quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estudo comparativo de saúde entre crianças norte-americanas, vacinadas e não vacinadas




... baseia-se no estudo não-publicado de Anthony R. Mawson, Professor do Departamento de Epidemiologia e Bioestatística da Escola de Saúde Pública da Universidade Estado Jackson, nos EUA, Estudo piloto comparativo sobre a saúde de crianças norte-americanas de 6 a 12 anos vacinadas e não vacinadas.


O estudo não foi publicado, primeiro devido à proibição da Universidade e segundo, devido à falta de vontade de Mawson em ser perseguido e ter a vida profissional e pessoal arruinada - assista o documentário para entender.

De seguida, uma tradução parcial do estudo. Sugiro abrir o documento e pelo menos consultar as tabelas comparativas: a quantidade de crianças vacinadas doentes, extremamente doentes e com doenças crónicas, é muito maior do que a quantidade de crianças não-vacinadas sofrendo das mesmas doenças, sendo que, em alguns casos, zero (0) crianças não-vacinadas apresentaram algumas das doenças listadas. Será que a quantidade de mortes é muito maior, também, entre as crianças vacinadas?


Estudo piloto comparativo sobre a saúde de crianças norte-americanas de 6 a 12 anos vacinadas e não vacinadas
12 páginas
Anthony R Mawson | Professor, Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Escola de Saúde Pública, Universidade Jackson State, Jackson, MS EUA
Brian D Ray | Presidente, Instituto Nacional de Pesquisa de Educação Domiciliar, Salem, OR EUA
Azad R Bhuiyan | Professor Associado, Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Escola de Saúde Pública, Universidade Jackson State, Jackson, MS EUA
Binu Jacob | Ex-aluno de pós-graduação, Departamento de Epidemiologia e Bioestatística, Escola de Saúde Pública, Universidade Jackson State, Jackson, MS EUA

Resumo

A vacinação preveniu milhões de doenças infecciosas, hospitalizações e mortes entre crianças nos EUA; no entanto, os desfechos de saúde a longo prazo do calendário de vacinação permanecem incertos. O Instituto de Medicina dos EUA recomendou a realização de estudos para abordar essa questão. Este estudo teve como objetivos: 

1) comparar crianças vacinadas e não vacinadas quanto a uma ampla gama de desfechos de saúde e 

2) determinar se uma associação encontrada entre vacinação e transtornos do neurodesenvolvimento (TND) - caso houvesse alguma - permaneceria significativa após o ajuste para outros fatores mensurados. 

Foi realizado um estudo transversal com mães de crianças educadas em casa (homeschooling), em colaboração com organizações de ensino domiciliar em quatro estados dos EUA: Flórida, Louisiana, Mississippi e Oregon. Solicitou-se às mães que respondessem a um questionário online anónimo sobre seus filhos biológicos, de 6 a 12 anos de idade, abordando factores relacionados à gravidez, histórico de nascimento, vacinação, doenças diagnosticadas por médicos, medicamentos utilizados e serviços de saúde. O TND, uma medida diagnóstica derivada, foi definido pela presença de um, ou mais, dos 3 diagnósticos intimamente relacionados a seguir: dificuldade de aprendizado, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Obteve-se uma amostra de conveniência de 666 crianças, das quais 261 (39%) não eram vacinadas. As crianças vacinadas apresentaram menor probabilidade de diagnóstico de varicela e coqueluche do que as não vacinadas, mas maior probabilidade de diagnóstico de pneumonia, otite média, alergias e TND. Após o ajuste, a vacinação, o sexo masculino e o nascimento prematuro permaneceram significativamente associados aos TND. No entanto, em um modelo final ajustado com interação, a vacinação - mas não o nascimento prematuro - permaneceu associada aos TND, enquanto a interação entre nascimento prematuro e vacinação associou-se a um aumento de 6,6x nas chances de TND (IC 95%: 2,8; 15,5). Em conclusão, observou-se que crianças educadas em casa e vacinadas apresentavam taxas mais elevadas de alergias e TND do que aquelas não vacinadas. Embora a vacinação tenha permanecido significativamente associada aos TND após o controle de outros factores, o nascimento prematuro combinado à vacinação associou-se a um aparente aumento sinérgico nas chances de TND. São necessárias mais pesquisas, envolvendo amostras maiores e independentes e desenhos de estudo mais robustos, para verificar e compreender esses achados inesperados, a fim de otimizar o impacto das vacinas na saúde infantil.

Introdução

As vacinas estão entre as maiores conquistas da ciência biomédica e são uma das intervenções de saúde pública mais eficazes do século XX. Estima-se que, entre as crianças norte-americanas nascidas entre 1995 e 2013, a vacinação tenha prevenido 322 milhões de casos de doenças, 21 milhões de hospitalizações e 732.000 mortes prematuras, gerando uma economia total de US$ 1,38 trilhão. Cerca de 95% das crianças norte-americanas em idade de pré-escola (jardim de infância) recebem todas as vacinas recomendadas como requisito para frequentar escolas e creches, visando prevenir a ocorrência e a propagação das doenças infecciosas-alvo. Avanços na biotecnologia estão contribuindo para o desenvolvimento de novas vacinas para uso em larga escala. De acordo com o calendário de vacinação pediátrica atualmente recomendado, crianças norte-americanas recebem até 48 doses de vacinas contra 14 doenças desde o nascimento até os seis anos de idade - um número que vem aumentando continuamente, desde a década de 1950, especialmente após a criação do programa Vaccines for Children [Vacinas para Crianças], em 1994. O programa Vaccines for Children teve início com vacinas voltadas para 9 doenças: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, doença por Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B, sarampo, caxumba e rubéola. Entre 1995 e 2013, novas vacinas contra outras 5 doenças foram incluídas para crianças de até 6 anos: varicela, hepatite A, doença pneumocócica, influenza e rotavírus. Embora testes de imunogenicidade e segurança de curto prazo sejam realizados nas vacinas antes de sua aprovação pela Food and Drug Administration [Administração de Comida e Drogas] (FDA) dos EUA, os efeitos a longo prazo de vacinas individuais e do próprio programa de vacinação permanecem desconhecidos. Reconhece-se que as vacinas acarretam riscos de efeitos adversos graves, agudos e crônicos, como complicações neurológicas e até mesmo a morte; no entanto, tais riscos são considerados tão raros que o programa de vacinação é tido como seguro e eficaz para praticamente todas as crianças. Existem pouquíssimos ensaios clínicos randomizados sobre qualquer vacina recomendada para crianças no que diz respeito à morbidade e mortalidade, em parte devido a preocupações éticas relacionadas à não administração de vacinas a crianças alocadas em grupos de controle. Uma exceção, a vacina contra o sarampo de alto título, foi retirada de circulação após vários ensaios clínicos randomizados na África Ocidental demonstrarem que ela interagia com a vacina contra difteria, tétano e coqueluche, resultando em um aumento significativo de 33% na mortalidade infantil. 

