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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Cubo de Inovação do BIS e Bancos Centrais da China e dos Emirados Árabes Unidos unem-se a projeto de Moeda Digital para pagamentos internacionais


Os experimentos continuam avançando rumo à instauração de uma economia 100% digital, movimentando-se numa plataforma única, com uma única moeda - a Moeda Digital dos Bancos Centrais (CBDC) - como podemos constatar pelo seguinte comunicado de imprensa do BIS, o Banco Central dos Bancos Centrais, o Banco para Assentamentos Internacionais. 

Nos comunicados públicos do Bis e dos Bancos Centrais - assim como neste, traduzido a seguir - é informado que cada Banco Central possui a sua própria moeda digital. Mas será que o BIS e os Bancos Centrais já pensam criar, impôr e controlar uma Moeda Digital única no mundo?

Bancos Centrais da China e dos Emirados Árabes Unidos
unem-se em projeto de Moeda Digital para pagamentos internacionais
23.Fev.2021


▪ O Instituto de Moeda Digital do Banco Popular da China e o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos unem-se ao Multiple CBDC (m-CBDC) Bridge [Ponte entre Múltiplas Moedas Digitais de Bancos Centrais], um projeto de pagamentos transfronteiras.

▪ A m-CBDC Bridge é uma iniciativa de cocriação executada em parceria com o Cubo de Inovação BIS, a Autoridade Monetária de Hong Kong e o Banco da Tailândia.

▪ O projeto tem como objetivo desenvolver um protótipo de prova de conceito para facilitar pagamentos em moeda estrangeira transfronteiras em tempo real e em tecnologia de razão distribuída.

O Instituto de Moeda Digital (DCI) do Banco Popular da China (PBC) e o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos (CBUAE) uniram-se a um projeto de moeda digital de Banco Central para pagamentos de moeda estrangeira transfronteiriços.

A iniciativa m-CBDC Bridge é administrada em parceria com o Cubo de Inovação do BIS (BISIH), a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) e o Banco da Tailândia (BoT) e irá explorar ainda mais os recursos de tecnologias de razão distribuída (DLT), desenvolvendo um protótipo de prova de conceito (PoC) para oferecer suporte a transações de pagamento contra pagamento de câmbio estrangeiro em tempo real em várias jurisdições, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, analisando casos de uso de negócios em um contexto internacional com moedas nacionais e estrangeiras.

O projeto m-CBDC Bridge irá promover um ambiente propício para mais Bancos Centrais na Ásia, bem como em outras regiões, para estudar em conjunto o potencial da DLT no aprimoramento da infraestrutura financeira para pagamentos transfronteiriços.

O objetivo do projeto - que foi iniciado pelo HKMA e pelo BoT sob o nome de Inthanon-LionRock e renomeado após a adesão do Cubo de Inovação do BIS em Hong Kong SAR, o DCI do PBC e o CBUAE - é propor soluções e conceitos para aliviar os pontos de dor atuais em fazer transferências de fundos transfronteiriças. Isso inclui ineficiências, alto custo e conformidade regulatória complexa.

Os Bancos Centrais participantes levarão em consideração os resultados do trabalho de PoC para avaliar a viabilidade do projeto m-CBDC Bridge para transferências de fundos internacionais, liquidação de comércio internacional e transações de mercado de capitais em suas próprias jurisdições.

-- FIM DA TRADUÇÃO --

Obviamente que o caminho mais lógico, considerando as "ineficiências, alto custo e conformidade regulatória complexa" entre os sistemas financeiros de cada país, é a criação de uma Moeda Digital de Bancos Centrais única, circulando em uma única plataforma mundial, controlada pelo complexo corporativo Bancos+fintech.

O problema maior não é a criação de uma economia 100% digital. O problema é a marginalização, a ilegalização e a impossibilidade do cidadão que não queira alinhar com tal sistema de controle tecnológico biométrico absoluto, acessar a bens vitais e de primeira necessidade.

Para impôr tamanha invasão da privacidade e da intimidade e encontrar obediência por parte da população, o complexo Estado-Corporações precisa de um cenário de medo, ansiedade, depressão e desesperança. Será por isso que os maiores bancos do mundo (G-SIBs, bancos grandes demais para falir) são os maiores acionistas de pelo menos 3 dos principais laboratórios que, atualmente, estão produzindo e vendendo as vacinas contra o Covid-19 que já estão sendo aplicadas na população?


