sexta-feira, 10 de julho de 2026

Plataforma sanitarista digital única mundial


Um governo mundial só poderá ser instaurado com a padronização de diversas frentes, como, p.ex.: uma plataforma financeira digital única mundial, uma moeda digital única mundial e um sistema sanitarista único mundial.

A OMS junta-se à Open Health Stack Software Foundation para promover a saúde digital aberta e baseada em padrões para todos os países
09.Jul.2026


Os sistemas de saúde digital em muitos países desenvolveram-se de forma fragmentada. Há um programa para imunização, outro para HIV, outro para saúde materna - cada um criado separadamente, muitas vezes por parceiros diferentes, em plataformas isoladas que não conseguem comunicar-se facilmente entre si. Os profissionais de saúde inserem as mesmas informações mais de uma vez. Os ministérios têm dificuldade em obter uma visão completa do seu próprio sistema de saúde e cada novo investimento acrescenta mais uma peça desconectada, em vez de fortalecer toda a infraestrutura. Open Health Stack Software Foundation (OHS-SF) [Fundação Saúde Aberta Pilha/Monte de Softwear]...

Pilares para o futuro da saúde digital global. Um espaço neutro, de propriedade da comunidade, para componentes de código aberto - ajudando desenvolvedores de toda parte a criar soluções de saúde baseadas em padrões e prontas para IA.

... recém-criada pela Linux Foundation com o apoio da OMS, do Google e de uma coalizão global de organizações de saúde e tecnologia...

Artigo CDS



... foi concebida para ajudar a solucionar esse problema. A OMS contribuirá para manter o trabalho da Fundação alinhado às normas e padrões da organização, bem como às necessidades dos países.

A origem do Open Health Stack

A Fundação baseia-se em uma colaboração iniciada em 2020, quando a OMS identificou um problema prático: suas Diretrizes SMART - bem como outras recomendações e normas de saúde pública e clínica com garantia de qualidade...


... precisavam ser utilizáveis ​​em sistemas reais de saúde digital e não apenas publicadas como documentos. A OMS e o Google assinaram um Memorando de Entendimento para desenvolver código de software de código aberto que facilitasse a adoção das orientações da OMS pelos países, utilizando padrões de interoperabilidade compartilhados, como o HL7 FHIR.


Essa colaboração deu origem ao Open Health Stack, lançado em 2023...


... e com ele cresceu uma comunidade mais ampla de desenvolvedores, implementadores, ministérios da saúde e parceiros técnicos. Milhões de pessoas são agora atendidas por serviços de saúde que utilizam ferramentas do Open Health Stack - desde sistemas nacionais de registros digitais até plataformas para agentes comunitários de saúde - em países da África Subsaariana, do Sul da Ásia e do Sudeste Asiático. Para garantir que essas ferramentas continuem a servir toda a comunidade global de saúde, em vez de apenas uma organização, o Google está transferindo o código e os ativos do Open Health Stack para uma nova fundação independente, hospedada pela Linux Foundation. Como afirma o Dr. Michael Howell, Diretor de Saúde do Google:

"O Open Health Stack é um excelente exemplo de infraestrutura aberta, transparente e verificável que ajuda a construir uma IA verdadeiramente confiável na área da saúde. Temos orgulho de contribuir com o Open Health Stack para a Linux Foundation, garantindo que desenvolvedores possam criar ferramentas digitais nas quais profissionais clínicos e de saúde pública possam confiar, e que sejam baseadas em padrões acessíveis e compartilhados. Trabalhar em conjunto com toda a comunidade nos permite cocriar um ecossistema focado no acesso aos cuidados de saúde e na inovação."
Construído em padrões-base abertos  já recomendados pela OMS

O trabalho da Fundação baseia-se nos mesmos padrões que a OMS utiliza em suas diretrizes normativas: HL7 FHIR para o intercâmbio de dados de saúde e terminologias internacionais, como a Classificação Internacional de Doenças (CID)...

Artigos CDS sobre CID


... garantindo que um diagnóstico, ou serviço, registrado em um sistema tenha o mesmo significado em outro. As ferramentas do Open Health Stack são projetadas para operar diretamente com as Diretrizes SMART da OMS - versões legíveis por máquina das recomendações clínicas e de saúde pública da organização. Essa conexão é fundamental na prática: significa que os sistemas desenvolvidos pelos países com base no Open Health Stack já estão prontos para executar conteúdos com garantia de qualidade da OMS, eliminando a necessidade de trabalhos adicionais para converter as diretrizes da organização em formatos utilizáveis.