Artigo CDS 25.Ago.2026

As evidências de segurança provenientes de estudos observacionais abrangem um número limitado de vacinas - como, por exemplo, a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola e a vacina contra hepatite B - mas não há dados sobre o programa de vacinação infantil como um todo. O conhecimento é limitado mesmo no caso de vacinas com um longo histórico de segurança e proteção contra doenças contagiosas. Também se desconhecem os níveis seguros e os efeitos a longo prazo de componentes das vacinas, como adjuvantes e conservantes. Outras preocupações dizem respeito à segurança e ao custo-benefício de vacinas mais recentes contra doenças que são potencialmente letais para o indivíduo, mas que têm menor impacto na saúde da população, a exemplo da vacina contra o meningococo do grupo B. O conhecimento sobre eventos adversos pós-vacinação baseia-se, em grande parte, em notificações voluntárias feitas por médicos e pais ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS). No entanto, estima-se que a taxa de notificação de lesões graves associadas a vacinas seja inferior a 1%. Essas considerações levaram o antigo Instituto de Medicina (atualmente Academia Nacional de Medicina) a recomendar, em 2005, a elaboração de um plano de 5 anos para pesquisas sobre a segurança de vacinas, a ser conduzido pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Em suas revisões de 2011 e 2013 sobre os efeitos adversos das vacinas, o Instituto de Medicina concluiu que poucos problemas de saúde são causados ​​por vacinas, ou a elas associados e não encontrou evidências de que o calendário de vacinação fosse inseguro. Outra revisão sistemática, encomendada pela Agência de Pesquisa e Qualidade em Saúde dos EUA (AHRQ) para identificar lacunas nas evidências sobre a segurança do programa de vacinação infantil, concluiu que eventos adversos graves após a vacinação são extremamente raros. O Instituto de Medicina, contudo, apontou a necessidade de estudos para: 

: comparar os desfechos de saúde de crianças vacinadas e não vacinadas

: examinar os efeitos cumulativos de longo prazo das vacinas

: analisar o momento da vacinação em relação à idade e às condições da criança

: avaliar a carga total, ou o número de vacinas administradas simultaneamente

: investigar o efeito de outros componentes das vacinas nos desfechos de saúde

: estudar os mecanismos de lesões associadas às vacinas.

Um factor que complica a avaliação do programa de vacinação é o fato de que as vacinas contra doenças infecciosas apresentam efeitos inespecíficos complexos sobre a morbidade e a mortalidade, os quais vão além da prevenção da doença-alvo. A existência desses efeitos desafia a premissa de que vacinas individuais afetam o sistema imunológico independentemente umas das outras e não produzem efeitos fisiológicos além da proteção contra o patógeno-alvo. Os efeitos inespecíficos de algumas vacinas parecem ser benéficos, enquanto em outras parecem aumentar a morbidade e a mortalidade. Por exemplo, relata-se que tanto a vacina contra o sarampo, quanto a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), reduzem a morbidade e a mortalidade globais, ao passo que as vacinas contra difteria, tétano e coqueluche e contra a hepatite B apresentam o efeito oposto. Os mecanismos responsáveis ​​por esses efeitos inespecíficos são desconhecidos, mas podem envolver, entre outros factores: interações entre as vacinas e seus componentes - por exemplo:

:  se as vacinas são de vírus vivos, ou inativadas

: a vacina administrada mais recentemente

: suplementos de micronutrientes, como a vitamina A

: a sequência em que as vacinas são administradas

: seus possíveis efeitos combinados e cumulativos. 