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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

PL 3951/2019 limita uso do dinheiro em espécie

O PL 3951/2019 limita o uso do dinheiro em espécie rumo à instauração de um sistema financeiro 100% digital:

"Dispõe sobre as condições para o uso de dinheiro em espécie em transações de qualquer natureza, bem como para o trânsito de recursos em espécie em todo o território nacional."


Apresentado como sendo da autoria do Senador Flávio Arns (REDE/PR)...


... o PL 3951/2019 tem a sua consulta pública no momento em que este artigo está sendo escrito, com 4 votos de aprovação e 4 votos de desaprovação...


... e encontra-se pronto para a pauta na Comissão.


A completa digitalização do sistema financeiro passa, também, pela desconstrução da face material da mesma, como, p.ex., extinguindo agências bancárias de atendimento ao público (reduzindo a quantidade de funcionários e virtualizando o atendimento, colocando os clientes cada vez mais longe dos bancos), ou tirando de circulação o dinheiro em espécie. 

O PL 3951/2019 dá um grande passo nesse sentido, buscando limitar o uso do dinheiro em espécie:

Art. 1º. A presente lei estabelece regras e condições para o uso de dinheiro em espécie em transações de qualquer natureza, bem como para o trânsito de recursos em espécie em todo o território nacional. 

Art. 2º. É vedado o uso de dinheiro em espécie em transações comerciais ou profissionais de qualquer natureza que envolvam montantes iguais ou superiores a R$ 10.000,00 (dez mil reais), ou seu equivalente em moeda estrangeira, valor que poderá ser alterado por decisão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras."

(...)

Art. 3º. É vedado o pagamento de boletos, faturas ou documentos equivalentes de valor igual ou superior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), ou o seu equivalente em moeda estrangeira, em espécie, devendo ser realizados por meios [quais meios? Digitais, óbvio, apesar do PL não especificar] que assegurem a identificação do pagador e do beneficiário, valor que poderá ser alterado por decisão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras."

Art. 7º. É vedado o trânsito de recursos em espécie em valores superiores a R$ 100.000,00 (cem mil reais), ou seu equivalente em moeda estrangeira, salvo se comprovadas a origem e a destinação lícita dos recursos. Esse valor poderá ser alterado por decisão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Eles justificam que "Esta proposta, formulada com base no célebre trabalho “Novas Medidas contra a Corrupção”, tem como objetivo prevenir o cometimento de crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, bem como a utilização dos sistemas econômicos para a prática dos ilícitos (...)", porém, tais medidas "contra a corrupção" estão indo de encontro à instauração de um sistema financeiro 100% digital. 

Quais as consequências para o indivíduo, para as famílias, para as empresas e para o país em geral, a instauração de um modelo financeiro 100% digital? 

Estas consequências têm vindo a ser listadas em artigos anteriores (ver abaixo) e os alertas têm vindo a ser lançados aqui no canal: a completa digitalização da economia cria um sistema de controle tecnológico absoluto derrubando de vez o direito ainda constitucional à inviolabilidade da privacidade e da intimidade - uma vez que o sistema registrará toda e qualquer transação de dinheiro digital que seja feita por qualquer cidadão. 

Por outro lado, qualquer cidadão que não esteja devidamente registrado na República Federativa do Brasil e no Banco Central do Brasil, não poderá acessar ao dinheiro digital - o que, hoje, no cenário contemporâneo, promete depender também de estar, ou não, vacinado supostamente contra o Covid-19 e ter um passaporte digital que o comprove.

Pessoas com poucos, ou nenhuns, conhecimentos tecnológicos ficarão impossibilitadas, ou terão imensas dificuldades em acessar ao dinheiro digital.

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Repare o leitor que não existe escolha para o cidadão: jamais se perguntou ao povo brasileiro, ou a qualquer outro povo de qualquer país (que tenhamos conhecimento), o ele que prefere: a extinção do dinheiro em espécie e a completa digitalização do sistema financeiro, ou a continuidade do dinheiro em espécie e de um sistema financeiro não digital funcionando simultaneamente com o sistema financeiro digital?

Por que, convenhamos: a face digital do sistema financeiro facilita imenso as nossas vidas!

