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sexta-feira, 24 de julho de 2020

5 de Outubro - Brasil | Início do fim do dinheiro-físico : Controle tecnológico absoluto cada vez mais perto!

Como vimos detalhadamente no artigo BIS insiste com Bancos Centrais: fim do dinheiro físico e controle tecnológico absoluto. Banco Central do Brasil obedece!, a Agenda Internacional para a instauração de uma civilização de controle tecnológico absoluto passa pelo Banco privado B.I.S. e está sendo aplicada no Brasil, de forma cada vez mais acelerada - desta vez, com a instauração do PIX, a plataforma única de pagamentos eletrônicos criada pelo Banco Central do B.I.S. no Brasil.


A nota Agenda BC#: Brasileiros começarão a se familiarizar com o Pix a partir de 5 de outubro, emitida pelo Banco Central do B.I.S. no Brasil no dia 22 de Julho de 2020, esclarece:

"O Banco Central (BC) antecipou para 5 de outubro o registro das chaves de endereçamento para receber um Pix. (...) [com o] objetivo [de] facilitar o processo de registro das chaves pelos usuários do Pix."



A monopolização do sistema financeiro acontecerá quando acabar o dinheiro físico e todas as transações econômicas forem obrigadas a acontecer dentro da plataforma única de pagamentos eletrônicos (Pix), cujo acesso só serás permitido a quem estiver burocrática, tecnológica e biometricamente submisso ao controle tecnológico absoluto.

A quantidade de pessoas que serão alvo da marginalização e da ilegalização tecnológica será dantesca: por isso é que o Fórum Econômico Mundial debate (desde, pelo menos, 2016) +2 Bilhões de desempregados até 2030 devido ao impacto tecnológico.



O fim do dinheiro físico e a total virtualização da economia não são ações isoladas: estão contextualizadas nos objetivos da Agenda Internacional de criar uma civilização mundial 100% controlada pelas tecnologias e contextualizadas nos objetivos do Banco privado BIS - o Banco Central dos Bancos Centrais com sede na cidade da Basileia, Suíça (paraíso fiscal) - de conquistar a Supremacia dos Bancos Centrais sobre a Soberania das Nações através da conquista da Estabilidade Financeira das instituições financeiras (mas não das populações): ou participam, ou sofrem as consequências!

Os Bancos Centrais, para agirem com mais liberdade, sugam para dentro das suas próprias estruturas os orgãos de supervisão financeira (ou seja, supervisionam-se a si mesmos), criam leis para se protegerem dos saques que fazem às Nações, acabam com a transparência dos seus movimentos financeiros, ampliam os seus tentáculos mundiais e por fim, visam acabar com o dinheiro físico e criar um sistema financeiro global 100% virtual, monopolizando todas as trocas econômicas.

Agenda BC#
Brasileiros começarão a se familiarizar com o Pix a partir de 05.Out.2020
22.Jul.2020

O Banco Central (BC) antecipou para 05.Out.2020 o registro das chaves de endereçamento para receber um Pix. As chaves são o método fácil e ágil de identificação do recebedor. Desta forma, o pagador não precisará de dados como número da instituição, agência e conta para fazer a transferência.

Quem desejar receber um Pix de forma simples e prática deverá, a partir de outubro, acessar o aplicativo da instituição em que possui conta e fazer o registro da chave, vinculando o número de telefone celular, e-mail ou CPF/CNPJ àquela conta específica. Essas informações serão armazenadas em uma plataforma tecnológica desenvolvida e operada pelo BC, chamada Diretório Identificador de Contas Transacionais (DICT), um dos componentes do Pix.

Antes previsto para iniciar em 3 de novembro, o registro foi antecipado para que os clientes e as instituições tenham mais tempo para se familiarizar com o Pix. Estarão disponíveis antecipadamente todas as funcionalidades para a gestão das chaves – além do registro, a exclusão, a alteração, a reivindicação de posse e a portabilidade. As regras específicas estarão detalhadas no Regulamento Pix, que será publicado em agosto. 

