Existe um lado extremamente positivo nas neuro-tecnologias, como, p.ex., uma prótese robótica controlada por ondas cerebrais, mas, até onde vai a invasão tecnológica do nosso corpo? E da nossa mente?
REGISTRO DE PATENTE
Aparelho e método para remotamente monitorar e alterar ondas cerebrais
18.Mar.2018 Artigo CDS
A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), é parte do sistema que busca uma função bélica em tudo o que existe - em inglês, weaponized, ou transformado em arma; se não pode ser transformado em arma, de que forma pode ser útil para o controle o mais absoluto possível?
Quantas tecnologias e biotecnologias, já foram inseridas no nosso corpo pelas vias intra-venosa, respiratória, digestiva e epidérmica, sem o nosso conhecimento e autorização?
Nos programas vacinais, a pessoa dá autorização para ser injectada com substâncias, dentro da ignorância sobre a composição das mesmas. E fora da ignorância, dentro do esclarecimento: a pessoa continuaria dando autorização? O Estado, sem a transparência que tanto apregoa, injecta vacinas em milhões de pessoas, todos os anos.
A DARPA está desenvolvendo, desde há alguns anos, interacções entre cérebro-tecnologia/tecnologia-cérebro, sem conexão física entre ambos.
De onde parte a ordem e a permissão para que tais projectos sejam financiados, integrados nas estruturas da DARPA e finalmente, aplicados na população?
Artigos CDS sobre a DARPA
24.Jul.2026
22.Set.2026
N3 - Neurotecnologia Não Cirúrgica de Próxima Geração
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Resumo | O programa Neurotecnologia Não Cirúrgica de Próxima Geração (N3) visa desenvolver interfaces cérebro-máquina bidirecionais de alto desempenho para militares em pleno exercício de suas capacidades físicas. Tais interfaces serviriam como tecnologia habilitadora para diversas aplicações de segurança nacional, como o controle de veículos aéreos não tripulados e sistemas de defesa cibernética ativa, ou a colaboração com sistemas computacionais para a execução bem-sucedida de múltiplas tarefas durante missões militares complexas. Enquanto as interfaces neurais mais eficazes e de última geração exigem cirurgia para a implantação de eletrodos no cérebro, a tecnologia N3 não requer procedimento cirúrgico e é portátil, tornando-a acessível a uma parcela muito maior de usuários em potencial. Neurotecnologias não invasivas, como o eletroencefalograma e a estimulação transcraniana por corrente contínua, já existem; contudo, não oferecem a precisão, a resolução de sinal e a portabilidade necessárias para aplicações avançadas em ambientes reais. A tecnologia N3 proposta supera as limitações das tecnologias atuais ao oferecer um dispositivo integrado que dispensa implantação cirúrgica, mantendo, ao mesmo tempo, a precisão necessária para realizar a leitura e a escrita em 16 canais independentes dentro de um volume de 16 mm³ de tecido neural, em um intervalo de 50 ms. Cada canal é capaz de interagir especificamente com regiões sub-milimétricas do cérebro, com uma especificidade espacial e temporal que rivaliza com as abordagens invasivas existentes. Dispositivos individuais podem ser combinados, permitindo a interface com múltiplos pontos do cérebro simultaneamente. Para viabilizar futuras interfaces cérebro-máquina não invasivas, os pesquisadores do programa N3 trabalham no desenvolvimento de soluções para desafios como a física da dispersão e o enfraquecimento dos sinais ao atravessarem a pele, o crânio e o tecido cerebral. Além disso, buscam criar algoritmos para a decodificação e codificação de sinais neurais representados por outras modalidades, como energia luminosa, acústica, ou eletromagnética.
Adam Willis - Gerente de Programa no Escritório de Tecnologias Biológicas
O Tenente-Coronel Adam Willis ingressou na DARPA em Jul.2023 como gerente de programa no Escritório de Tecnologias Biológicas.
