terça-feira, 14 de julho de 2020

Lista dos 30 Bancos Globais Grandes-Demais-Para-Falir (G-SIBs) | Plano COVID prevê mundo afundado em dívidas e Bancos ganhando muito, mas muito dinheiro com isso!

Existem 30 Bancos no mundo que são classificados pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) como sendo Grandes-Demais-Para-Falir (do inglês, To-Big-To-Fail), oficialmente chamados de Bancos Globais Sistemicamente Importantes (G-SIBspara o inglês)


Lista dos 30 Bancos Globais Sistemicamente Importantes (G-SIBs)
Grandes-Demais-Para-Falir (To-Big-To-Fail)
22 de Novembro de 2019


▪ JP Morgan Chase 
 Citigroup 
▪ HSBC 
 Bank of America 
 Bank of China 
 Barclays 
 BNP Paribas 
 Deutsche Bank 
 Goldman Sachs 
 Industrial and Commercial Bank of China 
 Mitsubishi UFJ FG 
 Wells Fargo 
 Agricultural Bank of China 
 Bank of New York Mellon 
 China Construction 
 Bank Credit Suisse 
 Groupe BPCE 
 Groupe Crédit Agricole 
 ING Bank 
 Mizuho FG 
 Morgan Stanley 
 Royal Bank of Canada 
 Santander 
 Société Générale 
 Standard Chartered 
 State Street 
 Sumitomo Mitsui FG 
 Toronto Dominion 
 UBS 
 UniCredit

Mas o que é preciso fazer para que os Bancos Globais Grandes-Demais-Para-Falir (G-SIBs) não entrem em falência?

Esta pergunta é feita, lembrando que os objetivos da Agenda Internacional é criar uma civilização mundial 100% controlada pelas tecnologias e contextualizadas nos objetivos do Banco privado BIS - o Banco Central dos Bancos Centrais com sede na cidade da Basileia, Suíça (paraíso fiscal) - de conquistar a Supremacia dos Bancos Centrais sobre a Soberania das Nações através da conquista da Estabilidade Financeira das instituições financeiras (mas não das populações): ou participam, ou sofrem as consequências

Os Bancos Centrais, para agirem com mais liberdade, sugam para dentro das suas próprias estruturas os orgãos de supervisão financeira (ou seja, supervisionam-se a si mesmos), criam leis para se protegerem dos saques que fazem às Nações, acabam com a transparência dos seus movimentos financeiros, ampliam os seus tentáculos mundiais e por fim, visam acabar com o dinheiro físico e criar um sistema financeiro global 100% virtual, monopolizando todas as trocas econômicas.

No discurso do presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), Randal K. Quarles...


... em um evento do Exchequer Club...


... no dia 07 de Julho de 2020, aquele expõe as conclusões da avaliação sobre as reformas em relação aos Bancos Globais Sistemicamente Importantes (G-SIBs) e a resposta do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) à pandemia do COVID-19.


Focado no que representam "as medidas de contenção tomadas por muitos Governos em resposta ao 'Evento COVID' (...) para o sistema financeiro e [para] a cooperação internacional em estabilidade financeira", avalia "o progresso que fizemos no tratamento do problema [dos Bancos Globais] Grandes-Demais-Para-Falir".

Destacando que as "reformas regulatórias adotadas [pelo G20] após a crise [de 2008] e  as medidas adotadas pelo setor bancário, melhoraram a resiliência do núcleo do sistema financeiro", aponta que "de acordo com a última previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia global deverá contrair acentuadamente 4,9% em 2020, um resultado muito pior do que durante a crise financeira de 2007-2008."

No entanto, "os bancos entraram na crise atual em uma posição muito mais forte do que na crise financeira global [2008]. Eles estão muito mais capitalizados e com mais liquidez do que em 2008", o que "permitiu ao sistema bancário absorver, em vez de amplificar, o atual choque macroeconômico".

