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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Vacinas Covid-19 são um projeto militar da DARPA


Dando continuidade à série de levantamentos inéditos CDS sobre a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) dos EUA, constatamos que as vacinas Covid-19 são projetos da DARPA passados para laboratórios como a Moderna Inc., Astrazeneca, GSK, etc.

Artigos CDS





Vacinas Covid-19 e outras na DARPA

2012
A Necessidade e a Oportunidade
Contramedidas médicas contra ameaças biológicas aos combatentes têm sido um tema de interesse da DARPA nos últimos anos. Uma das linhas de pesquisa concentra-se no desafio de produzir milhões de doses de vacina utilizando métodos inovadores à base de plantas. No entanto, para que qualquer vacina candidata ou agente médico - e muito menos aqueles produzidos por métodos inéditos - possa avançar para ensaios clínicos, é necessária a existência de evidências pré-clínicas de sua segurança em seres humanos.

02.Out.2013
Modena Inc.
DARPA concede à Moderna Therapeutics um subsídio de até US$ 25 milhões para desenvolver terapias com RNA mensageiro (Messenger RNA Therapeutics™)
Pesquisa focará na produção de anticorpos para defesa imunológica
CAMBRIDGE, Massachusetts, 02.Out.2013 - A Moderna Therapeutics, empresa pioneira em terapias com RNA mensageiro (Messenger RNA Therapeutics™) - uma modalidade de tratamento revolucionária que possibilita a produção in vivo de proteínas terapêuticas - anunciou hoje que a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA) concedeu à empresa até US$ 25 milhões [R$ 137,5 milhões] para pesquisar e desenvolver sua plataforma de terapias com RNA mensageiro. O objetivo é criar uma maneira rápida e confiável de produzir medicamentos geradores de anticorpos para proteger contra uma ampla gama de doenças infecciosas emergentes (conhecidas e desconhecidas) e ameaças biológicas artificialmente criadas. As terapias com RNA mensageiro podem ser projetadas para utilizar diretamente os processos naturais do organismo na produção de anticorpos, sem expor as pessoas a vírus ou patógenos atenuados ou inativados, como ocorre nas abordagens de vacinas atualmente em teste. Como resultado, a plataforma de terapias com RNA mensageiro da Moderna tem o potencial de acelerar o desenvolvimento e a fabricação de tratamentos capazes de gerar uma resposta imunológica mais segura, confiável e robusta do que as tecnologias existentes.
"Sentimo-nos honrados por sermos escolhidos pela DARPA para este importante subsídio, que acelerará significativamente nossos esforços para desenvolver terapias com RNA mensageiro voltadas à produção de anticorpos para combater uma ampla variedade de doenças infecciosas. Recebemos este importante financiamento após uma análise científica intensa e rigorosa; o fato de nosso trabalho ter sido contemplado é um testemunho do progresso de nossa equipe e das profundas implicações das terapias com RNA mensageiro. Estamos ansiosos para expandir ainda mais o desenvolvimento de nossa plataforma para esta nova área terapêutica de importância crítica." - afirmou Stéphane Bancel, presidente e CEO fundador da Moderna. 
Este subsídio de US$ 24,6 milhões poderá apoiar pesquisas por até 5 anos, visando avançar com candidatos promissores a medicamentos produtores de anticorpos rumo a testes pré-clínicos e ensaios clínicos em humanos. A empresa também recebeu, em Março, um subsídio inicial de US$ 0,7 milhão da DARPA para iniciar os trabalhos no projeto. Este subsídio faz parte de um programa da DARPA denominado ADEPT: PROTECT (Diagnósticos Autônomos para Viabilizar Prevenção e Terapias: Opções Profiláticas contra Ameaças Ambientais e Contagiosas). O objetivo é desenvolver tecnologias de plataforma que possam ser implementadas de forma segura e rápida para proporcionar à população dos EUA proteção quase imediata contra doenças infecciosas emergentes e armas biológicas modificadas, mesmo em casos em que o patógeno ou agente infeccioso seja desconhecido.

16.Jun.2014
Escritório de Ciências de Defesa: na Fronteira da Ciência e da Segurança Nacional
O Escritório de Ciências de Defesa (DSO) da DARPA incorpora sistemas complexos a uma combinação de pesquisas fundamentais e aplicadas para ampliar os limites do conhecimento científico e viabilizar tecnologias transformadoras para as Forças Armadas dos EUA.
(...)
Organizado em 1980 como um escritório unificado para os programas de pesquisa básica da DARPA em (...) neurotecnologia, o DSO tem adaptado continuamente seu foco para refletir as prioridades de segurança nacional em evolução e as fronteiras em constante expansão das ciências físicas e da matemática. (...) produção rápida de vacinas para combater ameaças biológicas (...)

28.Abr.2016
Exposição da DARPA será inaugurada no Museu de Ciência e Indústria de Chicago
"DARPA: Redefinindo o Possível" apresentará avanços tecnológicos do passado, projetos atuais e possibilidades futuras.
(...)
Os visitantes também poderão percorrer uma linha do tempo imersiva de cerca de 30 m, sobre avanços tecnológicos apoiados pela DARPA - (...) uma vacina contra o Ebola cultivada em plantas de tabaco.

11.Mai.2016
DARPA Leva ao Pentágono Tecnologia Revolucionária e Seus Criadores
(...)
Pesquisas recentes da DARPA demonstraram a capacidade de acelerar a produção de milhões de doses de vacinas utilizando métodos inovadores à base de plantas. No entanto, ensaios clínicos de vacinas e medicamentos não podem ser iniciados sem evidências pré-clínicas de sua segurança em humanos. A segurança para humanos e o desempenho de medicamentos nem sempre são previstos com eficácia por meio de testes em animais e o Departamento de Defesa precisa desenvolver e implementar rapidamente contramedidas médicas seguras e eficazes contra ameaças biológicas aos combatentes. Para criar um caminho para a implementação dessas contramedidas, a DARPA lançou o programa de Sistemas Microfisiológicos (MPS). O MPS desenvolverá uma plataforma que utiliza tecido humano modificado para mimetizar sistemas fisiológicos humanos. As interações de candidatos a medicamentos e vacinas com esses modelos permitirão prever com precisão a segurança e a eficácia que tais contramedidas apresentariam se administradas a pessoas. A plataforma resultante deverá aumentar a qualidade e, potencialmente, o número de novas terapias que avançam no processo de desenvolvimento até a aplicação clínica.



