segunda-feira, 17 de setembro de 2018

União: detalhes sobre a solução mais eficaz para a resolução de problemas sociais

Desde há imensas gerações que o indivíduo, enquanto criança, se depara com uma sociedade cujo modus operandis é, majoritariamente, competitivo e muito raramente, colaborativo. Se pensarmos em nossa infância, lembraremos que maior parte das brincadeiras e convivências eram competitivas, para ver quem era mais forte, corajoso, rápido, inteligente, ou até quem possuía os melhores brinquedos. Normalmente, as crianças que se destacam em uma, ou mais características, torna-se o líder do grupo, tendo a sua palavra mais valia e credibilidade do que a dos outros. 


Há quem defenda que a competição e a hierarquia são questões genéticas. Assim sendo, surge a delicada pergunta: poderemos nós nos auto-programar como indivíduos, como equipes e sociedade e criarmos um novo tipo de ser humano e uma civilização mais eficaz, tanto em termos de sobrevivência, quanto em termos de relacionamentos humanos e de interação com a Mãe Natureza?

Evidentemente que, ao fazermos esta pergunta, imediatamente somos compelidos a procurar respostas fora dos procedimentos de eugenia para melhoramento das raças. Como identificar tais fronteiras? Como não as ultrapassar? Como respeitar o indivíduo social e natural e simultaneamente incentivar, ou agir, com o intuito de uma melhoria individual e coletiva?

Descobrir as respostas a estas perguntas é mais um imenso desafio.

A criança cresce numa sociedade estilhaçada em incontáveis ideologias e crenças. As opções que surgem no decorrer da sua vida, desde a sua mais tenra idade, são, em sua grande maioria, de ordem tribal e competitiva. Perante a criança é apresentado o colossal desafio de aprender a escolher e a aderir a grupos que a tornem individual e coletivamente, mais forte, segura e socializável.


Para que isto aconteça, a criança precisa aprender determinadas linguagens culturais e os códigos que as constituem.


Com o passar dos anos, as crianças tornam-se jovens e adultos e a complexidade dos códigos das linguagens e do processo de integração em grupos de influência, de força, de poder, de oportunidades, de troca de favores e palmadinhas nas costas – seja na escola, na universidade, na empresa, no esporte, na religião, na vida social – só se intensifica e complexifica. O indivíduo até pode ser um gênio, mas se tiver dificuldade de interpretar tais códigos de linguagem, terá imensa dificuldade de se integrar e participar do movimento humano em suas mais diversas expressões. 

Assim, desde que é criança, somos programados mentalmente – logo, socialmente – para identificar os códigos de linguagem que caracterizam a sociedade de competição consumista, de valorização das aparências, de exaltação do status, de idolatria da riqueza. Somos incentivados a usar tais linguagens para conquistar um suposto sucesso, uma suposta qualidade de vida, uma suposta felicidade e ser um suposto alguém moldado pelos valores que os meios de comunicação social tanto se esforçam por determinar.

Observando, experimentando, imitando o estilhaçamento social, jamais o indivíduo pensa viver, ou clamar, pela União entre as pessoas: ele vive para competir e “chegar lá”, fiel aos Programas de Controle Mental com que foi plugado desde criança. Mesmo que a ideia de União passe pelo pensamento em algum momento da vida, a grande maioria deixa de lado tal intuição quando descobre a história de vida daqueles que viveram para não deixar morrer a Memória desta ancestral novidade que é a União: quase todos perseguidos, torturados, mortos, ou, no mínimo, marginalizados pela família e pela sociedade como um todo, quase todos perdendo quase tudo o que tinham neste mundo.

Mas será que alguma vez tiveram, realmente, alguma coisa?

A opção da União nunca, ou muito raramente, surge nos movimentos sociais em que o indivíduo participa, logo, dificilmente a ideia de União surgirá em seu próprio pensamento – a não ser que, por alguma razão de baixa probabilidade, ele comece a se des-programar dos Programas de Controle Mental resultantes da Engenharia Social dos quais ele é alvo desde criança. Estes Programas de Controle Mental apenas lhe proporcionam aperceber em seu próprio pensamento, o leque de opções que o conduzem a escolher grupos e tribos: jamais surge em seu pensamento falar, clamar, ou viver pela União. O hipnotismo das massas é forte demais e segue o princípio da guerra: dividir para conquistar.


