavelmente, a pergunta: que greves serão aquelas em que 60%-80% dos servidores públicos estarão em seus postos de trabalho?

Autor do projeto, senador Dalírio Beber (PSDB-SC) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Projeto de Lei do Senado n° 375, de 2018 que está circulando no Senado Federal e que "Dispõe sobre o exercício do direito de greve dos servidores públicos, de que trata o inciso VII do art. 37 da Constituição Federal" e "Regulamenta o exercício do direito de greve pelos servidores públicos (CF: art. 37, VII)".

Atualmente, o direito à greve é assegurado pelo Art. 9° da Constituição Brasileira, regulamentado pela Lei n° 7.783 de 28 de Junho de 1989, a qual considera no Art. 2°, “legítimo exercício do direito de greve (...) total ou parcial (...)”, sendo que o Art. 10° dispõem de uma lista de serviços ou atividades considerados essenciais – e que, por isso, devem ser mantidos por um contingente mínimo de não grevistas, tais como “tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis”. O Art. 11° diz que “Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.”

Não existe na Constituição Brasileira, nem na Lei que atualmente regulamente o Direito à Greve, qualquer limitação específica sobre a quantidade de pessoas que devem garantir os serviços mínimos essenciais. Aliás, a Lei regulamentar diz claramente existir o direito de paralisação total. Quem sabe qual a quantidade mínima de Servidores Públicos que devem garantir o funcionamento dos serviços essenciais são determinados por comum acordo entre empregadores e funcionários - no caso dos servidores públicos, entre estes e os representantes do Estado das regiões onde a greve acontecerá.  

Este é só mais um exemplo dos contornos ditatoriais que o Estado brasileiro está tomando. Obrigar que 60% dos Servidores Públicos estejam em seus postos de trabalho durante uma greve, além de enfraquecer o movimento grevista, tem grande potencial de criar divisões internas dentro dos Serviços Públicos entre grevistas e não grevistas, ficando estes últimos sujeitos a represálias de todos os tipos.

Dividir para conquistar sempre foi uma tática eficaz na guerra – neste caso, na guerra entre Estado e população.

Projeto regulamenta o direito de greve dos servidores públicos [1]
12.09.2018

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

União: detalhes sobre a solução mais eficaz para a resolução de problemas sociais

Desde há imensas gerações que o indivíduo, enquanto criança, se depara com uma sociedade cujo modus operandis é, majoritariamente, competitivo e muito raramente, colaborativo. Se pensarmos em nossa infância, lembraremos que maior parte das brincadeiras e convivências eram competitivas, para ver quem era mais forte, corajoso, rápido, inteligente, ou até quem possuía os melhores brinquedos. Normalmente, as crianças que se destacam em uma, ou mais características, torna-se o líder do grupo, tendo a sua palavra mais valia e credibilidade do que a dos outros. 


Há quem defenda que a competição e a hierarquia são questões genéticas. Assim sendo, surge a delicada pergunta: poderemos nós nos auto-programar como indivíduos, como equipes e sociedade e criarmos um novo tipo de ser humano e uma civilização mais eficaz, tanto em termos de sobrevivência, quanto em termos de relacionamentos humanos e de interação com a Mãe Natureza?

Evidentemente que, ao fazermos esta pergunta, imediatamente somos compelidos a procurar respostas fora dos procedimentos de eugenia para melhoramento das raças. Como identificar tais fronteiras? Como não as ultrapassar? Como respeitar o indivíduo social e natural e simultaneamente incentivar, ou agir, com o intuito de uma melhoria individual e coletiva?

Descobrir as respostas a estas perguntas é mais um imenso desafio.

A criança cresce numa sociedade estilhaçada em incontáveis ideologias e crenças. As opções que surgem no decorrer da sua vida, desde a sua mais tenra idade, são, em sua grande maioria, de ordem tribal e competitiva. Perante a criança é apresentado o colossal desafio de aprender a escolher e a aderir a grupos que a tornem individual e coletivamente, mais forte, segura e socializável.