Essa medida tem por objetivo facilitar o processo de registro das chaves pelos usuários do Pix, que terão um maior tempo para isso; mobilizar as instituições e os seus clientes para o lançamento do Pix, induzindo ao entendimento prévio do novo meio de pagamento antes de seu efetivo funcionamento; e estimular a competição pela vinculação das chaves às suas contas entre as instituições que ofertarão o Pix aos seus clientes.

A participação nesse período antecipado de registro de chaves será facultativa às instituições financeiras e de pagamentos participantes do Pix, tendo como pré-requisito a conclusão bem sucedida da etapa de homologação. O Pix é uma ação da Agenda BC#, dimensão competitividade.

Cronograma de marcos do Pix

Ago: Divulgação do Regulamento Pix e manuais técnicos
 05.Out: Início do processo de registro de chaves de endereçamento
 03.Nov: Início da operação restrita do Pix
 16.Nov: Lançamento do Pix para toda a população

sábado, 23 de novembro de 2024

Relatório BIS mostra que Pix é uma armadilha para o controle tecno-social


Alertas têm vindo a ser emitidos por meios não-oficiais em relação ao uso de mecanismos financeiros digitais populares, como o Pix, onde tudo é fácil, rápido e "seguro", de forma a atrair a população para dentro de um sistema de controle financeiro e governamental totalitarista. 

Estes alertas têm chegado aos ouvidos de poucos e destes, raros escolhem não usar o chamado sistema de pagamento rápido (FPS) - como, p.ex., o Pix, no Brasil. 

O seguinte relatório do BIS explica esta atração da população para dentro do sistema financeiro como algo extremamente positivo para este, para a sua completa digitalização e consequente total controle sobre cada transação.

Este sistema de controle tecno-social financeiro está cada vez mais inter-ligado com os sistemas de governança e sanitarista, visando a escravatura digital de toda a humanidade, um passo de cada vez.

Documentos de trabalho do BIS
Sistemas de pagamento rápido de varejo como catalisadores para finanças digitais
por Giulio Cornelli, Jon Frost, Jonathan Warren, Clair Yang, Carolina Velasquez
Departamento Monetário e Econômico
Nov.2024


Sistemas de pagamento rápido de varejo
como catalisadores para finanças digitais
21.Nov.2024 - ORIGINAL


Resumo

Foco | A ascensão das tecnologias digitais está desafiando o domínio das instituições financeiras tradicionais, como bancos. Os pagamentos foram os mais profundamente impactados e uma série de iniciativas visam aumentar ainda mais sua velocidade e conveniência. Os sistemas de pagamento rápido de varejo (FPS) [como, p.ex., o Pix] oferecem um exemplo proeminente. O impacto do FPS vai além de oferecer opções de pagamento mais rápidas e convenientes para indivíduos e empresas. O FPS estimulou o uso crescente de aplicativos financeiros, que por sua vez fornecem a indivíduos e pequenas empresas maneiras alternativas de tomar empréstimos, investir e comprar seguros. Avaliamos o ritmo de adoção de aplicativos financeiros digitais e como o FPS influenciou a adoção, tanto entre países quanto ao longo do tempo.

Contribuição | Preenchemos uma lacuna na literatura de pesquisa sobre o impacto da digitalização de serviços financeiros. Especificamente, esclarecemos como o FPS influencia a difusão de aplicativos financeiros digitais. Assim, fornecemos insights valiosos sobre um cenário de tecnologia financeira em rápida mudança para a indústria e bancos centrais. Identificamos vários mecanismos pelos quais o FPS impulsiona a adoção de aplicativos financeiros, por exemplo, estimulando a competição e a inovação em pagamentos, promovendo a adoção de finanças digitais por meio de efeitos de aprendizagem e expandindo o acesso a serviços financeiros, especialmente em mercados emergentes e economias em desenvolvimento. Nossas descobertas são de interesse significativo para os designers de FPS, pois um objetivo principal do FPS é promover uma maior digitalização dos serviços financeiros.

Descobertas | Confirmamos que os efeitos de rede são um forte impulsionador da adoção de finanças digitais. Além disso, o lançamento de um FPS de varejo estimula a adoção de aplicativos de finanças digitais, com o impacto mais pronunciado em economias de baixa renda. Esse efeito é particularmente evidente para aplicativos de disruptores tecnológicos, como fintechs, ou big techs, em relação aos de instituições financeiras tradicionais. Por fim, identificamos algumas características do FPS que amplificam ainda mais a adoção de finanças digitais, como o papel ativo do banco central, associação aberta e liquidação em tempo real.