Em todos os segmentos da sociedade, a União é sempre a melhor solução: poucos negam esta evidência. É, no entanto, perante o nível de consciência atual, a mais difícil das opções. Para que a União entre as pessoas possa vir a ser uma realidade civilizacional, é preciso que semeadores joguem sementes ao vento, na esperança-sem-espera de que estas toquem algum Coração, alguma Consciência.






A Verdadeira União entre as pessoas é a Verdadeira Liberdade. A humanidade, graças (mais uma vez) aos Programas de Controle Mental que são plugados nas mentes de todos através da Engenharia Social, não sabe como viver em Liberdade e União. Viver em Liberdade e União é viver sem Estado e todos os cidadãos Mestres de Si, espiritual, social, humana e naturalmente conscientes das suas escolhas e amorosamente responsáveis pela forma como tocam outras vidas. Mas acabar agora com o Estado, neste momento, no contexto social, político, cultural e financeiro que hoje vivemos, seria deixar imensas pessoas completamente desnorteadas e assustadas, tão dependentes que estão do Pai Governo, do Pai Sistema. Para muitos, o fim do Estado seria a festa da libertinagem, violando com todo o prazer os limites da liberdade alheia. Para que a União e a Liberdade se manifestem na humanidade é preciso jogar sementes à Terra-Coração, à Terra-Consciência de maneira a transformar pensamentos, transformar sentimentos, transformar  sistema de crenças, transformar percepções da realidade, despertar a confiança nas pessoas de que podemos ser todos Agentes Conscientes de Transformação Positiva sem estar dependentes de líderes e do Estado.

Precisamos de estar plenamente conscientes que ainda estamos na fase em que estamos lutando pela liberdade de expressão, pela liberdade de pensamento, pela liberdade de crença, pela liberdade de ir e vir sem dar satisfação a ninguém, pelo direito de sermos inocentes até prova em contrário. Ainda estamos na fase de trazer para nós a responsabilidade das mudanças positivas que urgem acontecer na sociedade. Ainda estamos na fase de conscientizar os deveres e responsabilidades que a liberdade acarreta – porque liberdade não é fazer o que se quer, como muitos confundem. Liberdade é – entre muitas outras definições – estar plenamente consciente, durante as nossas ações, da liberdade das outras pessoas, dos animais e da Mãe Natureza em geral... e ainda estamos muito longe disso.


Quando a maioria de nós se tornar um Agente Consciente de Transformação Positiva, estaremos aptos para dissolver o Estado. O Estado dissolve-se em cada pessoa Consciente. O Estado não existe para a pessoa Consciente. O Estado é uma construção mental que incutem na cabeça das pessoas desde que elas nascem. Assim, o Estado passa a existir todas as manhãs em que as pessoas acordam para carregar nos botões que fazem a máquina-sistema funcionar. Quando a grande maioria deixar de carregar em tais botões, o Estado dissolve-se, naturalmente.  

Aqueles que ainda não estão Conscientes, aqueles que ainda acordam todos os dias para carregar nos botões da máquina-sistema, são aqueles que ainda funcionam segundo o Programa de Controle Mental Arquétipo do Salvador – o programa que faz o indivíduo buscar sempre alguém que resolva os problemas sociais e às vezes, até pessoais - transferindo para outro a responsabilidade de realizar transformações, de mudar o que deve ser mudado. De tal dependência, de tal fragilidade, de tal vulnerabilidade, surgem os políticos-salvadores, os messias-salvadores, os profetas-salvadores, os heróis-salvadores, os extraterrestres-salvadores e todo o tipo de salvadores que as pessoas possam imaginar. Até demônios-salvadores. 


Enquanto o Despertar da Consciência não acontece, enquanto não nos desprogramarmos de tal submissão, o Estado existirá para nós, o Estado é algo real, concreto e sempre escolheremos tribos que nos façam sentir mais fortes e seguros na mortal competição contra a ameaça que vemos nas outras tribos. O objetivo do Sistema de Programação Mental (o sistema de ensino, o sistema educacional) não é Unir, mas, sim, ensinar ao indivíduo como criar e como se associar a grupos e tribos políticas, religiosas, pseudo-espirituais e científicas que o deixem mais forte e seguro no campo de batalha.

Quantos mais pessoas se unirem para falar sobre a União, quantos mais pessoas se unirem para semear a ideia de União nas Consciências e Corações, quantos mais pessoas se unirem em ações focadas na União, mais breve será o nascer de uma Nova Civilização que nada tem a ver com a Nova Ordem Mundial que as elites desejam instaurar.

União

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