Para que isto aconteça, a criança precisa aprender determinadas linguagens culturais e os códigos que as constituem.


Com o passar dos anos, as crianças tornam-se jovens e adultos e a complexidade dos códigos das linguagens e do processo de integração em grupos de influência, de força, de poder, de oportunidades, de troca de favores e palmadinhas nas costas – seja na escola, na universidade, na empresa, no esporte, na religião, na vida social – só se intensifica e complexifica. O indivíduo até pode ser um gênio, mas se tiver dificuldade de interpretar tais códigos de linguagem, terá imensa dificuldade de se integrar e participar do movimento humano em suas mais diversas expressões. 

Assim, desde que é criança, somos programados mentalmente – logo, socialmente – para identificar os códigos de linguagem que caracterizam a sociedade de competição consumista, de valorização das aparências, de exaltação do status, de idolatria da riqueza. Somos incentivados a usar tais linguagens para conquistar um suposto sucesso, uma suposta qualidade de vida, uma suposta felicidade e ser um suposto alguém moldado pelos valores que os meios de comunicação social tanto se esforçam por determinar.

Observando, experimentando, imitando o estilhaçamento social, jamais o indivíduo pensa viver, ou clamar, pela União entre as pessoas: ele vive para competir e “chegar lá”, fiel aos Programas de Controle Mental com que foi plugado desde criança. Mesmo que a ideia de União passe pelo pensamento em algum momento da vida, a grande maioria deixa de lado tal intuição quando descobre a história de vida daqueles que viveram para não deixar morrer a Memória desta ancestral novidade que é a União: quase todos perseguidos, torturados, mortos, ou, no mínimo, marginalizados pela família e pela sociedade como um todo, quase todos perdendo quase tudo o que tinham neste mundo.

Mas será que alguma vez tiveram, realmente, alguma coisa?

A opção da União nunca, ou muito raramente, surge nos movimentos sociais em que o indivíduo participa, logo, dificilmente a ideia de União surgirá em seu próprio pensamento – a não ser que, por alguma razão de baixa probabilidade, ele comece a se des-programar dos Programas de Controle Mental resultantes da Engenharia Social dos quais ele é alvo desde criança. Estes Programas de Controle Mental apenas lhe proporcionam aperceber em seu próprio pensamento, o leque de opções que o conduzem a escolher grupos e tribos: jamais surge em seu pensamento falar, clamar, ou viver pela União. O hipnotismo das massas é forte demais e segue o princípio da guerra: dividir para conquistar.


Em todos os segmentos da sociedade, a União é sempre a melhor solução: poucos negam esta evidência. É, no entanto, perante o nível de consciência atual, a mais difícil das opções. Para que a União entre as pessoas possa vir a ser uma realidade civilizacional, é preciso que semeadores joguem sementes ao vento, na esperança-sem-espera de que estas toquem algum Coração, alguma Consciência.






A Verdadeira União entre as pessoas é a Verdadeira Liberdade. A humanidade, graças (mais uma vez) aos Programas de Controle Mental que são plugados nas mentes de todos através da Engenharia Social, não sabe como viver em Liberdade e União. Viver em Liberdade e União é viver sem Estado e todos os cidadãos Mestres de Si, espiritual, social, humana e naturalmente conscientes das suas escolhas e amorosamente responsáveis pela forma como tocam outras vidas. Mas acabar agora com o Estado, neste momento, no contexto social, político, cultural e financeiro que hoje vivemos, seria deixar imensas pessoas completamente desnorteadas e assustadas, tão dependentes que estão do Pai Governo, do Pai Sistema. Para muitos, o fim do Estado seria a festa da libertinagem, violando com todo o prazer os limites da liberdade alheia. Para que a União e a Liberdade se manifestem na humanidade é preciso jogar sementes à Terra-Coração, à Terra-Consciência de maneira a transformar pensamentos, transformar sentimentos, transformar  sistema de crenças, transformar percepções da realidade, despertar a confiança nas pessoas de que podemos ser todos Agentes Conscientes de Transformação Positiva sem estar dependentes de líderes e do Estado.