Resumo | Sistemas de pagamento rápido de varejo (FPS), como o Pix do Brasil, o UPI da Índia e o TWINT da Suíça, estimularam a difusão de aplicativos de finanças digitais. Com um rico conjunto de dados sobre downloads de aplicativos e uso para 86.163 aplicativos, em 95 países, entre 2012 e 2022, descobrimos que a adoção de aplicativos financeiros é maior após o lançamento de um FPS, principalmente em economias de baixa renda. Os FPS estão mais intimamente associados à difusão de aplicativos de pagamento, do que a aplicativos que não sejam de pagamento. Eles também estão ligados à entrada de disruptores tecnológicos (fintechs e big techs), mais do que por aplicativos de instituições financeiras estabelecidas. Notavelmente, a adoção de aplicativos de finanças digitais mostra uma associação mais forte com FPS que apresentam engajamento ativo do banco central, recursos de liquidação em tempo real e associação aberta a bancos e não bancos.

--FIM DA TRADUÇÃO

Sistema de Pagamentos Instantâneos FedNow, da Reserva Federal dos EUA.

Sistema de Pagamentos Instantâneos CoDi/SPEI, do Banco do México.

O Pix do Brasil é uma referência
Passagens do documento acima, mencionando o Brasil.

"Sistemas de pagamento rápido (FPS) de varejo como o Pix do Brasil (...)"

"No Brasil, o banco central lançou o esquema de pagamento instantâneo Pix em novembro de 2020. O Pix permite que os usuários façam ou recebam pagamentos a um custo menor do que as alternativas tradicionais, com base na identificação digital (por exemplo, número de telefone, endereço de e-mail e códigos de resposta rápida (QR)). O Pix agora é usado por mais de 90% dos adultos brasileiros."

"No Brasil, por exemplo, os pagamentos peer-to-peer no Pix são gratuitos, e os comerciantes pagam apenas 22 pontos-base em média para aceitar pagamentos Pix, em comparação com taxas de 2,2% para cartões de crédito."

Downloads agregados e estimativas dos principais aplicativos financeiros, por país. No gráfico "Downloads cumulativos do aplicativo principal, por país", em 2022, +60% da população brasileira fez download de app financeiro.

"No Brasil, embora o Pix tenha sido lançado, em Nov.2020, ele foi anunciado ao público pela 1ª vez, em Fev.2020. Além disso, os pagamentos com Pix estão disponíveis para os usuários por meio do aplicativo bancário digital fornecido pelas instituições financeiras. A participação no Pix por bancos e outras instituições de pagamento é obrigatória desde que foi lançado pelo Banco Central do Brasil. Isso pode ter contribuído para uma aceleração na adoção de aplicativos digitais oferecidos por instituições financeiras incumbentes."

A introdução do FPS coincidiu com um aumento na adoção de finanças digitais - Número de downloads de aplicativos financeiros por 100.000 pessoas. A linha vertical indica o mês em que ocorreu a data de lançamento mais recente de um sistema de pagamento rápido do país. Para o Brasil, Nov.2020; para a Índia, Ago.2016; para a Dinamarca, Dez.2014; para a Suíça, Abr.2017; para a Costa Rica, Fev.2015; para a Tailândia, Jan.2017."

"No Brasil, p.ex., o Pix se tornou a opção de pagamento preferida pelos consumidores. Seu amplo uso aumentou a competição no mercado de depósitos ao aumentar a conveniência de pequenos depósitos bancários em relação aos grandes bancos. Isso é alcançado por meio de uma redução nos custos de troca de banco e do fornecimento de opções de pagamento convenientes por bancos menores."

"Duarte, A, J Frost, L Gambacorta, P Koo Wilkens e H S Shin (2022): "Bancos centrais, sistema monetário e infraestruturas de pagamentos públicos: lições do Pix do Brasil", Boletim do BIS, N° 52, Março."

“Lobo, B e C Brandt (2021), “Pix: O esquema de pagamento rápido brasileiro”, Revista de Estratégia e Sistemas de Pagamentos, vol 15, N° 4.”