06.Fev.2017
A DARPA visa desenvolver uma plataforma integrada de ponta a ponta que utilize sequências de ácidos nucleicos para interromper a propagação de infecções virais em 60 dias ou menos. Nos últimos anos, pesquisadores financiados pela DARPA foram pioneiros na tecnologia de vacinas de RNA - uma contramedida médica contra doenças infecciosas que utiliza construções genéticas codificadas para estimular a produção de proteínas virais no organismo, as quais, por sua vez, podem desencadear uma resposta de anticorpos protetores. Como um desdobramento desse esforço, a DARPA financiou pesquisas sobre construções genéticas capazes de estimular diretamente a produção de anticorpos no corpo.1,2 Agora, a DARPA está lançando o programa Plataforma de Prevenção de Pandemias (P3), com o objetivo de transformar esse trabalho fundamental em um sistema completo, capaz de deter a propagação de qualquer surto de doença viral antes que ele evolua para uma pandemia. Tal capacidade representaria um contraste marcante em relação ao estado da arte no desenvolvimento e na implementação de vacinas tradicionais - um processo que não disponibiliza tratamentos aos pacientes até meses, anos, ou mesmo décadas, após o surgimento de uma ameaça viral.
"O objetivo da DARPA é criar uma plataforma tecnológica capaz de colocar um tratamento protetor nas mãos dos profissionais de saúde em até 60 dias após a identificação de um patógeno, e fazer com que esse tratamento induza proteção nos pacientes em até 3 dias após a administração. Precisamos ser capazes de agir nessa velocidade, considerando a rapidez com que os surtos podem sair de controle. A tecnologia precisa funcionar para qualquer doença viral, seja ela uma que os humanos já enfrentaram anteriormente, ou não." - afirmou Matt Hepburn, gerente do programa P3. 
Surtos recentes de doenças infecciosas virais, como Zika, gripe H1N1 e Ebola, evidenciaram a incapacidade do sistema global de saúde de conter rapidamente a propagação de uma doença utilizando as ferramentas e os procedimentos existentes. As contramedidas médicas de ponta geralmente levam muitos meses, ou até anos, para serem desenvolvidas, produzidas, distribuídas e administradas. Essas soluções frequentemente chegam tarde demais - quando chegam - e em quantidades insuficientes para responder a ameaças emergentes. Em contrapartida, a plataforma P3 idealizada reduziria o tempo de resposta para semanas, mantendo-se dentro da janela de oportunidade crucial para conter um surto. Fundamental para esse empreendimento são as tecnologias baseadas em ácidos nucleicos - aquelas centradas no DNA e no RNA - incluindo algumas desenvolvidas no âmbito do programa ADEPT (Diagnóstico Autônomo para Viabilizar a Prevenção e a Terapêutica) da DARPA. Com essas ferramentas, cientistas podem identificar anticorpos protetores em pacientes em recuperação e então, por meio de uma versão biológica de engenharia reversa, produzir construções genéticas que, quando administradas, instruem o organismo do indivíduo a produzir anticorpos protetores semelhantes. É possível fabricar rapidamente quantidades significativas desses "projetos" de ácidos nucleicos, em comparação com os métodos de ponta de produção de anticorpos. O que se faz necessário agora são avanços em outras 3 áreas tecnológicas para conectar essas conquistas anteriores da DARPA e superar os gargalos remanescentes que dificultam uma resposta rápida a ameaças de pandemia. O programa P3 buscará inovações nessas 3 áreas:

⬝ Cultivo de vírus necessário para apoiar a avaliação de terapias em testes laboratoriais;

⬝ Submissão de anticorpos a ciclos rápidos de evolução fora do organismo para aumentar sua potência além daquela até mesmo dos anticorpos mais eficazes obtidos de pacientes infectados; e

⬝ Desenvolvimento de meios para a administração eficiente de tratamentos protetores baseados em ácidos nucleicos, uma vez que as tecnologias utilizadas para administrar vacinas convencionais não são facilmente adaptáveis ​​a esse fim.

Alcançar e integrar avanços em todas essas áreas exigirá uma cooperação coordenada entre pesquisadores e engenheiros especializados em campos como imunologia, microbiologia, virologia, doenças infecciosas, biologia molecular e desenvolvimento e fabricação de contramedidas médicas. As equipes financiadas pela DARPA deverão demonstrar suas plataformas integradas em 5 simulações ao longo do programa de 4 anos; inicialmente, testarão suas plataformas utilizando patógenos de sua escolha, mas, posteriormente, realizarão testes com patógenos selecionados pela DARPA, incluindo 2 demonstrações nas quais a identidade do patógeno permanecerá desconhecida para as equipes até o início da contagem regressiva de 60 dias. Para garantir que as plataformas desenvolvidas possam produzir um produto de qualidade com um caminho viável para análise regulatória, cada equipe deverá concluir um ensaio clínico de segurança de Fase I antes do término do programa. Uma vantagem da abordagem baseada em ácidos nucleicos para limitar a propagação da infecção é que as construções genéticas introduzidas no organismo seriam processadas rapidamente e não se integrariam ao genoma do indivíduo. Da mesma forma, os anticorpos produzidos em resposta ao tratamento permaneceriam no organismo apenas por um período que varia de semanas a meses. Isso está em consonância com o objetivo da DARPA para o programa P3: proporcionar, de forma segura, imunidade transitória contra um vírus, interrompendo a propagação da doença ao criar uma barreira de proteção.
"Nosso país solicita que os membros de nossas Forças Armadas sejam mobilizados globalmente e prestem assistência humanitária nos mais variados ambientes de alto risco. Devemos a eles o desenvolvimento das melhores proteções possíveis. Se obtivermos sucesso, a DARPA poderá eliminar os surtos de doenças infecciosas virais como uma ameaça às tropas dos EUA e como um fator de instabilidade global." - afirmou Hepburn, médico do Exército dos EUA que atuou anteriormente como Diretor de Preparação Médica na Equipe de Segurança Nacional da Casa Branca. 
Para esclarecer ainda mais a visão do programa P3, responder a perguntas de potenciais proponentes e facilitar a formação de equipes, a DARPA realizará 2 eventos idênticos voltados para proponentes (Dias de Propostas). O 1° evento será realizado no hotel Crowne Plaza Tysons Corner McLean, em McLean, Virgínia, em 22.Fev.2017 e o 2° no hotel DoubleTree by Hilton San Diego Downtown, em San Diego, em 02.Mar.2017. (...)

2020[?]
Resumo
Militares dependem de uma vacinação eficaz tanto para a prevenção de doenças transmissíveis quanto para a proteção contra a exposição a ameaças biológicas. Muitas vacinas atuais carecem de durabilidade (ou seja, não oferecem proteção eficaz por longos períodos) e existem diversos patógenos e ameaças para os quais não há qualquer opção profilática disponível. A abordagem atual para avaliar a durabilidade das vacinas baseia-se na estratégia de "esperar para ver", em grande parte devido ao desconhecimento dos mecanismos subjacentes à memória imunológica, bem como à incapacidade de mensurar os componentes celulares que conferem proteção imunológica duradoura. A formação da memória imunológica é um processo fisiológico complexo, caracterizado por uma ampla gama de interações celulares e processos de sinalização. O programa AIM (Avaliação da Memória Imunológica) busca determinar precocemente se uma vacina candidata proporcionará, futuramente, proteção imunológica duradoura em humanos - algo atualmente impossível, mas que traria imensos benefícios aos militares e à nação. Para alcançar esse objetivo, o AIM adotará uma perspectiva de análise sistêmica da resposta à vacinação e investigará detalhadamente os mecanismos que conduzem a uma proteção de longa duração. Esse conhecimento em nível de sistema será então transformado em uma ferramenta capaz de prever a duração da proteção vacinal e os mecanismos associados, sem a necessidade de aguardar anos por uma avaliação retrospectiva.

06.Abr.2020
COVID-19
O Diferencial da DARPA: Adaptando-se para Enfrentar a COVID
A DARPA continua trabalhando em estreita colaboração com o Departamento de Defesa (DoD), diversas agências do governo dos EUA e seus parceiros da academia e da indústria para fornecer soluções técnicas e científicas para enfrentar a pandemia de COVID-19. Bem-vindo ao 6° episódio da série online contínua da DARPA, que destaca os programas ativos da agência voltados para o diagnóstico, detecção, tratamento, prevenção e fabricação de contramedidas médicas para combater a COVID-19, incluindo:

Diagnóstico e Detecção

O diagnóstico é um aspecto fundamental da prevenção e resposta a pandemias. As pesquisas da DARPA estão gerando testes que oferecem diagnósticos mais precoces, mais sensíveis e de ampla distribuição para pacientes infectados pelo SARS-CoV-2. A DARPA iniciou os programas "Detectá-lo com Tecnologias de Edição Gênica" (DIGET) e "Caracterização e Observação Epigenética" (ECHO), focados na descoberta, validação e fabricação rápidas de diagnósticos capazes de detectar qualquer ameaça, a qualquer momento e em qualquer lugar. O DIGET, que recentemente concedeu um contrato à MRI Global, avança em seu objetivo de criar um dispositivo de detecção multiplexada para rastrear até 1.000 patógenos simultaneamente, além de um dispositivo móvel para uso no ponto-de-necessidade voltado para até 10 patógenos, incluindo o SARS-CoV-2. O programa ECHO da DARPA está desenvolvendo testes de diagnóstico que medem a resposta do organismo à infecção viral, em vez de testar a presença do próprio vírus. O ECHO da DARPA apoiou o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e o Centro de Pesquisa Médica Naval como parte da iniciativa "Resposta de Ação em Saúde contra a COVID-19 para Fuzileiros Navais" (CHARM). Durante o estudo de 2 meses, a DARPA forneceu resultados de diagnóstico em tempo quase real para mais de 3.500 recrutas dos Fuzileiros Navais, garantindo que o treinamento em Parris Island pudesse continuar durante todo o ano de 2020 e avançar por 2021. Esse trabalho levou à atualização das diretrizes de quarentena do CDC, reduzindo o período necessário de 14 para 10 dias para indivíduos com teste positivo para COVID-19, conforme descrito em uma publicação de Nov.2020 no Revista de Medicina da Nova Inglaterra. Um 2° estudo CHARM foi publicado em Jan.2021 no servidor de preprints MedRxiv, demonstrando que a reinfecção por COVID-19 era "comum" entre aqueles que haviam contraído o vírus. Dos 189 participantes que testaram positivo para anticorpos, 19 acabaram testando positivo para o vírus 6 semanas depois, segundo o estudo. Em Mar.2021, o estudo foi aceito para publicação na The Lancet. A equipe está agora concentrada em ampliar a coorte e monitorar a resposta do hospedeiro a longo prazo, além de novas infecções, no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Em um estudo separado realizado em Dez.2020, pesquisadores do programa ECHO na Universidade Duke divulgaram dados sobre o remodelamento da cromatina que refletem o prognóstico de gravidade da doença, enquanto uma equipe distinta em Stanford demonstrou uma precisão de 87,5% na previsão da mortalidade por COVID. Esses estudos demonstraram o potencial do epigenoma tanto para diagnosticar quanto para prever a gravidade da doença em pacientes com COVID-19 nos estágios iniciais e assintomáticos da infecção. Além dos métodos baseados na resposta do hospedeiro que estão em desenvolvimento, em Ago.2020, pesquisadores do ECHO obtiveram a Autorização de Uso Emergencial (EUA) para um teste direto de saliva para detecção do vírus - a primeira autorização desse tipo concedida a um fabricante para o diagnóstico de COVID-19 a partir da saliva. O teste de saliva está sendo aprimorado atualmente em parceria com o programa RADx do NIH.

Amigo, ou Inimigo

2 iniciativas preliminares associadas ao programa "Amigo, ou Inimigo" alcançaram avanços cruciais na detecção do SARS-CoV-2. Um projeto inicial da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC), encarregado de desenvolver sistemas para detectar rapidamente bactérias patogênicas, redirecionou seu foco para a COVID-19. Utilizando design digital e prototipagem rápida em sistemas de manufatura industrial, a equipe demonstrou um sistema e um teste de diagnóstico no ponto-de-atendimento que requer apenas um smartphone para coletar e processar imagens de diagnóstico. A equipe da UIUC detectou o SARS-CoV-2 em amostras de swab nasal em 30 minutos e desenvolveu cartuchos de teste cuja produção pode ser rapidamente escalonada para centenas de milhares de exames. Pesquisadores da Universidade de Stanford estão desenvolvendo bio-sensores capazes de identificar rapidamente um ataque à membrana celular - a 1ª etapa da infecção por COVID-19 (ou qualquer outra). A equipe utiliza a plataforma para identificar mecanismos que inibam o ataque à membrana causado pela COVID-19; a tecnologia permite multiplexação imediata, possibilitando a triagem rápida de medicamentos em larga escala.

Tratar e Prevenir

A tecnologia da DARPA contribui para a prevenção de futuras infecções por COVID-19 por meio de tecnologias inovadoras de vacinas e de um monitoramento ambiental mais abrangente de aerossóis, bem como para o tratamento da doença através de novos tratamentos com anticorpos, descoberta rápida de medicamentos e produção nacional de insumos farmacêuticos ativos.

ADEPT/P3

Como parte do programa ADEPT, em 2011, a DARPA começou a investir em vacinas de ácido nucleico. A hipótese era que, em vez de administrar antígenos ao sistema imunológico, poderíamos administrar genes que codificam o antígeno, permitindo que o corpo humano produzisse o antígeno a partir de suas próprias células e desencadeasse uma resposta imune protetora. Em Dez.2020, a vacina de RNA da Moderna - empresa que participou do programa ADEPT - recebeu a Autorização de Uso Emergencial (EUA) da FDA para a prevenção da COVID-19. No ano fiscal de 2016, a DARPA iniciou o programa Plataforma de Prevenção de Pandemias (P3), voltado especificamente para a descoberta, testagem e fabricação rápidas de tratamentos com anticorpos para combater qualquer ameaça de doença emergente. O P3 demonstrou de forma convincente como identificar e fabricar anticorpos em menos de 90 dias (em comparação com anos), utilizando a gripe, o Zika e a MERS como casos de teste. Com o início do surto de COVID-19, no início de 2020, as pesquisas do P3 foram redirecionadas para abordar o novo coronavírus. Em Nov.2020, a AbCellera anunciou que o bamlanivimab (LY-CoV555) - um anticorpo monoclonal (mAb) humano identificado como parte do programa P3, em parceria com o Centro de Pesquisa de Vacinas (VRC) do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) - havia recebido autorização de uso emergencial (EUA) da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA para o tratamento de pacientes com 12 anos, ou mais, com COVID-19 leve a moderada, visando prevenir a hospitalização. A AbCellera obteve uma amostra de sangue, no final de Fev.2020, por meio de um painel intergovernamental, e identificou mais de 1.000 potenciais candidatos a anticorpos. O mAb está sendo desenvolvido em colaboração com a Eli Lilly and Company. Em 21.Jan.2021, a empresa anunciou que o bamlanivimabe reduziu em até 80% o risco de contrair COVID-19 sintomática entre residentes e funcionários de instituições de longa permanência. Esse anúncio foi seguido, 6 dias depois, por outro informando que o anticorpo monoclonal seria avaliado em conjunto com o VIR-7831 - um anticorpo desenvolvido pela Vir Biotechnology, Inc. e pela GlaxoSmithKline - como uma possível terapia para pacientes de baixo risco com COVID-19 leve a moderada. Em Fev.2021, o bamlanivimabe, administrado em combinação com o etesevimabe, também recebeu uma Autorização de Uso Emergencial (EUA) para o tratamento de COVID-19 leve a moderada em pacientes a partir de 12 anos de idade com alto risco de progressão para COVID-19 grave e/ou hospitalização. Um segundo medicamento à base de anticorpos (AZD7442), descoberto pelo Centro Médico da Universidade Vanderbilt e licenciado para a AstraZeneca, encontra-se em estágio avançado de estudos clínicos para a prevenção da COVID-19; paralelamente, pesquisadores da Universidade Duke planejam iniciar, ainda este ano, estudos clínicos com um anticorpo de alta potência - desenvolvido como uma construção de mRNA - que tem como alvo o domínio de ligação ao receptor do SARS-CoV-2.