O problema não é a digitalização do sistema financeiro: o problema é a COMPLETA digitalização do sistema financeiro e a imposição sem qualquer consulta popular de um modelo financeiro que afetará profundamente as relações humanas, o controle do Estado sobre os cidadãos e o controle do sistema financeiro nacional e internacional sobre cada pessoa, animal, produto e serviço.

Muitos economistas, financeiros e banqueiros defendem que o povo não tem capacidade para compreender a complexidade dos mecanismos financeiros que fazem um país funcionar nacional e internacionalmente e que, por isso, não vale a pena levar a público tais debates e decisões... mas será que todo o povo precisaria compreender os mecanismos, ou bastaria tornar transparente e público todo o processo que vai desde as propostas dos mecanismos, passando pelas discussões das propostas, até à aprovação, ou desaprovação das mesmas, de forma a que, quem compreende e se interessa por tais assuntos, pudesse acompanhar todo o processo e ter voz crítica-ativa em debates públicos sobre as propostas?

A falta de transparência dos processos que levam à instauração de tais mecanismos financeiros, a independência do Banco Central do Brasil e a crescente dificuldade em realizar auditorias ao sistema financeiro nacional, estes, sim, começam por ser os verdadeiros problemas no cenário aqui exposto.

Quais os verdadeiros perigos que se escondem por trás da completa digitalização do sistema financeiro? Podemos nomear, p.ex.:

▪ o controle tecnológico cada vez mais próximo do absoluto sobre cada vez mais detalhes da vida de cada vez mais pessoas

 concentração de uma quantidade crescente de dados sobre cada vez mais detalhes sobre a vida de cada vez mais pessoas

 o acesso cada vez mais limitado e restrito à quantidade crescente de dados processados e armazenados por cada vez menos entidades e instituições, o que resulta em concentração de poder e privilégio no acesso à informação. 

 a impossibilidade, ou a extrema dificuldade de acesso ao dinheiro digital por parte de pessoas com pouco, ou nenhum, conhecimento tecnológico e por parte de pessoas, trabalhadores e empresas que, por qualquer razão, se tornam digitalmente ilegíveis para acessar ao seu próprio dinheiro.

 a vulnerabilidade que é a completa dependência na energia elétrica do funcionamento do sistema financeiro

 etc... 

Previsivelmente, surgem muitas vozes defensoras da completa digitalização do sistema financeiro - apresentando um rol de justificações relacionadas com segurança, economia, desburocratização e mais recentemente, ambiente - mas nenhuma delas parece interessada em propôr trazer esse debate para o domínio público.

Presentemente, a discussão da completa digitalização do sistema financeiro (e o fim do dinheiro em espécie) está acontecendo dentro de círculos institucionais fechados no Banco privado BIS, no FMI e nos Bancos Centrais em geral, sendo que, dada a proximidade de concretização dessa parte da agenda financeira internacional, cada vez mais Lives são apresentadas pelo BIS, pelo FMI, Banco Central do Brasil, etc., p.ex., em plataformas como o Youtube, falando sobre as CBDCs (Moedas Digitais de Bancos Centrais) e a completa digitalização do sistema financeiro.

Eles fazem o que querem porque ainda não alcançamos uma massa crítica de pessoas antenadas no que eles estão fazendo, no que já fizeram e no que estão, realmente, querendo fazer, exigindo transparência em todos os processos de decisão que afetam a vida da população em geral.

Mas estamos crescendo em número. Vamos em frente!

quarta-feira, 6 de abril de 2022

BIS: O Retorno da Inflação

O pequeno comunicado de imprensa publicado no site do BIS (05.Abr.2022) e escrito por Agustín Carstens, Administrador Geral do Banco privado BIS (Banco Central dos Bancos Centrais, o Banco para Assentamentos Internacionais) no Centro Internacional de Estudos Monetários e Banqueiros, apenas reflete que são as decisões humanas dentro das instituições financeiras e das instituições e corporações de outras ordens, que estão intencionalmente criando o cenário de crise... não vivêssemos nós em uma realidade de abundância, onde a escassez só acontece devido aos interesses elitistas de concentrarem em si, mais e mais poder sobre tudo o que na Terra existe.

O Retorno da Inflação
por Agustín Carstens
com comentários do tradutor


Depois de mais de uma década lutando para atingir a meta de inflação, os Bancos Centrais agora enfrentam o problema oposto. A inflação está de volta. O aumento da inflação reflete a recuperação econômica rápida e intensiva em bens da recessão induzida pela Covid-19... 
[ou pelas medidas completamente desproporcionais ao problema, adotadas, sincronisticamente, pelos Governos de todo o mundo?]