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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

PIX: 4 vazamentos de dados desde 2021


Desde 2021, pelo menos 4 vazamentos de dados do PIX...


... foram noticiados publicamente:

Origem do vazamento: Banco do Estado de Sergipe (Banese)

21.Jan.2022
Origem do vazamento: Acesso Soluções de Pagamento

Origem do vazamento: Logbank Soluções em Pagamentos

16.Set.2022
Origem do vazamento: Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí)

... de um total de 714.070 pessoas com dados pessoais vazados, sendo que, entre estes, ainda não constam senhas de acesso.

Compreenda-se que os dados não foram vazados de dentro do Banco Central do Brasil, mas de 4 empresas de pagamentos, respectivamente:

▪ Banco do Estado de Sergipe (Banese)
 Acesso Soluções de Pagamento
 Logbank Soluções em Pagamentos
 Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí)

O Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, já tinha avisado: Vazamentos no PIX ocorrerão com alguma frequência (11.Fev.2022). Será que estamos testemunhando o Banco Central do Brasil se erguendo por trás dos vazamentos e se apresentando como a única instituição financeira credível e capaz de criar uma plataforma digital segura para realizar todas as transações financeiras do Brasil?


Desde 2019 venho informando que o objetivo do sistema financeiro internacional é invalidar o dinheiro em espécie (notas e moedas), criar uma moeda digital única mundial que seja movimentada em uma única plataforma financeira digital centralizada no Banco privado BIS? - o Banco para Assentamentos Internacionais, o Banco Central dos Bancos Centrais, com sede na cidade da Basileia, Suíça (paraíso fiscal):

"(...) autoridade monetária está atuando para que as ocorrências [vazamento de dados] sejam as mínimas possíveis. (...) vamos atacar todos os vazamentos para que eles sejam o mínimo possível (...) agenda internacional” para o sistema de pagamentos instantâneos (...) Pix Saque e Pix Troco (...)"
Roberto Campos Neto

O PIX já é o Real Digital.


Lembrando ainda que Roberto Campos informou sobre o fim dos cartões de crédito: será que todos os mecanismos funcionarão em uma futura única plataforma digital do BC?


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

BIS e o sucesso do Pix e de outros pagamentos instantâneos nas Américas


A digitalização do sistema financeiro está sendo um sucesso entre as populações das Américas, segundo o discurso de Alexandre Tombini, Representante Chefe do Escritório de Representação para as Américas, do Banco para Assentamentos Internacionais (BIS), intitulado: "Sistemas de pagamento nas Américas: o que alcançamos e o que ainda falta fazer?"...


... proferido no Seminário "Evolução dos meios de pagamento", do BIS, hospedado pelo Banco do México,  (10.Set.2025).

Resumo do discurso

Em particular, os pagamentos digitais estão associados a um maior acesso a contas (Gráfico 1.A) e a empréstimos de instituições financeiras formais (Gráfico 1.B). Os pagamentos digitais também estão associados a uma menor parcela da força de trabalho informalmente empregada (Gráfico 1.C). Em uma pesquisa conduzida no Escritório do BIS para as Américas (Aguilar et al. (2024)), meus co-autores e eu constatamos que os pagamentos digitais podem até mesmo apoiar o crescimento e o desenvolvimento econômico, formalizando atividades informais² e melhorando o acesso ao crédito. Especificamente, constatamos que um aumento de 1% no uso de pagamentos digitais está associado a um aumento de 0,10% no crescimento do PIB per capita em um período de 2 anos e a uma queda de 0,06% na participação do emprego no setor informal.³
²O setor informal refere-se a atividades econômicas que não são registradas nas estatísticas oficiais. Isso geralmente inclui pequenas empresas que operam com dinheiro em espécie, sem contratos de trabalho formais.
³Os pagamentos digitais não parecem estar significativamente associados a aumentos na produtividade total dos fatores, uma vez controladas as medidas gerais de digitalização e eficácia governamental

O uso de pagamentos digitais está associado a um maior acesso a contas e crédito e a uma menor informalidade. | Gráfico 1 | A. Pagamentos digitais e acesso a contas estão positivamente correlacionados - Pagamentos digitais (% da população > 15 anos de idade) / Utilização de contas financeiras (% população > 15 anos de idade) | B. Pagamentos digitais também estão associados a um maior acesso ao crédito - Pagamentos digitais (% da população > 15 anos de idade) / Empréstimo de instituição financeira (% população > 15 anos de idade) |  C. Pagamentos digitais estão associados a uma menor informalidade no trabalho - Pagamentos digitais (% da população > 15 anos de idade) / Trabalho informal (% população > 15 anos de idade) | Fontes: Aguilar et al (2024); Banco Mundial, Banco de Dados Global Findex; BIS.