SIGMA+

O programa SIGMA+ da DARPA está desenvolvendo sensores em rede para detectar diversas ameaças químicas, biológicas e explosivas. Parte dessa pesquisa foi direcionada para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Como parte desse programa, o Battelle Memorial Institute desenvolveu uma assinatura exclusiva para o vírus SARS-CoV-2 utilizando seu Sistema de Bioidentificação Eficiente em Recursos (REBS). A plataforma REBS foi projetada para monitorar a atmosfera em busca de agentes de guerra biológica e outros patógenos, utilizando uma técnica chamada espectroscopia Raman. Ao longo do último ano, o projeto concentrou-se no desenvolvimento de uma assinatura para o vírus causador da COVID-19. Essa assinatura está sendo avaliada atualmente em diversos testes que utilizam o sistema REBS e o sistema mais recente, REBS+, o qual oferece uma série de melhorias de desempenho em relação aos sistemas REBS originais. Tais melhorias incluem a redução do tempo de amostragem de 30 minutos para apenas alguns segundos. O programa também avalia o uso potencial de tecnologias vestíveis para detectar a COVID-19 e outras doenças infecciosas. A iniciativa, liderada pela RTI International e apoiada pela Garmin® International, Inc., inclui diversos estudos para verificar se dispositivos vestíveis podem fornecer indícios de infecção com base na resposta imunológica do indivíduo. Um desses estudos monitorará a saúde de marinheiros da Marinha dos EUA que vivem em espaços confinados a bordo de uma embarcação, utilizando um aplicativo inovador para acompanhar dados de alta qualidade provenientes dos dispositivos vestíveis. O aplicativo permite a coleta contínua de dados em locais com acesso limitado ou inexistente a redes Wi-Fi, ou de telefonia celular. Além do SIGMA+, a nova oportunidade "SenSARS Disruptioneering" visa desenvolver sensores de patógenos de alto desempenho que analisam o ar - voltados para o SARS-CoV-2 e outros agentes - para uso em escritórios, salas de aula e edifícios. O projeto examinará novas assinaturas de alta sensibilidade e especificidade para o SARS-CoV-2 e utilizará essas assinaturas para produzir protótipos de sensores no nível de maturidade tecnológica 4 (TRL 4).

Panacea

Medicamentos previamente aprovados pela FDA representam uma segunda opção que poderia ser imediatamente reaproveitada como tratamento eficaz. A DARPA desenvolveu diversos métodos de triagem para identificar rapidamente os melhores medicamentos já aprovados, incluindo testes rápidos em sistemas de "órgão em um chip" humanos, a identificação de fármacos que visam às interações do SARS-CoV-2 com células humanas - em vez de atacar o próprio vírus - e o uso de IA e aprendizado de máquina para projetar e selecionar medicamentos. O programa Panacea da DARPA gerou e publicou na revista Nature o primeiro mapa do interactoma de proteínas humanas e do SARS-CoV-2, descrevendo como as proteínas do vírus interagem com as células humanas. Desenvolvido por equipes do Quantitative Bioscience Institute (QBI) da UCSF e da Icahn School of Medicine at Mt. Sinai (ISMMS), esse mapa tem sido utilizado mundialmente no combate à COVID-19. O medicamento zotatifin, um inibidor da síntese proteica identificado pelas equipes do Panacea por meio desse mapa de interactoma, está entrando em um ensaio clínico de Fase 1, no primeiro trimestre do ano fiscal de 2021 (Q1FY21), com apoio financeiro da Defense Health Agency. Em Jan.2021, essas equipes publicaram descobertas na revista Science demonstrando que a plitidepsina - um composto originalmente descoberto em ascídias do Mediterrâneo e atualmente utilizado no tratamento de mieloma múltiplo - é 27,5x mais potente in vitro contra o SARS-CoV-2 do que o remdesivir. O remdesivir recebeu autorização de uso emergencial da FDA, em 2020, para o tratamento da COVID-19.

INTERCEPT

Pesquisadores do Los Alamos National Laboratory (LANL), apoiados pelo programa INTERCEPT da DARPA, estão modelando a propagação da COVID-19 - tanto em nível individual quanto populacional - ao combinar dados clínicos e modelagem matemática. O objetivo é obter uma compreensão quantitativa do processo de infecção pelo SARS-CoV-2 em indivíduos infectados e derivar princípios para tratamentos terapêuticos que visem limitar a propagação, reduzir a gravidade da doença e minimizar o risco de resistência. Em um artigo publicado na Farmacologia Clínica & Terapêutica, os pesquisadores revisam a literatura atual sobre o uso de modelos in vivo (no hospedeiro) para compreender a dinâmica da infecção pelo SARS-CoV-2 e sua relação com a transmissibilidade, as respostas imunológicas e a gravidade da doença. Este trabalho apresenta uma síntese atualizada do que se sabe sobre a dinâmica viral quantitativa do SARS-CoV-2 e suas implicações para intervenções tanto não farmacológicas quanto farmacológicas, como terapias e vacinas. Outra participante do programa INTERCEPT, a Autonomous Therapeutics, Inc. (ATI), está desenvolvendo terapias para oferecer proteção contra qualquer coronavírus - desde novas variantes mutantes da COVID-19 até a próxima ameaça (imprevisível). Conhecidos como Partículas Terapêuticas Interferentes (TIPs), esses antivirais de amplo espectro podem ser desenvolvidos e estocados antes mesmo que a próxima ameaça surja, ou seja, conhecida. O desenvolvimento das TIPs conta com o apoio da iniciativa INTERCEPT, além de suporte adicional para a transição clínica proveniente de importantes investidores privados e de uma parceria com a BARDA e a Johnson & Johnson, denominada Blue Knight. A ATI também está desenvolvendo tecnologias de plataforma não invasivas para viabilizar a distribuição e a autoadministração, em domicílio, de antivirais de nova geração codificados geneticamente. Essa tecnologia superaria um grande obstáculo à distribuição das principais abordagens de vacinas e anticorpos monoclonais, que exigem administração intramuscular (IM) ou intravenosa (IV) em ambientes clínicos centralizados.

PREPARE

Em 03.Fev.2021, uma equipe participante do programa PREPARE, do Georgia Tech e seus colegas publicaram um artigo na revista Nature destacando um novo tratamento baseado em mRNA como uma terapia potencial contra o vírus influenza A e o SARS-CoV-2, utilizando construções de Cas13a desenvolvidas por eles como parte do programa.

Fabricação

A pandemia de COVID-19 evidenciou vulnerabilidades na cadeia de suprimentos farmacêuticos dos EUA. O trabalho realizado no âmbito do programa Make-It, da DARPA, impulsiona o desenvolvimento e a comercialização de tecnologias que abordam diretamente essas vulnerabilidades, visando criar uma capacidade de ponta a ponta, implantável e escalável, para a produção de medicamentos a partir de matérias-primas de fácil acesso e disponíveis nos EUA. Participantes do programa AMD estão colaborando com o Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed (WRAIR) para aplicar técnicas de inteligência artificial (IA) na aceleração da descoberta de medicamentos de combate ao SARS-CoV-2. Nesse programa, o Centro Nacional para o Avanço das Ciências Translacionais (NCATS) dos NIH e o WRAIR fornecem expertise em química medicinal ao MIT e ao SRI, além de realizarem testes in vitro das previsões geradas pela IA para validar e aprimorar os modelos. Pesquisadores do MIT concentram esforços no desenvolvimento de novos algoritmos de IA que abordam especificamente o problema da escassez de dados inerente ao estudo de um vírus novo, buscando aplicar essas técnicas para identificar terapias combinadas sinérgicas no futuro. Recentemente, eles publicaram artigos em blog sobre os resultados de seu modelo treinado para prever a atividade antiviral contra a COVID-19, bem como sobre os esforços para desenvolver ferramentas de aprendizado de máquina que auxiliem na identificação de moléculas com efeitos terapêuticos contra a doença. A equipe de AMD do SRI International está desenvolvendo ferramentas de IA que incorporam o conhecimento especializado de químicos - além daquele adquirido por meio de dados - para descobrir análogos de terapias existentes que apresentem potência contra o SARS-CoV-2. Eles também publicaram recentemente dados sobre o uso de modelos de aprendizado de máquina para identificar inibidores do vírus.

