segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Agenda 2030 da ONU na China, a todo-o-vapor!


Os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU estão sendo instaurados na China, a todo-o-vapor, segundo o Conselho de Estado da República Popular da China.

Cada destaque CDS das publicações chinesas apresentadas de seguida, resume-se às passagens que mencionam a Agenda 2030, estando estas incluídas em um contexto maior na publicação original, essencialmente descritivo quanto a objectivos e concretizações.

No final deste artigo, Artigos CDS sobre a China e sobre a Agenda 2030 na China. 

Agenda 2030 no Conselho de Estado da República Popular da China
309 resultados: de seguida, apenas os  resultados referentes a 2025 e 2026


26.Set.2026
(...) Xi recordou que propôs a GDI na Assembleia Geral da ONU, há 5 anos, para promover a cooperação global em prol do desenvolvimento, revigorar a causa do desenvolvimento mundial e ajudar a acelerar a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. (...) Como o maior país em desenvolvimento do mundo e membro do Sul Global, a China está pronta para trabalhar com todas as partes a fim de defender uma filosofia de desenvolvimento centrada nas pessoas, promover a GDI, transformar em realidade a visão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e dar novas e maiores contribuições para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade, afirmou Xi.

22.Set.2026
(...) Em particular, a cooperação prática sob a estrutura do Fundo de Desenvolvimento Global e Cooperação Sul-Sul gerou resultados frutíferos em mais de 70 países, beneficiando mais de 40 milhões de pessoas, acrescentou ele. Guo destacou ainda que a GDI desenvolveu uma arquitetura de cooperação mais sólida em diversos setores, lançando as bases para o avanço da cooperação internacional para o desenvolvimento e para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU). (...)
"Esperamos trabalhar com os demais membros da ONU para fazer um balanço das conquistas e experiências valiosas dos últimos 5 anos, compartilhar oportunidades de desenvolvimento, explorar a cooperação nessa área, facilitar a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade" - disse ele.
14.Set2026
(...) Os países do Sul Global devem manter o compromisso com uma filosofia de desenvolvimento centrada nas pessoas e empenhar-se em concretizar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, afirmou Xi. (...)

13.Set.2026
(...)
Sobre Ações Conjuntas

- Os países do Sul Global devem manter o compromisso com uma filosofia de desenvolvimento centrada nas pessoas e empenhar-se em concretizar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 
(...)

13.Set.2026
(...)
"Para realizar grandes feitos, é preciso sempre colocar o povo em primeiro lugar." Os países do Sul Global devem manter o compromisso com uma filosofia de desenvolvimento centrada nas pessoas e empenhar-se em concretizar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
(...)

07.Agosto.2026
(...)
A cúpula, que reuniu um número recorde de países em desenvolvimento, também marcou a adoção de um plano de ação para promover a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, bem como o primeiro compromisso coletivo de apoiar a industrialização na África e nos países menos desenvolvidos.
(...)

29.Jul.2026
(...)
Wang defendeu o fortalecimento da unidade e da cooperação e a criação de um ambiente de desenvolvimento pacífico; a união de esforços para a ação e a aceleração da implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável; (...).

27.Mai.2026
(...)
Liu conclamou todas as partes a adotarem rapidamente medidas práticas para alcançar as metas de redução da pobreza estabelecidas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, e a compartilharem ativamente suas experiências no combate à pobreza.
(...)

02.Mar.2026
(...)
A "vitória completa" coroou 8 anos de esforços árduos para tirar da pobreza os últimos 98,99 milhões de residentes rurais que viviam abaixo da linha de pobreza vigente à época. Com essa conquista, a China atingiu a meta de erradicação da pobreza estabelecida na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas com 10 anos de antecedência.
(...)

As 3 partes comprometem-se a articular os resultados da Cúpula de 2024 do Fórum de Cooperação China-África - bem como a Iniciativa de Apoio à Industrialização da África, o Plano da China de Apoio à Modernização Agrícola da África e o Plano de Cooperação China-África para o Desenvolvimento de Talentos, propostos pelo Presidente Xi Jinping - com a Visão de Desenvolvimento 2050 da Tanzânia, o 8° Plano Nacional de Desenvolvimento da Zâmbia (2022-2026), a Agenda 2063 da União Africana e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, almejando o seguinte:
(...)
(...) As 3 partes envidarão esforços para (...) reforçar a cooperação em normalização, de modo a promover o desenvolvimento sustentável e de alta qualidade do Cinturão da Prosperidade. 
Sexto: a construção de uma ferrovia de harmonia regional. As 3 partes mantêm o compromisso com a visão de um esforço de segurança comum, abrangente, cooperativo e sustentável, visando construir uma estrutura eficiente de paz e segurança duradouras.
(...)

01.Nov.2025
(...)
O Presidente chinês Xi Jinping proferiu, no Sábado, um discurso na 2ª sessão da 32ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC, intitulado "Construindo Conjuntamente um Futuro Sustentável e Mais Brilhante".
(...)
Construindo Conjuntamente um Futuro Sustentável e Mais Brilhante
Discurso de Sua Excelência Xi Jinping
Presidente da República Popular da China
Na Sessão II da 32ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC
(...)
As economias da Ásia-Pacífico devem reforçar a cooperação mutuamente benéfica, aproveitar bem as novas oportunidades, enfrentar os novos desafios e construir, juntas, um futuro sustentável e mais brilhante.
(...)
Em 2° lugar, devemos manter o compromisso com o desenvolvimento verde e de baixo carbono para construir um novo paradigma de desenvolvimento sustentável na região da Ásia-Pacífico.
(...)
Devemos sempre colocar as pessoas em primeiro lugar e fortalecer a comunicação de políticas, o compartilhamento de experiências e a cooperação orientada para resultados, a fim de implementar plenamente a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, eliminar a pobreza em conjunto e promover a prosperidade compartilhada para todos os povos da Ásia-Pacífico.
(...)