Do digital aos pagamentos rápidos

Os pagamentos precisam ser não apenas digitais, mas também rápidos, baratos e convenientes. Como mostrarei em breve, houve um progresso significativo nesse sentido. Os sistemas de pagamento rápido permitem a disponibilidade quase imediata dos fundos finais para o beneficiário. Eles devem ser simples de usar, oferecendo maior conveniência em comparação com os instrumentos de pagamento convencionais. Atualmente, a maioria dos sistemas de pagamento rápido (FPS) permite que os usuários finais iniciem pagamentos digitalizando códigos de resposta rápida (QR). Muitos permitem o uso de pseudônimos, ou números de telefone celular do beneficiário, em vez dos números de conta e códigos bancários mais tradicionais. Os pagamentos rápidos também podem ser mais baratos para pessoas físicas e jurídicas, especialmente quando fornecidos pelo setor público, ou em colaboração com ele e com base na recuperação de custos. Os pagamentos rápidos são um potencial impulsionador fundamental para o acesso financeiro e têm servido como uma porta de entrada para uma inclusão financeira mais ampla, incluindo o acesso a empréstimos e poupanças. Pesquisas dos meus colegas Jose Aurazo, Cecilia Franco, Jon Frost e Jamere McIntosh (Aurazo et al (2025)) mostram que a introdução de um FPS está associada a um aumento de 3,9% na parcela da população que acessa empréstimos e a um aumento de 3,0% no acesso a contas poupança. Os FPS estão se tornando mais difundidos, inclusive nas Américas. Mais de 15 jurisdições na América Latina e no Caribe adotaram um FPS (Gráfico 3). Para citar alguns, o Banco do México lançou o SPEI para transações instantâneas de varejo, em 2004 e adicionou o CoDi (pagamentos por meio de códigos QR) e o DiMo (pagamentos por meio de números de telefone celular), em 2019 e 2023, respectivamente. Em 2020, o Banco Central do Brasil (BCB) lançou o Pix e o Peru lançou transferências imediatas ACH 24x7, enquanto a Argentina lançou o Transferências 3.0. Mais recentemente, o Banco Central da Colômbia introduziu o Bre-B para complementar iniciativas do setor privado.

Mais de 15 países na América Latina já implementaram um FPS | Gráfico 3 | Legenda: vermelho: FPS implementando; azul: planejado; amarelo: sem plano | O uso deste mapa não constitui, e não deve ser interpretado como constituindo, uma expressão de uma posição do BIS em relação ao status legal ou soberania de qualquer território ou suas autoridades, a delimitação de fronteiras e limites internacionais e/ou o nome e designação de qualquer território, cidade ou área. | Atualizado em Jul.2025. | Fontes: Aurazo et al (2025); CPMI; Banco Mundial; BIS.

Tais sistemas podem ser fornecidos pelo setor público, ou privado. Permitam-me focar nos sistemas de propriedade do banco central, como o Pix do Brasil, o SINPE Móvil da Costa Rica e o SPEI do México (junto com CoDi e DiMo). A adoção desses sistemas tem sido notável. Em Jul.2024, o Pix representava 43% das transações de pagamento sem dinheiro no Brasil, superando os cartões de crédito e débito, de acordo com o BCB (Gráfico 4.A). Na Costa Rica, as transações por meio do SINPE Móvil aumentaram de forma constante, atingindo 506 milhões, em 2023 (Gráfico 4.B). No México, o uso de SPEI, CoDi e DiMo cresceu significativamente desde a pandemia de Covid-19 e eles agora são os principais instrumentos de pagamento de varejo (Gráfico 4.C).