Uma grande controvérsia atual é a questão de saber se a vacinação desempenha algum papel nos transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs), que incluem, de modo geral, dificuldades de aprendizado, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa controvérsia tem sido alimentada pelo facto de que os EUA enfrentam o que foi descrito como uma "pandemia silenciosa" de neurotoxicidade do desenvolvimento, em grande parte subclínica, na qual cerca de 15% das crianças sofrem de dificuldades de aprendizado, déficits sensoriais e atrasos no desenvolvimento. Em 1996, a prevalência estimada de TEA era de 0,42%. Em 2010, esse índice havia subido para 1,47% (1 em cada 68), sendo afetados 1 em cada 42 meninos e 1 em cada 189 meninas. Mais recentemente, com base em uma pesquisa do CDC realizada com pais, entre 2011 e 2014, estimou-se que 2,24% das crianças (1 em cada 45) apresentavam TEA. No entanto, as taxas de outras deficiências do desenvolvimento - como deficiência intelectual, paralisia cerebral, perda auditiva e deficiências visuais - diminuíram, ou permaneceram inalteradas. As taxas de prevalência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também aumentaram acentuadamente nas últimas décadas. Aumentos anteriores na prevalência de dificuldades de aprendizado foram seguidos por taxas decrescentes na maioria dos estados, possivelmente devido a mudanças nos critérios diagnósticos. Acredita-se que grande parte do aumento nos diagnósticos de TNDs nas últimas décadas se deva à crescente conscientização sobre o autismo e a ferramentas de triagem mais sensíveis e consequentemente, a um número maior de crianças com sintomas mais leves de autismo. No entanto, esses fatores não explicam todo o aumento. O aumento geograficamente disseminado de TEA e TDAH sugere a participação de um fator ambiental ao qual praticamente todas as crianças estão expostas. Produtos químicos agrícolas são um foco atual de pesquisa. Um possível papel das vacinas no aumento dos diagnósticos de TNDs permanece desconhecido devido à falta de dados sobre os desfechos de saúde de crianças vacinadas e não vacinadas. A necessidade de tais estudos é sugerida pelo fato de que o Programa de Compensação por Lesões Causadas por Vacinas (Vaccine Injury Compensation Program) pagou US$ 3,2 bilhões [R$ 17,6 bilhões] em indenizações por lesões relacionadas a vacinas, desde a sua criação, em 1986. Um estudo sobre pedidos de indenização atendidos pelo Vaccine Injury Compensation Program [Programa de Compensação por Lesões Causadas por Vacinas] referentes a encefalopatia e transtorno convulsivo induzidos por vacinas identificou 83 casos reconhecidos como decorrentes de lesão cerebral. Em todos os casos, o Court of Federal Claims [Tribunal de Reivindicações Federais] observou - ou acordos judiciais indicaram - que as crianças apresentavam autismo, ou TEA. Por outro lado, numerosos estudos epidemiológicos não encontraram associação entre a administração de vacinas específicas (em particular, a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo e não existe nenhum mecanismo aceito pelo qual as vacinas poderiam induzir o autismo. Um grande desafio na comparação entre crianças vacinadas e não vacinadas tem sido identificar um grupo acessível de crianças não vacinadas, visto que a vasta maioria das crianças nos EUA é vacinada. Crianças em homeschooling [educação domiciliar] são adequadas para tais estudos, uma vez que uma proporção maior delas não é vacinada em comparação com crianças de escolas públicas. As famílias que praticam o ensino domiciliar apresentam uma renda mediana aproximadamente igual à das famílias constituídas por casais em todo o país, um número ligeiramente maior de anos de escolaridade formal e um tamanho médio de família maior (pouco mais de 3 filhos) em comparação com a média nacional (pouco mais de 2 filhos). Essas famílias estão ligeiramente super-representadas na região Sul, cerca de 23% não são brancas e a distribuição etária das crianças educadas em casa (do jardim de infância ao ensino médio) é semelhante à das crianças em todo o país. Cerca de 3% da população em idade escolar recebia ensino domiciliar no ano letivo de 2011-2012. Os objetivos deste estudo foram: 

1) comparar crianças vacinadas e não vacinadas quanto a uma ampla gama de desfechos de saúde, incluindo condições agudas e crônicas, bem como o uso de medicamentos e serviços de saúde; 

2) determinar se uma eventual associação encontrada entre vacinação e transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs) permanecia significativa após o ajuste para outros fatores mensurados. 

(...)

Conclusões

A avaliação dos efeitos a longo prazo do calendário de vacinação sobre a morbidade e a mortalidade tem sido limitada. Neste estudo piloto envolvendo crianças vacinadas e não vacinadas em homeschooling, observou-se uma redução nas chances de varicela e coqueluche entre os vacinados, como esperado; no entanto, verificou-se um aumento inesperado nas chances de muitas outras condições diagnosticadas por médicos. Embora o delineamento transversal do estudo limite a interpretação de causalidade, a força e a consistência dos resultados, a aparente relação "dose-resposta" entre o status vacinal e diversas formas de doenças crônicas, bem como a associação significativa entre vacinação e distúrbios do neurodesenvolvimento (DNDs), corroboram a possibilidade de que algum aspecto do atual programa de vacinação possa estar contribuindo para os riscos de morbidade infantil. A vacinação manteve-se significativamente associada aos DNDs mesmo após o controle para outros fatores; por outro lado, o nascimento prematuro - há muito considerado um importante fator de risco para DNDs - não apresentou associação com essas condições após o controle para a interação entre prematuridade e vacinação. Além disso, a combinação de nascimento prematuro e vacinação associou-se a um aparente aumento sinérgico nas chances de DNDs, superando o risco observado apenas com a vacinação. Contudo, os resultados do estudo devem ser interpretados com cautela. Primeiramente, são necessárias pesquisas adicionais para replicar os achados em estudos com amostras maiores e delineamentos mais robustos. Em segundo lugar, caso os resultados sejam replicados, torna-se necessário identificar e abordar fatores potencialmente prejudiciais associados ao calendário de vacinação, bem como compreender melhor os mecanismos subjacentes. Tais estudos são fundamentais para otimizar o impacto da vacinação na saúde infantil.--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Vacina DTP mata crianças




... publicado em O Jornal de Doenças Infecciosas, de 01.Jun.2021, Vol. 223, N° 11, da Universidade de Oxford...


... a 3ª dose da vacina DTP aumenta a mortalidade feminina, deixando ainda em aberto a possibilidade de causar mortes em crianças do sexo masculino.

Como veremos mais abaixo, no Brasil as crianças são administradas com 5 doses, além das doses em grávidas.