Precisamos de estar plenamente conscientes que ainda estamos na fase em que estamos lutando pela liberdade de expressão, pela liberdade de pensamento, pela liberdade de crença, pela liberdade de ir e vir sem dar satisfação a ninguém, pelo direito de sermos inocentes até prova em contrário. Ainda estamos na fase de trazer para nós a responsabilidade das mudanças positivas que urgem acontecer na sociedade. Ainda estamos na fase de conscientizar os deveres e responsabilidades que a liberdade acarreta – porque liberdade não é fazer o que se quer, como muitos confundem. Liberdade é – entre muitas outras definições – estar plenamente consciente, durante as nossas ações, da liberdade das outras pessoas, dos animais e da Mãe Natureza em geral... e ainda estamos muito longe disso.


Quando a maioria de nós se tornar um Agente Consciente de Transformação Positiva, estaremos aptos para dissolver o Estado. O Estado dissolve-se em cada pessoa Consciente. O Estado não existe para a pessoa Consciente. O Estado é uma construção mental que incutem na cabeça das pessoas desde que elas nascem. Assim, o Estado passa a existir todas as manhãs em que as pessoas acordam para carregar nos botões que fazem a máquina-sistema funcionar. Quando a grande maioria deixar de carregar em tais botões, o Estado dissolve-se, naturalmente.  

Aqueles que ainda não estão Conscientes, aqueles que ainda acordam todos os dias para carregar nos botões da máquina-sistema, são aqueles que ainda funcionam segundo o Programa de Controle Mental Arquétipo do Salvador – o programa que faz o indivíduo buscar sempre alguém que resolva os problemas sociais e às vezes, até pessoais - transferindo para outro a responsabilidade de realizar transformações, de mudar o que deve ser mudado. De tal dependência, de tal fragilidade, de tal vulnerabilidade, surgem os políticos-salvadores, os messias-salvadores, os profetas-salvadores, os heróis-salvadores, os extraterrestres-salvadores e todo o tipo de salvadores que as pessoas possam imaginar. Até demônios-salvadores. 


Enquanto o Despertar da Consciência não acontece, enquanto não nos desprogramarmos de tal submissão, o Estado existirá para nós, o Estado é algo real, concreto e sempre escolheremos tribos que nos façam sentir mais fortes e seguros na mortal competição contra a ameaça que vemos nas outras tribos. O objetivo do Sistema de Programação Mental (o sistema de ensino, o sistema educacional) não é Unir, mas, sim, ensinar ao indivíduo como criar e como se associar a grupos e tribos políticas, religiosas, pseudo-espirituais e científicas que o deixem mais forte e seguro no campo de batalha.

Quantos mais pessoas se unirem para falar sobre a União, quantos mais pessoas se unirem para semear a ideia de União nas Consciências e Corações, quantos mais pessoas se unirem em ações focadas na União, mais breve será o nascer de uma Nova Civilização que nada tem a ver com a Nova Ordem Mundial que as elites desejam instaurar.

União

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

General Mourão propõem um oráculo de iluminados para escrever nova Constituição Brasileira

Não defendo nenhum político, nenhuma ideologia partidária e nenhuma linha religiosa, ou espiritual. Quanto muito, defendo o encontro de soluções para vivermos todos em União - e este é, com certeza, o mais difícil objetivo de ser concretizado no seio de uma humanidade quase completamente dominada por Programas de Controle Mental que induzem e fortalecem a polarização competitiva, a divisão tribalística das sociedades. Mas esta posição que escolho no imenso tabuleiro do jogo civilizacional em que vivemos, não me inibe de revelar extremismos que identifico nesta campanha eleitoral que o Brasil vive em 2018.