Os FPS estão ganhando participação de mercado rapidamente em um crescente mercado de pagamentos digitais¹ | Em milhões de transações | Gráfico 4 | A. Pix no Brasil; B. SINPE Móvil na Costa Rica; C. SPEI no México | ¹Número de transações para cada instrumento de pagamento, excluindo pagamentos recorrentes de serviços públicos. ²Inclui cheques. | Fonte: Aurazo et al (2025).

Permitam-me aprofundar um pouco mais o papel dos bancos centrais na implementação de seus FPS, enfatizando o caso do Brasil, meu país de origem. A base legal do Pix é a Lei 12.865 de 2013, que representou um marco na modernização dos pagamentos de varejo no Brasil e forneceu uma base para a inovação subsequente. Fortalecidos por essa legislação, o Conselho Monetário Nacional e o BCB introduziram um conjunto de regras que regem os arranjos de pagamento e as instituições de pagamento. Isso inclui a entrada de não bancos no mercado e a proibição de acordos bilaterais exclusivos entre bancos e empresas. Essas regras, aplicáveis ​​a arranjos e instituições de pagamento, e agora parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro, delineiam os papéis das instituições financeiras e das instituições de pagamento. O Pix permite que os usuários finais façam transações de contas correntes, poupança ou pré-pagas por meio de serviços bancários online ou aplicativos móveis. Os pagamentos podem ser iniciados usando códigos QR ou pseudônimos de destinatários, como endereços de e-mail ou números de telefone celular. Embora os pagamentos pessoa a pessoa (P2P) dominem, as transações pessoa a empresa (P2B) agora representam cerca de 40% da atividade total do Pix (Gráfico 5.A). Um dos fatores mais notáveis ​​que impulsionam o sucesso do Pix é sua estrutura de custo zero ou baixo para os usuários finais. As transações iniciadas por pessoas físicas são gratuitas, enquanto as taxas para comerciantes são, em média, de apenas 0,22% – significativamente menores do que as taxas de cartões de crédito e débito.--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL


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sexta-feira, 7 de março de 2025

Papel BIS N° 153: 123 países instauram Sistema de Pagamentos Rápidos (FPS) rumo às CBDCs




... 123 países já instauraram Sistemas de Pagamentos Rápidos (FPS), semelhantes ao Pix - sendo este um exemplo de destacado sucesso, tanto na quantidade e volume de transações realizadas com o mesmo, quanto pela quantidade de população atraída para dentro do sistema financeiro. Afinal, não há controle tecno-social sem a adesão das pessoas aos mecanismos financeiros digitais e de governança, em geral.

Lembrando o rastreador inter-activo do Conselho Atlântico, mostrando que 134 países aplicam, ou já aplicaram, projetos CBDCs, através de Sistemas de Pagamentos Rápicos (FPS).


Pagamentos rápidos e inclusão financeira
na América Latina e no Caribe
20 páginas
José Aurazo: economista visitante no Banco de Compensações Internacionais (BIS), do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP). Cecilia Franco: analista macroeconômica sênior no BIS. Jon Frost: Chefe de inovação e economia digital no BIS e afiliado de pesquisa do Centro Cambridge para Finanças Alternativas (CCAF). Jamere McIntosh: economista visitante no BIS, do Banco Central das Bahamas (CBOB).


1. Introdução | Na última década, a inclusão financeira se tornou uma meta política fundamental em muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento (EMDEs). Ao mesmo tempo, as melhorias tecnológicas estão remodelando a maneira como o sistema financeiro interage com os usuários finais. As instituições financeiras estão migrando para canais digitais (por exemplo, aplicativos de serviços bancários móveis), enquanto as agências bancárias estão sendo cada vez mais fechadas (Tombini (2024)). A pandemia da Covid-19 também foi um catalisador para essa mudança para canais digitais, encorajando as pessoas a entrar no sistema financeiro e a adotar e usar pagamentos digitais em vez de dinheiro (Auer et al (2022)).