Autores do artigo

Syed Manzoor Ahmed Hanifi¹ ²
Ane Bærent Fisker¹ ³ ⁴ ⁵
Paul Welaga⁵ ⁶
Andreas Rieckmann¹ ⁷
Aksel Georg Jensen¹ ⁸
Christine Stabell Benn¹ ³ ⁴
Peter Aaby¹ ⁵
¹Centro de Pesquisa em Vitaminas e Vacinas, Projeto de Saúde Bandim, Instituto Statens Serum 
²Divisão de Sistemas de Saúde e Estudos Populacionais, Centro Internacional de Pesquisa em Doenças Diarreicas, Daca, Bangladesh
³Rede Aberta Explorativa de Pacientes, Instituto de Pesquisa Clínica, Universidade do Sul da Dinamarca e Hospital Universitário de Odense, Dinamarca
⁴Instituto Dinamarquês de Estudos Avançados, Universidade do Sul da Dinamarca, Odense, Dinamarca
⁵Projeto de Saúde Bandim, Rede INDEPTH, Bissau, Guiné-Bissau
⁶Centro de Pesquisa em Saúde de Navrongo, Navrongo, Gana
⁷Seção de Epidemiologia, Departamento de Saúde Pública, Universidade de Copenhague, Copenhague, Dinamarca
⁸Seção de Bioestatística, Departamento de Saúde Pública, Universidade de Copenhague, Copenhague, Dinamarca

No artigo de 8 páginas...

Contexto. A 3ª dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP3) é utilizada para monitorar programas de imunização. A DTP tem sido associada a uma maior mortalidade no sexo feminino.

Métodos. Atualizamos buscas bibliográficas anteriores por estudos sobre a mortalidade associada à DTP, segundo o sexo. Analisamos a razão de taxas de mortalidade (RTM) entre mulheres e homens (F/M) em relação ao número crescente de doses de DTP, bem como para doses subsequentes da vacina contra sarampo (VS) após a DTP e da DTP após a VS.

Resultados. 8o estudos continham informações, tanto sobre a DTP1, quanto sobre a DTP3. A RTM F/M foi de 1,17 (intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,88-1,57) após a DTP1 e aumentou para 1,66 (IC de 95%: 1,32-2,09) após a DTP3. Após a administração da VS, a RTM F/M caiu para 0,63 (IC de 95%: 0,42-0,96). Em 11 estudos, a RTM F/M aumentou para 1,73 (IC de 95%: 1,33-2,27) quando uma vacina contendo DTP foi administrada após a VS.

Conclusões. A RTM F/M aumentou com o incremento das doses de DTP. Após a VS, as meninas apresentaram menor mortalidade do que os meninos. Com a administração de DTP após a VS, a mortalidade voltou a aumentar entre as meninas em relação aos meninos. Nenhum viés consegue explicar essas alterações na RTM F/M. A DTP não melhora substancialmente a sobrevida masculina em situações de imunidade de rebanho contra a coqueluche; portanto, a maior RTM F/M observada após a DTP pode refletir um aumento absoluto na mortalidade feminina.

Em 1992, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revogou a recomendação da vacina contra o sarampo de alto título (HTMV), pois ela estava associada a uma maior mortalidade entre o sexo feminino. Em 1989, a OMS havia recomendado a HTMV, a partir dos 6 meses de idade. A HTMV conferia proteção contra a infecção pelo sarampo tanto para meninas quanto para meninos quando administrada precocemente. No entanto, ao acompanhar crianças na Guiné-Bissau e no Senegal, até os 5 anos de idade, observou-se que a HTMV - em comparação com a vacina contra o sarampo de título padrão (MV) administrada aos 9 meses - estava associada a uma mortalidade 2x maior entre as meninas. A HTMV não apresentou diferença nos resultados para os meninos. Quando uma tendência semelhante foi observada no Haiti, a OMS retirou a recomendação da HTMV. Assim, uma vacina eficaz foi retirada de uso devido a efeitos diferenciais na sobrevida relacionados ao sexo. Não havia explicação sobre como uma vacina eficaz poderia estar associada a uma maior mortalidade feminina. Levou-se uma década para encontrar uma explicação que se adequasse a todos os dados disponíveis. Estudos haviam sugerido que a vacina inativada (não viva) contra difteria, tétano e coqueluche de célula inteira (DTP) estava associada a uma maior mortalidade feminina. A HTMV era administrada aos 4, ou 5 meses de idade e a maioria das crianças recebia doses de DTP, ou da vacina inativada contra a poliomielite (IPV), após a HTMV. Investigamos se a mortalidade feminina decorria da administração das vacinas inativadas DTP e IPV após a HTMV. No Sudão, no Senegal e na Guiné-Bissau, a mortalidade feminina foi maior quando a DTP/IPV foi administrada após a HTMV, mas isso não ocorreu entre as crianças do grupo controle, que receberam a MV aos 9, ou 10 meses e tinham menor probabilidade de receber uma vacina inativada após a MV. Quando as crianças não recebiam DTP/IPV após a HTMV, não havia aumento na mortalidade feminina. Portanto, a sequência envolvendo a vacina inativada após a MV precoce - e não a HTMV em si - explicava o aumento da mortalidade feminina. Em uma meta-análise de todos os ensaios clínicos randomizados controlados envolvendo vacinas contra sarampo de título médio (MTMV), ou alto título (HTMV), no Sudão, Senegal, Gâmbia e Guiné-Bissau, meninas que receberam DTP/IPV após HTMV/MTMV apresentaram uma razão de taxas de mortalidade (MRR) de 1,89 (intervalo de confiança [IC] de 95%: 1,27-2,80) em comparação com meninas que receberam a vacina padrão contra sarampo (MV), após uma vacina inativada (não viva); a MRR correspondente para meninos foi de 0,98 (IC de 95%: 0,66-1,46). Meninas que receberam HTMV apresentaram mortalidade mais elevada do que as meninas do grupo controle e do que os meninos que receberam HTMV. Uma mortalidade infantil feminina superior à masculina é considerada "não natural"; não havia tal diferença na África Ocidental na era pré-vacinação. Após o episódio envolvendo a HTMV, muitos estudos confirmaram que a DTP e outras vacinas inativadas poderiam estar associadas a uma mortalidade feminina superior à masculina; em uma meta-análise de 15 estudos, a MRR feminino/masculino (F/M) foi de 1,53 (IC de 95%: 1,21-1,93) entre crianças cuja vacinação mais recente havia sido a DTP. Os registros de administração da 3ª dose da DTP (DTP3) são utilizados para monitorar o Programa Expandido de Imunização (PEI) nacional. Para fortalecer o PEI, tem sido comum definir metas para a cobertura da DTP3, medir o sucesso pelo aumento dessa cobertura e examinar se outros programas impactam a cobertura da DTP3. Até recentemente, os PEIs recebiam financiamento adicional da GAVI com base no aumento da cobertura da DTP3. A cobertura da vacina contra sarampo (MV) foi incluída no financiamento baseado em desempenho, mas o Plano de Ação Global para Vacinas ainda avalia a cobertura apenas pela DTP3. Com a ênfase na DTP3, a cobertura dessa vacina aumentou mais do que a da MV, embora a DTP3 exija 3 doses, enquanto a MV requer apenas 1. Caso as doses de DTP sofram atraso, elas são administradas simultaneamente à MV, ou após ela. Estudos sobre desigualdade de gênero frequentemente concentram-se no acesso desigual aos serviços de saúde. No entanto, avaliar apenas o acesso pode ser insuficiente. Se a vacina DTP estiver associada a uma maior razão de taxas de mortalidade (RTM) entre o sexo feminino e o masculino, a ênfase na dose DTP3 poderá aumentar a mortalidade feminina. Analisamos se a DTP3 está associada a uma RTM (feminino/masculino) mais elevada, se existe uma relação dose-resposta entre o número de doses de DTP e a mortalidade (feminino/masculino) e o que ocorre quando a vacina contra o sarampo (MV) é administrada após a DTP e quando a DTP é administrada após a MV.--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