Seus interesses de pesquisa incluem biomecânica de lesões cerebrais, neuroergonomia de tarefas operacionais e medicina de terapia intensiva. Tenente-Coronel da Força Aérea dos Estados Unidos, Willis atuou, mais recentemente, como Diretor Médico de Medicina Clínica Integrada Conjunta no Gabinete do Cientista-Chefe da 59ª Ala Médica. Ele também exerceu a prática clínica como neurologista e neurointensivista no Centro Médico Brooke do Exército, o único centro de trauma de Nível 1 do Departamento de Defesa dos EUA. Willis é Professor Associado de Neurologia na Universidade Serviços Uniformes, onde também possui vínculo com o Departamento de Radiologia. Além disso, é professor assistente adjunto de Engenharia Mecânica na Universidade Estadual de Michigan. Em 2022, Willis participou do programa Bolsistas do Programa de Chefes de Serviço da DARPA em representação da Força Aérea dos EUA. Ele possui formação como cirurgião-de-vôo e detém a qualificação Identificador de Experiência Especial como médico integrante da Equipe de Transporte Avançado em Terapia Intensiva. Willis foi agraciado com o prêmio Realização Excepcional em Pesquisa Operacional, concedido pela Escola de Gestão da Força Aérea do Comando de Educação e Treinamento Aéreo, em 2021 e com o prêmio Melhoria Contínua de Processos da Agência de Saúde de Defesa, em 2022. Ele publicou mais de 20 artigos científicos revisados por pares e diversos capítulos de livros, realizou inúmeras apresentações técnicas e atua na orientação de pesquisa para oficiais militares, residentes médicos e estudantes de pós-graduação em engenharia. Willis também atuou como editor e revisor de diversos periódicos acadêmicos, além de integrar painéis governamentais de avaliação em ciência e tecnologia. Willis é bacharel em Física pela Universidade de Notre Dame, possui mestrado e doutorado PhD em Mecânica Teórica e Aplicada pela Universidade de Illinois na Urbana-Champaign e é doutor em Medicina MD pela Universidade de Illinois em Chicago. Concluiu sua residência em Neurologia no Consortium de Educação Uniformizada de Serviços de Saúde e uma fellowship em neurointensivismo na Universidade Escola Médica do Texas Southwestern. É, ainda, egresso da Rede Investigador Cientista Clínico na Base-conjunta San Antonio.
BTO - Escritório de Tecnologias Biológicas
O Escritório de Tecnologias Biológicas (BTO) utiliza propriedades e processos biológicos para revolucionar nossa capacidade de proteger os combatentes da nação.
O BTO aproveita avanços em inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML) para criar novas oportunidades para uma ciência transformadora em todo o espectro biológico. A saúde e o bem-estar dos combatentes são fundamentais para o sucesso da missão. O BTO desenvolve sistemas de diagnóstico e avaliação para identificar ameaças químicas e biológicas, contramedidas médicas e novas abordagens para o atendimento tático, bem como para o desempenho e a recuperação dos combatentes, tanto dentro quanto fora do campo de batalha. O BTO também utiliza processos biológicos, tecnologias e oportunidades de fabricação para criar infraestruturas e cadeias de suprimentos resilientes, soluções de proteção e sensores inovadores, garantindo o sucesso da missão em qualquer local.
Áreas de Foco
Fábricas de Dados
Desenvolvemos tecnologias fundamentais para simular e prever sistemas e resultados biológicos (simulação, modelos de base, geração de dados):
Gerar: Melhorar significativamente a qualidade e a quantidade de dados biológicos, reduzindo custos; aumentar a velocidade e a automação de laboratórios em nuvem.
Compreender: Explorar o estado da arte e engajar as partes interessadas para construir um portfólio de pesquisa adequado.
Simular: Viabilizar a relação entre sequência e função - e vice-versa - que sustenta a modelagem de células completas e as interações entre células.
Atendimento a Baixas em Combate
Exploramos soluções para a prontidão, a saúde e a recuperação dos combatentes, incluindo contramedidas médicas, diagnósticos, tecnologias da informação em saúde e dispositivos médicos:
Otimizar: Garantir o desempenho máximo dos combatentes, tanto físico quanto cognitivo, ao longo de todas as fases de uma missão.