...– reforçada por uma política fiscal e monetária altamente acomodatícia – que a oferta não conseguiu atender plenamente. Não devemos esperar que as pressões inflacionárias diminuam em breve, já que muitas das forças...
[forças criadas, essencial e sincronisticamente, pelos Governos e corporações de todo o mundo] 

... por trás da alta inflação permanecem em vigor e novas estão surgindo. Já existem sinais de aumento das repercussões de preços entre setores e entre preços e salários, como é comum em um ambiente de alta inflação. Além disso, os fatores estruturais que mantêm a inflação baixa nas últimas décadas podem diminuir à medida que a globalização recua...
[recuo justificado pelo conflito Rússia/Ucrância, dando utilidade ao pré-determinado papel de bode-expiatório que a Rússia está exercendo, o qual, culminará, como há muito agendado, com a queda do império dos EUA, o fim do dólar, a transferência imperialista das mesmas elites de sempre para a China (conquistada, há décadas, por tais elites) e a completa digitalização da economia mundial centrada em uma moeda digital única (CBDC)]. 

O paradigma inflacionário pode estar mudando...
[pode, não: está mudando e são, essencialmente, as instituições financeiras e globalistas que estão empurrando e investindo no novo paradigma. O globalismo não está acabando: apenas está, como planejado, mudando de rosto - para a China e Rússia - para que as massas não apercebam que são controladas, mundialmente e há imenso tempo, pelas mesmas elites de sempre]. 

Os Bancos Centrais precisam se ajustar a esse novo ambiente, inclusive elevando as taxas de juros para níveis mais adequados... 
[justificando ações como as do Banco Central do Brasil, que está elevando a taxa SELIC sem qualquer justificação plausível]. 

A economia mundial deve aprender a depender menos de políticas monetárias expansionistas. 
[e aprender a depender mais do Acordo da Basileia (Basel III) e do Código Global de Câmbios (FX Global Code), adptados que estão ficando a um sistema financeiro, brevemente, 100% digital]


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quarta-feira, 23 de março de 2022

Cubo de Inovação do BIS e Bancos Centrais desenvolvem plataforma experimental multi-CBDC para acordos internacionais

Como temos vindo a acompanhar no Canal Daniel Simões, a instauração - por parte do Banco privado BIS (o Banco Central dos Bancos Centrais) e de Bancos Centrais de diversos países oriundos de 5 continentes - de um tirânico sistema financeiro mundial, 100% digitalizado (sem notas e moedas) e de controle tecnológico absoluto, continua avançando a todo-o-vapor, o que resultará na marginalização de todas as pessoas que não preencherem devidamente as exigências ditatoriais de enquadramento social.

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Cubo de Inovação do BIS e Bancos Centrais
da Austrália, Malásia, Cingapura e África do Sul
desenvolvem plataforma experimental multi-CBDC
[Moeda Digital de Banco Central]
para acordos internacionais
22.Mar.2022 - ORIGINAL


Projeto Dunbar
Assentamentos Internacionais usando multi-CBDCs

▪ O Projeto Dunbar desenvolveu 2 protótipos para uma plataforma compartilhada que poderia permitir acordos internacionais usando moedas digitais emitidas por vários Bancos Centrais.

▪ A plataforma foi concebida para facilitar as transações transfronteiriças diretas entre instituições financeiras em diferentes moedas, com potencial para reduzir custos e aumentar a velocidade.

▪ O projeto identificou desafios de implementação de uma plataforma multi-CBDC compartilhada entre Bancos Centrais e propõe soluções práticas de design para resolvê-los.

O Cubo de Inovação do Banco para Assentamentos Internacionais (BIS), o Banco Reserva da Australia, o Banco Central da Malaysia, a Autoridade Monetária da Singapura e o Banco Reserva da África do Sul, anunciaram hoje a conclusão de protótipos para uma plataforma comum que permite acordos internacionais usando múltiplas Moedas Digitais de Bancos Centrais (mCBDCs).

Liderado pelo Cubo de Inovação de Cingapura, o Projeto Dunbar provou que as instituições financeiras podem usar CBDCs emitidos pelos Bancos Centrais participantes para realizar transações diretamente entre si em uma plataforma compartilhada. Isso tem o potencial de reduzir a dependência de intermediários e, consequentemente, os custos e o tempo necessário para processar transações transfronteiriças.