Randal K. Quarles explica-nos que o sistema financeiro tomou "várias medidas prudentes para ajudar a conservar o capital no sistema bancário" considerando que "o setor corporativo entrou [2019-2020] na crise com altos níveis de endividamento e, necessariamente, [os bancos] emprestaram mais durante o Evento COVID. E muitas famílias estão enfrentando perspectivas sombrias de desemprego. A próxima fase envolverá inevitavelmente um aumento de Empréstimos sem Performance (NPLs, do inglês Non-Performing Loans, ou Papéis Podres), à medida que a demanda cair e alguns mutuários falharem".

Ou seja, os Bancos prevêm um crescimento considerável e inevitável da quantidade de pessoas e empresas incapazes de pagar os empréstimos/financiamentos que receberem. O que acontecerá com estas pessoas e empresas? Terá isto a ver com as previsões do Forúm Econômico Mundial de +2 Bilhões de desempregados até 2030?

Considerando o que temos vindo a divulgar aqui no Blog em relação aos Papéis Podres (NPLs) serem um esquema internacional de enriquecimento que chegou ao Brasil através da PEC 10/2020 - aprovada e convertida em EC 106/2020 - quando Randal K. Quarles diz que "o setor oficial está fornecendo uma resposta rápida e coordenada para apoiar a economia real, manter a estabilidade financeira e minimizar o risco de fragmentação do mercado", sabemos que, em parte, ele está se referindo à determinação do Banco privado B.I.S. para regulamentar a securitização dos papéis podres - emitida no dia 23 de Junho de 2020 e à qual o Banco Central do Brasil obedeceu de imediato, emitindo no mesmo dia, a  Circular N° 4.028.

Também sabemos que, quando ele diz "estabilidade financeira", ele não está falando da estabilidade financeira das populações e das Nações, mas da estabilidade financeira das instituições financeiras (bancos, seguradoras, etc.), mesmo que isso implique o empobrecimento dos povos.

Da mesma forma, quando ele diz "minimizar o risco", sabemos que eles estão muito mais preocupados em minimizar os perigos que as instituições financeiras correm, do que aqueles que podem atingir as populações. O nível de preocupação que os bancos têm com as populações são no sentido destas continuarem sendo uma fonte enriquecimento das elites corporativas (bancárias, principalmente).

A resposta imediata do Banco Central do Brasil em relação à determinação do Banco privado B.I.S. de se regulamentar a securitização das NPLs (que poderá custar ao Brasil vários trilhões), está integrada na supervisão do Conselho de Estabilidade Financeira para que haja "cooperação internacional e coordenação das respostas das autoridades financeiras", uma vez que o Brasil é um dos seus 24 países membros (+1 União Europeia), integrando em seus quadros o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários e o Ministério da Fazenda.


Observando que "a análise foi realizada antes do início do evento COVID", Randal K. Quarles esclarece que "quando os grandes bancos enfrentaram problemas durante a crise financeira [2008], os reguladores enfrentaram uma escolha gritante: fracasso desordenado ou resgates financiados pelos contribuintes". Identificaram-se, assim, dois problemas na crise de 2008 - um antes da crise e outro após a crise:

 Problema anterior à crise de 2008: o mercado supôs que os bancos não teriam permissão de falir. Os bancos e seus credores não assumiram todo o risco da queda e, portanto, arriscaram demais. Essa tendência - risco moral - causou distorções econômicas substanciais.

 Problema posterior à crise de 2008: as autoridades não tiveram capacidade para resolver a falência de um grande banco internacional e foram obrigadas a resgatar bancos a um custo significativo para o contribuinte.

"Com base nas lições da crise [de 2008], os Líderes do G20 endossaram um pacote de reformas para enfrentar esses dois problemas para Bancos Sistemicamente Importantes (SIBs). Este pacote incluía:

(i) Normas para absorção adicional de perdas por meio de sobretaxas de capital [por parte do BIS aos G-SIBs] e requisitos de capacidade total de absorção de perdas;

(ii) recomendações para melhor supervisão;

(iii) Políticas para implementar regimes e planos de resolução eficazes.