01.Nov.2025
(...)
O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou neste Sábado que as economias da Ásia-Pacífico devem reforçar a cooperação mutuamente benéfica, aproveitar novas oportunidades, enfrentar novos desafios e construir, juntas, um futuro sustentável e mais brilhante. Xi fez essas declarações em seu discurso intitulado "Construindo Conjuntamente um Futuro Sustentável e Mais Brilhante", durante a 2ª sessão da 32ª Reunião de Líderes Econômicos da APEC.
(...)
Em 2° lugar, Xi conclamou as economias da Ásia-Pacífico a manterem o compromisso com o desenvolvimento verde e de baixo carbono, visando estabelecer um novo paradigma de desenvolvimento sustentável na região.
(...)
Ele instou as economias da Ásia-Pacífico a sempre priorizarem as pessoas e a fortalecerem a comunicação de políticas, o compartilhamento de experiências e a cooperação orientada para resultados, a fim de implementar plenamente a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, erradicar a pobreza em conjunto e promover a prosperidade compartilhada para todos os povos da região.
(...)

31.Out.2025
(...)
Devemos adotar a visão de uma segurança (...) sustentável (...).
(...)
Devemos colocar as pessoas em primeiro lugar e implementar plenamente a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

31.Out.2025
(...)
Devemos adotar a visão de uma segurança (...) sustentável (...).
(...)
(...) Devemos colocar as pessoas em primeiro lugar e implementar plenamente a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. (...)
(...)

16.Out.2025
(...)
(...) afirmou Xi, ressaltando que o país está pronto para unir esforços com a comunidade internacional a fim de implementar a Iniciativa de Desenvolvimento Global, promover a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável (...).
(...)

14.Out.2025
(...)
Ding ressaltou que a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável exige a sabedoria e a força da comunidade global de engenharia.
(...)

13.Out.2025
(...)
À medida que o mundo enfrenta incertezas econômicas, crises climáticas, conflitos e o agravamento da desigualdade, reafirmar o compromisso com a igualdade de gênero é fundamental para construir um futuro justo e sustentável, afirmou Irina Bokova, ex-diretora-geral da UNESCO.
(...)
A comunidade internacional deve tomar esta reunião como um novo ponto de partida para impulsionar a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável e promover novos avanços na situação das mulheres em todo o mundo, disseram eles.
(...)

13.Out.2025
(...)
Precisamos defender a visão de uma segurança (...) sustentável (...).
(...)
Vencemos a maior batalha contra a pobreza na história da humanidade e, com isso, proporcionamos uma prosperidade moderada a 690 milhões de mulheres, alcançando antecipadamente a meta de redução da pobreza da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. (...)
(...)

27.Set.2025
(...)
Devemos defender a visão de uma segurança (...) sustentável (...).
(...)
A China também firmará parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para estabelecer um centro global de desenvolvimento sustentável em Xangai, visando acelerar a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. (...)
(...)

25.Set.2025
(...)
Li alertou que, atualmente, algumas práticas unilateralistas e protecionistas estão prejudicando a economia mundial e dificultando seriamente a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.
(...)

24.Set.2025
(...)
A Inteligência Artificial (IA) (...) representa não apenas uma atualização tecnológica, mas também (...) um papel vital no avanço da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.
(...)

24.Set.2025
(...)
(...) A China está pronta para trabalhar com todas as partes para implementar ainda mais a GDI, promover a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável em um ritmo mais acelerado e revigorar o desenvolvimento global.
(...)
Em 4° lugar, precisamos promover um desenvolvimento verde e de baixo carbono com maior sustentabilidade. (...)
(...)
Devemos fortalecer o alinhamento das estratégias de desenvolvimento verde, aprimorar a colaboração industrial global nas áreas de novas energias, conservação de energia, proteção ambiental e uso circular de recursos, e trabalhar em conjunto para buscar um desenvolvimento mais sustentável, fundamentado na harmonia entre o ser humano e a natureza.
(...)
A China também lançará uma Aliança Internacional de Satélites para o Desenvolvimento Sustentável, a fim de fornecer um suporte sólido em dados de observação espacial para o desenvolvimento global.
(...)
Além disso, nos próximos 5 anos, a China realizará 200 projetos de cooperação para o desenvolvimento marítimo, visando apoiar pequenos Estados insulares no fortalecimento de sua capacidade de desenvolvimento sustentável, e implementará um Projeto de Fogões Limpos em países em desenvolvimento, contribuindo para um mundo limpo, belo e sustentável.
(...)
(...) Restando 5 anos, a implementação da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável entra em sua reta final. (...)
(...)

24.Set.2025
Nações Unidas – O premiê chinês, Li Qiang, manifestou na 3ª-feira prontidão para trabalhar com todas as partes a fim de promover a implementação da Iniciativa de Desenvolvimento Global (IDG) e acelerar a execução da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, visando revigorar o desenvolvimento global.
(...)
Em 4° lugar, ele defendeu a promoção de um desenvolvimento mais sustentável, verde e de baixo carbono, o fortalecimento da coordenação global nos setores de novas energias e outras indústrias, e a atuação conjunta para alcançar um desenvolvimento mais sustentável, caracterizado pela coexistência harmoniosa entre a humanidade e a natureza.
(...)
Em uma declaração divulgada durante a reunião, as partes reafirmaram seu compromisso de priorizar o desenvolvimento, aprofundar a cooperação no âmbito da IDG e trabalhar em conjunto para implementar a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

27.Jun.2025
(...)
Representantes de alto nível de organizações internacionais expressaram seu apoio à CIIE e à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. (...)
(...)