Implicações para os países

A Fundação manterá e expandirá bibliotecas de código aberto, ferramentas para desenvolvedores e softwares de referência que qualquer país, ou parceiro de implementação, possa utilizar, sem custos de licenciamento, ou dependência exclusiva de fornecedores [vendor lock-in]. Trata-se de uma base compartilhada e reutilizável que auxilia os países a avançarem em direção ao conceito da OMS de Infraestrutura Digital e de Dados de Saúde Essencial e Resiliente (REDDHI): um cenário no qual os serviços e aplicativos digitais de saúde essenciais de um país - como registros compartilhados, histórico de saúde ao longo da vida e intercâmbio de dados entre sistemas baseado em padrões - são técnica e financeiramente sustentáveis ​​por conta própria. O uso de código aberto mantido pela comunidade, fundamentado em padrões, tecnologias, arquiteturas e conteúdos abertos - a abordagem "full-STAC"...


... é um dos fatores que viabilizam essa sustentabilidade, evitando que os países precisem reconstruir, ou re-licenciar repetidamente as mesmas capacidades fundamentais. Por ser um código aberto e baseado em padrões, ele permite que países e empresas locais o utilizem como base, adaptem-no e realizem sua manutenção de forma independente, sem depender de um único fornecedor. Esse aspecto é central para a mudança proposta pela Agenda de Ação de Accra...


... e pela Agenda de Lusaka


... transitar de soluções pontuais fornecidas externamente para sistemas de propriedade nacional, sustentáveis ​​técnica e financeiramente a longo prazo pelos ecossistemas tecnológicos locais. Além disso, a iniciativa fomenta a capacidade local em saúde digital, fortalecendo desenvolvedores, empresas e instituições públicas nacionais que manterão esses sistemas ao longo dos anos, reduzindo a dependência de fontes distantes de software e de suporte externo.

Preparando países para uma IA verificável

A Fundação também inclui o AI Commons for Global Health - um espaço neutro e agnóstico em relação a modelos, desenvolvido em parceria com a OMS. 


Esse espaço visa criar as ferramentas compartilhadas necessárias para uma IA segura e eficaz na saúde, incluindo protocolos técnicos comuns, competências específicas da área da saúde que sistemas de IA possam utilizar, bem como ferramentas de avaliação e benchmarking. Ao basear-se em padrões abertos de IA e integrar o ecossistema que viabiliza as Linhas-Guia SMART sobre FHIR, a iniciativa oferecerá aos países um caminho prático para incorporar a IA em seus sistemas de saúde utilizando uma infraestrutura interoperável, auditável e fundamentada nas normas da OMS, em vez de adotar ferramentas de IA isoladas, ou incompatíveis, com os padrões dos quais seus sistemas de saúde já dependem. Como afirma o Dr. Garrett Mehl, Chefe da Unidade de Saúde Digital e Sistemas de Informação da OMS:

"Vimos muitos sistemas promissores de saúde digital entrarem em colapso quando o projeto do doador que os financiava chegava ao fim. O caminho para ecossistemas nacionais de saúde digital resilientes passa pelo protagonismo dos países tanto na governança quanto nas bases técnicas de seus sistemas: uma governança sob seu controle, padrões que possam servir de referência para testes e softwares cuja manutenção não dependa perpetuamente de fornecedores externos. A Open Health Stack Software Foundation é uma peça fundamental dessa infraestrutura de independência: aberta, governada pela comunidade, sem pertencer a um único ator e projetada para perdurar além de qualquer ciclo de financiamento individual."
Como os países e seus parceiros podem se beneficiar

Para os ministérios da saúde e seus parceiros tecnológicos, a oportunidade prática reside em aproveitar ferramentas que já estão alinhadas às normas da OMS, em vez de começar do zero ou vincular-se a um único fornecedor. As Diretrizes SMART da OMS - conteúdo clínico e de saúde pública legível por máquina - estão disponíveis gratuitamente em smart.who.int, enquanto o código-fonte aberto gratuito, as ferramentas para desenvolvedores...