Prevenir: Proteger os combatentes contra qualquer ameaça e aprimorar as capacidades no campo de batalha para o tratamento imediato de ferimentos.
Restaurar: Criar abordagens biotecnológicas para oferecer atendimento tático e restaurar funções em combatentes feridos.
Logística
Desenvolvemos soluções para apoiar o sucesso da missão, incluindo, por exemplo, fibras para vestuário e fabricação distribuída em posições avançadas:
Executar: Criar soluções que aumentem a resiliência operacional e a segurança logística.
Produzir: Utilizar as vantagens da biologia para viabilizar a produção no local de necessidade ou fortalecer a cadeia de suprimentos existente para insumos críticos.
Fortalecer: Fornecer tecnologias que tornem as operações mais robustas contra interrupções e expandam as capacidades em campo.
16.Mar.2018
Interfaces neurais não cirúrgicas poderiam ampliar significativamente o uso de neurotecnologia
Novo programa busca interfaces neurais de alta resolução para uso por militares sem deficiências físicas
Nas últimas 2 décadas, a comunidade internacional de pesquisa biomédica tem demonstrado formas cada vez mais sofisticadas de permitir que o cérebro de uma pessoa se comunique com um dispositivo, possibilitando avanços voltados para a melhoria da qualidade de vida - como o acesso a computadores e à internet e mais recentemente, o controle de membros protéticos. A DARPA tem estado na vanguarda dessas pesquisas. O estado da arte em comunicações entre cérebro e sistemas tem feito uso de técnicas invasivas que permitem conexões precisas e de alta qualidade com neurónios específicos, ou grupos de neurônios. Tais técnicas têm auxiliado pacientes com lesões cerebrais e outras enfermidades; contudo, não são adequadas para pessoas sem deficiências ou limitações físicas. Por meio de seu novo programa, Neurotecnologia não-Cirúrgica de Próxima Geração (N3), a DARPA busca agora alcançar níveis elevados de comunicação entre cérebro e sistemas sem a necessidade de cirurgia.
"A DARPA criou o N3 para buscar o desenvolvimento de um sistema de interface neural seguro e portátil, capaz de realizar a leitura e a escrita em múltiplos pontos do cérebro simultaneamente. Uma neurotecnologia não cirúrgica de alta resolução tem sido um desafio difícil de superar, mas, graças a avanços recentes em engenharia biomédica, neurociência, biologia sintética e nanotecnologia, acreditamos agora que esse objetivo é alcançável." - afirmou o Dr. Al Emondi, gerente de programa no Escritório de Tecnologias Biológicas (BTO) da DARPA.
Neurotecnologias não invasivas, como o eletroencefalograma e a estimulação transcraniana por corrente contínua, já existem; no entanto, estão longe de oferecer a precisão, a resolução de sinal e a portabilidade necessárias para aplicações avançadas em ambientes reais. Os pesquisadores que integrarem o N3 enfrentarão inúmeros desafios científicos e de engenharia para contornar essas limitações. Contudo, o maior obstáculo será, sem dúvida, superar a complexa física da dispersão e do enfraquecimento dos sinais à medida que atravessam a pele, o crânio e o tecido cerebral.
"Estamos solicitando a equipes multidisciplinares de pesquisadores que desenvolvam abordagens que permitam uma interação precisa com áreas muito pequenas do cérebro, sem comprometer a resolução do sinal nem introduzir uma latência inaceitável no sistema N3" - explicou Emondi.