28.Mai.2025
(...)
Com firme determinação, comprometemo-nos a promover o espírito de (...) sustentabilidade (...).
(...)
1. Decidimos fomentar a colaboração que promova (...) o desenvolvimento sustentável entre a ASEAN, a China e o CCG (...).
(...)
(ii) Explorar a cooperação, inclusive por meio das áreas prioritárias da Iniciativa de Desenvolvimento Global e de vários marcos ou iniciativas da ASEAN e do CCG, para facilitar o alcance da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável;
(...)
(iv) (...) fomentar práticas comerciais sustentáveis ​​(...);
(...)
(ii) Promover o desenvolvimento de infraestrutura sustentável para apoiar (...) a sustentabilidade (...);
(...)
Segurança Energética e Sustentabilidade

4. Reconhecer o imperativo global de resiliência sustentável e transição energética, com o objetivo de colaborar em:
(i) Trabalhar em conjunto rumo a transições energéticas sustentáveis (...);
(ii) (...) facilitar o crescimento econômico sustentável para todos;
(...)
(iv) (...) cooperação em mercados de energia (...) sustentáveis ​​para (...) enfrentar as mudanças climáticas e ressaltamos a importância da transição energética; (...)
(vi) (...) combustíveis sustentáveis (...);
(...)
(x) Promover a cooperação em sustentabilidade ambiental (...);

(xi) (...) apoiar a sustentabilidade energética de longo prazo e soluções de baixo carbono;
(...)
(i) Promover a agricultura sustentável (...);
(...)
(iii) Apoiar esforços para fortalecer a segurança alimentar (...) e de esforços de sustentabilidade (...) difusão de tecnologias (...) sustentáveis;
(...)
11. Tomar nota das iniciativas da ASEAN em suas áreas prioritárias, tais como:
(...)
-- O Plano de Ação sobre Agricultura Sustentável na ASEAN.
(...)
-- Semana de Desenvolvimento Sustentável em Abu Dhabi, EAU, janeiro de 2025

20.Mai.2025
(...)
O presidente chinês, Xi Jinping, enviou, nesta 3ª-feira, uma carta de felicitações ao Fórum da OCS (Organização para Cooperação de Xangai) de 2025 sobre Redução da Pobreza e Desenvolvimento Sustentável, realizado em Xi'an, na província de Shaanxi, noroeste da China.
(...)
(...) a China venceu com sucesso a batalha contra a pobreza, alcançou a meta de redução da pobreza da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável com 10 anos de antecedência, trilhou um caminho de redução da pobreza com características chinesas e escreveu um novo capítulo na história da luta da humanidade contra a pobreza, disse Xi. (...) a OCS tem realizado ativamente cooperação em redução da pobreza e desenvolvimento sustentável nos últimos anos (...). Como presidente rotativa da OCS, a China está disposta a (...) ajudar mais países a explorar caminhos de redução da pobreza e desenvolvimento sustentável adequados às suas realidades nacionais (...). O fórum foi aberto em Xi'an nesta 3ª-feira sob o tema "Redução Sustentada da Pobreza e Desenvolvimento Cooperativo: Avançando na Mitigação da Pobreza e no Desenvolvimento Sustentável entre os Países da OCS". (...).

28.Mar.2025
(...)
Participantes de um fórum paralelo do Fórum Zhongguancun 2025, em Pequim, apresentaram uma iniciativa na 5ª-feira, conclamando à colaboração global para aproveitar a ciência e a tecnologia digitais a fim de acelerar o desenvolvimento sustentável e enfrentar desafios globais. Cerca de 200 representantes de organizações internacionais, bem como acadêmicos nacionais e estrangeiros, participaram do Fórum Internacional sobre Ciências para o Desenvolvimento Sustentável, uma das atividades da "Década Internacional das Ciências para o Desenvolvimento Sustentável (2024-2033)" da UNESCO. A Iniciativa de Pequim sobre Ciência e Tecnologia Digitais para o Desenvolvimento Sustentável (...) promoção de aplicações inovadoras de ciência e tecnologia digitais no desenvolvimento sustentável (...)
(...)
A iniciativa também propõe a criação de plataformas globais para (...) a promoção do engajamento público e da educação em sustentabilidade por meio de canais digitais. (...) lançar programas internacionais de grande porte (big science) voltados ao desenvolvimento sustentável digital (...). (...) Guo Huadong, membro da Academia Chinesa de Ciências e diretor-geral do Centro Internacional de Pesquisa de Big Data para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, afirmou que as tecnologias digitais e os dados abertos são fundamentais para solucionar os desafios da sustentabilidade. Ao destacar as conquistas no compartilhamento de dados, Guo observou que a China lançou o SDGSAT-1 - o 1° satélite do mundo dedicado a apoiar a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável — em 05.Nov.2021. (...) Segundo Guo, até 2022, a China já havia atingido as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para 52% de seus indicadores ambientais - (...). Pequim, a capital chinesa, ocupa o 1° lugar no país em termos de indicadores ambientais dos ODS (...). (...). Entre os projetos de destaque viabilizados por esse satélite, incluem-se o desenvolvimento de produtos de dados sobre sustentabilidade para as nações do BRICS, a realização de avaliações dos ODS para países africanos e a análise da poluição luminosa na Península Ibérica. "Espera-se que, no futuro, seja construída uma constelação de satélites para atuar como um 'olho no espaço' mais preciso em prol do desenvolvimento sustentável global", acrescentou Guo.

