terça-feira, 1 de setembro de 2026

Impacto da vacinação infantil na saúde crônica de crianças - Comité de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos EUA








... realizado no Sistema de Saúde Henry Ford, Detroit MI...

Hospital Henry Ford, Detroit MI

... por...

Lois Lamerato, PhD¹
Abigail Chatfield, MS¹
Amy Tang, PhD¹
Marcus Zervos, MD² ³

¹Cientista Sênior, Departamento de Ciências de Saúde Pública, Sistema de Saúde Henry Ford
²Divisão de Doenças Infecciosas
³Escola de Medicina da Universidade Estado Wayne, Detroit MI

Título abreviado: Associação entre vacinação na infância e saúde crônica em crianças

Resumo

Objectivo: Comparar os desfechos de saúde a curto e longo prazo - em um ambiente de cobertura de saúde definida (onde a população é atendida por uma única operadora) - entre crianças expostas a uma, ou mais, vacinas e crianças não expostas.

Desenho: Estudo de coorte de nascimento.

Local: Sistema de saúde integrado, em Michigan.

Participantes: 18.468 crianças nascidas entre 2000 e 2016, inscritas no plano de saúde do sistema.

Principais Medidas de Desfecho: Desenvolvimento de uma condição crônica de saúde ao longo do tempo.

Resultados: Um total de 18.468 indivíduos consecutivos atendeu aos critérios de elegibilidade para o estudo; destes, 1.957 não foram expostos à vacinação e 16.511 receberam pelo menos uma vacina durante o período de inscrição no plano, com variados níveis de exposição. Após ajuste multivariado, o modelo de riscos proporcionais de Cox demonstrou que a exposição à vacinação estava independentemente associada a um risco aumentado de desenvolver uma condição crônica de saúde (HR 2,53; IC 2,16-2,96). Dentre as condições crônicas de saúde, a exposição à vacinação associou-se independentemente a um risco aumentado de 

: asma (HR 4,25; IC 3,23-5,59)
: doença autoimune (HR 4,79; IC 1,36-16,94)
: doença atópica (HR 3,03; IC 2,01-4,57)
: eczema (HR 1,31; IC 1,13-1,52) 
: transtorno do neuro-desenvolvimento (HR 5,53; IC 2,91-10,51)

Não houve condições crônicas de saúde associadas a um risco aumentado no grupo não exposto. A probabilidade geral de não apresentar uma condição crônica de saúde após 10 anos de acompanhamento foi de 43% no grupo exposto à vacinação e de 83% no grupo não exposto.

Conclusão: Este estudo constatou que a exposição à vacinação estava independentemente associada a um aumento geral de 2,5 vezes na probabilidade de desenvolver uma condição crônica de saúde, em comparação com crianças não expostas à vacinação. Essa associação foi impulsionada principalmente por asma, doença atópica, eczema, doença autoimune e transtornos do neurodesenvolvimento. Isso sugere que, em certas crianças, a exposição à vacinação pode aumentar a probabilidade de desenvolver uma condição de saúde crônica, particularmente uma dessas condições.

Introdução

Nas últimas 3 décadas, a prevalência de condições crônicas de saúde em crianças tem aumentado. Segundo um estudo de 2011, aproximadamente 43% das crianças nos Estados Unidos (32 milhões) apresentam pelo menos uma das 20 condições crônicas de saúde avaliadas no estudo. Apesar disso, há escassez de dados publicados para determinar os fatores contribuintes. A vacinação reduziu a incidência de certas infecções infantis-alvo, bem como a morbidade e a mortalidade a elas associadas. No entanto, a hesitação vacinal permanece como uma barreira significativa para manter e aumentar a adesão à vacinação e o número de pais que optam por não vacinar seus filhos tem crescido. As preocupações comuns dos pais referem-se à expansão do calendário de vacinação, à administração simultânea de múltiplas vacinas e ao potencial de efeitos adversos à saúde a longo prazo decorrentes da vacinação. Pesquisas que abordam essas preocupações sobre a segurança das vacinas podem auxiliar os profissionais de saúde em conversas com seus pacientes e servir para tranquilizar os pais quanto à segurança geral da vacinação. O período de avaliação de segurança em ensaios clínicos pré-licenciamento tem, tipicamente, duração insuficiente (<30 dias) para avaliar o impacto de uma vacina nos desfechos de saúde a longo prazo. Contudo, diversos estudos observacionais pós-licenciamento examinaram - com resultados variados - se certas vacinas estão associadas ao desenvolvimento de determinadas condições de saúde. Uma limitação importante desses estudos, conforme destacado pelo relatório do *Instituto de Medicina (IOM) intitulado 'O Calendário de Imunização Infantil e a Segurança', é que "a maior parte das pesquisas relacionadas a vacinas concentra-se nos desfechos de imunizações isoladas, ou de combinações de vacinas administradas em uma única consulta", em vez de comparar populações totalmente não vacinadas com aquelas que receberam uma, ou mais, vacinas. Isso levou o IOM a recomendar estudos retrospectivos que avaliassem os desfechos de saúde de populações vacinadas em comparação com as não vacinadas. Assim, este estudo comparou os desfechos de saúde a curto e longo prazo - em um ambiente de dados de operadoras de saúde - de crianças não expostas a vacinas com os de crianças expostas a uma, ou mais, vacinas. Abordar essa lacuna significativa de dados poderia atenuar as preocupações dos pais e fortalecer a confiança na vacinação.--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL


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