Make-It

No âmbito do programa Make-It, a produção de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) foi ainda mais automatizada e ampliada para viabilizar a fabricação flexível e escalável de uma ampla gama de IFAs. Os esforços atuais concentram-se em atender aos requisitos de aprovação regulatória e em expandir a capacidade para permitir a produção de medicamentos críticos e precursores necessários ao tratamento de pacientes com COVID-19 em estado grave. As entidades participantes do Make-It estão desenvolvendo um conjunto de capacidades de fabricação flexíveis para a produção escalável e resiliente de medicamentos importantes:

⬝ A On Demand Pharmaceuticals (ODP) concentra-se na produção de reagentes químicos finos e Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs); sua tecnologia baseia-se em dispositivos de fabricação química de dimensões reduzidas, desenvolvidos nos programas Medicina de Combate e Make-It da DARPA. O projeto conta com financiamento conjunto da DARPA e do HHS, ao abrigo da Lei CARES e a empresa recebeu, em 03.Dez, a visita do Comissário da FDA, Dr. Stephen Hahn e do Diretor Adjunto da DARPA, Dr. Peter Highnam.

⬝ A SRI International está desenvolvendo uma abordagem que permite escalar facilmente a produção farmacêutica em fluxo, passando da escala de bancada para a escala de produção em uma única etapa.

⬝ A Virginia Commonwealth University está criando ferramentas para analisar e otimizar a fabricação de produtos químicos nos EUA, visando permitir a rápida realocação de fluxos de processos nacionais existentes para a produção de IFAs críticos em momentos de necessidade.

⬝ Para mais informações sobre os programas em destaque, convidamos você a visitar a página específica de cada programa. Além disso, continue acompanhando este espaço para obter atualizações oportunas sobre as iniciativas da DARPA.

2021[?]
Como parte do programa ADEPT, em 2011, a DARPA começou a investir em vacinas de ácido nucleico. A hipótese era que, em vez de administrar antígenos ao sistema imunológico, os pesquisadores poderiam introduzir genes que codificam o antígeno, permitindo que o corpo humano o produzisse a partir de suas próprias células e desencadeasse uma resposta imune protetora. Em Dez.2020, a vacina de RNA da Moderna - empresa que participou do programa ADEPT - recebeu autorização de uso emergencial da FDA para a prevenção da COVID-19. Em 2017, a DARPA iniciou o programa Plataforma de Prevenção de Pandemias (P3), voltado especificamente para a descoberta, testagem e fabricação rápidas de tratamentos com anticorpos para combater qualquer ameaça de doença emergente. O P3 demonstrou de forma convincente como identificar e testar anticorpos em apenas alguns meses (em vez de anos), utilizando a gripe, o Zika e a MERS como casos de teste. Com o início do surto de COVID-19, no início de 2020, as pesquisas do P3 foram redirecionadas para enfrentar o novo coronavírus.

29.Jan.2021
Com a missão de antecipar ameaças de próxima geração, a DARPA ajudou a estabelecer as bases tecnológicas para acabar com a COVID-19 e prevenir futuras pandemias.


04.Fev.2021
O programa Ácidos Nucleicos sob Demanda em Todo o Mundo (NOW) permitirá a fabricação rápida e descentralizada de contramedidas médicas baseadas em ácidos nucleicos.
(...) A DARPA criou o programa Ácidos Nucleicos sob Demanda em Todo o Mundo (NOW) para desenvolver uma plataforma móvel de fabricação de contramedidas médicas (MCM), capaz de produzir, formular e embalar rapidamente centenas de doses de terapias à base de ácidos nucleicos em questão de dias - em vez de meses, ou anos.
(...)
Contratos foram firmados com a Moderna, Inc. e a GE Research para promover os objetivos do programa.

27.Ago.2021
Eliminando as incertezas no desenvolvimento de vacinas
O programa AIM visa aproveitar os mecanismos imunológicos do hospedeiro para determinar se as vacinas candidatas proporcionarão proteção imunológica duradoura.
Os militares dependem de uma vacinação eficaz para prevenir doenças transmissíveis e proteger-se contra a exposição a ameaças biológicas; no entanto, o desenvolvimento atual de vacinas é caro, demorado e sujeito a falhas. Muitas vacinas existentes não oferecem proteção eficaz por longos períodos e há diversos patógenos para os quais não existem opções profiláticas. A resposta imunológica às vacinas é imprevisível, transitória e ineficaz, em grande parte devido à falta de compreensão dos complexos mecanismos de ação subjacentes à memória imunológica. O programa Avaliação da Memória Imunológica (AIM) busca desenvolver uma plataforma capaz de prever a memória imunológica, com base em uma visão sistêmica da resposta do hospedeiro à vacinação e de seus mecanismos. Os métodos padrão para medir a resposta do sistema imunológico - como os níveis de anticorpos e marcadores de tipos específicos de células imunes - não captam toda a gama de respostas possíveis do sistema imunológico. O AIM identificará novos correlatos biomoleculares (conjuntos de respostas mensuráveis ​​de organismos a um desafio do sistema imunológico, como a vacinação), utilizando tecnologias de ponta para permitir a detecção precoce da resposta. Esses correlatos serão usados ​​para prever e compreender por que vacinas bem-sucedidas geram proteção duradoura a partir das respostas iniciais do hospedeiro, evitando a espera de anos pelos resultados de ensaios clínicos.
"Um desafio significativo no desenvolvimento de vacinas é conseguir prever por quanto tempo uma vacina oferecerá proteção antes mesmo de ser administrada a humanos e mais importante ainda, entender por que a proteção é, ou não, conferida. O programa AIM incorporará abordagens analíticas e computacionais de última geração para determinar os mecanismos de resposta do hospedeiro que levam a uma proteção duradoura." - afirmou o Dr. Tristan McClure-Begley, gerente do programa AIM.
O programa, com duração de 5 anos, será dividido em duas fases sequenciais. O objetivo da Fase 1, "Mapa da Memória Imunológica", é identificar os componentes celulares e de sinalização envolvidos, a fim de criar um "mapa" da memória imunológica. A Fase 2, "Generalização do Mapa e Validação da Ferramenta", concentrar-se-á na criação e validação de uma ferramenta de pesquisa e avaliação para prever a duração da proteção conferida pelas vacinas. As equipes devem apresentar propostas para ambas as fases, visando desenvolver soluções abrangentes e duradouras.
"O sucesso do AIM proporcionará ao país avaliações preliminares sobre a duração da proteção das vacinas logo no início do desenvolvimento, além de ajudar a reduzir a necessidade de revacinação constante dos militares em missões. O governo dos EUA utilizará parceiros de Validação e Verificação Independentes (IV&V) ao longo do programa para auxiliar na avaliação do progresso e das demonstrações intermediárias do programa. Ao final da Fase 1, será realizada uma demonstração para determinar o ingresso na Fase 2. Após a demonstração bem-sucedida dos princípios fundamentais do AIM, a mesma tecnologia poderá ser explorada para uso em uma capacidade prognóstica, visando prever níveis individuais de proteção imunológica." - acrescentou McClure-Begley.

05.Out.2022
Nova iniciativa concentra-se na rápida exploração e análise de novas ideias tecnológicas promissoras
(...)
"Ao longo das décadas, a DARPA impulsionou avanços revolucionários a partir de perguntas do tipo 'E se?', como (...) 'E se pudéssemos desenvolver rapidamente novas vacinas para combater novos vírus?', o que levou a vacinas inovadoras contra a COVID-19 que salvaram milhões de vidas" - disse Tompkins.