19.Mar.2025
(...)
A China tem feito progressos significativos na busca pelo desenvolvimento sustentável e na proteção dos direitos humanos nos últimos anos, afirmaram especialistas durante um evento paralelo à 58ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta 2ª-feira. O evento, intitulado "A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Proteção dos Direitos Humanos", foi organizado conjuntamente pela Sociedade Chinesa de Estudos de Direitos Humanos e pela Fundação Chinesa para o Desenvolvimento dos Direitos Humanos. Sun Meng, professora do Instituto de Direitos Humanos da Universidade de Ciência Política e Direito da China, enfatizou o compromisso do país com uma trajetória que integra o desenvolvimento sustentável à proteção dos direitos humanos.
(...)
Tang Yingxia, vice-diretora do Centro de Direitos Humanos da Universidade de Nankai, afirmou que os direitos humanos, as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável estão estreitamente interligados (...).
(...) Da Lu, professor associado da Universidade do Sudoeste de Ciência Política e Direito da China, observou que ainda há muitos desafios pela frente para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. (...)
(...)

12.Fev.2025
(...)
Um relatório focado em projetos de ajuda externa da China classificados como "pequenos e belos" foi divulgado na 3ª-feira, demonstrando o compromisso e os esforços do país em promover a cooperação internacional para o desenvolvimento e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
(...)
A ajuda - que abrange áreas como desenvolvimento agrícola sustentável (...).
(...)
A China também está disposta a fortalecer a cooperação com países desenvolvidos e economias emergentes, além de realizar cooperação tripartite e multilateral com mais organizações internacionais, promovendo a complementaridade mútua e impulsionando conjuntamente a concretização da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, acrescentou ele.
(...)
O PMA (Programa Mundial de Alimentos) compromete-se a aprofundar e ampliar ainda mais a colaboração com os setores público e privado representados pela CIDCA (...) em um esforço para (...) alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (...).


Artigos CDS sobre a China




21.Set.2020




















sábado, 26 de setembro de 2026

Acordo Pandémico da OMS será aprovado em Dezembro... e depois?


O 8° Encontro do Grupo de Trabalho Inter-governamental para conclusão do Acordo Pandémico da OMS (A/IGWG/8), aconteceu de 14 a 18.Set.2026...


... e o Acordo será aprovado, pelas Nações Unidas, em Dez.2026, mas, antes, ainda acontecerá a continuação do 8° Encontro do IGWG/OMS de 05 a 09.Out.2026 e a 9ª reunião, de 02 a 13.Nov.2026. Após o A/IGWG/8, não foi divulgado o atual formato do Acordo, uma vez que tudo está sendo feito às portas-fechadas. Das cerca de 40 horas de trabalhado, apenas 01h40m foram disponibilizadas para domínio público em 3 vídeos e um Relatório do Encontro com apenas 2 páginas:

Item 5 da pauta | A/IGWG/8/4 | 25.Set.2026


1. A 8ª reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental (IGWGI) de composição aberta sobre o Acordo da OMS para Pandemias foi realizada, de 14 a 18.Set.2026, sob a liderança do Embaixador Tovar da Silva Nunes, do Brasil, na qualidade de Copresidente, juntamente com os Vice-Presidentes: Embaixador Vuyile Dlamini (Reino de Eswatini), Dr. Viroj Tangcharoensathien (Reino da Tailândia) e Dr. Ahmed Bin Salem Al Mandhari (Sultanato de Omã) - este último eleito durante a sessão.

2. Após a aprovação da pauta e do programa de trabalho, os co-facilitadores do México, da Noruega, da Espanha e da República Unida da Tanzânia apresentaram os resultados das reuniões informais realizadas durante o período inter-sessões, abrangendo discussões sobre o escopo dos patógenos com potencial pandémico e a arquitetura conceitual. A reunião expressou seu agradecimento aos co-facilitadores pelo trabalho construtivo realizado.

3. As discussões sobre os itens 1 (Abertura da sessão e aprovação da pauta e do programa de trabalho), 5 (Relatório da reunião) e 6 (Encerramento da sessão), foram transmitidas publicamente pela internet, com a participação das partes interessadas relevantes. As discussões sobre os itens 2 (Minuta do texto do Anexo PABS), 3 (Propostas dos Estados-Membros sobre entidades a serem incluídas nos Anexos D e/ou E do documento A/IGWG/4/3 Rev.1) e 4 (Próximos passos) ocorreram em sessão fechada, com a participação exclusiva dos membros do IGWG (a saber: Estados-Membros, Membros Associados e organizações de integração econômica regional, conforme o caso) e das delegações observadoras da Santa Sé e da Palestina. Partes interessadas relevantes (Anexos A-E) foram convidadas a participar de sessões dedicadas, nas quais foram informadas sobre o progresso dos trabalhos e participaram de discussões focadas. Acordou-se que futuras sessões dedicadas com partes interessadas relevantes continuariam a ser estruturadas de modo a facilitar o diálogo ativo e o intercâmbio de pontos de vista entre os membros do IGWG e os Interessados Relevantes. 

4. Em relação ao item 2 da pauta (Minuta do texto do Anexo PABS), a reunião deu continuidade às negociações sobre dispositivos selecionados da minuta do Anexo, a saber: 

Seção I. Escopo, objetivos e uso de termos, com foco na subseção B. Uso de termos;

Seção II. Implementação do Sistema PABS, com foco na subseção B. Acesso a materiais e informações de sequência do PABS;

Seção III. Governança e revisão do Sistema PABS, com foco na subseção A. Governança. 

As discussões para facilitar a convergência sobre esses itens teriam continuidade.