O volume de pagamentos rápidos cresceu rapidamente na maioria das jurisdições ao redor do mundo. Os maiores mercados para pagamentos rápidos, em 2022, (por número de transações) foram:

Índia = 48,6 bilhões
China = 18,5 bilhões
Tailândia = 9,7 bilhões
Brasil = 8,7 bilhões

Em termos per capita, Tailândia (35 transações/pessoa/mês), Brasil (27) e Coreia do Sul (21) veem os maiores volumes de pagamentos rápidos. O aumento no uso de FPS coincidiu com uma queda no uso de dinheiro em muitos desses países. Isso aponta para o aumento da digitalização de pagamentos (Frost et al (2024)).


4.1 FPS de propriedade do banco central | (...) os bancos centrais procuram incentivar a digitalização (...) a inclusão financeira através do acesso generalizado e da facilidade de utilização. (...) os sistemas de pagamento rápido serviriam para reduzir a utilização de dinheiro (...).

(...) 4 anos após seu lançamento, mais de 90% da população adulta e cerca de 18 milhões de empresas brasileiras receberam, ou iniciaram, uma transação Pix. Em Jul.2024, o Pix representava 43% do volume de transações de pagamento sem dinheiro no Brasil, de acordo com dados do Banco Central do Brasil (BCB), superando os cartões de crédito e débito (...). Desde o lançamento, mais de 110 bilhões de transações foram liquidadas, para um valor total de R$ 47,7 trilhões (US$ 8,7 trilhões).

(...) De longe, o Pix é o FPS de propriedade de banco central mais bem-sucedido. A rápida adoção e o sucesso do Pix, por exemplo, foram atribuídos a uma série de fatores. Primeiro, o banco central tornou a participação obrigatória para bancos e instituições de pagamento com mais de 500.000 contas, resultando em um número significativo de usuários no início. Além disso, bancos menores e provedores de pagamento que não eram obrigados a participar também viram que era do seu interesse fazê-lo, para acompanhar as demandas dos clientes e seus concorrentes. Outro fator que contribuiu para o sucesso do Pix foi o papel do BCB em fornecer a infraestrutura para o Pix, bem como os arranjos e regras de governança. Além disso, houve uma proibição de negócios entre bancos e empresas não financeiras e proibição de taxas de transação para pessoas físicas. Mas nada disso teria sido possível sem uma estrutura legal sólida. É importante mencionar a Lei 12.865 de 2013...


... que representou um marco na modernização dos pagamentos de varejo no Brasil e forneceu uma base para a inovação subsequente. Fortalecidos por essa legislação, o Conselho Monetário Nacional e o BCB introduziram um conjunto de regras que regem os esquemas de pagamento e as instituições de pagamento. Isso inclui o acesso direto de não bancos ao Pix, sujeito a certos requisitos, e a proibição de acordos bilaterais exclusivos entre bancos e empresas. Essas regras, aplicáveis ​​a esquemas e instituições de pagamento e agora parte do Sistema de Pagamentos Brasileiro, delineiam os papéis das instituições financeiras e das instituições de pagamento.

4.3 Moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) | As CBDCs são outra inovação fundamental em pagamentos na região. Enquanto muitos bancos centrais globais continuaram a explorar e pesquisar as CBDCs, houve adotantes iniciais na ALC, particularmente no Caribe. Nas Bahamas, o SandDollar foi lançado em Dez.2019 e continua sendo o primeiro CBDC de varejo que não foi descontinuado. 


O JAM-DEX® da Jamaica foi lançado em Jul.2022


O Eastern Caribbean Central Bank (ECCB) lançou seu próprio CBDC de varejo piloto DCash em Mar.2021, mas o DCash foi posteriormente descontinuado em Jan.2024. 


Características semelhantes entre as jurisdições caribenhas incluem seu perfil como pequenas economias abertas que dependem do turismo, com setores bancários concentrados, altas taxas e disparidades geográficas no acesso a serviços bancários. Além disso, os países têm taxas de adoção relativamente altas de tecnologias digitais (por exemplo, telefones celulares). Portanto, as principais motivações para a adoção de CBDCs nessas jurisdições incluem: 

⬝ a modernização dos sistemas de pagamentos
 a promoção da inclusão financeira
 a mitigação dos riscos associados ao uso de dinheiro físico