13.Jan.2023
Equipes Selecionadas para Desenvolver Ferramentas de Previsão da Durabilidade de Vacinas
Programa AIM (Avaliação da Memória Imunológica) visa identificar a chave para uma imunidade duradoura
Segundo estudos recentes citados na revista Science, muitas vacinas - incluindo as contra gripe, caxumba e outras doenças - podem perder sua eficácia mais rapidamente do que sugerem as recomendações oficiais de imunização. A DARPA selecionou equipes de pesquisadores para apoiar o programa Avaliação da Memória Imunológica (AIM), que busca desenvolver uma ferramenta de pesquisa e avaliação capaz de prever, precocemente, se um determinado candidato a vacina proporcionará proteção imunológica de longa duração. Militares precisam ser mobilizados para regiões do mundo que apresentam desafios imunológicos devido a doenças endêmicas anteriormente desconhecidas, ou onde existem patógenos, ou ameaças biológicas, para as quais não há opções de vacina. A capacidade de selecionar rapidamente um futuro candidato a vacina que ofereça a maior duração de proteção imunológica entre todas as opções potenciais aumentaria significativamente a prontidão operacional. Ao aproveitar os mecanismos imunológicos do hospedeiro em resposta à vacinação, o AIM pretende fornecer ao Departamento de Defesa a capacidade de prever a duração efetiva da resposta vacinal antes de iniciar estudos clínicos que levam anos para serem concluídos. 
"O estado atual da avaliação da durabilidade de vacinas baseia-se em uma abordagem de 'esperar para ver', em grande parte devido ao desconhecimento dos mecanismos subjacentes à memória imunológica, bem como à incapacidade de medir os componentes celulares que geram proteção imunológica duradoura. O AIM adotará uma perspectiva de nível sistêmico sobre a resposta à vacinação e explorará os mecanismos que levam a uma proteção duradoura. O plano é que isso seja implementado como uma ferramenta para prever a duração da proteção vacinal, sem a necessidade de aguardar anos pelos resultados de ensaios clínicos." - observou o Dr. Michael Feasel, gerente do programa AIM. 
O AIM é um programa de 5 anos dividido em 2 fases sequenciais. O objetivo da Fase 1, "Mapa da Memória Imunológica", é identificar os componentes celulares e de sinalização para criar um "mapa" da memória imunológica. A Fase 2, "Generalização do Mapa e Validação da Ferramenta", concentrar-se-á na montagem e validação de uma ferramenta de avaliação precisa. As diversas abordagens utilizarão medições provenientes de modelos animais pré-clínicos e técnicas computacionais avançadas, com o objetivo de estabelecer uma maneira de prever por quanto tempo uma vacina pode proteger uma pessoa, sem a necessidade de esperar anos por ensaios clínicos. As instituições selecionadas incluem:

Universidade de Columbia - Dra. Donna Farber, pesquisadora principal (PI)
Icahn School of Medicine at Mt. Sinai - Dr. Stuart Sealfon, PI
Universidade de Stanford - Dr. Bali Pulendran, PI
Universidade de Maryland, Baltimore - Dr. Nevil Singh, PI

domingo, 20 de setembro de 2026

Vacinas mRNA: um projeto militar da DARPA desde 2019


Segundo a própria Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) dos EUA:
"Nossas inovações também transformaram a sociedade civil, levando (...) a investimentos iniciais na tecnologia de vacinas de mRNA."

E como verêmos mais adiante, o projeto de desenvolvimento de uma vacina mRNA na Astrazeneca era um programa militar da DARPA.

Artigo CDS relacionado



Publicações DARPA que mencionam mRNA:

Uma dose de força interior para sobreviver e se recuperar de ameaças à saúde potencialmente letais
Novas ferramentas para a modulação programável da expressão gênica podem proporcionar maior resiliência contra a gripe e a radiação ionizante para militares e equipes de resposta a emergências
27.Jun.2019


Avanços na ciência da expressão gênica programável inspiraram a DARPA a criar o programa PREPARE (Expressão Preemptiva de Alelos Protetores e Elementos de Resposta - Expressão Preemptiva de Alelos Protetores e Elementos de Resposta), com o objetivo de oferecer novas e poderosas defesas contra ameaças à saúde pública e à segurança nacional. A DARPA selecionou 5 equipes para desenvolver uma série de novas intervenções médicas que modulam, de forma temporária e reversível, a expressão de genes protetores para resguardar o organismo contra ameaças agudas decorrentes da gripe e da radiação ionizante - riscos que podem surgir naturalmente, no ambiente de trabalho, ou em situações que envolvam a segurança nacional. O programa baseia-se na compreensão de que o corpo humano possui defesas inatas contra diversos tipos de ameaças à saúde, mas nem sempre as ativa com a rapidez ou a intensidade necessárias para impedir danos graves. Para reforçar as respostas fisiológicas existentes, as tecnologias do PREPARE ofereceriam uma capacidade programável de aumentar, ou diminuir, a expressão gênica sob demanda, proporcionando defesas oportunas e escaláveis, proporcionais às ameaças previstas. Militares e equipes de resposta a emergências poderiam administrar essas intervenções antes da exposição à ameaça, ou, terapeuticamente, após a exposição, para mitigar o risco de danos ou morte.

"Os pesquisadores que atuam no programa PREPARE buscam melhorar as taxas de sobrevivência e recuperação em cenários catastróficos para os quais ainda não existem contra-medidas confiáveis ​​e escaláveis" - afirmou a Dra. Renee Wegrzyn, gerente do programa PREPARE.
Por exemplo, a gripe permanece como uma ameaça constante à saúde, apesar do desenvolvimento de vacinas que ajudam a proteger contra as cepas previstas de vírus em circulação. O desafio anual de desenvolver uma nova vacina, somado à logística complexa de armazenamento, transporte e distribuição de vacinas injetáveis, torna desejável a busca por estratégias de proteção alternativas. 3 equipes do PREPARE estão desenvolvendo abordagens multifacetadas para a defesa e o tratamento da gripe, utilizando moduladores gênicos programáveis ​​para potencializar as defesas naturais do corpo humano contra o vírus e simultaneamente, enfraquecer a capacidade do patógeno de causar danos, neutralizando diretamente os genomas virais. Se bem-sucedidas, essas abordagens poderiam proteger contra praticamente todas as cepas de gripe - independentemente de o vírus ser recém-surgido, ou ter desenvolvido resistência a medicamentos - e ofereceriam imunidade quase instantânea, ao contrário das vacinas tradicionais. Além disso, as equipes estão projetando suas contra-medidas para que sejam de fácil administração - por exemplo, na forma de sprays intra-nasais - reduzindo o desafio logístico de proteger um grande número de pessoas.


(...)

Uma equipe liderada pelo Instituto de Tecnologia da Georgia, sob a coordenação do pesquisador principal Dr. Phil Santangelo...


... visa desenvolver novas terapias gênicas para proporcionar proteção contra uma ampla gama de cepas de influenza, mediante a administração, nos pulmões, de moduladores gênicos programáveis ​​e antivirais programáveis ​​codificados por mRNA, com o objetivo de reforçar as defesas do hospedeiro e/ou interromper imediatamente a replicação viral. A equipe também buscará estratégias para melhorar a resposta imune e a eficácia das vacinas atuais contra a influenza.

(...)
--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

O desenvolvimento de uma vacina mRNA na Astrazeneca era um programa militar da DARPA:

COVID-19
O Diferencial da DARPA: Re-orientação para Enfrentar a COVID
06.Abr.2020
Atualizado em 19.Mar.2021


A DARPA continua trabalhando em estreita colaboração com o Departamento de Defesa (DoD), diversas agências do governo dos EUA e seus parceiros da academia e da indústria para fornecer soluções técnicas e científicas para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Bem-vindo ao 6° episódio da série online da DARPA que destaca os programas ativos da agência voltados para o diagnóstico, detecção, tratamento, prevenção e fabricação de contramedidas médicas para combater a COVID-19, incluindo:

(...)

ADEPT/P3

(...)

Um 2° medicamento à base de anti-corpos (AZD7442), descoberto pelo Centro Médico da Universidade Vanderbilt e licenciado para a AstraZeneca, encontra-se em estágio avançado de estudos clínicos para a prevenção da COVID-19; além disso, pesquisadores da Universidade Duke planejam iniciar estudos clínicos ainda este ano para seu anti-corpo de alta potência - que tem como alvo o domínio de ligação ao receptor do SARS-CoV-2 e será administrado na forma de uma construção de mRNA.