Randal K. Quarles explica "que os bancos entraram nessa crise em uma posição de força. O capital do banco aumentou significativamente. Isto é um resultado combinado das reformas [do Acordo da] Basileia III acordadas em 2010 e da tomada de decisões aprimoradas independentemente em nossos grandes bancos. Mas a avaliação [dos Bancos] Grandes-Demais-Para-Falir também mostra que as sobretaxas de capital [por parte do B.I.S.] para os Bancos Sistemicamente Importantes contribuíram para aumentar a resiliência. A estrutura [do Acordo da] Basileia III introduziu amortecedores adicionais de capital e liquidez, que devem ser utilizados em uma desaceleração para ajudar a manter o fluxo de crédito [dívida] para a economia real. (...) As autoridades de resolução surgiram, ou foram fortalecidas, em todo o mundo. E as estruturas de resolução fornecem a essas autoridades o poder de resolver um banco sistemicamente importante, de maneira a manter a estabilidade financeira e reduzir a exposição dos contribuintes."

Mas como "reduzir a exposição dos contribuintes" se a origem de maior parte do dinheiro com que os G-SIBs pagam as sobretaxas de capital ao BIS, são originários dos depósitos, das prestação de serviços, das taxas de movimentação e dos juros sob empréstimos/financiamentos (tudo altíssimo, no Brasil) tudo oriundo dos contribuintes?

A Reserva Federal Americana (FED) lançou uma nota do dia 27 de Fevereiro de 2017, questionando: Serão baixas demais as sobretaxas de capital cobrados pela Basileia aos Bancos Globais Sistemicamente Importantes? Se as sobretaxas subirem, quem pagará serão os contribuintes através do aumentos das taxas e dos juros. 



Esta pergunta foi reforçada em Março de 2019 pelo Jornal Internacional de Centralização Bancária (IJCB).




O maior roubo da história do Brasil

Está sendo parte do Plano COVID mundial: gerar um profundo endividamento nos indivíduos, nas famílias e nas empresas e deixar as Nações fortemente submissas aos Bancos.

No caso particular do Brasil, já estamos assistindo:

 R$ 1 Trilhão = remuneração diária da sobra de caixa dos bancos por parte do Banco Central - com Títulos de Dívida do Tesouro Nacional (R$ 1 Tri entre 2009 e 2018) 

 R$ 1 Trilhão R$ 972,9 Bilhões = regulamentação da securitização dos NPLs (papéis podres), a qual, com correções inflacionárias, poderá chegar a vários trilhões

 R$ 1,2 Trilhões = pacote de ajuda aos bancos anunciado dia 23 de Março de 2020, exigindo a uma garantia de 85% do Tesouro Nacional para cobertura de inadimplência.


Onde está focada a atenção dos brasileiros? 

Prioridade do sistema financeiro:
salvar os Bancos!  

Demos continuidade a este artigo com o artigo PLP 281/2019 | Salvar Bancos a todo o custo! - até com o seu dinheiro!

A metodologia para determinar se um Banco é um G-SIBs, é explicada pelo Banco privado B.IS., aqui.


Mais sobre Bancos Globais Sistemicamente Importantes (G-SIBs) dentro do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), aqui.





Outras fontes para mais informação:

23.Dez.2019

02.Jul.2020

5 comentários:

  1. https://www.infomoney.com.br/politica/pl-de-resolucao-bancaria-permite-que-tesouro-resgate-instituicoes-financeiras/

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    1. Grato! Na visão deles, os bancos têm de ser salvos a todo o custo, não importa que se chegue a soluções extremas.

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  2. Esse já é mais recente:
    https://www.conjur.com.br/2020-jul-02/herdem-lima-pl-resolucao-bancaria

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    1. Interessante: eu tinha em mente colocar exatamente esse link no final do artigo, junto com o link do Infomoney, como fontes adicionais de informação e acabei esquecendo. Adicionando agora. Grato por auxiliar na melhoria deste trabalho.

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    2. Vi agora: lancei os 2 links no artigo "PLP 281/2019 | Salvar Bancos a todo o custo! - até com o seu dinheiro!" (17.Jul.2020). Mas grato de qualquer forma: adiccionei os dois links neste artigo também. Abraço!

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