quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vacinações em massa: continuam indo atrás de todas as crianças do mundo!


OMS
Líderes globais da saúde reafirmam compromisso com a Agenda de Imunização 2030
26.Mai.2026


Durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), realizada de 18 a 23.Mai.2026...


... os Estados-Membros e parceiros globais da saúde reafirmaram seu compromisso com a Agenda de Imunização 2030 (AI2030)...

"PREFÁCIO do Conselho de Parceria da Agenda de Imunização 2030¹ | ¹ OMS, UNICEF, Gavi, CEPI, Banco Mundial, FICV [Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho], Comissão Europeia, Africa CDC, Wellcome, Fundação Gates, além de membros independentes"

... reconhecendo as vacinas como uma das intervenções de saúde pública mais poderosas, custo-efetivas e equitativas. Mais de 70 Estados-Membros e grupos regionais, juntamente com atores não-estatais, parceiros técnicos e associações profissionais, manifestaram forte apoio à Revisão Intermediária da AI2030, no âmbito do item 12.3 da agenda da AMS...


... enfatizando que programas de imunização robustos continuam sendo a base da preparação para surtos, de sistemas de saúde resilientes e da segurança sanitária, a longo prazo. À medida que os sistemas globais de saúde enfrentam pressões crescentes decorrentes de conflitos, choques climáticos, instabilidade econômica e declínio da confiança na ciência, os Estados-Membros apelaram para programas de imunização sustentáveis ​​liderados pelos países, uma integração mais profunda com os sistemas de cuidados primários de saúde e um apoio mais direcionado por parte das agências e parceiros globais de saúde, particularmente para contextos frágeis, vulneráveis ​​e afetados por conflitos.

O mundo não pode dar-se ao luxo da complacência

Durante a Assembleia Mundial da Saúde (AMS), os Estados-Membros alertaram repetidamente que o progresso rumo às metas da IA2030 permanece atrasado e que o cenário global da imunização está se tornando cada vez mais frágil. O aumento dos surtos de sarampo, a queda na cobertura vacinal de rotina em diversas regiões e o aumento das desigualdades no acesso às vacinas expuseram lacunas perigosas. Os delegados enfatizaram a necessidade urgente de recuperar o terreno perdido, particularmente para crianças que não receberam nenhuma dose ou que foram imunizadas parcialmente e que permanecem fora do alcance dos serviços essenciais de saúde, ao mesmo tempo que reconheceram as conquistas da iniciativa "Big Catch-Up" como um mecanismo crucial para alcançar essas crianças. 


O investimento em imunização foi um tema central nas discussões, com vários Estados-Membros alertando que, a menos que os investimentos sejam sustentados e o compromisso político permaneça elevado, o mundo corre o risco de entrar em um período de retrocesso na cobertura vacinal e no controle de doenças. Os Estados-Membros enfatizaram cada vez mais a importância do investimento doméstico e da apropriação nacional para garantir ganhos de imunização a longo prazo. Também se intensificaram os apelos por uma capacidade regional de produção de vacinas mais robusta e cadeias de suprimentos diversificadas para reduzir a dependência de mercados externos e melhorar a segurança global das vacinas.

Ameaça crescente da desinformação

As discussões também destacaram a crescente ameaça representada pela desinformação, pela hesitação em relação às vacinas e pela queda da confiança pública. Os Estados-Membros enfatizaram que a reconstrução da confiança nas vacinas será fundamental para alcançar as metas da IA2030, especialmente porque as narrativas falsas continuam a se espalhar rapidamente pelas plataformas digitais. Vários países defenderam um maior engajamento da comunidade, investimentos em comunicação em saúde e estratégias baseadas em evidências para combater a desinformação e a desconfiança.

Futuro da imunização

Além de reduzir as lacunas de imunidade, os delegados apresentaram uma visão mais ampla para o futuro da imunização. Muitos países descreveram avanços na introdução de novas vacinas, na modernização dos sistemas de vigilância, na expansão dos registros digitais de imunização e no fortalecimento de abordagens de vacinação ao longo da vida que protegem as pessoas em todas as idades. Os delegados também enfatizaram a importância de integrar a imunização aos sistemas de atenção primária à saúde e às estruturas nacionais de preparação, para que os países estejam mais bem equipados para responder a futuras pandemias e surtos de doenças. Em resposta aos Estados-Membros, a OMS comprometeu-se a avançar com as recomendações da Revisão Intermediária da IA2030, priorizando crianças sem nenhuma dose da vacina e a equidade, reconstruindo a confiança nas vacinas e fortalecendo a colaboração com a Gavi, o UNICEF e outros parceiros. A OMS também enfatizou a importância de uma coordenação mais robusta em toda a arquitetura global de saúde em evolução para sustentar os avanços na imunização até 2030 e além. À medida que a década avança, os Estados-Membros sinalizaram que o sucesso da IA2030 dependerá não apenas da inovação científica, mas também do compromisso político, do financiamento contínuo, da confiança da comunidade e da solidariedade internacional. Os próximos anos determinarão se o mundo conseguirá traduzir os compromissos da IA2030 em imunização para todos.--FIM DA TRADUÇÃO

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