E na publicação do Diário Oficial da União (DOU), Decisões 10.Fev.2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda usa o Fórum Económico Mundial (FEM) como referência de indicador da "aceleração da automação, com a perda de postos de trabalho", ao lado da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE):
: qual é a dimensão da influência do Fórum Económico Mundial, dentro da República Federativa do Brasil?
O conflito de interesses do uso do FEM como indicador referência para dar credibilidade à afirmação "impossível parar a História e o desenvolvimento tecnológico" (vêr DECISÕES, mais abaixo) que é usada para justificar o adiamento de 2 anos para que o Congresso Nacional "supra uma omissão legislativa" - causa primeira do adiamento do processo - está no facto do Relator das Decisões, o Ministro Luís Roberto Barroso, ser participante do FEM:
2024
FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL
Palestrantes: Ilan Goldfajn, Marisol Argueta de Barillas, Raquel Peña, Gabriela Sommerfeld, Luís Roberto Barroso, Gustavo Petro, Marcos Bulgheroni
19.Jan.2024
FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL
Fórum Institucional
Este artigo faz parte de: Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial
"A América Latina pode e deve assumir um papel de liderança na sustentabilidade global porque temos biodiversidade, temos a maior quantidade de água potável do mundo, temos a Amazônia, que fornece armazenamento de carbono para o mundo" - disse Luís Roberto Barroso, Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil.
21.Jan.2025
FÓRUM ECONÓMICO MUNDIAL
Reimaginando o crescimento
Palestrantes: Luís Roberto Barroso, Eduardo Paes, Ilona Szabó de Carvalho, Helder Barbalho, Luana Marques Garcia Ozemela
Consideremos, ainda, a velocidade do crescimento do desemprego face à automação: o volume de casos, em 2028 - e duvido que aprovem tal regulamentação, em 2028, ou em qualquer ano posterior - poderia entupir o sistema judicial?
Por outro lado, se o modelo civilizacional defendido pela República como um todo, é o do apogeu tecnológico de controle social, seria paradoxal, ou pura manobra de diversão, se o sistema aprovasse regulamentações para defender o trabalhador contra a sua substituição pelas mesmas tecnologias que constituem a civilização defendida pelo sistema judicial que está julgando a criação das regulamentações em defesa do trabalhador: um ciclo vicioso, no qual, o trabalhador é sugado até ao desprezo, por não ser mais necessário.
Para quê regulamentações, se o STF acredita que é "impossível parar a História e o desenvolvimento tecnológico"?
Atos do Poder Judiciário
Supremo Tribunal Federal
Plenário
(...)
III. Razões de decidir
5. A Revolução Tecnológica ou Digital insere novos elementos nessa equação, especialmente com o avanço e lapidação da inteligência artificial, sendo impossível parar a História e o desenvolvimento tecnológico. Estudos da OCDE, da OIT e do Fórum Econômico Mundial indicam a aceleração da automação, com a perda de postos de trabalho, e ressaltam a relevância desse tema para o mercado de trabalho do futuro.
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