O projeto foi organizado em 3 fluxos de trabalho: 1 com foco em requisitos funcionais e design de alto nível, e 2 fluxos técnicos simultâneos que desenvolveram protótipos em diferentes plataformas tecnológicas (Corda e Partior).

O projeto identificou 3 questões críticas: 

:: Quais entidades devem ser autorizadas a manter e realizar transações com CBDCs emitidos na plataforma? 

:: Como o fluxo de pagamentos transfronteiriços poderia ser simplificado, respeitando as diferenças regulatórias entre as jurisdições? 

:: Que arranjos de governança poderiam dar aos países conforto suficiente para compartilhar infraestrutura nacional crítica, como um sistema de pagamentos?

O projeto propôs soluções práticas para resolver esses problemas, que foram validadas por meio do desenvolvimento de protótipos que demonstraram a viabilidade técnica de plataformas compartilhadas multi-CBDC para acordos internacionais.


"Uma plataforma comum é o modelo mais eficiente para conectividade de pagamentos, mas também o mais difícil de alcançar. O Projeto Dunbar demonstrou que as principais preocupações de confiança e controle compartilhado podem ser abordadas por meio de mecanismos de governança impostos por meios tecnológicos robustos, lançando as bases para o desenvolvimento de futuras plataformas globais e regionais." - Andrew McCormack, chefe do Cubo de Inovação do BIS, em Cingapura.

As conclusões do projeto também afirmaram que qualquer arranjo desse tipo deve estar sujeito à governança considerada apropriada pelos participantes do Banco Central, inclusive permitindo que eles mantenham o controle da aplicação de regras em nível jurisdicional e monetário.

Os detalhes e conclusões do projeto foram publicados hoje em um relatório que apoia os esforços do roteiro do G20 para melhorar os pagamentos transfronteiriços, particularmente na exploração de uma dimensão internacional do design da CBDC.


"O Project Dunbar forneceu informações valiosas sobre as oportunidades e desafios associados ao desenvolvimento de uma plataforma compartilhada para vários CBDCs para aprimorar os pagamentos internacionais. Permitir que as entidades detenham e transacionem diretamente em CBDCs de diferentes jurisdições poderia reduzir a necessidade de intermediários em pagamentos transfronteiriços, mas isso precisaria ser feito de forma a preservar a segurança e a resiliência desses pagamentos. Embora haja claramente mais trabalho a ser feito pensando na viabilidade e no design de plataformas multi-CBDC, as descobertas do Projeto Dunbar fornecem uma boa plataforma para trabalhos futuros nessa área." - Michele Bullock, Governadora Assistente (Sistema Financeiro), Banco Reserva da Australia


"A conclusão bem-sucedida do Projeto Dunbar produziu insights significativos sobre como uma plataforma multi-CBDC pode resolver problemas complexos no espaço de pagamentos internacionais. O projeto é uma prova da importância da colaboração de Banco Central no apoio ao desenvolvimento de infraestruturas de pagamento de última geração. Pretendemos levar esses insights por meio de outras provas de conceito à medida que continuamos nossa jornada de exploração da CBDC." - Fraziali Ismail, Governador Assistente, Banco Negara Malaysia


"O Projeto Dunbar é um marco importante no avanço da eficiência dos pagamentos internacionais em todo o mundo. A forte colaboração entre os Bancos Centrais participantes, bancos comerciais e fornecedores de soluções de tecnologia estabeleceu a base para o desenvolvimento de futuros trilhos de pagamento prontos. Estamos ansiosos para participar nas fases subsequentes deste esforço ousado." - Sopnendu Mohanty, Diretor de FinTech, Autoridade Monetária de Cingapura


"Embora a exploração de vários CBDCs esteja em sua infância, o Projeto Dunbar destaca as possibilidades de usar vários CBDCs emitidos em uma plataforma compartilhada para liquidação internacional. Embora muitas incógnitas permaneçam e várias áreas ainda exijam investigação adicional, é somente por meio de nosso entendimento coletivo e de nossa jornada juntos que podemos contribuir significativamente para o roteiro do G20 para melhorar os pagamentos transfronteiriços. Temos o privilégio de fazer parte deste trabalho pioneiro." - Rashad Cassim, vice-governador, Banco Reserva da África do Sul.

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