Foto de Francielly Azevedo / CBN Curitiba

General Hamilton Mourão - Vice-Presidentproposto pelo candidato Bolsonaro à Presidência do Brasil - em um discurso proferido no Instituto de Engenharia do Paraná, defendeu a criação de um oráculo de [por alguém considerados] iluminados para redigirem uma nova Constituição brasileira, sem necessidade destes serem eleitos pelo povo. Isto resume-se a uma simples denominação: concentração de poderes. A concentração de poderes é, óbvio, a postura de um Estado totalitário.

Vice de Bolsonaro defende nova Constituição, sem passar 'por eleitos pelo povo'; ouça o áudio [1]

Uma constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo, diz Hamilton Mourão em Curitiba [2]

Vice de Bolsonaro, general Mourão sugere atropelar regras do jogo [3]

A Nova Constituição proposta estaria em sintonia com a República Maçônica Universal?




Brasil teve 7 Constituições desde 1822 - 8 Constituições se se considerar a Emenda n°1 de 1967  [4]
Portugal teve 6 Constituições desde 1822 [5]

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Projeto de Lei dos Direitos Autorais na Internet aprovado na Europa - se lei for aprovada a liberdade de expressão está +1x em risco

Os artigos mais polêmicos deste Projeto de Lei aprovado no passado dia 12 de Setembro, são o Artigo 11 - conhecido como Imposto de Link, em que o usuário terá de pagar por qualquer link que compartilhar - e o Artigo 13 - conhecido como Filtro de Upload, em que o usuário não poderá mais publicar conteúdo de terceiros (imagens, vídeos e áudios/músicas) em plataformas como Youtube, Facebook, etc.


Quem, como eu, disponibiliza imensos links como fonte de informação e estudo, ficará impossibilitado de o fazer - a não ser que tenha dinheiro para pagar. Trabalhos virtuais como este blog, dentro de tal cenário, têm a possibilidade de continuar existindo se eles mesmos produzirem todo o seu conteúdo sem mencionar qualquer fonte de referência. Ou seja, não podendo apresentar provas documentais do que é afirmado, facilmente tais canais podem ser classificados como fake news.

Na Europa, a Lei dos Direitos Autorais será votada em Janeiro de 2019. Para mais informações:

Projeto que impõe 'imposto de link' e 'filtro de upload' é aprovado na Europa [1]

União Europeia aprova polêmica lei de direitos autorais que ameaça a web [2]

Como uma lei europeia pode censurar criadores e quebrar a internet para sempre [3]

Também relacionado com a liberdade virtual, vale a pena mencionar isto:

Google volta ao tribunal europeu para brigar contra direito de ser esquecido [4]

STF proíbe Educação Domiciliar e revela sua doentia necessidade de controlar toda a sociedade

O Supremo Tribunal Federal revelou, mais uma vez, a sua necessidade doentia de controle, ao proibir que as famílias eduquem os seus filhos como quiserem, negando o Recurso Extraordinário (RE) 888815. 


Sabemos que existem imensos detalhes que devem ser considerados quando o assunto são crianças e jovens e também sabemos que existem famílias que não têm maturidade suficiente para educar de forma segura e eficaz (e quem determina o que é uma educação eficaz?) os seus filhos, mas é um extremismo digno de um Estado de Controle, proibir que as famílias pratiquem a Educação Domiciliar. Perante um sistema que se revela cada vez mais opressor e controlador, dizer que "não há legislação que regulamente preceitos e regras aplicáveis a essa modalidade de ensino" apenas demonstra a necessidade doentia que o Estado tem de controlar todas as áreas da vida das pessoas.

STF nega recurso que pedia reconhecimento de direito a ensino domiciliar [1]
12/09/2018
Para a maioria dos ministros, não há lei que ampare o direito de educar crianças e adolescentes em casa. Prevaleceu no julgamento a divergência aberta pelo ministro Alexandre de Moraes.