Este estudo também foi publicado na Biblioteca Nacional de Medicina, do Centro Nacional para Informação Bio-tecnológica, dos EUA.


No Brasil, em  criançassão aplicadas 3 doses entre os 2 e os 6 meses de idade + 2 doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade, ou seja, 5 doses no total, sendo que, o estudo acima, demonstra que o aumento da taxa de mortalidade no sexo feminino acontece com a 3ª dose. 

Compilação CDS de prints do Programa Nacional de Imunização.

As grávidas, além de receberem 3 doses da vacina DT ao saber da gravidez, ainda recebem uma dose da vacina DTP, a partir da 20ª semana gestacional. Apesar de constar a observação "esta vacina protege também o bebê nos seus primeiros meses de vida", os bébes, como vimos acima, recebem 3 doses da mesma vacina, nos primeiros 6 meses de vida.


Mas a injeção destes venenos não pára por aqui: os jovens, adultos, ou idosos, "conforme histórico vacinal", ainda recebem 3ª e 4ª doses de reforço da vacina DT, aos 14 e 24 anos de idade, respectivamente.


A bula da vacina DTPa do Butantan informa que a substância contém hidróxido de alumínio hidratado (Al(OH)3) e fosfato de alumínio.


domingo, 16 de agosto de 2026

Vacinas mRNA por adesivo de micro-agulhas com marca infra-vermelha financiadas pela Fundação Gates


"(...) particularmente útil em um cenário de pandemia."

Quanto mais estudo, mais compreendo que, o caminho natural da verdadeira Saúde, fica cada vez mais distante das novidades científicas.

Apesar dos seguintes lançamentos de vacinas mRNA por adesivos de micro-agulhas financiados pela Fundação Gates e pela Shanghai RNACure Biopharma Co. serem recentes, a tecnologia de vacinas por adesivos de micro-agulhas já tem, pelo menos, mais de uma década:

Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC)
09.Out.2013
Como as micro-agulhas administram medicamentos? | As últimas novidades em tecnologia de administração de medicamentos


A novidade são as vacinas mRNA e um sistema de identificação digital sanitarista associados aos adesivos, por meio de pontos quânticos infravermelhos que registram a vacinação. Há 7 anos, foi publicado o seguinte:

Revista Seince
18.Dez.2019
Pontos quânticos biocompatíveis a infravermelho-próximo, administrados na pele por meio de adesivos de micro-agulhas, registram a vacinação
Kevin J McHugh
Lihong Jing
Sean Y Severt
Mache Cruz
Morteza Sarmadi
Hapuarachchige Surangi N Jayawardena
Collin F Perkinson
Fridrik Larusson
Sviatlana Rose
Stephanie Tomasic
Tyler Graf
Stephany Y Tzeng
James L Sugarman
Daniel Vlasic
Matthew Peters
Nels Peterson
Lowell Wood
Wen Tang
Jihyeon Yeom
Joe Collins
Philip A Welkhoff
Ari Karchin
Megan Tse
Mingyuan Gao
Moungi G Bawendi
Robert Langer
Ana Jaklenec


Registro | Vacinas previnem doenças e salvam vidas; no entanto, a falta de padronização no registro de imunizações dificulta o monitoramento da cobertura vacinal em todo o mundo. McHugh e colaboradores desenvolveram microagulhas dissolvíveis que aplicam na pele padrões de micropartículas emissoras de luz no infravermelho próximo (NIR). Os padrões de partículas são invisíveis a olho nu, mas podem ser visualizados por meio de smartphones modificados. Ao administrar a vacina simultaneamente, o padrão de partículas na pele poderia servir como um registro de vacinação integrado ao próprio paciente. Os padrões foram detectados 9 meses após a administração intradérmica das micropartículas em ratos, e a administração conjunta com poliovírus inativado resultou na produção de anticorpos protetores. Padrões distintos de micropartículas aplicados via microagulhas em pele suína e pele humana pigmentada puderam ser identificados utilizando aprendizado de máquina semiautomatizado. Esses resultados demonstram a prova de conceito para o registro intradérmico de vacinação diretamente no paciente.