5. O IGWG discutiu, então, o cronograma proposto para as reuniões informais de Outubro - as quais, conforme refletido na linha do tempo adotada pelo IGWG em sua 7ª reunião, deveriam ocorrer de 05 a 09.Out.2026, antes da 9ª reunião do IGWG agendada para o período de 02 a 13.Nov.2026 - e concordou que o cronograma seria distribuído a todos os membros do IGWG antes das reuniões informais. Acordou-se, ainda, que as reuniões informais seriam organizadas pela Mesa Diretora e quando apropriado, conduzidas por co-facilitadores, sendo estruturadas de modo a facilitar a compreensão e promover a convergência, com o objetivo de elaborar propostas de texto para apreciação na nona reunião do IGWG. Durante as reuniões informais, uma sessão adicional seria dedicada a discussões com laboratórios, cujos detalhes seriam fornecidos pelo Secretariado. Solicitou-se ao Secretariado que, antes das reuniões informais, disponibilizasse documentos preliminares de discussão sobre a Rede de Laboratórios Coordenada pela OMS e sobre abordagens para possíveis bancos de dados de sequências reconhecidos pela OMS no âmbito do PABS, a serem distribuídos, até 25.Set.2026.

6. Com relação ao item 3 da pauta (Propostas dos Estados-Membros sobre entidades a serem incluídas no Anexo D e/ou no Anexo E do documento A/IGWG/4/3 Rev.1), o IGWG acolheu a proposta de um Estado-Membro para a inclusão de uma Parte Interessada Relevante adicional no Anexo E do documento A/IGWG/4/3 Rev.1, tendo em vista que tal documento permanecia como um documento-vivo.

7. O IGWG adotou seu relatório, e o Copresidente encerrou a reunião.--FIM DA TRADUÇÃO

A informação de que o Acordo Global de Pandemias será aprovado em Dez.2026 foi confirmada pelo Direto-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus...



Nações Unidas | vídeo 02:16:52 | (Painel multissetorial 1) Reunião de alto nível sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias – Assembleia Geral, 81.ª sessão | Resumo | O tema geral da reunião de alto nível será "Promover uma abordagem multilateral e intergeracional para prevenir, preparar-se para e responder a pandemias e emergências de saúde pública, com base nos princípios de equidade e solidariedade". Descrição | Painel multissetorial 1: O mundo unido: ação multilateral para a prevenção, preparação e resposta coordenadas a pandemias, incluindo o compartilhamento de melhores práticas e lições aprendidas até o momento. Os participantes são convidados a debater as seguintes questões norteadoras: 1. Quais lições da pandemia de COVID-19 e de outras emergências sanitárias recentes mostraram-se mais valiosas para fortalecer a prevenção, preparação e resposta a pandemias (PPPR) nos níveis nacional, regional e global, e quais melhores práticas devem ser ampliadas? 2. Como os Estados-Membros podem fortalecer a cooperação multilateral e a solidariedade para melhorar a coordenação, a confiança, a transparência e a ação coletiva durante futuras emergências sanitárias, respeitando a soberania nacional? 3. Que papel parcerias amplas e inclusivas podem desempenhar para apoiar o engajamento coordenado de múltiplos atores visando ao fortalecimento da PPPR nos níveis nacional, regional e global, inclusive por meio da implementação de acordos internacionais e estruturas globais relevantes? 4. Como as abordagens que envolvem todo o governo e toda a sociedade podem ser operacionalizadas de forma mais eficaz para fortalecer as capacidades de preparação, melhorar a resiliência comunitária e enfrentar os fatores que impulsionam o surgimento e o ressurgimento de doenças infecciosas, inclusive por meio de uma abordagem de "Saúde Única" (One Health)?

... também divulgada pelo Health Policy Watch - independent global health reporter [Vigia de Políticas de Saúde - repórter independente[?] de saúde global], em 25.Set.2026, trazendo diversos detalhes, entre os quais, a desaprovação dos EUA em relação a diversos pontos do documento - transcrição de algumas declarações após a próxima tradução:

25.Set.2026


Uma Declaração de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias parecia ter chances de ser aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, mas apenas em uma etapa posterior do cronograma da Assembleia. Objeções dos Estados Unidos e de alguns outros países parecem ter impedido um acordo consensual sobre a minuta do texto durante o debate de alto nível da ONU realizado, na 6ª-feira [25.Set.2026], levando a questão para uma votação na Assembleia Geral - provavelmente a ocorrer pouco antes do encerramento da sessão anual da Assembleia, em Dez.2026.
"Os Estados Unidos não estão em condições de apoiar este texto na íntegra. Questões críticas permanecem sem solução - seja a inclusão de ideologias divisivas que carecem de consenso quanto à definição, ou referências a uma negociação inacabada sobre acesso a patógenos e repartição de benefícios em um acordo que não alcançou consenso internacional; os Estados Unidos não estão em condições de apoiar este texto na íntegra" - afirmou a representante dos EUA no debate. 
Forte apoio de nações da África e do Caribe

O acordo recebeu forte apoio de nações africanas, lideradas por Burundi e Cabo Verde, bem como de outros importantes países da América Latina e do Caribe, durante o debate de 6ª-feira. Na Ásia, países em desenvolvimento como Bangladesh afirmaram "saudar a declaração política, sua visão e o apelo à solidariedade". A União Europeia expressou "apoio abrangente" aos princípios subjacentes ao acordo, sinalizando que o bloco de 27 membros (e mais) não se oporia à aprovação da declaração. No entanto, o representante da UE manifestou ressalvas quanto a trechos da minuta que defendiam uma forte dependência de regras de comércio internacional - as quais permitem aos países emitir "licenças compulsórias" em emergências sanitárias - argumentando que isso poderia comprometer a propriedade intelectual. A ênfase deveria recair, isso sim, em acordos de licenciamento "voluntário" e de transferência de tecnologia para países de renda baixa e média, afirmou o representante da UE. A Itália foi além, declarando ter "preocupações em relação à declaração política" e observando que não apoiava[?] a adoção do Acordo Pandémico da OMS, nem as emendas de 2024 ao Regulamento Sanitário Internacional, sob a alegação de que tais medidas expandem o papel da OMS para além de seu mandato constitucional e interferem na soberania nacional.