... e o software de referência que operacionalizam esse conteúdo em sistemas reais podem ser encontrados em ohs.foundation. A adesão à Fundação é gratuita para entidades sem fins lucrativos, acadêmicas e governamentais, seguindo o modelo da categoria de Membro Associado da Linux Foundation. As equipes técnicas dos países e os parceiros locais de implementação podem tanto contribuir para o código quanto utilizá-lo, integrando-o aos sistemas nacionais de saúde digital, adaptando-o às necessidades locais e realizando sua manutenção ao longo do tempo. Isso gera capacidade técnica local duradoura, evitando a dependência recorrente de fornecedores e sistemas externos.--FIM DA TRADUÇÃO


Artigos CDS relacionados

13.Jul.2022
Corpo de Negociação Inter-governamental (INB-OMS): o mecanismo que está dando vida ao Tratado Internacional de Pandemias

18.Jul.2022
1° Dia: Tradução da 1ª fala do Brasil hoje de manhã no 2° Encontro do Corpo de Negociação Intergovernamental - Tratado Global de Pandemias (18-22.Jul.2022)

18.Jul.2022
1° Dia: Tradução da 2ª fala da Delegação do Brasil no 2° Encontro do Corpo de Negociação Intergovernamental - Tratado Global de Pandemias (18-22.Jul.2022)

18.Jul.2022
1° Dia: Tradução da 3ª fala da Delegação do Brasil no 2° Encontro do Corpo de Negociação Intergovernamental (OMS) - Tratado Global de Pandemias (18-22.Jul.2022)

18.Jul.2022
1° Dia: Tradução da 4ª fala da Delegação do Brasil no 2° Encontro do Corpo de Negociação Intergovernamental (OMS) - Tratado Global de Pandemias (18-22.Jul.2022)

19.Jul.2022
2° Dia: Tradução da 1ª fala da Delegação do Brasil no 2° Encontro do Corpo de Negociação Intergovernamental (OMS) - Tratado Global de Pandemias (18-22.Jul.2022)

19.Jul.2022
2° Dia: Tradução da 2ª fala da Delegação do Brasil no 2° Encontro do Corpo de Negociação Intergovernamental (OMS) - Tratado Global de Pandemias (18 a 22.Jul.2022)

22.Jul.2022
Tratado Global de Pandemias está sendo criado com as portas fechadas: não sabemos o que estão decidindo!

22.Jul.2022
Corpo de Negociação Intergovernamental sobre o 2° Encontro de 18 a 22.Jul.2022

23.Jul.2022
Todas as intervenções da Delegação Brasileira no 2° Encontro (18-22.Jul.2022) do Corpo de Negociação Intergovernamental sobre a criação do Tratado Global de Pandemias, com excertos de uma intervenção da Presidente do evento e outra do Diretor-Geral da OMS

06.Set.2022
Audiências públicas na OMS sobre o Tratado Global de Pandemias, até 30.Set.2022

16.Jan.2023
Acordo Global de Pandemias: tradução do rascunho do 3° Encontro do CNI/OMS (05 a 07.Dez.2022)

11.Abr.2023
OMS em 2023 | Acordo Global de Pandemias

03.Mai.2022
TRATADO PANDÊMICO: O Tratado Internacional da Governança da Saúde Mundial

22.Abr.2023

24.Abr.2023

28.Abr.2023

05.Mai.2023

19.Jun.2023

27.Jul.2023

04.Ago.2023

13.Set.2023

25.Set.2023

09.Out.2023

17.Dez.2023

19.Fev.2024

17.Mar.2024

31.Mar.2024

01.Abr.2024

29.Abr.2024

04.Mai.2024

11.Mai.2024

16.Mai.2024

18.Mai.2024

25.Mai.2024

28.Mai.2024

28.Mai.2024

01.Jun.2024

03.Jun.2024

15.Jun.2024

05.Set.2024

09.Set.2024

23.Set.2024

25.Set.2024

17.Out.2024

30.Out.2024

16.Nov.2024

21.Nov.2024

02.Dez.2024

13.Jan.2025

17.Jan.2025

07.Abr.2025

14.Abr.2025

16.Abr.2025

09.Jul.2025


12.Set.2025

30.Set.2025

08.Nov.2025

26.Mar.2026

07.Abr.2026

11.Jun.2026

12.Jun.2026

16.Jun.2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antártida: intensa movimentação brasileira militar e académica em 2026

A agenda extraterrestre está a chamar a atenção para cima, para o céu, mas talvez o movimento relevante esteja a acontecer em baixo, nos oce...

Artigos mais lidos