(...)

PREPARE

Em 03.Fev.2021, uma equipe de pesquisadores do programa PREPARE, do Georgia Tech e seus colegas publicaram um artigo na revista Nature destacando um novo tratamento com mRNA como uma potencial terapia contra o vírus influenza A e o SARS-CoV-2, utilizando construções de Cas13a desenvolvidas por eles no âmbito do programa.
--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Crianças não vacinadas são mais saudáveis ​​do que as vacinadas - IPAK


Mais uma tradução-parcial CDS de um estudo mostrando o impacto negativo das vacinas na saúde das crianças e das pessoas em geral. A quantidade de estudos com resultados idênticos é imensa e fica inviável trazê-los todos no CDS. Quantos mais estudos precisam os Estados, as corporações farmacêuticas e as instituições sanitaristas nacionais e internacionais, para admitir os malefícios das vacinas?

Artigos CDS

25.Ago.2026


01.Set.2026

22.Nov.2022


Resumo

Realizamos uma análise retrospectiva abrangendo 10 anos de prática pediátrica focada em pacientes com históricos vacinais variados atendidos na clínica, o que proporcionou uma oportunidade única de estudar os efeitos da variação na vacinação sobre os desfechos de saúde. Comparou-se, entre os grupos, a incidência total média de consultas médicas faturadas associadas a determinados desfechos (Incidência Relativa de Consultas Médicas - RIOV). Demonstrou-se que a RIOV é uma métrica mais robusta do que a razão-de-chances de diagnósticos. Foram realizadas análises da coorte completa e da incidência cumulativa, com pareamento por dias de assistência e por histórico familiar, distribuídas em quantis de adesão à vacinação. O aumento nas consultas médicas associado a diversos diagnósticos manteve-se consistente mesmo após ajustes para dias de assistência, histórico familiar, sexo, faixa etária e risco de falso positivo. Muitos desfechos apresentaram razões de chances elevadas na métrica RIOV após o pareamento por dias de assistência (ex.: anemia [6.334], asma [3.496], rinite alérgica [6.479] e sinusite [3.529], todos estatisticamente significativos pelo teste Z). Verificou-se que os transtornos do desenvolvimento eram de difícil estudo devido à prevalência extremamente baixa na clínica, o que pode ser atribuído às altas taxas de interrupção da vacinação após eventos adversos e ao histórico familiar de autoimunidade. Notavelmente, nenhum dos 561 pacientes não vacinados do estudo apresentava transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), em comparação com 0,063% dos pacientes vacinados (parcial, ou totalmente). As implicações desses resultados para os efeitos líquidos da vacinação em toda a população na saúde pública, bem como para a questão do consentimento informado, são contundentes. Nossos resultados reforçam a necessidade de pesquisas conduzidas por profissionais independentes de quaisquer fontes de financiamento ligadas à indústria de vacinas. Embora as baixas taxas de transtornos do desenvolvimento tenham impedido a realização de testes de hipóteses com poder estatístico suficiente, é importante notar que a taxa geral de transtorno do espectro autista (0,84%) na coorte equivale à metade da taxa nacional dos EUA (1,69%). A taxa de TDAH em toda a clínica foi aproximadamente metade da taxa nacional. Os dados indicam que as crianças não vacinadas atendidas na clínica não apresentam pior estado de saúde do que as vacinadas; de fato, os resultados globais sugerem que os pacientes pediátricos não vacinados desta clínica são, de modo geral, mais saudáveis ​​do que os vacinados.

Introdução 

As vacinas são amplamente consideradas seguras e eficazes pela comunidade médica e constituem parte integrante do atual sistema médico americano. Embora os benefícios da vacinação tenham sido estimados em numerosos estudos, os impactos negativos e inespecíficos das vacinas na saúde humana não foram bem estudados. Mais recentemente, constatou-se que existem variações nas respostas individuais às vacinas, diferenças nos perfis de segurança entre vacinas vivas e inativadas, e que a administração simultânea de vacinas vivas e inativadas pode estar associada a desfechos desfavoráveis. Não foram publicados estudos que relatem os desfechos globais decorrentes da vacinação, nem o aumento, ou a diminuição, do total de infecções em indivíduos vacinados.

Os ensaios clínicos de vacinas realizados antes do licenciamento não conseguem detectar desfechos de longo prazo, uma vez que os períodos de avaliação de segurança após a administração são, tipicamente, de 42 dias, ou menos. A ciência sobre a segurança das vacinas a longo prazo baseia-se em estudos de vigilância pós-comercialização que utilizam bancos de dados como o Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS) - gerido pela Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA - e a Rede de Dados sobre Segurança de Vacinas (VSD). O VAERS é um sistema de notificação passiva no qual, segundo Ross (2011), "menos de 1% dos eventos adversos relacionados a vacinas são notificados". A Rede de Dados sobre Segurança de Vacinas (VSD) pode, em princípio, segundo o Instituto de Medicina (IOM, 2013), ser utilizado para comparar desfechos entre crianças vacinadas e não vacinadas. Com base na recomendação do IOM, o CDC publicou, em 2016, um documento técnico (CDC, 2016; Glanz et al., 2016) sobre o estudo da segurança do calendário de vacinação pediátrica recomendado pela instituição. Infelizmente, até o momento, não foram publicados estudos que comparem uma variedade de desfechos entre crianças vacinadas e não vacinadas utilizando o VSD.

Existem limitações sérias inerentes aos estudos de segurança de vacinas a longo prazo, tal como são realizados atualmente. Os estudos de segurança pós-licenciamento geralmente empregam um modelo de análise do tipo "N vs. N+1", ou seja, comparam crianças totalmente vacinadas com crianças totalmente vacinadas, exceto pela ausência de uma única vacina. Apesar dos relatos de aumento na interrupção da vacinação, praticamente nenhum dos estudos de segurança pós-licenciamento incluiu comparações com grupos totalmente não expostos a vacinas. Existem alguns estudos independentes (não realizados pelo CDC) que compararam desfechos entre crianças vacinadas e não vacinadas. Um pequeno estudo baseado em questionários com 415 famílias que praticavam o ensino domiciliar, realizado por Mawson et al. (2017), comparou crianças vacinadas com crianças totalmente não vacinadas e relatou um risco aumentado de vários diagnósticos entre as vacinadas, incluindo (condição, aumento em vezes): 

rinite alérgica (30,1)
dificuldades de aprendizagem (5,2)
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) (4,2)
autismo (4,2)
transtornos do neurodesenvolvimento (3,7)
eczema (2,9) 
doenças crônicas (2,4)

O risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento pareceu ser maior em casos de nascimento prematuro. Um estudo da Alemanha (Schmitz et al., 2011) não relatou aumento de desfechos adversos, exceto pela atopia.

Uma limitação de ambos os estudos é que eles se basearam em questionários respondidos pelos pais e ambos apresentaram um grupo não exposto pequeno. Uma limitação adicional no estudo alemão é que a criança era classificada como não exposta a vacinas mesmo que tivesse recebido vacinas contra varicela, rotavírus, pneumococo, meningococo, influenza e/ou outras; portanto, o estudo não representa uma comparação direta entre "vacinados e não vacinados". Estudos sobre a vacina contra difteria, coqueluche e tétano (DTP) que incluíram um grupo não exposto constataram um risco aumentado de mortalidade (Mogensen et al., 2017) e asma (McDonald et al., 2008) no grupo exposto à vacina. Gallagher e Goodman (2008) relataram um aumento na incidência de TEA (Transtorno do Espectro Autista) em um grupo exposto à vacina contra hepatite B. Estudos financiados pela indústria farmacêutica, ou conduzidos pelo CDC, tendem, geralmente, a não encontrar danos associados à vacinação, enquanto estudos realizados sem financiamento da indústria farmacêutica frequentemente identificaram danos.