OMS insta à rápida aprovação dos mecanismos de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS)

Enquanto isso, o Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os acordos recentes da OMS não comprometem a soberania nacional e instou os Estados-membros a chegarem a uma conclusão rápida sobre o anexo de Compartilhamento de Patógenos e Benefícios (PABS) do Acordo Pandémico da OMS, aprovado em 2025. Um impasse acirrado entre países em desenvolvimento e nações europeias de alta renda travou o progresso do acordo, que visa definir uma abordagem mais precisa e baseada em regras para garantir o compartilhamento imediato de amostras de patógenos e sequências genéticas - mas também assegurar benefícios aos países em desenvolvimento que participam do compartilhamento de amostras, por meio de medicamentos, diagnósticos e vacinas assim produzidos.
"Hoje, deixo-lhes apenas um pedido, apenas um: concluam o PABS o mais rápido possível. Atrasos adicionais não são apenas atrasos de procedimento ou processo. São atrasos que custam caro a todos os países diariamente quando a próxima pandemia chegar. Nunca podemos dizer que o mundo está suficientemente preparado. A ameaça evolui e nós também devemos evoluir. O mundo está mais preparado do que antes da COVID-19? Sim e não. E se vocês cumprirem o compromisso que estão assumindo hoje, farão com que a resposta seja 'sim'." - disse Tedros.
Ex-copresidente de Painel Independente reforça apelos da OMS por acordo sobre o PABS

O apelo de Tedros foi reforçado pela ex-Primeira-Ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, ex-copresidente do Painel Independente, que, em 2021, publicou um relatório contundente sobre as falhas na preparação e resposta globais. Ela citou os recentes surtos de hantavírus e do vírus Ebola Bundibugyo como exemplos dos riscos elevados de surtos que o mundo enfrenta atualmente.
"Podemos e devemos melhorar nossa capacidade de antecipar e gerenciar riscos conhecidos antes que se transformem em emergências internacionais."
Por outro lado, ela destacou como o "bom e atualizado Regulamento Sanitário Internacional" tornou mais rigorosas as obrigações de notificação dos países à OMS, resultando em declarações rápidas da organização sobre o surto de Bundibugyo, emitidas apenas dois dias após a sua confirmação. "Mas agora sabemos que o vírus já vinha se propagando há algum tempo", acrescentou ela, observando que a vigilância de ameaças emergentes permanece inadequada. Além de mais financiamento para pandemias, o mundo precisa de coordenação global, enfatizou ela, defendendo também a rápida aprovação do anexo PABS. O Acordo Pandémico da OMS de 2025 não pode avançar para as etapas de assinatura, ratificação e implementação pelos Estados-Membros antes que o anexo PABS seja finalizado, ressaltou. 
"É preciso encontrar um caminho para superar o atual impasse nas negociações. Esse caminho deve apoiar o compartilhamento rápido de amostras de patógenos e informações de sequenciamento, e deve garantir o acesso aos benefícios. Meu apelo aos líderes de todo o mundo, assim como o do Dr. Tedros, é que, por favor, apoiem firmemente essas negociações."
Países em desenvolvimento pedem aprovação do anexo PABS

O acordo PABS visa estabelecer um sistema de cumprimento obrigatório para implementar a reserva de 20% dos produtos de saúde produzidos em tempo real para países necessitados, conforme determinado no Acordo sobre Pandemias aprovado no ano passado. Segundo o acordo, 10% seriam fornecidos gratuitamente e 10% a preços de custo (sem fins lucrativos).
"O Quênia apoia o acesso rápido - via OMS - a pelo menos 20% da produção em tempo real, posições claras sobre informações de sequenciamento e mecanismos de cumprimento obrigatório que gerem benefícios no momento de maior necessidade" - afirmou o delegado queniano na Reunião de Alto Nível (HLM), refletindo a posição dos países em desenvolvimento.
"Devemos garantir que o compartilhamento rápido de patógenos e informações científicas seja acompanhado pelo compartilhamento rápido, justo e equitativo dos benefícios decorrentes de seu uso - incluindo vacinas, diagnósticos e tratamentos - e que os países que fornecem patógenos e informações genômicas possam se beneficiar de forma significativa dos produtos e tecnologias desenvolvidos a partir deles" - acrescentou o Egito. 
Veja a matéria relacionada aqui:
Negociadora do Acordo sobre Pandemias alerta para o risco de perda de impulso 21/09/2026 Enquanto os países continuam a negociar o ainda inconcluso Acordo Pandémico da OMS, uma das idealizadoras do pacto original alerta que atrasos podem colocar em risco o próprio processo. "Acho muito arriscado ter uma negociação excessivamente longa, pois isso significa que perderemos diplomatas e especialistas em saúde pública que estiveram envolvidos desde o início", afirmou Anne-Claire Amprou, Embaixadora da França para a Saúde Global e ex-co-Presidente das negociações inter-governamentais que resultaram no acordo.
Acordos bilaterais dos EUA são o "elefante na sala" nas negociações do PABS