O jogo de palavras usado pelos Ministros do STF é predatório. Não precisamos examinar as palavras de todos os Ministros para entender todo o cenário:

Ministro Alexandre de Moraes: "(...) a Constituição Federal (...) prevê a solidariedade do Estado e da família no dever de cuidar da educação das crianças. (...) a família e o Estado juntos para alcançar uma educação cada vez melhor para as novas gerações. Só Estados totalitários, segundo o ministro Alexandre, afastam a família da educação de seus filhos."

Solidariedade, ou imposição da presença e controle do Estado na vida das famílias? A família e o Estado juntos, ou a família completamente dominada e oprimida pelo Estado em todas as áreas da vida?

"(...) é a obrigatoriedade [das famílias] de seguir as regras. (...) para [a Educação Domiciliar] ser colocada em prática, deve seguir preceitos e regras". 

E se as famílias não concordarem com as regras que o Estado impõem na educação dos seus filhos e não as quiserem seguir? Porque, sejamos sinceros, os sistemas e as metodologias educacionais que o Estado impõem nas crianças e jovens não está dando certo e o reflexo são os altos índices de violência, a quantidade de jovens depressivos, a quantidade de suicídios entre a juventude, a quantidade de dependentes de drogas, a quantidade de adultos frustrados, a quantidade de corrupção, etc.

"a [Educação Domiciliar] (...) utilitarista, que permite fiscalização e acompanhamento, é a única que não é vedada pela Constituição."

Tudo é permitido na sociedade desde que seja controlado pelo Estado. Traduzindo os termos preceitos, regras, fiscalização e acompanhamento: o Estado quer determinar de forma absoluta como a mente das pessoas deve funcionar, que tipo de conhecimentos e informações elas devem acessar, quais as fronteiras da realidade devem ser apercebidas, que memória histórica deve ser contada, que visões de futuro devem ser sonhadas, que estilos de vida devem ser vividos, etc.

O Ministro conclui que "falta regulamentação para a aplicação do ensino domiciliar"

Devemos começar a pensar, seriamente, na possibilidade das famílias educarem em paz os seus filhos,  de todos vivermos em paz sem ser perseguidos pelo Estado. Devemos todos começar a pensar seriamente no Fim do Estado. O Sistema de Controle é tão intenso que a possibilidade de vivermos sem Estado nem sequer passa pelo pensamento de maior parte das pessoas. E quando esta ideia lhes surge à frente, maior parte recebe um confronto tão grande com as programações de controle mental a que está subjugada, que a primeira reação é excluir tal possibilidade. Esta é uma das razões que faz o Estado ter medo da Educação Domiciliar.

Este assunto neste Blog:

Educação Domiciliar volta a estar em pauta no STF hoje, 06 de Setembro [3]
06 de Setembro de 2018

STF julga família por querer praticar Educação Domiciliar com seus filhos [4]
13 de agosto de 2018

STF adia julgamento da Educação Domiciliar [5]
31 de agosto de 2018

STF julga hoje a Educação Domiciliar [6]
30 de agosto de 2018

Estado ataca Famílias, Educação domiciliar e Não-vacinação: análise das metodologias físicas e psicológicas do ataque e imposição do socialismo [7]

27 de agosto de 2018

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Educação Domiciliar volta a estar em pauta no STF hoje, 06 de Setembro

Será desta que é a Educação Domiciliar é aprovada? Está em causa a liberdade de expressão, de pensamento e de crença. Quem manda nas crianças: os pais, ou o Estado?