As únicas tecnologias consideradas no N3 deverão apresentar um caminho viável para uma eventual utilização em seres humanos saudáveis. Caso as entregas iniciais do programa superem os desafios físicos - bem como os obstáculos relacionados à interferência entre canais e à baixa relação sinal-ruído - as metas subsequentes do programa incluiriam o desenvolvimento de algoritmos para a decodificação e codificação de sinais neurais, a integração de subcomponentes de detecção e estimulação em um único dispositivo, a avaliação da segurança e da eficácia do sistema em modelos animais e, por fim, o teste da tecnologia em voluntários humanos. A DARPA pretende que o projeto N3, com duração de 4 anos, culmine na demonstração de um sistema bidirecional aplicado a uma tarefa relevante para a defesa - o que pode incluir interações humano-máquina com veículos aéreos não tripulados, sistemas de defesa cibernética ativa, ou outros sistemas do Departamento de Defesa devidamente instrumentados. Se bem-sucedida, a tecnologia N3 poderá, futuramente, ser aplicada nessas e em outras áreas que se beneficiariam de uma interação humano-máquina aprimorada, como, por exemplo, a colaboração entre humanos e sistemas computacionais para acompanhar a velocidade e a complexidade previstas para futuras missões militares.
"Sistemas inteligentes terão um impacto significativo na forma como nossas tropas atuarão no futuro; este é o momento de refletir sobre como será, na prática, a colaboração entre humanos e máquinas e como ela poderá ser concretizada. Ao reunir os melhores cientistas para enfrentar esse desafio, seremos capazes de revolucionar as abordagens atuais de interfaces neurais, abrindo caminho para o desenvolvimento de interfaces práticas e de alto desempenho." - afirmou Emondi.
A DARPA convidou órgãos reguladores federais a participarem desde o início do programa N3, atuando como consultores para ajudar os pesquisadores a compreender melhor as perspectivas regulatórias logo nas fases iniciais do desenvolvimento tecnológico. Em etapas posteriores do programa, esses reguladores servirão, ainda, como um recurso de orientação para estratégias de submissão de pedidos - conforme necessário - para isenções relacionadas a dispositivos em fase de investigação e novos fármacos em fase de investigação. A DARPA adota uma postura igualmente pró-activa ao considerar as dimensões éticas, legais e sociais de uma neurotecnologia cada vez mais onipresente, bem como os impactos que ela pode gerar não apenas nas operações militares, mas na sociedade como um todo. Especialistas independentes nas áreas jurídica e ética prestaram assessoria à agência durante a estruturação do programa N3 e continuarão a auxiliar a DARPA na análise de novos cenários que surgirem à medida que as tecnologias N3 forem desenvolvidas. Esses especialistas também contribuirão para promover um diálogo mais amplo sobre como maximizar os benefícios sociais dessas novas tecnologias. Além disso, os proponentes de projetos para o N3 devem descrever mecanismos para identificar e tratar possíveis implicações éticas e legais de seus trabalhos. À medida que a pesquisa avançar, a divulgação dos resultados do N3 facilitará uma reflexão mais abrangente sobre essas tecnologias emergentes. A DARPA realizará um "Dia dos Proponentes" no dia 03.Abr.2018, em Arlington, Virgínia, para fornecer mais informações sobre o programa N3. (...).
20.Mai.2019
6 caminhos para o futuro não cirúrgico das interfaces cérebro-máquina
Equipes selecionadas para o programa de Neurotecnologia Não Cirúrgica de Próxima Geração da DARPA explorarão diversas abordagens para o desenvolvimento de interfaces vestíveis que permitam a comunicação com o cérebro
A DARPA concedeu financiamento a 6 organizações para apoiar o programa de Neurotecnologia Não Cirúrgica de Próxima Geração (N3), anunciado pela 1ª vez em Mar.2018.
Instituto Memorial Battelle
Universidade Carnegie Mellon
Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins
Centro de Pesquisa Palo Alto (PARC)
Universidade Rice
Teledyne Scientific
... estão liderando equipes multidisciplinares no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina bidirecionais de alta resolução, destinadas ao uso por militares em plena capacidade física. Essas interfaces vestíveis poderiam, futuramente, viabilizar diversas aplicações de segurança nacional, como o controle de sistemas de defesa cibernética ativa e de enxames de veículos aéreos não tripulados, ou a colaboração com sistemas computacionais para a execução de múltiplas tarefas durante missões complexas.