Resumo | A manutenção precisa de registros médicos é um grande desafio em muitos locais com recursos limitados, onde não existem bancos de dados centralizados e bem organizados, contribuindo para 1,5 milhão de mortes anuais evitáveis ​​por vacinação. Apresentamos aqui uma abordagem para codificar o histórico médico no paciente utilizando a distribuição espacial de pontos quânticos biocompatíveis que emitem no infravermelho próximo (NIR QDs) na derme. Os QDs são invisíveis a olho nu, mas detectáveis ​​quando expostos à luz NIR. QDs com núcleo de seleneto de cobre e índio e revestimento de sulfeto de zinco dopado com alumínio foram ajustados para emitir no espectro NIR mediante o controle da estequiometria e do tempo de revestimento. A formulação que apresentou maior resistência ao fotobranqueamento após exposição simulada à luz solar (equivalente a 5 anos) através de pele humana pigmentada foi encapsulada em micropartículas para uso *in vivo*. Paralelamente, a geometria das microagulhas foi otimizada *in silico* e validada *ex vivo* utilizando pele suína e pele humana sintética. As micropartículas contendo QDs foram então incorporadas a microagulhas dissolvíveis e administradas a ratos, com ou sem vacina. Imagens longitudinais *in vivo*, obtidas com um smartphone adaptado para detectar luz NIR, demonstraram que os padrões de QDs aplicados via microagulhas permaneceram brilhantes e puderam ser identificados com precisão por um algoritmo de aprendizado de máquina 9 meses após a aplicação. Além disso, a administração conjunta com a vacina contra poliovírus inativado gerou títulos de anticorpos neutralizantes acima do limiar considerado protetor. Essas descobertas sugerem que pontos quânticos (QDs) administrados por via intradérmica podem ser utilizados para codificar informações de forma confiável e ser aplicados juntamente com uma vacina - o que pode ser particularmente valioso para países em desenvolvimento e abrir novas possibilidades para o armazenamento descentralizado de dados e a biossensoriamento.

Agradecimentos | (...) Financiamento: Este trabalho foi financiado por um subsídio da Fundação Bill & Melinda Gates (...)

Biblioteca Nacional de Medicina [dos EUA] - Centro Nacional de Informação Bio-tecnológica
18.Dez.2019
Pontos quânticos biocompatíveis a infravermelho-próximo, administrados na pele por meio de adesivos de micro-agulhas, registram a vacinação
Kevin J McHugh
Lihong Jing
Sean Y Severt
Mache Cruz
Morteza Sarmadi
Hapuarachchige Surangi N Jayawardena
Collin F Perkinson
Fridrik Larusson
Sviatlana Rose
Stephanie Tomasic
Tyler Graf
Stephany Y Tzeng
James L Sugarman
Daniel Vlasic
Matthew Peters
Nels Peterson
Lowell Wood
Wen Tang
Jihyeon Yeom
Joe Collins
Philip A Welkhoff
Ari Karchin
Megan Tse
Mingyuan Gao
Moungi G Bawendi
Robert Langer
Ana Jaklenec


Em 2025, foi publicado o seguinte:

Biblioteca Nacional de Medicina [dos EUA] - Centro Nacional de Informação Bio-tecnológica
02.Set.2025
Sophia H Sakers
B Pradeep K Reddy
Gianna Fiduccia
Katherine E Byrne
Ingrid Stén
Julie Kim
Afsane Radmand
James E Dahlman
Mark R Prausnitz


Resumo | O mRNA administrado por meio de um adesivo de micro-agulhas (MNP) pode permitir uma aplicação indolor, reduzir a necessidade de profissionais de saúde especializados e melhorar a termo-estabilidade. (...)

Subsídios e financiamento
INV-063842/Fundação Bill e Melinda Gates



Springer
02.Set.2026


Resumo | O mRNA administrado por meio de um adesivo de micro-agulhas (MNP) pode permitir uma administração indolor, reduzir a necessidade de profissionais de saúde especializados e melhorar a termo-estabilidade. (...)

Introdução | (...) Os adesivos de micro-agulhas (MNPs) contêm matrizes de agulhas em escala micrométrica que podem ser utilizadas para administrar fármacos, ou vacinas, na pele. (...) A tecnologia de MNP apresenta vantagens distintas, incluindo administração minimamente invasiva e indolor, eliminação de resíduos de materiais perfurocortantes e administração simplificada que requer treinamento mínimo. Por fim, por serem formulações secas, os MNPs podem aumentar a termo-estabilidade de fármacos e vacinas. (...) Uma tecnologia de MNP capaz de administrar vacinas de mRNA seria particularmente útil em um cenário de pandemia, quando há necessidade de um método de administração de baixo custo, termo-estável e de fácil aplicação. Além disso, à medida que mais tecnologias de mRNA são desenvolvidas, o avanço de métodos de administração como os MNPs permitirá uma introdução mais rápida e um alcance mais amplo dessas novas vacinas e terapias. (...) Há poucos estudos sobre a administração de mRNA via MNP. Em 2018, Koh et al. administraram mRNA nú em um MNP dissolvível. Em 2022, Yu et al. incorporaram agentes de transfecção, incluindo polietilenimina e lipossomos, em uma criomicroagulha para a administração de mRNA. Em 2023 e 2025, Jaklenec et al. administraram mRNA-LNPs via MNP dissolvível. Em 2024, Rajesh et al. administraram mRNA-LNPs em estado líquido via um MNP em estrutura de rede (lattice). Apesar dessas demonstrações iniciais de administração de mRNA por MNP, ainda é necessário focar de forma abrangente nos fatores que afetam a estabilidade de mRNA-LNPs em MNPs dissolvíveis, considerando a formulação, a fabricação e as propriedades resultantes, tais como o tamanho das mRNA-LNPs, a eficiência de encapsulamento do mRNA e a expressão de proteína repórter in vitro e in vivo.