Recurso sobre ensino domiciliar está na pauta desta quinta-feira [1]
A pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) para esta quinta-feira (30) traz o Recurso Extraordinário (RE) 888815, que discute se o ensino domiciliar (homeschooling) pode ser considerado meio lícito de cumprimento, pela família, do dever de prover a educação dos filhos. O relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, determinou a suspensão nacional de todos os processos em curso no Poder Judiciário, individuais ou coletivos, que tratem dessa questão. Com repercussão geral reconhecida, o recurso tem origem em mandado de segurança impetrado pelos pais de uma menina, então com 11 anos, contra ato da secretária de Educação do Município de Canela (RS) que negou pedido para que ela fosse educada em casa, recomendando sua matrícula na rede regular de ensino, onde já havia estudado. O recurso questiona atos do Juízo da Comarca de Canela e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que consideraram válida a decisão da Secretaria Municipal de Educação. Para os pais da menina, restringir a educação à instrução formal numa instituição convencional de ensino corresponde a ignorar as variadas formas de aprendizado, além de significar uma afronta a um considerável número de garantias constitucionais. Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), que foi admitida na ação como amicus curiae, existem atualmente cerca de 18 processos em tramitação nos tribunais sobre o tema, havendo risco de serem proferidas decisões contrárias ao entendimento a ser adotado pelo STF.

Recurso Extraordinário (RE) 888815 – Repercussão Geral
Relator: ministro Luís Roberto Barroso
V.D, representada por M.P.D x Município de Canela
O recurso discute a possibilidade de o ensino domiciliar (homeschooling), ministrado pela família, ser considerado meio lícito de cumprimento do dever de educação, previsto no artigo 205 da Constituição Federal. O acórdão recorrido entendeu que "inexistindo previsão legal de ensino na modalidade domiciliar, não há no caso direito líquido e certo a ser amparado na estrita arena do mandamus". A parte recorrente argumenta que o acórdão recorrido, ao decidir pela negativa quanto a obrigatoriedade da matrícula e frequência de todas as crianças a uma instituição convencional de ensino, ignorou temerariamente dispositivos constitucionais, bem como outros princípios fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei de Diretrizes e Bases, dando uma interpretação por demais restrita e inconstitucional. Sustenta, em síntese, que: a obrigatoriedade de ensino prevista no artigo 208, inciso I, da Constituição, dirige-se somente ao Estado; a Constituição não pretende criar um Estado totalitário e paternalista que possa validamente se substituir aos pais na escolha da melhor educação a ser dada aos filhos; e que cabe ao Poder Público fiscalizar as condições em que o ensino privado é ministrado, mas jamais proibir uma modalidade de ensino sem qualquer razão para tanto – a escola não é o único lugar em que as crianças podem ter contato com a diversidade; entre outros argumentos. Em contrarrazões, o Município de Canela defende que o ensino domiciliar não pode ser visto como um substituto do ensino escolar, mas sim uma complementação, uma participação ética e conjunta dos pais na educação de seus filhos. Afirma que a Constituição Federal em seu artigo 208, parágrafo 1º, considera o acesso ao ensino obrigatório como direito público subjetivo e que o parágrafo 2º, do mesmo diploma legal refere que o seu não-oferecimento por parte do poder público implica em responsabilidade da autoridade competente. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, decretou a suspensão do processamento de todas as demandas pendentes que tratem das questão em tramitação no território nacional. Amici curiae: a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) se manifestou pelo provimento do recurso, enquanto a União, AC, AL, AM, GO, ES, MA, MT, MS. MG, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, SC, SP, SE e o DF se manifestaram pelo desprovimento do recurso. 
Em discussão: saber se o ensino domiciliar (homeschooling), ministrado pela família, pode ser considerado meio lícito de cumprimento do dever de educação.