"A DARPA está se preparando para um futuro no qual a combinação de sistemas não tripulados, inteligência artificial e operações cibernéticas pode fazer com que conflitos ocorram em escalas de tempo curtas demais para que os seres humanos consigam gerenciá-los de forma eficaz apenas com a tecnologia atual. Ao criar uma interface cérebro-máquina mais acessível, que não exige cirurgia para ser utilizada, a DARPA poderá oferecer ferramentas que permitam aos comandantes de missão manter um envolvimento significativo em operações dinâmicas que se desenrolam com grande rapidez." - afirmou Al Emondi, gerente do programa N3.
Ao longo dos últimos 18 anos, a DARPA demonstrou neurotecnologias cada vez mais sofisticadas que dependem de eletrodos implantados cirurgicamente para interagir com o sistema nervoso central, ou periférico. A agência obteve avanços como o controle neural de membros protéticos - incluindo a restauração da sensação de tato para os usuários dessas próteses - o alívio de doenças neuropsiquiátricas de difícil tratamento (como a depressão) e a melhoria na formação e na recuperação de memórias. Devido aos riscos inerentes a procedimentos cirúrgicos, essas tecnologias, até o momento, têm sido restritas a voluntários com necessidades clínicas específicas. Para que o contingente militar - composto, em sua maioria, por indivíduos em plena capacidade física - possa se beneficiar da neurotecnologia, são necessárias interfaces não cirúrgicas. Vale ressaltar, contudo, que uma tecnologia desse tipo também poderia trazer grandes benefícios para populações que necessitam de intervenções clínicas. Ao eliminar a necessidade de cirurgia, os sistemas N3 buscam ampliar o grupo de pacientes que podem ter acesso a tratamentos como a estimulação cerebral profunda para o controle de doenças neurológicas. As equipes do N3 estão explorando diversas abordagens que utilizam óptica, acústica e eletromagnetismo para registrar a atividade neural e/ou enviar sinais de volta ao cérebro com alta velocidade e resolução. A pesquisa divide-se em 2 frentes: o desenvolvimento de interfaces totalmente não invasivas - situadas inteiramente fora do corpo - ou de sistemas de interface minimamente invasivos, que incorporam nanotransdutores que podem ser introduzidos no cérebro de forma temporária e sem necessidade de cirurgia, visando aprimorar a resolução dos sinais. A equipe da Battelle, sob a liderança do pesquisador principal Dr. Gaurav Sharma, busca desenvolver um sistema de interface minimamente invasivo que combina um transceptor externo com nanotransdutores eletromagnéticos, os quais são introduzidos - sem necessidade de cirurgia - junto aos neurônios de interesse. Esses nanotransdutores converteriam sinais elétricos provenientes dos neurônios em sinais magnéticos, que podem ser registrados e processados pelo transceptor externo - e vice-versa - permitindo, assim, uma comunicação bidirecional. A equipe da Universidade Carnegie Mellon, sob a liderança do pesquisador principal Dr. Pulkit Grover, visa desenvolver um dispositivo totalmente não invasivo que utiliza uma abordagem acusto-óptica para realizar registros cerebrais, além de empregar campos elétricos interferentes para interagir com neurônios específicos. A equipe utilizará ondas de ultrassom para direcionar a luz para dentro e para fora do cérebro, a fim de detectar a atividade neural. Para a interação com os neurônios, a abordagem explora a resposta não linear dessas células a campos elétricos, possibilitando a estimulação localizada de tipos celulares específicos. A equipe do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, sob a liderança do pesquisador principal Dr. David Blodgett, tem como objetivo desenvolver um sistema óptico coerente, totalmente não invasivo, para realizar registros cerebrais. O sistema medirá diretamente alterações no comprimento do caminho óptico dentro do tecido neural, as quais estão correlacionadas à atividade neural. A equipe do PARC, sob a liderança do pesquisador principal Dr. Krishnan Thyagarajan, busca desenvolver um dispositivo acusto-magnético totalmente não invasivo para interagir com o cérebro. Sua abordagem combina ondas de