Conclusões | O desenvolvimento de um MNP para a administração de mRNA-LNPs envolveu a investigação de múltiplos aspectos da formulação e do processo de fabricação do MNP, incluindo etapas de concentração de mRNA-LNPs, excipientes da formulação, condições de fabricação e soluções de moldagem da base de suporte (backing). As mRNA-LNPs fabricadas em maior concentração mantiveram a estabilidade durante a produção de MNPs de forma mais eficaz do que aquelas concentradas após a sua fabricação. Entre os fatores testados, a escolha do polímero foi o que mais influenciou a estabilidade das LNPs, sendo o PVA o polímero que conferiu maior estabilidade. Estabilizantes adicionais, como sacarose, trealose e glicose, proporcionaram pouca, ou nenhuma, melhoria em relação ao uso exclusivo de PVA. A temperatura de fabricação reduzida (5°C) contribuiu para preservar a funcionalidade das mRNA-LNPs. O material de suporte dos MNPs também influenciou a estabilidade, tendo o suporte de epóxi permitido manter os níveis mais elevados de expressão das mRNA-LNPs. Por fim, os MNPs armazenados entre 25°C e 40°C mantiveram a expressão in vivo por várias semanas, embora em níveis decrescentes ao longo do tempo. Os resultados deste estudo podem contribuir para um melhor entendimento da tecnologia de mRNA-LNPs e auxiliar no desenvolvimento de métodos de administração via MNPs.

Financiamento | Este trabalho foi apoiado pela Fundação Bill e Melinda Gates (INV-063842).


A Shanghai RNACure Biopharma Co., Ltd. publicou algo semelhante, 22 dias após a anterior:

Biblioteca Nacional de Medicina [dos EUA] - Centro Nacional de Informação Bio-tecnológica
24.Set.2026
Zequn Tang
Tong Su
Ting Jiang
Jiayi Hu
Daiyan Chen
Xi Li
Jing Lu
Jinzhong Lin
Teng Shen


Resumo | Sistemas de administração transdérmica baseados em micro-agulhas (MNs) apresentam uma alternativa promissora à injeção intramuscular (IM) para vacinas de mRNA, oferecendo maior adesão do paciente, administração direcionada à pele e maior estabilidade da vacina, ao mesmo tempo em que reduzem o acúmulo hepático de nanopartículas lipídicas (LNPs). Neste trabalho, desenvolvemos um adesivo de micro-agulhas dissolvíveis (DMP) para a administração da vacina de mRNA contra o SARS-CoV-2, RQ3013 (...) Estes resultados demonstram que este DMP representa uma estratégia eficaz, estável e conveniente para o paciente na administração de vacinas de mRNA, combinando imunogenicidade aprimorada com melhor estabilidade de armazenamento e administração simplificada.

Introdução | O desenvolvimento de vacinas de mRNA contra o SARS-CoV-2 representa um avanço marcante na tecnologia de vacinas de mRNA. Essas vacinas demonstraram o valor crítico da vacinação com mRNA na prevenção e no controle de doenças infecciosas repentinas de grande escala, graças à sua excepcional eficácia protetora e capacidade de resposta rápida, evidenciadas durante a pandemia de COVID-19. (...) Essas características as tornam uma ferramenta poderosa para responder a ameaças infecciosas emergentes. (...) Atualmente, a maioria das vacinas de mRNA é administrada por via intramuscular (IM). No entanto, essa via de administração está associada a várias limitações, incluindo imunogenicidade relativamente baixa, acúmulo hepático de LNPs levando a efeitos adversos, menor adesão do paciente e dependência de armazenamento em cadeia de frio - fatores que restringem a escalabilidade e a acessibilidade das vacinas de mRNA durante emergências de saúde pública. Em resposta a essas limitações, sistemas de administração transdérmica baseados em micro-agulhas surgiram como uma alternativa promissora. (...) Neste estudo, desenvolvemos um DMP para a administração de vacinas de mRNA utilizando um processo de micromoldagem a vácuo em etapa única, tendo como modelo a RQ3013 - uma vacina de mRNA contra o SARS-CoV-2 desenvolvida pela Shanghai RNACure Biopharma Co., Ltd. (China). A RQ3013 codifica a proteína Spike do SARS-CoV-2 e incorpora mutações específicas para proporcionar proteção cruzada contra múltiplas variantes virais.

Agradecimentos | Os autores agradecem sinceramente o apoio da Shanghai RNACure Biopharma Co., Ltd. para a realização deste estudo.

sábado, 15 de agosto de 2026

Vacina MMR: a polémica vacina ainda aprovada por Trump


A combinação dos ingredientes da vacina [ainda] aprovada por Trump é uma verdadeira bomba! E imensos pais em todo o mundo relatam que, após os seus filhos tomarem esta vacina, começaram a apresentar os mais diversos tipos de problemas potencialmente crónicos, incluindo neurológicos. Pelo menos uma das possíveis reações conhecidas pode ser fatal. A bula ainda informa:
"morte por várias causas e em alguns casos, desconhecidas. Foram relatadas [mortes] raramente após administração com vacinas"


M-M-R® II 
vacina sarampo, caxumba, rubéola (atenuada)


: as vacinas sarampo e caxumba (atenuadas) são produzidas em cultura de células de embrião de galinha

Este medicamento é contraindicado para uso por grávidas. (...) pesquisa de 18 anos envolvendo mais de 1200 gestantes (...) A vigilância pós-comercialização subsequente identificou SRC associada a uma cepa da vacina rubéola após vacinação inadvertida de uma mulher grávida com vacina sarampo, caxumba e rubéola. A caxumba pode aumentar o risco de aborto espontâneo durante o primeiro trimestre de gravidez. (...) Não há estudos adequados da vacina com cepa atenuada do vírus do sarampo na gravidez.