PGR: pelo conhecimento e desprovimento do recurso.
06.09.2018



Este assunto neste Blog:

STF julga família por querer praticar Educação Domiciliar com seus filhos [2]
13 de agosto de 2018

STF adia julgamento da Educação Domiciliar [3]
31 de agosto de 2018

STF julga hoje a Educação Domiciliar [4]
30 de agosto de 2018

Estado ataca Famílias, Educação domiciliar e Não-vacinação: análise das metodologias físicas e psicológicas do ataque e imposição do socialismo [5]
27 de agosto de 2018


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Cronologia de eventos no Brasil revelam destruição intencional da Memória e da Cultura

Quando juntamos diversos eventos, descobrimos uma ação coordenada visando apagar da memória e a cultura dos brasileiros, a verdadeira história e a verdadeira identidade do Brasil. O modus operandis dos sistemas opressores é sempre o mesmo: apagam a história e reescrevem-na do jeito que mais lhes convém; destroem a cultura e erguem a que mais lhe convém. No Brasil, maior parte da população já guarda em si versões distorcidas da história nacional e internacional. Continuando assim, em uma, ou duas gerações, toda a história verdadeira estará suprimida e substituída pela versão mais conveniente aos traidores da Pátria-Mãe, as marionetes das oligarquias internacionais que visam instaurar uma República Maçônica Universal.


Detalhe interessante: 

02 de Setembro de 2018 : Incêndio no Museu Nacional

02 de Setembro de 1822 : assinado o Decreto da Independência do Brasil, por D. Leopoldina.

Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena era arquiduquesa da Áustria que em aliança política com o reino de Portugal preparou seu casamento com o herdeiro de Dom João VI, D. Pedro. O casamento foi feito através de contrato assinado em 1816. Em 1822, D. Pedro realizou uma viagem à província de São Paulo, mas não sem antes passar o poder a D. Leopoldina que durante um mês governou o Brasil como chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil. Enquanto D. Pedro estava em São Paulo tentando apaziguar o clima separatista (lideranças queriam a separação de São Paulo do resto do Brasil), D. Leopoldina recebia notícias de que Portugal preparava uma ação contra o Brasil. A Princesa Regente não perdeu tempo e junto com o Ministro das Relações Exteriores, José Bonifácio, convocou uma reunião extraordinária com o Conselho de Estado, no Paço da Boa Vista, no Rio de Janeiro, e decidiu pela separação entre Brasil e Portugal e a independência foi proclamada em documento assinado no dia 2 de setembro de 1822. 

Evidência ritualística, ou mero encontro de datas? A destruição do Museu Nacional beneficia imenso a maçonaria em fortalecer a sua versão da história do Brasil e da instauração da República neste país. Será esta sincronia de datas uma evidência do cérebro reptilíneo típico das famílias elitistas e das ordens secretas?

Lembrando que o problema com o Museu Nacional é antigo e pelo menos desde 2004 que existem alertas em relação aos perigos de incêndio:

Museu Nacional do Rio pode sofrer incêndio, diz secretário [1]
03.11.2004



Sequência de acontecimentos por ordem cronológica:

1978 : Incêndio no Museu de Arte Moderna (MAM), RJ 
2008 : Teatro de Cultura Artística, SP
2010 : incêndio no Laboratório de Répteis do Instituto Butantan, SP
2011 : Incêndio no Palácio Universitário, prédio histórico campus UFRJ, RJ
2013 : Incêndio auditório do Memorial da América Latina, SP
2013 : Incêndio no Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais, MG
2014 : Incêndio no Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios, SP
2015 : Incêndio Museu da Língua Portuguesa, SP
2016 : incêndio na Cinemateca Brasileira, SP
2018 : Incêndio do Museu Nacional e o Palácio da Quinta da Boa Vista, RJ
2018 : Incêndio na Biblioteca Pública do Maranhão, MA


Aprovado projeto que permite destruição do original de documento digitalizado [2]
07.12.2016

Presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Marcelo Araújo, pede exoneração [3]
31.08.2018

Caminhão com carga de explosivos é abandonado em Belo Horizonte [4]
01.09.2018

Incêndio no Museu Nacional, RJ [5]
02.09.2018

Biblioteca Pública no Maranhão, MA [6]
02.09.2018

Casarão Centro histórico de Salvador, BH [7]
03.09.2018

Incêndio em Loja de departamentos no calçadão em São José dos Campos, SP [8]
03.09.2018