ultrassom com campos magnéticos para gerar correntes elétricas localizadas, promovendo a neuromodulação. Esse método híbrido oferece o potencial para realizar neuromodulação localizada em regiões mais profundas do cérebro. A equipe da Universidade Rice, sob a liderança do pesquisador principal Dr. Jacob Robinson, visa desenvolver um sistema bidirecional minimamente invasivo, capaz tanto de registrar a atividade cerebral quanto de interagir com o cérebro. Para a função de registro, a interface utilizará tomografia óptica difusa, inferindo a atividade neural por meio da medição da dispersão da luz no tecido neural. Para a função de interação, a equipe empregará uma abordagem magneto-genética, tornando os neurônios sensíveis a campos magnéticos. A equipe da Teledyne, sob a liderança do pesquisador principal Dr. Patrick Connolly, busca desenvolver um dispositivo integrado e totalmente não invasivo que utiliza magnetômetros micro-ópticos (bombeados opticamente) para detectar pequenos campos magnéticos localizados, correlacionados à atividade neural. Para interagir com os neurônios, a equipe utilizará ultrassom focalizado. Ao longo do programa, a pesquisa se beneficiará de contribuições de especialistas independentes nas áreas jurídica e ética, que concordaram em oferecer análises sobre o progresso do N3, bem como avaliar possíveis aplicações e implicações futuras da tecnologia, tanto no âmbito militar quanto no civil. Além disso, órgãos reguladores federais estão colaborando com a DARPA para auxiliar as equipes a compreender melhor os processos de autorização para uso em humanos, à medida que a pesquisa avança. Com o desenrolar do trabalho, esses órgãos ajudarão a orientar estratégias para a submissão de pedidos de isenção para dispositivos em fase de investigação e de novas drogas em fase de investigação, viabilizando testes com seres humanos dos sistemas N3 durante a etapa final do programa, que tem duração de 4 anos.
"Se o N3 for bem-sucedido, teremos sistemas de interface neural vestíveis capazes de se comunicar com o cérebro a uma distância de apenas alguns milímetros, levando a neurotecnologia para além do ambiente clínico e permitindo seu uso prático em prol da segurança nacional. Assim como os militares vestem equipamentos de proteção e itens táticos ao se prepararem para uma missão, no futuro eles poderão utilizar um dispositivo - como phones - equipado com uma interface neural, empregando a tecnologia conforme a necessidade e ao concluir a missão, simplesmente deixando o equipamento de lado."
Como restaurar um controle de mãos e braços próximo ao natural | Graças a melhorias em equipamentos de proteção individual e no atendimento a feridos em combate, militares estão sobrevivendo a lesões graves no campo de batalha que resultam na amputação traumática de membros. No entanto, como esses sobreviventes são, em sua maioria, jovens, eles precisam conviver com essas lesões por décadas.
HAPTIX - Interfaces de Propriocepção e Tato para as Mãos
Como o HAPTIX ajuda a melhorar a função dos nervos periféricos em seres humanos? Com foco em militares feridos e visando facilitar seu retorno ao serviço militar, o programa HAPTIX (Interfaces de Propriocepção e Tato para as Mãos) busca desenvolver tecnologias fundamentais que permitam o controle preciso de próteses de membros superiores equipadas com sensores, além de proporcionar feedback sensorial.
SUBNETS - Neurotecnologia Baseada em Sistemas para Terapias Emergentes
Como tratar doenças neuropsiquiátricas | O programa SUBNETS (Neurotecnologia Baseada em Sistemas para Terapias Emergentes) tem como objetivo melhorar a saúde dos militares, utilizando a neurotecnologia como base para tratamentos eficazes, fundamentados e precisos para doenças neuropsiquiátricas.
RAM - Restaurando a Memória Ativa
Como mitigar os efeitos do Traumatismo Cranioencefálico (TCE) | O programa RAM (Restaurando a Memória Ativa) visa mitigar os efeitos do traumatismo cranioencefálico (TCE) em militares, por meio do desenvolvimento de neurotecnologias que facilitem a formação e a recuperação de memórias em um cérebro lesionado.










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