: sorbitol [álcool de açúcar; adoçante de baixa caloria e umectante]
: fosfato de sódio monobásico
: fosfato de sódio dibásico
: bicarbonato de sódio
: sacarose
: vermelho de fenol [corante orgânico]
: gelatina hidrolisada [colágeno hidrolisado; proteína derivada do colágeno animal (geralmente, porco)]
: albumina humana (recombinante)
: soro fetal bovino
: fosfato de potássio monobásico
: fosfato de potássio dibásico
: levoglutamato de sódio monoidratado
: outros ingredientes de meios de cultura
: neomicina [antibiótico para o tratamento e a prevenção de infecções bacterianas na pele e nas mucosas]

: 9. [algumas das] Reações adversas: (...) 
: Cardiovascular: 
: vasculite [inflamação da parede dos vasos sanguíneos, podendo estreitar, ou bloquear, veias e artérias, reduzindo o fluxo de sangue e provocando danos a tecidos e órgãos. O problema pode ser leve e afetar apenas a pele, ou grave e atingir órgãos vitais como rins e pulmões]
Sistema nervoso/psiquiátrico: 
: convulsões febris em crianças
: convulsões afebris
: polineurite [inflamação ou o mau funcionamento simultâneo de vários nervos periféricos no corpo]
: polineuropatia [doença geral de vários nervos do corpo. Ela acontece quando os nervos longe do cérebro e da medula espinal sofrem danos. Isso afeta os pés, as pernas, as mãos e os braços, causando formigamento, dores, dormência e fraqueza nos músculos]
: síndrome de Guillain-Barré [distúrbio autoimune raro em que o sistema de defesa ataca os nervos periféricos. Ela causa fraqueza muscular progressiva - geralmente começando nas pernas e subindo para o tronco e braços - formigamento e perda de reflexos, exigindo atendimento médico hospitalar imediato]
: ataxia [sinal ou sintoma neurológico caracterizado pela perda da coordenação dos movimentos voluntários, do equilíbrio e da postura, decorrente de alterações no cerebelo, no sistema vestibular ou nas vias sensoriais. Ela afeta a marcha, os braços, as pernas e a fala]
: encefalomielite disseminada aguda (ADEM) [doença inflamatória e autoimune rara do sistema nervoso central. Ela causa danos à bainha de mielina (a capa protetora dos nervos) no cérebro e na medula espinal]
: mielite transversa [doença inflamatória rara que afeta a medula espinhal. Ela danifica a bainha de mielina, que protege as fibras nervosas, interrompendo os sinais entre o corpo e o cérebro. Os sintomas incluem fraqueza, dor e alterações sensoriais ou urinárias]
: meningite asséptica [inflamação das meninges (as membranas que cobrem o cérebro e a medula espinhal)]
: encefalite [inflamação grave do tecido cerebral. É uma emergência médica que causa febre, dor de cabeça intensa, confusão mental, convulsões e alteração do nível de consciência, exigindo internação hospitalar imediata]
: encefalopatia [qualquer dano, doença ou alteração no funcionamento ou na estrutura do cérebro. Não é uma doença isolada, mas sim uma indicação de que o cérebro está sofrendo por toxinas, falta de oxigênio, infecções ou problemas metabólicos do corpo]
: Sistema respiratório: 
: pneumonia/pneumonite [inflamação dos tecidos do pulmão, como os alvéolos e os bronquíolos]
é uma reação alérgica rara, grave e potencialmente fatal que afeta a pele e as mucosas. Ela causa febre, dor no corpo, manchas vermelhas ou roxas, bolhas dolorosas e descamação da pele, exigindo internação hospitalar urgente
: Pele: 
: eritema multiforme
: síndrome de Stevens-Johnson [é uma reação alérgica rara, grave e potencialmente fatal que afeta a pele e as mucosas. Ela causa febre, dor no corpo, manchas vermelhas ou roxas, bolhas dolorosas e descamação da pele, exigindo internação hospitalar urgente]
: púrpura de Henoch-Schönlein [inflamação dos vasos sanguíneos de pequeno calibre. Ela atinge com mais frequência crianças entre 3 e 15 anos. O quadro costuma causar manchas vermelhas ou roxas na pele, dor nas juntas, dor na barriga e alterações nos rins]
: Sentidos especiais: 
: formas de neurite ótica, incluindo neurite retrobulbar, papilite e retinite
: paralisias oculares
: otite média
: surdez neural
: conjuntivite
: Urogenital: 
: epididimite [inflamação do epidídimo, um canal localizado logo atrás do testículo responsável por armazenar e transportar os espermatozoides]
: orquite [inflamação de um ou de ambos os testículos]
: Outros: morte por várias causas e em alguns casos desconhecidas, foram relatadas [mortes] raramente após administração com vacinas
: Não foram relatados casos de morte ou sequelas permanentes em um estudo publicado de farmacovigilância pós-comercialização realizado na Finlândia, que envolveu 1,5 milhão de crianças e adultos que receberam M-MR® II entre 1982 a 1993.

Em relação aos estudos mencionados na bula (vêr excertos mais abaixo), erguem-se diversas questões pertinentes:

: quem são as crianças, onde o estudo foi executado?

: quem  são as grávidas que se submeteram a tal estudo?

: quem são os pais que permitiram que tal estudo fosse executado em seus filhos?

Excertos dos estudos, mencionando em quem os estudos foram executados:

: crianças com 6 meses e 15 meses de idade nascidas de mães imunizadas com a vacina

crianças com 6 meses de mães imunizadas foram revacinadas aos 15 meses

indivíduos [de] 11 a 13 anos

284 crianças com 11 meses a 7 anos de idade

Declaração BRICS 2026 - tradução CDS

Semelhantemente ao que temos verificado nas declarações BRICS anteriores (consultar lista de artigos CDS no final deste artigo), a Declaraçã...

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