A maioria dos usuários de CBDCs faz transações usando aplicativos de dispositivos móveis. Além disso, tanto o SandDollar, quanto o JAM-DEX, têm um sistema de carteira em camadas com requisitos mais rigorosos de know-your customer (KYC) [conhece o teu cliente] para camadas mais altas (consulte Auer et al (2022)). Em ambos os casos, as taxas de adoção foram baixas após o lançamento, mas eventualmente começaram a melhorar. Nas Bahamas, havia mais de 130.000 carteiras SandDollar registradas em Ago.2024, o que equivale a 30% da população. Na Jamaica, havia aproximadamente 260.000 carteiras, o que equivale a cerca de 8% da população. Em Jul.2024, o BCRP anunciou um piloto de CBDC liderado pela Bitel - uma operadora de rede móvel vietnamita - focada em pessoas não bancarizadas e com recursos offline. A proposta da Bitel estava alinhada com os objetivos específicos do piloto, design e características estabelecidas no regulamento emitido pelo BCRP. A Bitel tem 7 milhões de usuários no Peru, dos quais 2,5 milhões estão em áreas de baixa inclusão (por exemplo, rurais). Além disso, a Bitel já registrou um aplicativo de carteira digital, BiPay, que será usado para a distribuição de CBDC para usuários finais em contextos online e offline. Este piloto durará um ano civil, que pode ser estendido por até um ano adicional, mediante solicitação justificada.


5. Desafios futuros e considerações políticas | Apesar da crescente adoção de pagamentos digitais e rápidos na região, há alguns desafios que devem ser discutidos. Esses desafios estão relacionados a: 

i) riscos de segurança cibernética, fraude e privacidade de dados
ii) interoperabilidade
iii) taxas de usuários finais e participantes
iv) acesso universal ao FPS

6. Conclusão | Inovações em pagamentos, incluindo pagamentos rápidos, estão remodelando o cenário financeiro e econômico em diversas jurisdições. Elas têm o potencial de ajudar a aumentar a inclusão financeira, apoiando assim o crescimento econômico e o desenvolvimento na região. Isso pode ser feito formalizando setores informais e melhorando o acesso ao crédito, enquanto as instituições financeiras conseguem melhorar e oferecer produtos personalizados, facilitados por dados coletados de pagamentos digitais e rápidos. A implementação de FPS é uma inovação fundamental no sistema financeiro e de pagamentos. FPS pode ser desenvolvido e operado por bancos centrais, pelo setor privado ou em um esforço conjunto. Mostramos que a implementação de um FPS pode aumentar o acesso a empréstimos e poupanças no sistema financeiro e descrevemos vários casos específicos. A ALC surgiu como uma região líder em pagamentos rápidos, com FPS bem-sucedidos liderados por bancos centrais em jurisdições como Brasil, México e Costa Rica e iniciativas lideradas pelo setor privado na Colômbia, Peru e outros países. Em vários casos, os bancos centrais se moveram para tornar os sistemas privados de pagamento rápido interoperáveis, de modo a garantir maior competição e eficiência. Além disso, as experiências de dois "pioneiros" na região na implementação de CBDCs de varejo (SandDollar nas Bahamas e JAM-DEX na Jamaica) também fornecem insights valiosos, assim como várias outras jurisdições fazendo pesquisas e pilotos. A inovação digital e os pagamentos rápidos continuam a desempenhar um papel fundamental na estratégia de muitas jurisdições para melhorar a inclusão financeira e por extensão, o crescimento econômico e o desenvolvimento. Nesse contexto, os bancos centrais e outras autoridades públicas devem lidar com considerações e desafios importantes. Os usuários finais agora estão buscando pagamentos imediatos, interoperáveis, sem custos e fáceis de usar. O setor privado tem um enorme potencial para inovar, mas os interesses comerciais nem sempre podem estar alinhados com os interesses da sociedade. Podem surgir desafios em torno de segurança cibernética, fraude e riscos de privacidade de dados, interoperabilidade, acessibilidade e acesso universal. Para enfrentar esses desafios, os bancos centrais e as autoridades do setor público podem aprender com a experiência de seus países pares. De fato, as experiências dos países da ALC contêm lições não apenas para a região, mas para outros países ao redor do mundo.--FIM DA TRADUÇÃO PARCIAL

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