O "elefante-na-sala" que trava um acordo é, na verdade, a oposição declarada dos Estados Unidos a qualquer pacto multilateral sobre pandemias, disse um ex-negociador europeu ao Health Policy Watch, pouco antes do debate de 6ª-feira. Em vez disso, os EUA estão estabelecendo acordos bilaterais com dezenas de nações de baixa renda, garantindo acesso a dados de patógenos como parte de pacotes de assistência a doadores, mas sem garantias expressas de acesso em tempo real a produtos para pandemias e emergências de saúde. A Europa teme, portanto, que, ao aderir a um acordo PABS que estabeleça disposições estritamente vinculadas entre acesso a patógenos e repartição de benefícios, suas indústrias farmacêuticas fiquem em desvantagem em relação às potências industriais sediadas nos EUA, que não enfrentam tais limitações financeiras ou técnicas.
"Esse é o 'elefante na sala' que está travando um acordo PABS" - disse um ex-negociador, sob condição de anonimato.
"Os EUA têm buscado acordos de compartilhamento de amostras com vários países, embora a extensão total e a forma como isso interagirá na prática com um futuro sistema PABS não estejam claras. Isso cria, potencialmente, uma via concorrente pela qual patógenos ou materiais poderiam chegar a atores dos EUA" - observou um especialista de uma ONG sediada em Genebra, enquanto fabricantes que participam de um sistema PABS de repartição de benefícios ficam de fora.
--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

Declaração dos Estados Unidos na 2ª Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias [Acordo Pandémico da OMS], 25.Set.2026, Nova York, Nações Unidas, Assembleia Geral, 81.ª sessão

"Senhores Presidentes e ilustres delegados, agradecemos a oportunidade de participar. Os Estados Unidos acreditam firmemente que a ação coordenada para a prevenção, preparação e resposta a pandemias funciona melhor quando se baseia em alicerces sólidos de ação nacional, auto-suficiência e capacidades nacionais fundamentais em cada país. Os países capazes de detectar, avaliar e responder de forma confiável a ameaças em seu próprio território são também os parceiros mais competentes e consistentes para conter ameaças emergentes antes que elas perturbem vidas e economias em todo o mundo. Os EUA apoiam o avanço da coordenação por meio de engajamento bilateral, regional, não governamental, do setor privado e multissetorial, fundamentado na transparência, em evidências e em resultados. A coordenação internacional tem sido retardada por interesses burocráticos e institucionais; acreditamos que a coordenação deve ser avaliada pelos resultados que entrega - prevenção, detecção, notificação e resposta oportunas a surtos, capazes de evitar a propagação internacional - e não pela estrutura estabelecida para gerenciá-la. Por essa razão, os EUA enfatizam parcerias diretas entre governos, bem como parcerias com organizações religiosas e inovadores do setor privado. Essas parcerias concentram-se no desenvolvimento de capacidades mensuráveis, no fortalecimento do desempenho dos sistemas de vigilância e resposta a doenças e no aprimoramento da preparação e da transparência nacionais. O compartilhamento de práticas e lições só tem valor se os países forem francos sobre o que funcionou e o que não funcionou. Manter o ímpeto político para esforços coletivos exige manter o foco e alcançar resultados tangíveis. Incentivamos os Estados-Membros a fundamentar o progresso nesses ganhos concretos, e os Estados Unidos reafirmam seu compromisso de trabalhar em conjunto com outros Estados-Membros para fortalecer ações coordenadas em nível nacional, regional e internacional. Esperamos dar continuidade ao intercâmbio franco de lições e práticas bem-sucedidas como parte desse esforço. Muito obrigado."

Declaração do Brasil na 2ª Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias [Acordo Pandémico da OMS], 25.Set.2026, Nova York, Nações Unidas, Assembleia Geral, 81.ª sessão

"A pandemia de Covid nos ensinou que a segurança sanitária global não pode ser alcançada sem equidade. Uma das lições mais claras foi a de que as desigualdades no acesso a vacinas, medicamentos, diagnósticos e outras tecnologias de saúde podem comprometer nossa resposta coletiva. Para o Brasil, portanto, fortalecer a prevenção, a preparação e a resposta a pandemias exige mais do que desenvolver novas tecnologias. Exige garantir que essas tecnologias sejam acessíveis a todos, inclusive por meio da produção local e regional, da transferência de tecnologia e de sistemas de saúde robustos. Como o Ministro Alexandre frequentemente afirma: inovação sem acesso não é inovação, é injustiça. Investir em capacidades produtivas não é apenas uma expressão de solidariedade. É uma estratégia de segurança coletiva. Também aprendemos que a confiança é um componente fundamental da preparação. Informações incorretas podem comprometer a vacinação, as medidas de saúde pública e a confiança nas instituições. Portanto, uma comunicação transparente e baseada em evidências, bem como um engajamento significativo com as comunidades, devem ser parte integrante da preparação para pandemias. 
Em nível global, nenhum país consegue enfrentar uma pandemia sozinho. O Brasil permanece firmemente comprometido com a cooperação multilateral e particularmente empenhado em concluir as negociações do Anexo sobre Patógenos, visando estabelecer um sistema equitativo de acesso a patógenos e repartição de benefícios, no qual o compartilhamento rápido de patógenos e sequências caminhe lado a lado com a repartição de benefícios. Por fim, as abordagens que envolvem todo o governo, toda a sociedade e a saúde única são fundamentais. Muito obrigado, Excelência."