Bope desarma explosivos colocados em trecho de gasoduto na BR-101, em Balneário Camboriú [9]
03.09.2018

Explode Subestação da Chesf em Santa Cruz, RN [10]
04.09.2018

Incêndio em Depósito de combustíveis em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, RJ [11]
04.09.2018


Alguns dados importantes em relação ao criminoso incêndio do Museu Nacional – o qual consumiu cerca de 20 milhões de itens:

Museu Nacional recebe R$ 21 milhões para revitalizar prédio e acervos [12]
06.06.2018 
A direção do Museu Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram hoje (6) um contrato que prevê investimento de R$ 21,7 milhões para o plano de revitalização do prédio histórico, seu acervo e espaços de exposição. O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio, completa 200 anos em 2018. 

Falta de água prejudicou combate ao incêndio no Museu Nacional, diz bombeiro [13]
02.09.2018
Segundo o coronel Roberto Robadei Costa Júnior, só por volta das 23h30, quatro horas após o início das chamas, a situação da água foi normalizada. O combate ao incêndio foi prejudicado por falta de água nos hidrantes. Museu Nacional estava em situação irregular, segundo o Corpo de Bombeiros. "Há cerca de 1 mês a organização do Museu entrou em contato com nosso pessoal e teriam conseguido recursos. Eles queriam se regularizar junto ao Corpo de Bombeiros, mas não deu tempo", disse coronel Robadey.

Testemunha afirma ter visto balão cair sobre o Museu Nacional pouco antes do início do incêndio [14]
03.09.2018

Detectores de fumaça não estavam funcionando na hora do incêndio, diz vice-diretora do museu [15]
03.09.2018

Dinheiro para restaurar o Museu Nacional não faltava: o que havia era uma Agenda diferente a ser seguida. 

Verba de manutenção do Museu Nacional em 2017
R$ 452.000,00

Quanto custa por ano...

1 Deputado = R$ 1.716.000,00
1 Senador = R$ 1.920.000,00
1 Ministro do STF = R$ 420.000,00 
Fontes: [16] [17]

Comparativos feitos por Leila Lessa e divulgados pelo Prof. Loryel Rocha em seu perfil de facebook:

2011 : R$ 1.356.858,00 para financiar um Blog de poesias da cantora Maria Bethânia (a cantora desistiu do projeto, após receber uma enxurrada de críticas)
2011-12 : R$ 17.878.740,00 para custear um musical infantil do Shrek
2013 : R$ 1.086.214,40 para custear uma turnê do grupo Detonautas
2013 : R$ 5.883.100,00 para financiar uma turnê da cantora Cláudia Leite
2014 : R$ 4.143.325,00 para custear uma turnê do cantor Luan Santana
2014 : R$ 1.772.320,00 para bancar uma peça teatral infantil da porquinha Peppa
2014 : R$ 1.526.000,00 para financiar um documentário sobre a vida do condenado por corrupção, José Dirceu
2015 : R$ 516.550,00 para financiar a produção de um DVD do MC Guime

Segundo os ensinos do Prof. Loryel Rocha, todos estes processos de destruição da Memória e da Cultura, chamam-se Mnemofoia, Axiofobia e Noofobia. O significado destes termos, muito resumidamente:

Mnemofoia : a aversão ou o medo mórbido, irracional, desproporcional, persistente e repugnante das memórias e lembranças passadas.

Axiofobia : Medo em relação a qualquer uma das teorias formuladas a partir do Séc. XX concernentes à questão dos valores. Axiologia é o estudo de valores, uma teoria do valor geral, compreendido no sentido moral.

Noofobia : é o medo causado pelo desconforto, ou angústia, resultante da incapacidade de acesso à comunicação através de aparelhos celulares ou computadores.