Hooker e Miller (2020) constataram recentemente um aumento na razão-de-chances (OR) para atraso no desenvolvimento (OR 2,18), asma (OR 4,49) e infecção de ouvido (OR 2,13) ​​em crianças vacinadas em comparação com crianças não vacinadas, em um estudo que utilizou dados de 3 clínicas. No presente estudo, avaliamos os desfechos globais de pacientes com idades entre 2 meses e 10,4 anos - abrangendo todas as crianças de um consultório pediátrico que não foram vacinadas em comparação com aquelas que receberam vacinação variável, com base em registros médicos - utilizando uma nova métrica, a Incidência Relativa de Consultas (RIOV) e comparamos os resultados dessa métrica com os obtidos por meio de razões-de-chances da incidência de diagnósticos.

Conclusões

Não detectamos efeitos negativos generalizados na saúde de indivíduos não vacinados, exceto pelos diagnósticos - raros, porém significativos - de doenças alvo das vacinas. Podemos concluir que as crianças não vacinadas desta clínica não são, de modo geral, menos saudáveis ​​do que as vacinadas; na verdade, as crianças vacinadas parecem ser significativamente menos saudáveis ​​do que as não vacinadas.

Concordamos com Mawson et al. (2017), que relataram: 
"São necessárias mais pesquisas envolvendo amostras maiores e independentes para verificar e compreender essas descobertas inesperadas, a fim de otimizar o impacto das vacinas na saúde infantil".
Também concordamos com Hooker e Miller (2020), que escreveram: 
"São necessários mais estudos para compreender todo o espectro de efeitos na saúde associados à vacinação infantil".
Outros serviços de pediatria com populações que apresentam variabilidade nas taxas de vacinação devem ser estudados utilizando uma metodologia semelhante à nossa, na tentativa de refutar ou validar nossas descobertas - bem como as de Mawson et al. (2017), Hooker e Miller (2020) e os numerosos estudos que relataram efeitos adversos à saúde após a vacinação. Temos particular interesse em aprofundar o estudo da relação entre vacinas específicas (ou combinações delas) e desfechos de saúde específicos, bem como a relação entre a administração de tipos específicos de vacinas - inativadas, de vírus vivo e com adjuvante de alumínio - e tais desfechos. Estudos de maior porte, utilizando registros médicos eletrônicos de grandes instituições de saúde, devem ser realizados por equipes de pesquisa sem interesses financeiros nos resultados dos estudos (por exemplo, receitas provenientes da vacinação, ou do tratamento de efeitos adversos, relacionados às vacinas).

Consequências não intencionais e inespecíficas da vacinação, como o risco aumentado de condições crônicas de saúde decorrentes da exposição às vacinas, também devem ser examinadas. O objetivo é determinar se, para qualquer infecção alvo de vacina, existem métodos alternativos de prevenção ou tratamentos eficazes que reduzam as sequelas da doença e sejam preferíveis à vacinação em diversas circunstâncias, conforme relatado por Cowling et al. (2012) e por Wolff (2020). Nossas descobertas corroboram a preocupação de que a vacinação possa aumentar o risco de infecções por vírus respiratórios - uma questão claramente crítica na era da COVID-19. Nossa constatação de um sinal robusto de anemia merece investigação adicional: sabe-se que o alumínio se liga à transferrina e ao fazê-lo, pode interferir na deposição adequada de ferro nos ossos de crianças. A deficiência de ferro também pode contribuir para convulsões febris, um efeito colateral conhecido de algumas vacinas. A sociedade deve trabalhar para identificar esquemas vacinais e adjuvantes mais seguros; além disso, reduzir o risco de autoimunidade pela remoção de epítopos inseguros - sequências de peptídeos provenientes de patógenos ou de restos de linhagens celulares humanas presentes nas vacinas, que correspondem a proteínas humanas em sequência ou estrutura de qualquer tecido - pareceria uma medida sensata, prudente e benéfica.

Estudos futuros devem agora concentrar-se na incidência relativa de consultas médicas registradas para faturamento, visto que essa medida demonstrou ser mais sensível e poderosa para avaliar desfechos, apresentando uma faixa dinâmica mais ampla do que a incidência binária (sim/não) de diagnósticos.

Financiamento

Esta pesquisa foi financiada por doações do público para o Instituto de Conhecimento Puro e Aplicado (IPAK). Nenhum dos doadores participou da definição do escopo, ou do desenho, do estudo, nem da decisão de publicá-lo. O IPAK é uma organização de pesquisa sem fins lucrativos.

Declaração de conflito de interesses 

J.L.W. atuou no passado - mas não atua mais - como perito remunerado em casos do Programa Nacional de Compensação por Lesões Causadas por Vacinas dos EUA. P.T. aufere renda proveniente de royalties pela venda de seu livro, bem como da venda e administração de vacinas em sua clínica. P.T. é proprietário da Pediatria Integrativa - a população deste estudo - e autor do livro O Plano Amigável às Vacinas: A Abordagem Segura e Eficaz do Dr. Paul para a Imunidade e a Saúde - da Gravidez à Adolescência do Seu Filho, publicado pela Ballantine Books, em 2016.

Figura 1 Diagrama dos critérios de inclusão.

Figura 2 Distribuição da vacinação na coorte de pacientes.

Figura 3 Desenho da análise de Incidência Relativa de Consultas (RIOV) por percentil de vacinação (vacinados vs. não vacinados): o poder estatístico diminui da esquerda para a direita; assim, uma tendência estável (aumento ou diminuição) torna-se significativa. Os dados apresentados referem-se à razão entre a Incidência Relativa de Consultas (RIOV) e a incidência média de consultas faturadas relacionadas à febre nas condições de vacinados em comparação com não vacinados (OVV/OVUV) e, à direita, para consultas de rotina pediátrica ("Well Child"). Para todas as condições clínicas estudadas, a RIOV reflete o número total de consultas faturadas por condição e por grupo, refletindo a carga total da doença sobre o grupo e a população que ele representa.

Figura 4 Análise da RIOV por percentil de adesão à vacinação: incidência de consultas relacionadas ao desfecho do estudo em relação àquela encontrada nos grupos de vacinados (n=2763) comparados aos não vacinados (n=561) para cada percentil de adesão à vacinação no eixo x. (A) Doenças respiratórias autoimunes; (B) transtorno do déficit de atenção/hiperatividade e problemas comportamentais; (C) dor de ouvido, otite média e distúrbios oculares; (D) condições autoimunes da pele e do sangue; (E) gastroenterite, distúrbios de peso/alimentares e convulsões; e (F) atrasos no desenvolvimento da fala, aprendizado e interações sociais, e transtorno do espectro autista.

Figura 5 Análise 5. Consultas acumuladas em pacientes vacinados (laranja) vs. não vacinados (azul) nascidos na clínica: a clareza das diferenças específicas por idade nos desfechos de saúde de indivíduos vacinados (2763) em comparação com os não vacinados (561) nascidos na clínica ao longo de dez anos é mais evidente nesta comparação dos números acumulados de diagnósticos nos dois grupos de pacientes. O número de consultas para os não vacinados é ajustado por um fator multiplicador de tamanho de amostra (4,9) para o valor esperado, como se o número de não vacinados no estudo fosse igual ao número de vacinados.

Figura 6 Demonstração simulada do maior poder estatístico da RIOV (número de consultas) em relação ao poder da razão de chances (odds ratio) da incidência de diagnósticos (pelo menos uma consulta).
FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

Declaração BRICS 2026 - tradução CDS

Semelhantemente ao que temos verificado nas declarações BRICS anteriores (consultar lista de artigos CDS no final deste artigo), a Declaraçã...

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