Líderes mundiais renovam compromisso de proteger o mundo contra futuras pandemias
2ª Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU destaca a necessidade de ação global em prevenção, preparação e resposta a pandemias, com base nas lições da COVID-19 e nos avanços recentes na cooperação internacional em saúde
25.Set.2026 - Nova York


Líderes políticos reunidos na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) renovaram seu compromisso de tornar o mundo mais seguro contra futuras pandemias, enfatizando a necessidade de investimentos e ações sustentados e mais equitativos em prevenção, preparação e resposta a pandemias (PPPR). A AGNU realizou hoje sua segunda Reunião de Alto Nível sobre PPPR, dando continuidade à primeira, realizada em 2023, em resposta aos desafios impostos pela pandemia de COVID-19 e às lacunas na segurança sanitária global. Os países ressaltaram que o fortalecimento da PPPR não é apenas uma questão de saúde; exige uma abordagem que envolva todo o governo e toda a sociedade, com a participação de comunidades e de todos os setores relevantes. Os líderes reconheceram os progressos realizados nos últimos 3 anos para fortalecer os sistemas globais de detecção, preparação e resposta a ameaças pandêmicas, incluindo a adoção do Acordo da OMS sobre Pandemias e as emendas ao Regulamento Sanitário Internacional (2005). 


As capacidades e a infraestrutura para PPPR também foram ampliadas com a criação de centros globais dedicados à vigilância de epidemias e pandemias, ao compartilhamento de patógenos e à produção local de vacinas, tratamentos e diagnósticos. Ao discursar na reunião de hoje, no entanto, o Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que são necessárias ações e investimentos contínuos para sustentar o progresso e preparar melhor o mundo para responder a ameaças como a COVID-19 - que esteve associada a mais de 20 milhões de mortes em excesso, entre 2020 e 2023 e causou uma perda de mais de US$ 10 trilhões à economia global.
"A pandemia de COVID-19 expôs e exacerbou as fragilidades da segurança sanitária global e ensinou ao mundo muitas lições dolorosas. O compromisso político demonstrado hoje reflete essas lições e inclui compromissos importantes com ações concretas, mensuráveis ​​e urgentes para construir e fortalecer capacidades locais e nacionais, investir em sistemas de saúde resilientes e ampliar o acesso equitativo a produtos, ferramentas e recursos." - disse o Dr. Tedros.
Os países também enfatizaram a necessidade urgente de concluir com êxito as negociações sobre um anexo ao Acordo da OMS sobre Pandemias, visando estabelecer o sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS), que está sendo negociado atualmente pelos Estados-Membros da OMS. O objetivo do anexo PABS é operacionalizar um sistema para o compartilhamento oportuno de patógenos com potencial pandêmico e dos benefícios decorrentes de seu uso. Isso viabilizará a pesquisa, o desenvolvimento e o compartilhamento oportuno e equitativo de vacinas, medicamentos, diagnósticos e outros produtos de saúde derivados desses patógenos. A adoção do anexo na próxima Assembleia Mundial da Saúde, em Mai.2027, é necessária para que os Estados-Membros da OMS iniciem a análise nacional para ratificar o Acordo da OMS sobre Pandemias.

"O sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios, atualmente em negociação, é fundamental para liberar todo o potencial do Acordo da OMS sobre Pandemias. Não há tempo a perder", disse a Sra. Amina Mohammed, Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas, falando em nome do Secretário-Geral da ONU, Sr. António Guterres. 
"Peço aos Estados-Membros que acelerem essas ações. Vamos concretizar isso. Vamos entregar o Acordo sobre Pandemias que o mundo aguarda."
A Declaração ressalta que a segurança sanitária nacional só pode ser alcançada com solidariedade global e que a cooperação internacional é essencial para proteger comunidades e países contra ameaças transfronteiriças. Reconhecendo que a prevenção de pandemias começa muito antes de um surto, a declaração destaca a importância de uma abordagem de "Saúde Única" (One Health), que aborda as conexões entre a saúde humana, animal e ambiental. Ao abrir a reunião, o Dr. Khalilur Rahman, Presidente da 81ª Assembleia Geral da ONU, afirmou que a cooperação internacional é essencial para proteger o mundo de futuras pandemias inevitáveis, por meio de acesso equitativo e oportuno a vacinas, diagnósticos, tratamentos e outros insumos médicos essenciais, bem como pelo fortalecimento dos sistemas de saúde e pela superação de lacunas persistentes de financiamento para capacitar pessoas e comunidades.
"Temos o conhecimento, temos as ferramentas, temos a ciência e a expertise, e temos as duras lições da COVID-19. Vamos utilizá-los em nosso benefício, de nossas famílias e de nossos entes queridos. E também em memória daqueles que perdemos e em reconhecimento a todos os que sofreram desnecessariamente." - disse o Dr. Rahman na reunião. 
O Embaixador Amar Bendjama, Presidente do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC), afirmou que a preparação, a prevenção e a resposta a pandemias são cruciais para promover a Agenda 2030 e avançar no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

"Isso exige uma ação integrada e adequadamente financiada, com equidade e investimento sustentado em sistemas de saúde resilientes, acesso à tecnologia, prevenção e sistemas de alerta precoce. O ECOSOC desempenha um papel fundamental ao reunir Estados-Membros, o sistema das Nações Unidas e outras partes interessadas para fortalecer a coerência das políticas e a ação coordenada nesta área." - disse o Embaixador Bendjama. 
À medida que as discussões prosseguiam ao longo do dia, os líderes participantes da Reunião de Alto Nível enfatizaram que a prevenção, a preparação e a resposta devem permanecer como uma prioridade política constante, não apenas durante crises, mas também nos intervalos entre elas. Eles ressaltaram que proteger o mundo de futuras pandemias exigirá liderança política contínua, cooperação internacional e investimentos de longo prazo.--FIM DA TRADUÇÃO


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