Nesta publicação do Diário Oficial da União (DOU), diz o seguinte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Diretoria Científica
chamadas públicas
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq torna público (...) o resultado da Chamada Pública VacinasCandidatas/22 (...) - Vacinas de RNAm ou DNA (Prorrogação). As propostas aprovadas encontram-se no link (...):
No link lêmos:
Beneficiário | Santuza Maria Ribeiro Teixeira
Contrato | Prorrogação
Como não especifica sobre o que é este tipo de contrato, fui procurar quem é Santuza e o que faz:
Residente do IEAT, professora Santuza Maria Ribeiro Teixeira
doutora em Bioquímica pela Universite de Lausanne, na Suiça (1990)
graduação em Ciências Biológicas (1982)
mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Molecular, 1985) pela Universidade de Brasília
estágio de pós-doutorado na Universidade de Iowa (1991-1996)
licença sabática na Universidade de Maryland (2008), nos Estados Unidos
Professora Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais
membro do INCT Vacinas
(...)
Atualmente é a Coordenadora do Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas), no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec).
Tem experiência em pesquisa na área de Biologia Molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: Parasitologia molecular e Genômica de parasitos, com ênfase em estudos sobre regulação da expressão gênica, interações parasito-hospedeiro, descoberta de antígenos, variabilidade genética e reparo de DNA em protozoários dos gêneros Trypanosoma e Leishmania. (...).
Projeto: Edição de Genomas e o Controle de Doenças no Homem: contribuições ao debate sobre Aspectos Éticos e os Limites das Novas Tecnologias
O projeto busca desenvolver estratégias de edição de genomas visando a obtenção de cepas atenuadas do protozoário parasito Leishmania braziliensis para serem utilizadas em testes de vacinas contra a leishmaniose. Será empregada a tecnologia de CRISPR/Cas9 como método capaz de produzir modificações específicas nos genomas desse parasito com alta eficácia e segurança. Em face do grande potencial que essa tecnologia oferece para ser empregada em pesquisas na área de saúde, com objetivos diversos, incluindo aqueles envolvendo modificações genéticas em células e embriões humanos, o uso de CRISPR/Cas9 será também objeto de discussões com pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. As discussões aqui propostas sobre CRISPR/Cas9 serão de grande utilidade não somente para a disseminação, entre a comunidade da UFMG, do conhecimento sobre essa nova e promissora tecnologia com o intuito de mostrar os benefícios que ela pode trazer para a sociedade, mas também para fomentar discussões que possam contribuir para o debate sobre questões éticas e legais que estão associados à sua utilização.
"modificações genéticas em células e embriões humanos [com] o uso de CRISPR/Cas9"
"debate sobre Aspectos Éticos e os Limites das Novas Tecnologias"
Bio-transformação de seres humanos em um nível básico e determinante para a definição científica do que é ser um ser humano: o genético. Será que a ciência de modificação genética é uma antítese do saber transformar pelo uso das forças da Natureza e das tecnologias naturais? Existem crianças que já nascem com problemas genéticos: nestes casos, a ciência de manipulação genética pode ser a solução, uma vez que há uma necessidade específica, urgente e nata. Mas o quanto estamos esquecendo, desaprendendo e perdendo a confiança na utilização das medicinas naturais - forças na Natureza e dinâmicas de convívio - para recuperar e manter a saúde? O problema é que o sanitarismo está injectando imensas manipulações genéticas em imensos corpos humanos saudáveis, justificando-se o Estado que é por prevenção. Cresce o problema, quando se prometem milagres com tais produtos de manipulação genética para consequências de estilos de vida desequilibrados, invés de orientar para o re-equilíbrio homeostático usando as forças da Natureza e as dinâmicas de convivência.
"(...) é possível alterar o genoma de pessoas que têm um tipo de anemia, por exemplo, de forma que essa pessoa não precise mais de remédio, a doença seria totalmente resolvida por meio de alteração da sequência dos genes que estão causando essa anemia."
A anemia pode ser resolvia com relativa facilidade com mudança de alimentação e exercício físico: para quê arriscar uma mudança genética? E a solução natural é apresentada paralelamente à solução genética? Ou a solução genética apresenta o caminho científico como única solução?
"Uma vacina produzida por essas técnicas poderia também ser utilizada em portadores da doença?
A gente fala de vacinas profiláticas, que impedem a pessoa de ser infectada, mas nós também podemos falar de vacinas terapêuticas. A vacina terapêutica é aquela que vai induzir uma resposta imune nas pessoas que já estão infectadas para que elas possam combater a infecção juntamente com a medicação, de forma a impedir que a infecção possa desenvolver para uma forma grave. Então, a princípio, essa estratégia de vacina utilizando o patógeno atenuano por CRISPR teria, como aplicação mais imediata, a de vacina terapêutica. Aplica-se um patógeno que não é mais causador de doença em uma pessoa já infectada para aumentar a resposta imune e ajudar essa pessoa a eliminar o organismo que está causando a doença. Essa parece ser uma estratégia muito interessante que obviamente vai precisar ainda passar por uma série de testes.
Quais os próximos passos para que uma vacina como esta esteja acessível para o público?
Com base na experiência que a gente vem tendo aqui no Centro de Tecnologias com a vacina de COVID-19 e agora com a vacina de malária que a gente está iniciando possivelmente os testes clínicos em alguns meses, a gente percebe que uma coisa é você planejar o desenvolvimento de vacina e mostrar que ela tem potencial utilizando o modelo animal, e outra coisa é iniciar testes clínicos em voluntários. Nós passamos pela primeira pelo processo de submissão à Anvisa com a vacina de COVID-19 e a gente vê que existe um longo caminho, com uma quantidade enorme de testes que precisam ser feitos em pelo menos três modelos animais antes de passar para o ser humano. Então, no caso da vacina de Chagas, nós só testamos em camundongos, nós queremos testar agora em cães. O modelo de cão é um modelo interessante para a doença de Chagas porque eles são infectados e servem como reservatório para propagação do Trypanosoma cruzi. O terceiro modelo possivelmente vai ser em primatas não humanos, até que a gente possa ter um conjunto de dados sólido e mostrar não só a eficácia, mas também a segurança da vacina."
Tudo é muito novo. Tudo é muito experimental. Supostamente, a 1ª vacina com manipulação genética que foi aplicada foi a da Covid-19, em Dez.2020. Antes disso, a manipulação já existia, mas, supostamente, era só de atenuação. Hoje, com poucos testes em animais e já estão aplicando em seres humanos e rapidamente, na população em geral.
Qual o volume de produtos oriundos de manipulação genética que está sendo inserido/aplicado em corpos humanos saudáveis, com a justificação da prevenção?
Os descrição de "aspectos éticos" e a determinação de "limites das novas tecnologias", não anula o sofrimento que as "novas vacinas" já causaram, nem nula a possibilidade de consequências geracionais extremamente imprevisíveis







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